O ativista Thiago Ávila - Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil
Os cerca de 175 integrantes da Flotilha Global Sumud com destino à Faixa de Gaza, interceptados por forças israelenses em águas internacionais do Mediterrâneo, desembarcaram na ilha de Creta, na Grécia. Além disso, o ativista brasileiro Thiago Ávila será interrogado por autoridades de Israel.
De acordo com a agência de notícias AFP, os participantes da ação embarcaram em quatro ônibus com destino a uma área ainda não especificada pelas autoridades gregas.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou que os ativistas Saif Abu Keshek e Thiago Ávila serão levados ao país para interrogatório. Eles são suspeitos de “ligação com uma organização terrorista” e de “atividades ilegais”, respectivamente.
Ambos são figuras conhecidas no movimento de apoio à causa palestina e em protestos contra a ação militar israelense em Gaza. O brasileiro possui grande presença nas redes sociais e atua como ativista há cerca de 20 anos.
Em comunicado, a Flotilha Global Sumud afirmou que os ativistas “sobreviveram a 40 horas de crueldade deliberada” a bordo de uma embarcação militar israelense.
“Eles foram privados de comida e água adequadas. Foram obrigados a dormir no chão, que foi deliberadamente e repetidamente inundado”, informou o grupo, acrescentando que alguns participantes relataram “narizes quebrados, costelas fraturadas e espancamentos”.
A nota também denunciou que Keshek e Ávila “ofereceram resistência pacífica” e que “a resposta foi pura violência”, incluindo “socos”, “chutes” e pessoas “arrastadas para o convés com as mãos amarradas nas costas”.
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