
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e a Defesa Civil do Amazonas iniciaram tratativas para a ampliação do projeto Amazonas Ecolar, iniciativa que une economia circular, proteção ambiental e redução do déficit habitacional por meio da transformação de resíduos sólidos em moradias sustentáveis.
O secretário de Estado do Meio Ambiente do Amazonas, Eduardo Taveira, esteve em visita técnica ao centro de reciclagem do projeto, nesta quarta-feira (07/01), onde os resíduos são separados, tratados e transformados em blocos estruturais para a construção das casas. A iniciativa foi oficialmente apresentada durante a COP30 e tem despertado interesse de parceiros nacionais e internacionais.
Segundo o secretário, o Amazonas Ecolar responde de forma integrada a dois grandes desafios do estado: a degradação ambiental e a vulnerabilidade social.
“O Amazonas Ecolar foi um dos mais procurados durante a COP. Ele é talvez um dos mais importantes que nós temos do ponto de vista da sustentabilidade, porque ele atua para resolver dois problemas centrais do Amazonas: a poluição, incluindo a poluição hídrica e o desmatamento, e a redução da pobreza”, afirmou Taveira.
O projeto é liderado pela Defesa Civil do Amazonas e utiliza resíduos plásticos, como PET e outros polímeros, para a produção de blocos que dão origem a moradias populares sustentáveis. As casas possuem 50 metros quadrados, contam com biodigestor próprio e têm custo estimado de R$ 60 mil.
Para o secretário da Defesa Civil, Francisco Máximo, o projeto representa uma política pública estruturante, com impacto direto na proteção da vida e na redução de riscos associados aos eventos climáticos extremos.
“Quando pensamos nas populações que vivem em áreas de risco e são fortemente impactadas por eventos climáticos cada vez mais intensos, o Amazonas Ecolar apresenta soluções integradas: protege vidas, reduz a poluição causada pelo descarte irregular de resíduos e ainda promove a economia circular, gerando renda para catadores e garantindo moradias seguras produzidas a partir da reciclagem”, destacou o secretário da Defesa Civil.
Reciclagem e geração de empregos
O centro de reciclagem do Amazonas Ecolar irá operar com cerca de 40 a 50 trabalhadores, entre operários e equipe administrativa. Todo o sistema funciona com energia solar, reforçando o compromisso ambiental do projeto.













