
A transformação demográfica brasileira começa a ganhar respostas no mercado imobiliário da Região Norte. Em Manaus, a Patter Incorporadora decidiu ir além da reprodução de modelos tradicionais de imóveis e partiu para a escuta do público local, combinando pesquisas sobre longevidade, estudos de comportamento e dados de seus investidores. O objetivo é desenvolver um novo conceito imobiliário conectado aos desejos da população madura e às particularidades da região.
O movimento acontece em um estado que avança no cenário nacional de inovação. Segundo o Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento (IBID) 2025, do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), o Amazonas subiu três posições, alcançou a 17ª colocação nacional e assumiu a liderança da Região Norte.
A mudança também é demográfica. Entre 2010 e 2022, o índice de envelhecimento de Manaus praticamente dobrou, passando de 13,71 para 26,41 pessoas com 65 anos ou mais para cada 100 crianças de até 14 anos, segundo o IBGE.
Na Patter, um levantamento com sua carteira de clientes revela que mais da metade dos investidores tem 50 anos ou mais. O estudo também identifica a aquisição de múltiplas unidades como estratégia de diversificação patrimonial.
Para Sérgio Avelino, presidente da Patter Incorporadora, esse movimento já faz parte da evolução do mercado. “Em mais de quatro décadas acompanhando o mercado imobiliário, tenho visto nossos investidores amadurecerem e ampliarem sua visão sobre o patrimônio. São pessoas que valorizam cada vez mais investimentos de longo prazo, pensando não apenas na rentabilidade, mas também nas possibilidades que um imóvel pode oferecer no futuro. A longevidade é uma das grandes transformações do nosso tempo, e o mercado imobiliário precisa acompanhar essa evolução”, afirma.
Novos modelos para a longevidade
O Panorama Residências para Longevidade, desenvolvido pela MV Marketing em parceria com a geroarquiteta Flavia Ranieri, analisa os diferentes perfis da maturidade brasileira e os modelos residenciais existentes e emergentes no país.
O estudo considera um universo de aproximadamente 59 milhões de brasileiros com 50 anos ou mais e apresenta alternativas como aging in place, coliving, cohousing e Living as a Service – Longevity (LaaS-Longevity).
Entre esses formatos, o LaaS-Longevity se conecta ao perfil de pessoas maduras ativas e independentes, que valorizam a interação social, segurança, autonomia e conveniência. O conceito é estruturado em seis pilares: convivência intergeracional, ambientes acessíveis, serviços sob demanda, tecnologia, hospitalidade e gestão do bem-estar.












