Incêndio na Serra do Candombá, na Chapada Diamantina - Foto: Rogeer Barbosa
Um dos principais destinos turísticos da Chapada Diamantina, o Vale do Capão, em Palmeiras (BA), registra dois focos de incêndios florestais que ocorrem simultaneamente há mais de 48 horas. Mais de mil hectares da vegetação foram atingidos.
O incêndio que mais preocupa ocorre no Boqueirão, onde o acesso é mais complicado. O primeiro incêndio começou na Serra do Candombá, ainda não foi debelado, mas está sob controle.
A trilha que leva até o Morrão e Águas Claras está fechada. Segundo o presidente da Associação de Condutores de Visitantes do Vale do Capão (ACVVC), Dillei Santos Rocha, há muita fumaça no trajeto. “São entre duas horas e meia e três horas de caminhada pra ir e o mesmo tempo pra voltar ao local das chamas. Acaba que a gente leva mais tempo caminhando que combatendo o fogo”, lamenta.
Moradores do Capão registraram várias imagens dos clarões dos incêndios nas redes sociais. O chefe substituto do Parque Nacional da Chapada Diamantina (PNCD), Cezar Gonçalves, não vê motivo para pânico. “A chance de os incêndios atingirem áreas habitadas é pequena. O foco do Candombá está controlado e o do Boqueirão subiu a serra e atingiu a parte mais alta, que é de difícil acesso e está se expandindo para áreas bem conservadas”, declarou.
Os dois focos de incêndio ocorrem em áreas do Parque Nacional da Chapada Diamantina. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) dispõe de 42 brigadistas e vem contando com o suporte de duas aeronaves air tractor com capacidade para despejar entre 1 mil e 3,5 mil litros de água por vez, que foram cedidas pelo Governo do Estado da Bahia.
A operação conta ainda com 30 integrantes da Brigada Voluntária do Vale do Capão (BVVC). A maior dificuldade no combate às chamas do Boqueirão neste momento é a distância que os brigadistas precisam percorrer a pé desde o ponto de desembarque, no Riachinho de Lençóis.
“Se tivéssemos um helicóptero para transportar os brigadistas seria muito útil, mas o Governo Federal não dispõe no momento e os do governo da Bahia estão envolvidos em ações no litoral neste réveillon.” afirmou Cezar Gonçalves, chefe substituto do PNCD
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