Deolane Bezerra chegando na sede da PC-SP - Reprodução / Instagram
Após a defesa de Deolane Bezerra pedir que a advogada fosse transferida do Pavilhão Especial da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista (SP) para um cela de Estado-Maior por estar enfrentando uma situação indigna no presídio, Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) afirmou que a informação é ‘improcedente’.
Na última terça-feira, 9, a Justiça de São Paulo negou o pedido da defesa para transferi-la ou substituir a prisão preventiva por domiciliar. Na solicitação, os advogados alegaram que ela é portadora de síndrome do pânico e teria apresentado episódios de queda de pressão e tontura devido às condições do cárcere e da dificuldade de alimentação adequada. Além de declarar que havia infestação de escorpiões em sua cela.
Em nota ao Terra, a Polícia Penal do Estado de São Paulo declarou que as alegações são improcedentes, pois Deolane se alimenta e ingere água normalmente, como a população prisional da unidade.
“Ao todo, são quatro refeições por dia e a comida fornecida segue o cardápio padrão elaborado por nutricionistas. A água ofertada é própria para consumo e passa por análises de qualidade com frequência. A Penitenciária passa por dedetização e desratização periódica, sendo a última em abril deste ano, não havendo registros de animais peçonhentos”, declarou a Pasta.
Já sobre o estado de saúde da advogado, a SAP disse que informações como essa não são repassadas por respeito ao sigilo médico.
Acesso a chapinha, produtos de beleza e água quente
Um ofício encaminhado pela direção do presídio ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) apontam que Deolane Bezerra está em uma cela individual, com acesso a batom, creme, esmalte, sombra, chapinha e direito à visita íntima, além de banheiro com água quente, sistema de TV, garrafa térmica, ventilador, sabonete extra e pinturas em desenho antiestresse.
O documento foi produzido após o pedido de transferência da influenciadora. Segundo o promotor Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) , ela está em um pavilhão isolado das demais detentas da unidade, onde há dez celas individuais com cama, mesa e cadeira. O local é reservado para as presas com curso superior e já abrigou outras advogadas acusadas de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Denunciada
A advogada foi denunciada pelo Ministério Público de São Paulo nesta semana por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção. Ela está presa desde o último dia 21 de maio, quando foi alvo de uma operação policial que investiga sua atuação em atividades relacionadas à facção criminosa.
Segundo a denúncia, ela teria exercido a função de movimentar recursos financeiros de atividades ilícitas, atuando como uma espécie de “caixa” da organização. O documento, assinado pelo promotor Lincoln Gakiya, também denuncia Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado pelas autoridades como a principal liderança da facção. Ambos são acusados dos crimes de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa no âmbito da Operação Vérnix.
Ao Terra, a defesa de Deolane afirmou que ela “não faz parte de nenhuma organização criminosa e tampouco cometeu qualquer crime, o que será provado ao longo do processo”.
Entre os principais pontos da investigação está a movimentação de aproximadamente R$ 40 milhões nas contas da influenciadora. Conforme apuram a Polícia Civil e o Ministério Público, há suspeitas de que os recursos tenham origem em uma transportadora de fachada localizada em Presidente Venceslau, no interior paulista.
De acordo com os investigadores, a empresa teria sido utilizada para ocultar patrimônio e movimentar valores provenientes do crime organizado, especialmente do tráfico de drogas, uma das principais fontes de arrecadação atribuídas ao PCC.
A ostentação de bens de luxo nas redes sociais também se tornou uma das principais frentes da investigação. Carros de alto padrão, joias, viagens internacionais e outros itens exibidos pela influenciadora se tornaram foco da apuração sobre uma possível lavagem de dinheiro.
Segundo a investigação, Deolane apresentaria um “padrão reiterado de ostentação de bens de alto valor econômico, incompatível, em tese, com a capacidade financeira formalmente declarada”. O Ministério Público sustenta ainda que essa circunstância “se mostra relevante sob a ótica da persecução penal voltada aos crimes de lavagem de capitais e ocultação de patrimônio”.
O pré-candidato ao Governo do Amazonas e ex-prefeito de Manaus, David Almeida, cumpriu agenda nesta sexta-feira (12), na zona rural da capital, em reunião...
Os animais de estimação também terão espaço garantido na programação junina deste fim de semana do Shopping Manaus ViaNorte, na zona Norte da capital....