O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse que os problemas da família Bolsonaro precisarão ser resolvidos para que o senador Flávio Bolsonaro (PL) possa vencer o presidente Lula (PT) nas próximas eleições.
Há um racha entre os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). O atrito é maior com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), mas Michelle ainda não se engajou na pré-campanha de Flávio.
Valdemar afirmou ainda que Eduardo se enganou ao dizer na Cpac, a maior conferência conservadora do mundo, que gravava um vídeo para mostrá-lo ao pai, que está em prisão domiciliar. “Michelle falou que não entra telefone lá [na casa de Bolsonaro] de jeito nenhum.”
Em entrevista a jornalistas, o presidente do PL também descartou que a senadora Tereza Cristina (PP) ou que Michelle possam ocupar a vice na chapa de Flávio Bolsonaro.
Valdemar participou de um almoço do grupo Lide, do ex-governador João Doria, em São Paulo. Durante o evento, respondeu a perguntas da plateia. O empresário Basilio Jafet perguntou a ele sobre a possibilidade de que brigas na família e falas mais radicais de integrantes do clã possam atrapalhar Flávio Bolsonaro na corrida eleitoral.
“Se não resolvermos esses problemas dentro da família, o Eduardo não volta para o Brasil. Temos que ganhar as eleições”, disse o presidente do PL.
Eduardo está vivendo em autoexílio nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.
Valdemar afirmou ainda que terá uma reunião com o senador no fim de semana para tratar deste assunto.

Em sua fala, o presidente do PL defendeu uma mulher para a vaga de vice de Flávio, afirmando que foi um erro manter o general Walter Braga Netto na vice de Bolsonaro em 2022, já que o ex-presidente enfrentava dificuldades com o eleitorado feminino.
Valdemar disse que a senadora Tereza Cristina, que vinha sendo cotada para o posto, é um “máximo”, e também enalteceu o trabalho de Michelle Bolsonaro à frente do PL Mulher.
O presidente do PL também comentou o caso Master, dizendo que a base do governo Lula não quer assinar uma CPI sobre o assunto. “É um sinal que deve ter gente do governo envolvido nisso”, afirmou.
A direita bolsonarista vem tentando associar o escândalo do Master ao governo federal, buscando desgastar a imagem de Lula. A pré-campanha de Flávio Bolsonaro acredita que o assunto prejudicará a campanha do presidente.
Os principais nomes mencionados no caso até o momento, no entanto, são de direita. O senador Ciro Nogueira (PP), por exemplo, é um dos políticos mais ligados a Daniel Vorcaro, dono do Master, e atuou no Congresso em defesa dos interesses do banco. Vorcaro também era próximo de outros líderes do centrão, como Antonio Rueda, presidente do União Brasil.
Durante entrevista a jornalistas, Valdemar afirmou que Tereza Cristina disse a ele na semana passada que pretender concorrer ao Senado novamente. No entanto, o mandato da senadora, que foi eleita em 2022, vai até 2031.
O presidente do PL também descartou Michelle na vice de Flávio, afirmando que “ela tem o mesmo nome” e que “tem que abrir para os outros partidos”.
Valdemar disse ainda que tem dúvidas sobre a pré-candidatura do governador Ronaldo Caiado (PSD), confirmada nesta segunda-feira. Ele afirmou que Caiado é de direita e que tem certeza que apoiará Flávio no segundo turno. “Caiado é um grande candidato. Flávio [quando] presidente vai convidar todos esses governadores que tiveram sucesso para fazer parte do governo.”
O presidente do PL também foi questionado sobre declaração de Flávio Bolsonaro na Cpac a respeito de uma suposta interferência do ex-presidente americano Joe Biden nas eleições brasileiras de 2022.














