
O Boi Garantido encerrou a primeira noite do 59º Festival de Parintins, na sexta-feira (26/06), com o espetáculo “Parintins, Portal do Encantamento”, exaltando a ancestralidade indígena, a união dos povos e a força dos originários da Ilha Tupinambarana. Em uma apresentação marcada por grandes alegorias, o boi vermelho e branco conduziu o público por histórias que celebram a união dos povos, os seres encantados da Amazônia, crenças e tradições.
A abertura do espetáculo contou com a alegoria assinada pelo artista Aguinaldo Souza, que reuniu elementos da floresta amazônica e seres encantados. Da estrutura surgiram itens oficiais do boi, como a Porta-Estandarte Jeveny Mendonça e a Sinhazinha da Fazenda Raíra Lins, estreante na arena do Bumbódromo.
Na sequência, o Garantido apresentou a lenda amazônica “Parintintin, o povo que veio do céu”, criada pelo artista Leandro Oliveira. A narrativa levou à arena a história do povo Parintintin, por meio dos seres encantados da floresta, atingindo o auge na apresentação da cunhã-poranga Isabelle Nogueira.
O pajé do Garantido, Adriano Paketá, destacou a preparação da associação para a disputa e afirmou que o espetáculo foi construído ao longo de meses de trabalho coletivo.
“A gente vem aqui com um espetáculo grandioso. A gente está bem organizado. Temos uma dinâmica de espetáculo que ensaiamos durante vários meses para executar da melhor maneira. Todos os grupos que fazem parte do quadro cênico-coreográfico estão preparados”, disse o item.
Outro momento marcante da apresentação foi a Figura Típica Regional, que homenageou mulheres e mães guerreiras guardiãs dos saberes da floresta. A cantora Márcia Siqueira participou da evolução representando a Mãe da Floresta.
Encerrando a apresentação, o Ritual Indígena apresentou “O Sonho de Ipají”, abordando o poder da cura e da espiritualidade indígena em uma viagem em que passado e futuro se encontram.
Primeira vez na ilha
O espetáculo emocionou quem acompanhava pela primeira vez o Festival de Parintins. A visitante Lucélia Amorim, de Iranduba, descreveu a experiência como inesquecível.












