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Capivaras e jacarés costumam dividir o mesmo espaço pacificamente na natureza porque o ataque aos roedores gigantes exige muita energia e oferece alto risco de ferimentos aos predadores.

A tolerância entre as espécies ocorre principalmente com crocodilianos menores, como o jacaré-do-pantanal. O fenômeno é comum em regiões da América do Sul, como o Pantanal e os Llanos, onde os animais compartilham o habitat aquático.

A falta de ataques é explicada pela economia da predação. O jacaré avalia o gasto de energia da caça em relação ao retorno de calorias, já que uma capivara adulta pode pesar até 68 kg.

Dominar o roedor exige uma luta longa que pode machucar o predador. Os jacarés preferem presas mais fáceis, como peixes e aves, para poupar energia e evitar ferimentos que prejudiquem caçadas futuras.

As capivaras sabem se defender muito bem. Elas vivem em grupos, nadam rápido e possuem dentes frontais grandes e afiados, capazes de causar danos graves aos agressores.

A especialista Elizabeth Congdon afirma que o risco afasta os predadores. “As capivaras têm dentes grandes e afiados. Combinados com o tamanho do corpo, acho que elas simplesmente não valem o trabalho e o risco de lesão”, diz a professora da Bethune-Cookman University ao site IFL Science.

A convivência, no entanto, nem sempre é pacífica. Os jacarés ainda caçam filhotes de capivara ou animais feridos se tiverem oportunidade, mantendo a trégua apenas com adultos saudáveis.

O papel do clima na convivência

As condições ambientais alteram a relação entre predador e presa ao longo do ano. Durante a época de chuvas, a água sobe e oferece muitos peixes e pequenos animais aquáticos aos jacarés.

A abundância de comida fácil aumenta a tolerância com as capivaras. Já na estação seca, a água diminui e a comida some, o que faz os jacarés arriscarem ataques contra os roedores gigantes para sobreviver.

*Com informações de Uol