O secretário de Estados dos EUA, Marco Rubio (de pé, conversa com a embaixadora do Líbano nos EUA, Nada Hamadeh; sentados ao lado estão o conselheiro do Departamento de Estado, Daniel Holler, e o embaixador de Israel nos EUA, Yechiel Leiter - Foto: Ken Cedeno / Reuters
Estados Unidos, Israel e Líbano assinaram nesta sexta-feira (26), um acordo-quadro para cessar as hostilidades na região.
O acordo foi anunciado pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, após negociações em Washington.
“Temos o prazer de anunciar um acordo-quadro entre o governo soberano do Líbano e, é claro, o governo de Israel, com a mediação e o apoio dos Estados Unidos da América”, disse Rubio durante a cerimônia de assinatura.
O acordo estabelece “um marco para uma paz e uma segurança duradouras”, acrescentou o chefe da diplomacia americana.
A paz no Líbano é colocada por negociadores iranianos como pré-requisito para o fim da guerra com os EUA e Israel. O principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, voltou a afirmar isto nesta quarta-feira (24).
Israel e o Líbano estão em guerra novamente desde 2 de março, quando o grupo extremista Hezbollah disparou contra o vizinho, em apoio ao Irã. Os israelenses responderam com ataques aéreos e terrestres, que já mataram mais de 4.000 pessoas no Líbano.
Quatro rodadas de negociações entre os dois países, realizadas desde abril, não haviam conseguido estabelecer um cessar-fogo duradouro.
Nesta terça-feira (23), por exemplo, o Exército israelense matou duas pessoas no sul do Líbano. O Hezbollah acusou Israel de violar novamente o cessar-fogo assinado no dia 19 de junho.
Segundo o jornal Times of Israel, um oficial israelense afirmou que as tropas de seu Exército só recuarão de duas áreas localizadas além das fronteiras originais da zona de segurança estabelecida em abril.
As Forças Armadas avançaram para o norte, ocupando mais território libanês desde então. É de duas dessas áreas que Israel concordou em se retirar no acordo de hoje com o Líbano, de acordo com o jornal.
Nas negociações do acordo-quadro em Washington nesta semana, Israel insistiu em manter as fronteiras originais da zona de segurança. O argumento é que o território é necessário para garantir que as cidades da fronteira norte não fiquem ao alcance dos mísseis do Hezbollah.
Após o anúncio do acordo, um parlamentar libanês ligado ao Hezbollah, Hassan Fadlallah, afirmou em entrevista à emissora Al Mayadeen que o grupo enfrentará qualquer medida adotada pelas autoridades do Líbano e que se apegará “ainda mais” às suas armas.
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