
O secretário de Estado do Meio Ambiente do Amazonas, Eduardo Taveira, participou do evento que marcou os 45 anos do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama), realizado no auditório do Ibama, em Brasília (DF). A programação reuniu autoridades e representantes de órgãos ambientais para discutir a construção e o legado da política ambiental brasileira.
A mesa reuniu representantes do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), do Superior Tribunal de Justiça (STJ), da Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente (Anamma), além da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e órgãos ambientais de todo o país.
“É uma grande honra participar desses 45 anos de celebração do Sisnama, e, para mim, em especial, participar como presidente da Associação Brasileira de Entidades de Meio Ambiente (Abema) aqui do Brasil. Ano passado, a Abema fez 40 anos, então a nossa história se confunde com a história do Sisnama e do fortalecimento da agenda num período de redemocratização brasileira”, declarou o secretário, em sua fala de abertura.
Justiça ambiental
O secretário abordou os desafios atuais da política ambiental brasileira, destacando a necessidade de integrar as agendas ambientais entre os diferentes níveis de governo e conciliar a proteção com o desenvolvimento social.
“Falar do processo de redemocratização passa pelo fortalecimento do Sisnama. Integrar a agenda ambiental dos estados e também dos municípios talvez seja o grande desafio para a gente poder conciliar essa agenda da conservação ambiental, da urgência da preservação ambiental, com os limites e as demandas que nos trazem para o crescimento econômico e o desenvolvimento social”, destacou.
Ao abordar o contexto internacional das mudanças climáticas, Taveira destacou as particularidades da agenda ambiental nos países latino-americanos e na Amazônia. Para o secretário, é necessário um equilíbrio entre a transição para um futuro mais sustentável e a agenda que é urgente de combate à pobreza, inclusão social e questões de gênero.
“A nossa agenda ambiental, com essa cara latino-americana, tem demandas prioritárias que, muitas vezes, são diferentes da urgência da agenda ambiental de países desenvolvidos, que, por sinal, são eles também os responsáveis pelo maior número de emissões que causam esse efeito drástico das mudanças climáticas que nos atingem,” afirmou.
O secretário também relacionou o debate ambiental à necessidade de enfrentar desigualdades sociais e ampliar a justiça climática. “Sem eximir as nossas responsabilidades, pesa sobre o Sisnama encontrar esses caminhos, novos modelos de desenvolvimento, redução drástica das emissões e, ao mesmo tempo, a cobrança e o anseio da população lá na ponta, que bate na porta do secretário, na porta do prefeito, do governador, também pedindo as soluções necessárias para romper um ciclo de pobreza”, disse.













