Presidente dos EUA, Donald Trump, discursa na Casa Branca, em Washington - Foto: Kylie Cooper / Reuters

O presidente Donald Trump afirmou hoje que os Estados Unidos responderão aos ataques iranianos contra alvos americanos no Oriente Médio. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, por sua vez, diz que que prolongar a guerra contra os Estados Unidos não beneficia seu país.

Trump declarou que o Exército fará “fortes ataques” contra o Irã em breve. “Vamos atingir eles com força”, disse Trump, de acordo com um jornalista da Fox News que afirmou ter falado brevemente com ele. “Haverá uma resposta”, acrescentou Trump após os ataques iranianos, que, por sua vez, foram uma resposta aos bombardeios americanos contra uma ilha no Estreito de Hormuz.

O presidente também afirmou à Fox que os iranianos “querem muito” se encontrar com os EUA para negociar um acordo. Apesar disso, ele disse não saber se é possível confiar em Teerã. Ele acrescentou que “as [novas] sanções contra o Irã estão entrando em vigor com força”.

Trump classificou o Irã como uma “nação fracassada” em publicação na rede Truth Social. “O Irã é oficialmente uma nação fracassada. ESTÁ MORTO”, escreveu o presidente.

O presidente afirmou que o país não tem Marinha, Força Aérea ou moeda e que a inflação chegou a 300%. Trump também disse que a liderança iraniana está desorganizada e acusou o governo de matar mais de 100 mil manifestantes — o republicano não disse de onde vem esse dado.

O Irã já ocupa historicamente uma das primeiras posições mundiais em número de execuções. Segundo defensores dos direitos humanos, o aumento observado em 2026 coincide com a intensificação da repressão após as manifestações de janeiro e com o esforço das autoridades para sufocar qualquer forma de contestação política.

Países voltam a se atacar, mas Irã diz que quer acordo

Forças dos EUA atacaram lançadores de foguetes iranianos no estreito de Hormuz. O Irã, por sua vez, afirmou que atacou alvos militares dos EUA na Jordânia.

Os EUA concluíram na semana passada a retirada de minas das rotas internacionais de navegação na área. O estreito de Hormuz é considerado estratégico para o tráfego marítimo e costuma concentrar tensões entre Teerã e Washington.

Embarcações no Estreito de Hormuz, vistas de Musandam, Omã – Foto: Reuters

Após o ataque no estreito de Hormuz, a Guarda Revolucionária disse que houve mortos e feridos. “O martírio e o ferimento de vários de nossos combatentes e compatriotas”, afirmou o grupo em comunicado transmitido pela emissora estatal iraniana.

Irã ainda quer negociar fim para guerra com EUA, afirmou o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. Ele ressaltou que o país ainda busca uma solução negociada para o conflito com os EUA e que quer retomar as tratativas, enquanto uma autoridade do país prometeu à agência de notícias Reuters amplas retaliações a qualquer agressão dos EUA.

O presidente iraniano acusou Washington de não cumprir compromissos assumidos em acordos anteriores. “Mesmo assim, ainda estamos tentando chegar a um acordo e a um entendimento. Acreditamos que continuar a guerra não interessa a ninguém: nem a nós, nem à região, nem à humanidade”, afirmou Pezeshkian, segundo a agência iraniana semioficial Tasnim.

O tráfego comercial no Estreito de Hormuz permanece reduzido, apesar de Trump afirmar que 24 embarcações cruzaram a rota na última semana. Antes da guerra, cerca de 130 navios passavam diariamente pelo estreito, por onde normalmente circula 20% do petróleo mundial.

*Com informações de Uol