O vereador Rodrigo Guedes denunciou nessa terça-feira (11), uma manobra do presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), David Reis, e dos vereadores da base para mudar o regimento interno da Casa e alterar o formato das sessões plenárias e as regras das eleições para presidência.
O Projeto de Resolução Legislativa n° 20/2025, de autoria da Mesa Diretora, permite a participação e votação remota dos vereadores em situações excepcionais, mediante justificativa aprovada pela Mesa Diretora. Ou seja, quando o presidente entender que o cenário não é seguro para os vereadores, poderá ser feita uma sessão híbrida. Atualmente, as sessões ocorrem somente no formato presencial.
Além disso, a proposta também prevê mudanças nas eleições para a Mesa Diretora. Na regra atual, a votação ocorre na primeira reunião ordinária de dezembro do segundo ano da legislatura, para mandato de dois anos. Pelo novo texto, o processo eleitoral será antecipado: a eleição passará a ocorrer a partir do segundo período legislativo do primeiro ano, mediante convocação do presidente da Câmara e aviso prévio de dois dias.
Para Guedes, a proposta blinda os vereadores de serem cobrados pela população que os elegeu.
“Quando ocorrer qualquer manifestação na frente da CMM, o presidente pode determinar que a sessão será híbrida e os vereadores ficam em casa, ligam o celularzinho, clica no link, fecha a câmera, fecha o microfone e vota caladinho. O povo cobrando seus direitos pode virar uma ameaça aos nobres vereadores, ou seja, querem acabar com a necessidade do vereador estar presente na CMM. Nunca vi algo tão imoral!”, disse.
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