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A vitória de Lula (PT) “é praticamente irreversível”, afirma o deputado federal André Janones (Rede-MG) no programa Alt Tabet, do UOL.

A declaração veio após a divulgação da pesquisa Quaest nesta quarta-feira (14), que mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto no segundo turno da eleição presidencial, enquanto Lula (PT) aparece com 44%. Os dois candidatos estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro.

Janones diz que sua avaliação se baseia, sobretudo, na leitura do que chama de “sinais” das redes sociais.

“É com essa mesma convicção de quem não é um otimista nato, de alguém que disse que o Flávio ultrapassaria, que o Flávio terminaria na frente, é que eu vou fazer uma afirmação aqui para você. A vitória do presidente Lula é praticamente irreversível. Não existe nada que eles possam fazer. Eu estou dizendo isso com total isenção. (…) Se nada mudar até o dia 25 de outubro, se continuar a mesma vibe, o mesmo engajamento, a mesma mobilização, o presidente Lula está reeleito presidente do Brasil.” afirmou André Janones.

O deputado separa o que chama de “sentimento da campanha” da sua avaliação pessoal. Segundo ele, a equipe está motivada e trata a disputa como “um jogo muito difícil”, com clima de empate e foco em “batalhar para vencer”.

Janones também afirma que já tinha feito previsões anteriores sobre a evolução das pesquisas e que acertou ao apontar, meses antes, um avanço do adversário. Para ele, esse histórico reforça a leitura atual.

“Minha grande habilidade é saber ler os sinais que as redes sociais emitem. (…) A rede tem um sentimento, um clamor, uma onda que vai sendo gerada. (…) Eu sei ler os sinais que a rede emite.” afirmou André Janones.

Na análise dele, o segundo turno tende a mudar o comportamento do eleitor, que passaria a comparar mais diretamente os candidatos. “No segundo turno, as pessoas param e falam: peraí, o que eu tô fazendo?”, afirma.

O deputado sustenta ainda que a virada, se ocorrer, passa pelo desempenho digital. Ele diz que a campanha identificou as redes como o principal ponto de desvantagem no primeiro turno e que, agora, o cenário teria se invertido.

“Não precisa ser um gênio pra entender que só resta um local onde a batalha tava sendo perdida por nós, nas redes sociais. E a gente chegou pra ficar nas redes e a gente não tá ganhando nas redes sociais. (…) A gente tá massacrando. A gente atropelou eles nas redes sociais.” afirmou André Janones.

Janones diz que não vai atacar Kassio e TSE: ‘Modus operandi da direita’

Protagonista de um embate com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre o canal “Exército do Lula” no WhatsApp, o deputado federal André Janones (Rede-MG) afirmou que não pretende atacar o presidente da corte, Kassio Nunes Marques, e outras figuras do Judiciário.

Durante o papo, ele disse que evita repetir o que chamou de “modus operandi” da direita. Ao comentar a polarização política e decisões judiciais que, segundo ele, afetam sua atuação nas redes, Janones disse que prefere deixar o debate jurídico para advogados e manter sua disputa no campo político.

“Eu não quero repetir o método bolsonarista. […] Eu não vou repetir o modus operandi bolsonarista de ficar atacando a justiça. Eu deixo isso para militante, eu deixo isso para quem quiser fazer. […] Eu não vou repetir o modus operandi deles, eu não vou colocar a população contra o Poder Judiciário. O meu debate e a minha discussão vai ser no campo político. O debate da justiça eu vou deixar para os advogados fazerem.” afirmou André Janones.

Na entrevista, Janones avaliou que a polarização “contaminou tudo” e que isso também atinge decisões do Judiciário. Ele disse ver “parcialidade clara em algumas decisões”, mas afirmou que evita transformar esse tema em eixo central da sua atuação pública.

Janones: Bombas contra Flávio já apareceram, faltava saber acender o pavio

As “bombas” contra Flávio Bolsonaro (PL) já apareceram, mas a campanha não soube “acender o pavio” na divulgação, disse Janones

Segundo ele, o problema não foi falta de material, mas a forma de apresentar o conteúdo ao público. Janones também avaliou a disputa nas redes e defendeu mais “inteligência” para dialogar com eleitores.

“Na verdade, as bombas apareceram, mas a gente não soube acender o pavio e virou traque. Essa é a questão. Não é o que aparece, é como você divulga. Então, os áudios eram bombas, as revelações lá do Flávio em adultério eram bombas, tiveram várias, mas a gente não soube acender o pavio.” disse André Janones.

Questionado se ainda pode surgir algo novo até o fim da campanha, o deputado disse não ter conhecimento nem acesso a “nenhum conteúdo” inédito, apesar do noticiário de vazamentos e novas conversas.

“Eu não vou dizer que não tenho, vou dizer que eu não tenho conhecimento”, afirmou, ao diferenciar o que circula publicamente do que chega diretamente a ele.

*Com informações de Uol