Foto: Rafael Ribeiro / CBF

O recém-reeleito presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues virou centro de uma polêmica nacional após a revista “Piauí” revelar que o mandatário teria aumentado os salários dos presidentes das federações estaduais em mais de 400%.

De acordo com a revista, os 27 presidentes que antes ganhavam R$ 50 mil por mês passaram a ganhar cerca de R$ 215 mil. Além disso, Ednaldo também teria se reunido com o deputado Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, para conversar sobre a sua reeleição.

Em contato com o iG Esporte, a CBF afirmou que os números apresentados pela revista não procedem: “Não procede. Remunerações dos presidentes de federações variam de acordo com suas atuações em vice-presidências e comissões de trabalho da confederação”, reforçou a entidade.

A reeleição de Ednaldo

O atual presidente foi reeleito com 100% de aprovação, conseguindo todos os votos das 27 federações estaduais, dos 20 times da Série A e também dos 20 clubes da Série B.

Após Ronaldo Fenômeno perceber que não teria apoio necessário para registrar sua candidatura ao cargo, o ex-jogador desistiu da ideia e Ednaldo Rodrigues não teve nenhuma concorrência nas eleições, que aconteceram na semana passada.

O segundo mandato de Ednaldo começará a valer em março de 2026 e será válido até março de 2030, quando o presidente ainda terá direito a mais uma reeleição, o que poderia o colocar no poder até 2034, completando mais de 13 anos no cargo.

Ao ser reeleito, Ednaldo deu uma forte declaração, afirmando que sobreviveu até mesmo a tentativa de um golpe: “Ao longo dos últimos anos, enfrentamos muitos desafios. Sofremos todo tipo de preconceito e perseguições. Tentaram até um golpe. Resistimos e vencemos”.

*Com informações de IG