
A união entre a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas e o Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) marca um novo momento para a economia criativa no estado. Com a inauguração do Hub Amazon Poranga Fashion, instalado na sede do CBA, a proposta é conectar moda, inovação e bioeconomia, ampliando oportunidades para artistas, estilistas, artesãos e empreendedores da região.
A iniciativa surge como um espaço de desenvolvimento, pesquisa e incubação de projetos que utilizam insumos amazônicos, como fibras naturais, sementes e materiais sustentáveis, fortalecendo uma cadeia produtiva que vai muito além da criação artística.
Segundo o gestor cultural Turenko Beça, a parceria nasceu a partir de uma estratégia da Secretaria para ampliar o alcance da economia criativa no estado. “A economia criativa é um dos setores da Secretaria, e a gente vai mapeando oportunidades e fazendo prospecção em diversas áreas. A partir de uma orientação do secretário Caio André, fizemos essa ligação com o CBA e conseguimos instaurar aqui o hub, que é o primeiro passo dessa relação com o centro de bionegócios”, explica.
Ele destaca ainda que o espaço dialoga diretamente com o uso sustentável dos recursos da floresta: “Os empreendedores trabalham com materiais amazônicos, como curauá, tucum, fibras naturais e couro de pirarucu. Isso gera uma cadeia produtiva muito rica, que envolve desde quem coleta até quem transforma esses materiais em produto final”.
O Hub funciona como uma incubadora de projetos e deve atrair novos empreendedores e investidores. A proposta é ampliar o alcance das iniciativas e fomentar negócios em escala maior, conectando criatividade e mercado.
“Esse espaço vai receber empresas e aproximar investidores dos empreendedores, tanto pela Secretaria quanto pelo CBA. A ideia é que esses projetos cresçam e ganhem escala produtiva”, destaca Turenko.
Avanço na economia criativa
Para a diretora cultural do Amazon Poranga Fashion, Jessilda Furtado, a parceria representa um avanço importante para o reconhecimento da moda como um segmento estratégico da economia criativa. “A gente percebeu a importância de valorizar a moda, porque temos estilistas incríveis, mas muitas vezes invisibilizados. O Amazon Poranga surgiu justamente para dar visibilidade a esses criativos e fortalecer esse mercado”, afirma.
Ela relembra que o projeto cresceu ao longo dos anos, passando por diferentes espaços culturais de Manaus até chegar ao CBA, consolidando-se como uma plataforma de inovação. “Hoje estamos em um lugar de pesquisa, que estuda os insumos da Amazônia e transforma isso em bionegócio. Isso amplia muito as possibilidades, vai além de um desfile de moda, é geração de renda e valorização da nossa identidade”, completa.













