O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) disse, nesta quarta-feira (24), que o boletim de urna é “totalmente auditável”
A manifestação do tribunal ocorre após o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, questionar em comício na noite de terça-feira (23) os sistemas eleitorais do Brasil, dos Estados Unidos e da Colômbia. Ele afirmou, sem provas, que as eleições nos países não são auditadas.
O pleito venezuelano ocorre no próximo domingo (28) em meio a um cenário de pressão sobre Maduro. Pesquisas apontam o candidato da oposição, Edmundo González, com até 60% das intenções de voto.
Questionado pela reportagem a respeito da declaração de Maduro, o TSE respondeu: “O Boletim de Urna (BU) é um relatório totalmente auditável”. O tribunal encaminhou ainda três textos para corroborar a afirmação.
Em um deles, desmente um vídeo em circulação nas redes que defendia o voto impresso como única forma segura de contagem de votos. Sob o título “é falso que urna eletrônica não permite recontagem de votos”, o TSE declara que a urna já imprime após a votação o Boletim de Urna (BU), relatório com todos os votos digitados no aparelho.
O documento é afixado na porta da seção eleitoral para conferência dos eleitores, que podem compará-lo com o que é divulgado no TSE posteriormente.
O tribunal enviará dois técnicos para acompanhar a eleição na Venezuela, e Lula determinou também a ida do assessor especial para assuntos internacionais, Celso Amorim.
No comício de terça, Maduro disse que a Venezuela tem “o melhor sistema eleitoral do mundo”. Segundo ele, são feitas 16 auditorias, sendo uma em tempo real de 54% das urnas.
