
O governador do Amazonas, Roberto Cidade, determinou o reforço das ações de fiscalização e repressão a pessoas suspeitas de provocar queimadas no estado. A medida foi um dos pontos discutidos durante reunião do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais (Copec), realizada na manhã deste domingo (18/10), para alinhar estratégias e apresentar o balanço das operações. Até o momento, 11 pessoas foram presas no interior do estado por suspeita de envolvimento em crimes ambientais.
“Estamos vivendo um momento crítico, que exige a atuação de todos. O Governo do Estado está trabalhando dia e noite, mas precisamos da união dos governos federal, estadual e municipal, além do compromisso da população. Toda e qualquer situação de perigo, de crime ambiental deve ser imediatamente denunciada à polícia, às forças de segurança”, solicitou.
O governador falou ainda sobre fiscalização e repressão. “Também determinei que a fiscalização e a repressão sejam intensificadas para identificar e responsabilizar quem estiver provocando queimadas criminosas. Não podemos permitir que ações irresponsáveis coloquem em risco vidas, comunidades, residências e plantações”, afirmou.
De acordo com o comandante-geral da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), coronel Klinger Paiva, ocorreram prisões em Autazes, no sábado. A corporação também reforçou o policiamento na Região Metropolitana de Manaus e nas rodovias com incidência de queimadas.
“Estamos reforçando o policiamento, principalmente na Região Metropolitana, com mais de 100 homens do Comando de Policiamento Especializado, além de 25 viaturas nas estradas onde também há incidência de queimadas, segundo o Corpo de Bombeiros. No município de Autazes, tivemos 11 prisões de pessoas envolvidas com crimes relacionados a incêndios”, explicou.
A PMAM também mantém o apoio aos órgãos ambientais na Operação Tamoiotatá, voltada à fiscalização e ao combate a crimes ambientais.
Ocorrências
Entre 1º de junho e 17 de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) contabilizou 3.748 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais e atuou no combate a 22.974 focos. Desse total, 4.668 foram registrados na capital e 18.306 no interior. Cerca de 1,5 mil agentes e 96 viaturas atuam em 36 municípios com maior número de ocorrências.
O comandante-geral do CBMAM, coronel Orleiso Muniz, destacou que as condições climáticas agravam o cenário, mas ressaltou que a ação humana também contribui para a propagação do fogo.












