Teve início o interrogatório de Rubén Dario da Silva Villar, apontado como mandante dos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, e de Amarildo da Costa de Oliveira, suspeito de ser o autor dos disparos.
Oliveira e Villar estão entre os dez réus que serão ouvidos em audiências que fazem parte de um inquérito sobre organização criminosa na Justiça Federal em Tabatinga, no Amazonas. O caso corre em paralelo à investigação sobre a morte de Bruno e Dom.
Os réus respondem por envolvimento em uma rede de extração, caça e pesca ilegais na terra indígena Vale do Javari, na divisa com o Peru e a Colômbia. Devido à quantidade de depoimentos a serem colhidos, a Justiça optou por dividir as audiências em dois dias. A defesa deles não foi localizada pela reportagem.
Villar e Oliveira, conhecidos como Colômbia e Pelado, estão presos e participarão por videoconferência.
A Justiça aceitou em julho deste ano a denúncia do Ministério Público Federal que tornou Villar réu sob acusação de ser o mandante das mortes de Bruno Pereira e Dom Phillips, que faziam uma expedição no vale do Javari quando foram assassinados a tiros em junho de 2022, depois esquartejados e queimados.
Os restos mortais foram encontrados pela Polícia Federal, com a colaboração de indígenas da região do Vale do Javari. A defesa de Villar nega que haja indícios de sua participação.
Segundo o relatório da Polícia Federal que embasou a denúncia, concluído em novembro de 2024, os dois foram mortos como represália às atividades de fiscalização feitas por Bruno Pereira na região.
De acordo com a investigação, Villar comandava uma rede criminosa no vale do rio Javari e era responsável pela estrutura operacional, incluindo embarcações, armas e combustível, de pescadores e trabalhadores ilegais no local.
Ele também intermediaria o comércio dos produtos extraídos, revendidos depois para compradores de cidades no Amazonas, na Colômbia e no Peru.
Colômbia foi preso em julho de 2022, depois de apresentar documento falso ao se apresentar voluntariamente à Polícia para prestar depoimento, no qual negou participação nos crimes. Concedida prisão domiciliar em outubro, ele acabou retornando à prisão em dezembro daquele ano e segue preso desde então.
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