Em reunião realizada nesta segunda-feira, 14/9, na sede do Poder Executivo municipal, o prefeito Renato Junior sancionou a Lei nº 700/2026, que garante o subsídio financeiro para o transporte complementar de Manaus, composto pelos micro-ônibus conhecidos popularmente como “amarelinhos” e pelo transporte executivo. A conquista atende a uma reivindicação histórica da categoria que perdurava há cerca de 25 anos.
Aprovado pela Câmara Municipal de Manaus (CMM) no dia 31 de agosto, o Projeto de Lei autoriza o repasse mensal de até R$ 3 milhões para a categoria. Os recursos são oriundos do Fundo Municipal de Mobilidade Urbana (FMMU) e visam cobrir o déficit operacional, assegurar o equilíbrio financeiro das cooperativas e permitir a renovação da frota de veículos.
“É uma lei muito importante para uma categoria que são os ‘amarelinhos’, como popularmente são conhecidos: o transporte complementar. A partir de agora, com essa lei, eles vão poder receber o subsídio para cobrir as gratuidades e o passe estudantil, mas com regras e critérios. Os micro-ônibus hoje têm uma frota antiga e eles vão poder usar esse recurso e a lei para acessar empréstimos e trocar os veículos”, enfatizou o prefeito Renato Junior.
Atualmente, o serviço transporta cerca de 120 mil passageiros por dia, atendendo prioritariamente os moradores das zonas Norte e Leste da capital. Um levantamento do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) mostrou que, em junho, os custos operacionais do setor somaram R$ 5,89 milhões, frente a uma arrecadação de R$ 3,7 milhões, gerando um déficit mensal superior a R$ 2 milhões.
Para receber os valores do subsídio, as cooperativas deverão prestar contas periodicamente e comprovar o déficit técnico operacional. Além disso, o Poder Executivo estabeleceu exigências de segurança e qualidade do serviço.
O prefeito esclareceu quais regras devem ser obedecidas pela categoria, conforme pedido da população.
“Deixei muito claro na reunião: se aparecer qualquer gravação atual de micro-ônibus disputando racha ou fazendo ‘pega’, imediatamente aquela cooperativa ficará sem o subsídio naquele mês. As placas de itinerário também não poderão ser trocadas no meio do caminho mudando o destino, atendendo a um pedido direto da população”, esclareceu o prefeito, afirmando que se inicia um novo momento na história da categoria em Manaus.
O diretor-presidente do IMMU, Elson Andrade, destacou a contrapartida exigida e a abertura de novos canais de fiscalização.













