Foto: Gustavo Martins / Cruzeiro

Com o término da décima terceira rodada, o Brasileirão Feminino tem uma nova artilheira. A cruzeirense Marília Furiel balançou as redes sete vezes nos 12 jogos que disputou na competição. Assim, ela abriu um gol de vantagem sobre concorrentes de peso: as palmeirenses Bia Zaneratto e Tainá Maranhão, Pimenta do Atlético-MG, além de Gabi Zanotti, do Corinthians.

Contra o São Paulo, na última partida das Cabulosas, apesar da derrota por 2 a 1, a atacante amazonense, de 23 anos, deixou sua marca. Com isso, foi bastante elogiada pelo treinador Jonas Urias na entrevista coletiva após o jogo.

“A Marília é alguém que trabalha de uma forma impecável no dia a dia, se cuida muito, se dedica muito. E o que ela colhe é pelo talento, dedicação, é o quanto ela corre. Ela faz isso no dia a dia, então não é uma jogadora que chega no jogo e é iluminada. Não, ela trabalha demais e é iluminada. Então, tenho uma honra enorme de dividir os dias com a Marília. Extremamente atenciosa com os detalhes táticos. Quando vem um plano, uma ideia, alguma orientação, ela sempre é muito disciplinada e dedicada na execução. E por isso cria tantas oportunidades e tem esse faro de gol. É um privilégio muito grande poder ter essa jogadora, que está no início da carreira, com apenas 23 anos. E tem tanto a crescer ainda e com certeza vai dar muitas outras glórias à torcida do Cruzeiro“, contou o técnico.

História no Cruzeiro

Marília é a segunda atleta que mais atuou pelas Cabulosas na história. No total, entrou em campo 115 vezes (está trás apenas de Vanessinha, que tem 137 jogos). Apelidada de “Flecheira Azul” por comemorar gols com um gesto icônico, Marília é a segunda maior artilheira da história do Cruzeiro Feminino. Desde 2021 no clube mineiro, ela já marcou 48 gols. Assim, está atrás apenas de Byanca Brasil, autora de 60 gols pelas Cabulosas.

Natural da Ilha do Janauacá, no município do Careiro, na Região Metropolitana de Manaus (AM), a “Flecheira” renovou contrato no final do ano passado e fica na Toca da Raposa até o final de 2027, apesar de despertar interesses de clubes do exterior.

O apelido curioso é por causa das comemorações dos gols. Marília faz a pose de uma flecheira, inspirada em um ex-jogador que fez sucesso no time masculino do Cruzeiro, o boliviano Marcelo Moreno. Inclusive, a ideia partiu da companheira de Cabulosas, a Vanessinha.

Seleção Brasileira

A jogadora vem sendo convocada para a Seleção Brasileira Feminina pelo treinador Arthur Elias desde 2024. Naquele ano, inclusive, estreou dando assistência na vitória por 3 a 1 sobre a Colômbia, no dia 29 de outubro.

Em abril de 2026, ela e outras três atletas do Cruzeiro Feminino fizeram parte do grupo que disputou o FIFA Series: a goleira Camila Rodrigues e as zagueiras Vitoria Calhau e Paloma Maciel.

“Estou muito feliz por estar de volta e vestir essa camisa. É muito especial. Passei por um momento delicado ano passado, fiz cirurgia, mas estou feliz por estar de volta e poder contribuir com o Brasil”, relatou a Flecheira.

O Brasil conquistou a competição ao superar o Canadá na final por um a zero e Marília entrou no decorrer da partida. Contudo, se no Campeonato Brasileiro Feminino a atacante é artilheira, a Flecheira ainda persegue o primeiro gol com a camisa amarelinha.

*Com informações de IG