Deputado alerta para a vulnerabilidade da unidade, referência em saúde no Alto Solimões, e cobra providências para garantir a segurança de pacientes e profissionais - Foto: Lucas Monteiro

O deputado estadual Wilker Barreto (PSD) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), nesta terça-feira (13), para cobrar providências diante da falta de segurança na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Tabatinga, onde criminosos invadiram recentemente a unidade e mataram um paciente a tiros na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Durante o discurso, o parlamentar destacou que o episódio não pode ser tratado como um caso isolado e cobrou medidas imediatas para garantir a integridade de pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde. Além da vulnerabilidade diante de possíveis conflitos armados, a unidade enfrenta atrasos recorrentes no pagamento dos salários dos profissionais e problemas relacionados ao andamento das obras de reforma do prédio.

“A questão da segurança pública no Alto Solimões é grave. Então, por isso que eu estou pedindo agora um reforço no policiamento de Tabatinga, em especial para que tenhamos uma viatura fazendo a segurança da UPA”, pontuou.

Referência regional sob risco

A UPA de Tabatinga é a única unidade de saúde de média e alta complexidade de toda a região do Alto Solimões, sendo referência para o atendimento de quatro municípios: Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Tabatinga e São Paulo de Olivença. Diante da importância da unidade para a assistência à população, Wilker Barreto ressaltou a necessidade de medidas efetivas para evitar novas ocorrências e garantir condições adequadas de atendimento.

O deputado também cobrou esclarecimentos sobre os problemas enfrentados pela unidade, incluindo a falta de segurança e os constantes atrasos salariais dos profissionais de saúde, e defendeu que as providências sejam tomadas de forma imediata.

“O último fato agora foi o ponto alto da inoperância do Estado, que não consegue ao mínimo garantir. Imagina se ali ocorre um tiroteio, imagina se ali dentro se faz uma guerra de facções, como é que ficaria as gestantes e os pacientes ali internados? Então é grave, não pode ser tratado como assunto isolado”, apontou.