Imagens enviadas ao deputado mostram avanço do fogo e animais mortos; parlamentar alerta para impactos à saúde e já acionou Ministério Público para investigar prevenção e combate aos incêndios no Amazonas - Foto: Reprodução / Redes Sociais

Após receber denúncias de moradores pelas redes sociais, o deputado federal Amom Mandel (Republicanos-AM) cobrou providências urgentes dos órgãos responsáveis para conter os incêndios que atingem o município de Caapiranga, a 133 quilômetros de Manaus. Imagens encaminhadas ao parlamentar mostram grandes colunas de fumaça, o avanço do fogo pela vegetação e animais mortos pelas chamas, aumentando a preocupação com os impactos ambientais e, principalmente, com a saúde e a segurança da população.

“As denúncias que estão chegando de Caapiranga são desesperadoras. Tem fogo há dias, animais mortos e uma população preocupada sem saber até onde esse incêndio pode chegar. Não dá para esperar o fogo sair completamente do controle para começar a agir. Estamos acionando os órgãos responsáveis e cobrando uma resposta urgente”, afirmou Amom.

A preocupação ocorre justamente enquanto o parlamentar cumpre uma série de agendas pelo interior do Amazonas. Durante os deslocamentos até o município de Borba, onde cumpre agenda nesta segunda-feira (31), Amom identificou diferentes pontos de incêndio na floresta e afirmou que acompanhará a situação, cobrando atuação dos órgãos ambientais e de resposta a emergências.

“Estou percorrendo o interior e vendo de perto vários pontos de incêndio. O problema não está restrito a um único município. Quando o fogo avança, não é só a floresta que sofre. A fumaça chega às casas, prejudica crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios, destrói a fauna e coloca comunidades inteiras em risco. Prevenção e combate ao fogo precisam ser tratados como prioridade”, reforçou.

Cobrança aos órgãos de controle

O alerta em Caapiranga ocorre poucos dias depois de Amom acionar o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) para pedir a investigação de possíveis falhas nas medidas de prevenção, fiscalização e combate aos incêndios no estado. A representação questiona se a estrutura disponibilizada pelo poder público foi suficiente diante de um cenário de estiagem, redução das chuvas e aumento das temperaturas que já vinha sendo alertado por órgãos ambientais e instituições científicas desde o primeiro semestre.

No documento, o deputado pede que o MPAM requisite informações à Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), à Defesa Civil, ao Corpo de Bombeiros e à Prefeitura de Manaus, além de realizar inspeções nas áreas atingidas. A apuração busca esclarecer quais medidas preventivas foram efetivamente adotadas antes do período mais crítico e se havia estrutura, pessoal, equipamentos e planejamento suficientes para responder ao aumento das ocorrências.

“O Amazonas sabia que enfrentaria um período de risco. Existiam alertas e havia tempo para se preparar. Por isso, estamos cobrando respostas: o que foi feito antes dos incêndios aumentarem? Qual estrutura estava pronta para responder? E, principalmente, por que estamos vendo comunidades enfrentando novamente o fogo e a fumaça? Não podemos aceitar que todo ano a população sofra e a resposta só venha depois que a situação vira emergência”, concluiu Amom.