
Nos 20 anos da Lei Maria da Penha, celebrados nesta sexta-feira (7), a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) alerta para o aumento dos registros de violações de direitos contra mulheres. Entre janeiro e julho de 2026, o Amazonas contabilizou 68 mil registros na Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, reforçando a importância da denúncia e do fortalecimento da rede de proteção às vítimas.
Já na pesquisa DataSenado de 2025, os dados apontaram que 3,7 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar naquele ano.
Para a defensora pública e coordenadora do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem), Caroline Braz, os números refletem a fragilidade na fiscalização do cumprimento das leis em vigor no país e a falta de políticas públicas que não revitimizem mulheres que sofrem algum tipo de violência.
“Para reduzir os números dessas violências contra as mulheres, é preciso ir além da criação de leis; é preciso fiscalizar e acompanhar a aplicação delas no dia a dia. Nós observamos que houve um avanço nas leis de proteção às mulheres, mas que muitas mulheres não conhecem ou não são beneficiadas com esses avanços ainda”, destacou.
“Por isso, a Defensoria Pública orienta: mulheres que tenham dúvidas sobre seus direitos, que tenham sofrido algum tipo de violência ou queiram uma orientação jurídica podem procurar o Núcleo de Defesa da Mulher”, acrescentou.
Como a Defensoria atua na defesa das mulheres
Mulheres vítimas de qualquer tipo de violência podem contar com a assistência e orientação jurídica do Nudem, núcleo criado pela Defensoria Pública, que atua na proteção, orientação e defesa dos direitos das mulheres em situação de vulnerabilidade. Com uma equipe 100% feminina, o núcleo realiza atendimento gratuito, humanizado e individual, com o objetivo de não promover a revitimização.
A unidade especializada está localizada na Avenida André Araújo, número 7, bairro Adrianópolis, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h. No local, são atendidas demandas de ações indenizatórias decorrentes da violência doméstica e familiar, solicitação inicial de medidas protetivas, ações de guarda de filhos, pensão alimentícia, divórcio, entre outras necessidades.
A instituição também atua de forma orientativa e preventiva. Este ano, pela primeira vez, a Defensoria realizou um curso de capacitação para agentes da Ronda Maria da Penha, com o intuito de humanizar cada vez mais os atendimentos às vítimas de violência em todo o estado.












