Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Lula (PT), no Carnaval do Rio, e foi irônico ao afirmar que “todos sentiram” falta de alas como a da Lava Jato.

“Se não foi propaganda antecipada, o que será?”, questionou o governador. A crítica de Tarcísio se une a de outros bolsonaristas que apontaram propaganda eleitoral antecipada a favor de Lula no desfile.

No vídeo publicado nas redes sociais, Tarcísio cita polêmicas envolvendo Lula e que não foram apresentadas no desfile. “A ala dos ‘Correios faliram e o Lula não viu’, ou quem sabe a ala ‘de pai para filho’ [em referência ao suposto envolvimento de Lulinha no caso do INSS], a ala ‘de volta à cena do crime’ [frase dita por Geraldo Alckmin, quando era opositor a Lula] ou a “dos roubados do INSS”, ironizou o governador. “O que não falta é escândalo”, afirmou.

O governador afirma que o país está “capturado” pelo PT. Nas imagens, Tarcísio cita a condenação de Jair Bolsonaro por uso eleitoral do 7 de Setembro e outras decisões contra ações bolsonaristas. “E não havendo [o mesmo rigor com o desfile], quanto elásticas serão as interpretações deste momento”, diz.

Para Tarcísio, ironia e crítica deram lugar a “propaganda política descarada e desrespeito aos evangélicos”. O vídeo publicado pelo perfil do governador apresenta ainda manchetes que apontam aumento nos gastos públicos pelo governo Lula. O ex-ministro de Bolsonaro diz ser candidato à reeleição em São Paulo.

Bolsonaristas dizem que entrarão com novas ações contra Lula. O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que o desfile “materializou uma série de ilícitos eleitorais que merecem responsabilização pela Justiça Eleitoral”. A oposição diz que entrará com pedidos para inelegibilidade de Lula, caso ele formalize o registro de sua candidatura —o petista já afirmou que deve tentar a reeleição.

“É o país dos amigos, do patrimonialismo, da captura do orçamento público, da desigualdade não resolvida, um país que não discute a qualidade da sua liderança, envelhecida, com processo de sua substituição muito lento.” afirmou Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo.

*Com informações de Uol