A ex-ministra do Meio Ambiente de Dilma Rousseff, Izabella Teixeira - Foto: LIDE/Divulgação
A ex-ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira ressaltou a importância de uma postura de união e de valorização do Brasil na discussão ambiental e agrícola. “Parem de falar mal do Brasil. Vamos para terapia antes de ir para o mundo. Recomendo isso porque é muito complexo negociar com brasileiros falando mal do seu próprio país”, declarou Teixeira durante o segundo painel da Lide Brazil Conference London, realizado nesta terça-feira (29).
A crise climática vai além da área ambiental. Izabella Teixeira, que atualmente é copresidente do International Resource Panel da ONU, conselheira emérita do Centro Brasileiro de Relações Internacionais, também defendeu que o tema da crise climática envolve desenvolvimento econômico, financiamento e inovação, e que o Brasil tem um papel relevante nesse cenário global.
“Falta ambição climática e falta o setor privado estar na sala discutindo o que interessa. Portanto, deve-se romper as bolhas de domínio de certos pensamentos que acham que a crise climática é uma prerrogativa da área ambiental. Não é. Há muito deixou de ser.” afirmou Izabella Teixeira, ex-ministra do meio ambiente.
União nacional é essencial para a imagem do Brasil. Teixeira alertou que críticas internas excessivas dificultam o posicionamento do país no cenário internacional. “Parem de falar mal do Brasil. Vamos para terapia antes de ir para o mundo”, disse a ex-ministra, chamando a atenção para a complexidade de se negociar quando os próprios brasileiros atacam sua nação.
Setor agrícola brasileiro deve se alinhar com a contemporaneidade e a segurança ambiental. Segundo Teixeira, a agricultura brasileira precisa se afastar da polarização e assumir seu papel em assegurar a estabilidade climática mundial, essencial para os próximos dez anos. Ela pediu por uma narrativa unificada e positiva que reforce a importância desse setor para o futuro do país e do mundo.
Ilegalidades ambientais
Ilegalidades ambientais são obstáculos. Tanto o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), quanto Roberto Rodrigues, embaixador da FAO-ONU para o cooperativismo, destacaram que práticas ilegais, como desmatamento e invasões de terra, comprometem a imagem do agronegócio e dificultam o comércio internacional do país.
Hipocrisia de concorrentes que exploram ilegalidades no Brasil para enfraquecer a reputação dos produtores rurais. Rodrigues reforçou que o desmatamento ilegal, incêndios e invasões de terra são atos criminosos que penalizam os agricultores honestos, criticando a falta de ações decisivas para eliminar esses problemas. “Criminosos que nos perturbam têm que ser eliminados”, afirmou o embaixador, clamando por uma posição firme do Estado contra esses abusos.
Impacto das ilegalidades nas relações internacionais e na sustentabilidade. O governador ressaltou que, apesar das leis ambientais brasileiras estarem entre as mais rigorosas do mundo, a imagem do país sofre devido ao desmatamento ilegal e ao uso disso como narrativa negativa no exterior. Segundo ele, esses problemas criam um cenário de risco para o Brasil, dificultando negociações comerciais e comprometendo a posição do agronegócio no mercado global.
“Se nós tivermos um problema mais sério no clima e isso afetar de maneira mais substancial o agronegócio brasileiro, pode trazer graves consequências à economia do país.” disse Mauro Mendes, Governador (União) de Mato Grosso
Compromisso imediato e efetivo com a eliminação das ilegalidades. Mendes e Rodrigues concordaram que o país precisa superar uma cultura de leniência com problemas ambientais e buscar soluções rápidas e definitivas. Eles reforçaram a importância de uma postura que proteja a sustentabilidade e fortaleça o agronegócio brasileiro, sem que este seja penalizado por práticas criminosas que distorcem sua imagem e prejudicam seu potencial global.
Lide em Londres
A mesa sobre Agricultura contou com várias autoridades. Estavam lá o governador de Mato Grosso Mauro Mendes (União) e de Mato Grosso do Sul Eduardo Riedel (PSDB); o senador Weverton Rocha (PDT-MA); Izabella Teixeira, ex-ministra do Meio Ambiente de 2010 a 2016; Roberto Rodrigues, que foi , entre 2003 e 2006, embaixador da FAO-ONU para o cooperativismo e ex-ministro da Agricultura; e Mariana Lisbôa, diretora global de relações corporativas e licenciamento ambiental da Suzano. A moderação da mesa foi da jornalista e colunista do UOL Raquel Landim e do presidente do Lide Conteúdo Carlos Marques.
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