O presidente Donald Trump afirmou que uma “armada maciça” está indo em direção ao Irã hoje, após semanas de trocas de ameaças entre os dois países.
Segundo ele, trata-se de uma frota de porta-aviões maior do que a enviada à Venezuela. “Assim como no caso da Venezuela, está pronta, disposta e capaz de cumprir rapidamente sua missão, com velocidade e violência, se necessário”, escreveu o republicano em publicação na rede Truth Social.
Ele exigiu que o Irã faça um acordo rapidamente. O republicano disse que no ano passado também alertou o país iraniano sobre um ataque, que foi realizado em junho contra instalações nucleares e recebeu o nome de Martelo da Meia-Noite. “O próximo ataque será muito pior! Não façam isso acontecer novamente”, acrescentou… – Veja mais em https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2026/01/28/trump-anuncia-enorme-armada-no-ira-e-ameaca-tempo-esta-esgotando.htm?cmpid=copiaecola
O líder americano disse querer uma negociação justa e equilibrada para todas as partes. Ele também exige que não haja o envolvimento de armas nucleares. “O tempo está se esgotando, é realmente essencial!”, apelou.
Ontem, o governo iraniano havia dito que não teria qualquer conversa se Trump não parasse com as ameaças. “Conduzir a diplomacia por meio de ameaças militares não pode ser eficaz nem útil. Se querem que as negociações aconteçam, devem cessar as ameaças, demandas excessivas e questões ilógicas apresentadas”, disse o ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi.
Escalada de tensões
Governo Trump chegou a considerar um ataque a Teerã no meio do mês para conter protestos no Irã, que deixaram mais de 5.000 mortos. Na ocasião, durante a escalada de protestos no país, fontes da Casa Branca afirmaram ao “The Wall Street Journal” que um ataque era mais provável do que improvável.
Rivais árabes do Irã na região do Golfo Pérsico pressionaram os EUA a não intervirem nos protestos. Arábia Saudita, Omã e Qatar estão dizendo à Casa Branca que uma tentativa de derrubar o regime iraniano abalaria os mercados de petróleo e, em última análise, prejudicaria a economia dos EUA e também a dos próprios países, segundo autoridades árabes.
Apesar da pouca simpatia pelo Irã, os estados árabes temem, principalmente, que ataques ao Irã possam interromper a circulação de petroleiros pelo Estreito de Ormuz. A estreita passagem na entrada do Golfo Pérsico separa o Irã de seus vizinhos árabes e é por onde passa cerca de um quinto das remessas mundiais de petróleo.
Autoridades sauditas garantiram a Teerã que não se envolveriam em um possível conflito com os EUA. Ainda de acordo com a reportagem, os representantes da Arábia Saudita disseram que não permitiriam que o exército americano use seu espaço aéreo para ataques, em um esforço para se distanciar e evitar uma ação americana.
Contato oficial entre os dois países foi cortado em 14 de janeiro, mas foi retomado em seguida, segundo agências internacionais. A data marcou o ápice das tensões entre os dois países, quando o Irã prometeu executar um manifestante preso e voltou atrás em seguida.
Irã afirmou a países vizinhos que podia bombardear bases americanas no Oriente Médio como resposta a um possível ataque. Os Estados Unidos estão retirando alguns militares de bases importantes na região como precaução.
Guarda Revolucionária iraniana afirmou que estava “no auge da prontidão”. À mídia estatal, Majid Mousavi, comandante aeroespacial do país, também disse que o estoque de mísseis do país aumentou desde a guerra de 12 dias travada com Israel.
Tarcísio de Freitas (Republicanos) vai ouvir amanhã de Jair Bolsonaro (PL) o que evitou escutar semana passada: Flávio Bolsonaro (PL) é o nome escolhido...