O presidente dos EUA, Donald Trump, participa de evento no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, D.C., EUA - Foto: Evan Vucci / Reuters

O presidente dos EUA, Donald Trump, fez hoje uma nova ameaça ao regime iraniano.

Mensagem publicada na rede social Truth Social acontece após a morte de três militares dos EUA. Trump afirmou que o Irã vai pagar por todos os combatentes americanos que forem mortos no conflito.

“Toda vez que o Irã matar um soldado americano, pagará muitas vezes por essa morte! Essa diretriz foi repassada ao secretário da Guerra, Pete Hegseth, ao chefe do Estado-Maior Conjunto, Daniel Caine, e a todos os líderes das Forças Armadas” afirmou Donald Trump.

Mais cedo, o Departamento de Guerra dos Estados Unidos confirmou os nomes de dois soldados mortos em ataques iranianos a uma base militar na Jordânia.

Vítimas são o primeiro-tenente Tyler James Feehan, 25, e a soldado Isabella Gonzales, 19. Segundo o comunicado do Pentágono, a soldado morreu em um ataque na sexta-feira e o tenente morreu no dia seguinte, no sábado.

Feehan estava alocado no 32º Comando de Defesa Aérea e Antimíssil dos EUA na Carolina do Norte antes de ir para a Jordânia. O militar era natural de Ewa Beach, no Havaí, segundo o comunicado do Exército.

Já a soldado Isabella estava no 10º Comando de Defesa Aérea e Antimíssil do Exército em Ansbach, Alemanha. Ela era natural da cidade de Carrollton, no Texas.

O Pentágono ainda não divulgou o nome do terceiro militar morto nos ataques na Jordânia. Ele constava como desaparecido até ontem e teve o corpo encontrado hoje, segundo o Comando Central dos EUA.
Relembre caso

Pelo menos dois mísseis balísticos iranianos atingiram a Base Aérea de Muwaffaq Salti, na Jordânia, no sábado. O local abriga tropas e caças dos EUA.

A princípio, os EUA confirmaram as mortes de dois militares e o desaparecimento de um terceiro, que teve a morte confirmada hoje. Outros quatro soldados americanos foram socorridos para hospitais jordanianos, receberam atendimento médico e foram liberados em seguida.

O Secretário de Defesa dos EUA prestou homenagem aos militares mortos. “Sigam em paz, heróis. O sacrifício deles apenas reforça nossa determinação”, declarou Pete Hegseth em uma publicação no X (antigo Twitter).

Vídeos que circularam nas redes sociais mostraram o impacto dos dois mísseis e a densa fumaça na área logo em seguida. De acordo com o Comando Central dos EUA, as forças militares do país se defendiam contra ataques de mísseis balísticos e drones iranianos.

Esta é a primeira vez que soldados americanos são mortos desde a retomada dos combates há duas semanas. O incidente eleva para 17 o número de militares americanos mortos na guerra, iniciada em fevereiro.

O Irã lançou mísseis contra países do Golfo Pérsico e Jordânia após a sétima noite de ataques dos EUA. Conflito se intensificou uma semana após o colapso do cessar-fogo. O Kuwait sofreu ataques contínuos, com uma usina de dessalinização atingida e as operações no Aeroporto Internacional do país suspensas devido a repetidas ameaças de mísseis e drones.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter atacado um centros militares dos EUA na região. “Como não há nenhuma instituição internacional capaz de impedir a selvageria das Forças Armadas dos EUA, não temos outro caminho a seguir a não ser o mandamento do Alcorão: ‘A quem vos agredir, rechaçai-o, da mesma forma'”, afirmou a Guarda Revolucionária em comunicado, alertando os aliados dos EUA na região para que esperem mais ataques.

O Ministério da Saúde do Irã informou no fim de semana que 50 pessoas foram mortas nos ataques dos EUA nas últimas três semanas. O país também diz que mais de 500 pessoas ficaram feridas

Líder supremo do Irã ameaça dar ‘lição inesquecível’ aos EUA

O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, ameaçou, no sábado, dar uma “lição inesquecível” aos Estados Unidos. Declaração foi feita semanas após a retomada dos ataques contra o Irã, que, segundo ele, demonstram que a assinatura de Donald Trump “não vale nada”.

“Agora que o inimigo americano busca incitar à guerra (…), deve saber que a querida nação iraniana e a frente da resistência têm lições inesquecíveis a lhe oferecer. A violação repetida do protocolo de acordo assinado entre ambos os países em 17 de junho para silenciar as armas “demonstrou mais uma vez a todos que a assinatura do presidente americano não vale nada.” afirmou Mojtaba Khamenei, em comunicado.

*Com informações de Uol