Blatter presidiu a entidade máxima do futebol entre 1998 e 2015 - Foto: Getty Images
O ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, fez duras críticas à entidade e ao atual presidente Gianni Infantino pelo constrangimento envolvendo o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que apitaria a Copa do Mundo e foi barrado pela imigração dos Estados Unidos, no último sábado, 6.
O profissional de 34 anos havia desembarcado na América do Norte após uma longa rota de viagem que começou no Quênia e passou pela Turquia. Mesmo tendo conseguido uma autorização prévia após forte mobilização de profissionais do esporte nas redes sociais, Artan acabou barrado pelos agentes alfandegários no setor de imigração do aeroporto de Miami.
Em entrevista ao jornal francês L’Équipe, Blatter classificou o episódio como “inacreditável e absurdo”. Segundo o ex-dirigente, de 90 anos, um árbitro ser impedido de entrar no país-sede de uma Copa compromete princípios básicos da organização do Mundial.
“É inacreditável e absurdo. Quando um país é escolhido para sediar uma Copa do Mundo, existem dois princípios sagrados e fundamentais. O primeiro é a segurança, que o país deve garantir para o evento. O segundo é a concessão de vistos de entrada a todos os dirigentes da Fifa. E não há nada mais oficial do que um árbitro. Se um país nega a entrada a um árbitro, é um problema sério, e a Copa do Mundo não deveria ser realizada em tal país”, disse Blatter.
Blatter presidiu a entidade máxima do futebol entre 1998 e 2015, quando renunciou ao cargo em decorrência do escândalo de corrupção denominado “Fifagate”.
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