
Eles quase sempre chegam antes de todo mundo. Enquanto empresas, lojas e outros espaços começam a movimentar suas rotinas, os agentes de limpeza já estão trabalhando para deixar os ambientes prontos. O resultado aparece para quem chega, mas, antes disso, existe uma rotina que envolve técnica, treinamento, equipamentos e atenção aos detalhes.
Na limpeza profissional, preparar um ambiente exige mais do que retirar a sujeira. Em Manaus, a JAN-PRO aposta na capacitação das equipes para preparar os profissionais antes da execução dos serviços, com treinamento para o uso de produtos, equipamentos e procedimentos adequados a cada atividade.
O trabalho que precisa ser reconhecido
Marcela Vasconcelos, líder de serviços em uma operação terceirizada pela JAN-PRO, coordena uma equipe de cinco profissionais e completa 10 anos na área em outubro.
Para ela, parte do desafio está em fazer com que esse trabalho seja percebido por quem encontra o ambiente pronto. O respeito também passa pela forma como os profissionais são tratados durante a rotina.
“É preciso valorizar cada trabalhador da limpeza. Sem eles, como é que as pessoas vão trabalhar? Se não tiver quem faça esse trabalho, não tem como manter o ambiente limpo”, pontuou.
A experiência fez Marcela enxergar a limpeza como uma questão que vai além da aparência.
“A pessoa passa a maior parte do tempo no trabalho. Então, o ambiente precisa estar limpo, precisa estar higienizado. Isso também é saúde”, ressaltou.
Uma oportunidade que virou profissão
A história de Erenilza Jesus da Silva, 49 anos, começou de outra forma. Há 11 anos na profissão, ela entrou na área sem experiência em limpeza profissional. Até então, conhecia a atividade pelas tarefas domésticas.

“Eu entrei sem saber nada e eles me deram uma oportunidade. Eu só sabia fazer a limpeza básica de casa”, disse.
Com o tempo, Erenilza passou a lidar com produtos, equipamentos, proteção e procedimentos específicos. A rotina também mudou sua percepção sobre a profissão.
“Não é só a limpeza. A gente aprende o uso correto dos produtos, aprende sobre proteção e aprende a fazer um trabalho de qualidade”, destacou.
Erenilza também passou a enxergar a profissão pelo comportamento de quem utiliza os espaços. Para ela, manter um ambiente limpo não depende apenas de quem executa o serviço. É preciso reconhecer o trabalho feito e ajudar a conservar o local.
Cuidar de quem cuida
Na rotina da limpeza profissional, o cuidado também precisa chegar a quem executa o serviço. Fisioterapeuta do trabalho e ergonomista, Jefferson de Almeida Lima, 30, atua na JAN-PRO com consultoria em ergonomia e gerenciamento de riscos ocupacionais, incluindo os psicossociais.
As orientações envolvem postura, movimentos repetitivos e prevenção de problemas como tendinite e bursite, mas também situações de pressão por metas, relações profissionais e assédio.
“Como é que eu posso ajudar o meu trabalho sem que eu esteja me prejudicando?”, questiona.
Saúde também envolve reconhecimento
Para Jefferson, a relação com o trabalho também passa por reconhecer um esforço que nem sempre é percebido.
“Às vezes ele se sente preocupado pelo fato de não ter o reconhecimento de ele ter se ajoelhado e esfregado o chão, esfregado a parede.”












