Nicolás Maduro e sua mulher, Cília Flores - Foto: Zurimar Campos / Presidência Venezuelana

Cilia Flores, mulher do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, afirmou ter prolapso da válvula mitral e pediu prisão domiciliar nos Estados Unidos para fazer um cateterismo cardíaco.

O que é o problema

Prolapso da válvula mitral é um defeito congênito que pode levar à regurgitação (refluxo) do sangue. O problema ocorre quando os folhetos da válvula se empurram e não vedam completamente a passagem, o que pode provocar insuficiência da válvula mitral.

Na maioria dos casos, o prolapso é uma alteração benigna e não provoca sintomas. O quadro não causa infarto, parada cardíaca ou morte súbita, mas parte das pessoas pode ter palpitações, dor no peito e falta de ar quando há refluxo importante de sangue.

Cerca de 10% dos portadores podem ter piora progressiva da válvula e do refluxo. Por isso, o acompanhamento médico costuma ser indicado para avaliar a evolução e o grau de comprometimento do coração.

Em casos mais graves, pode haver necessidade de correção do problema. Quando o refluxo se torna importante, a correção pode ser cirúrgica e, em muitos casos, também pode ser feita por cateterismo, sem abrir o peito.

Alteração na anatomia da válvula pode deixar o paciente mais sujeito a infecções. É recomendado conversar com o médico sobre quando há necessidade de antibiótico para prevenção, especialmente em manipulações dentárias, quando bactérias da boca podem entrar na circulação.

Pedido de prisão domiciliar e tratamento

A defesa de Cilia Flores afirma que ela precisa de prisão domiciliar para realizar um cateterismo cardíaco. A petição diz que o exame foi recomendado por médicos e pode levar a procedimentos mais invasivos no coração.

O advogado Mark Donnelly diz que ela não recebeu na prisão uma injeção mensal para controlar o prolapso da válvula mitral. Ele afirmou à NBC News que o centro de detenção não tem condições necessárias para a recuperação após o procedimento.

A defesa relata que Flores teve em julho um episódio de cerca de 30 minutos de forte pressão no peito e falta de ar. Advogados e médicos externos avaliam que ela pode ter tido um infarto leve, mas a petição diz que não há exames laboratoriais ou prontuário registrados na ocasião; a defesa também cita sensação persistente de atordoamento, tontura e falta de ar.

*Com informações de Uol