Orelha foi encontrado gravemente machucado e foi submetido à eutanásia - Foto: Reprodução / Redes Sociais
A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o inquérito de investigação sobre o caso da morte do cão Orelha e da tentativa de afogamento do cachorro Caramelo.
Os dois casos foram registrados em Praia Brava, em Florianópolis. O estado divulgou o resultado das investigações na noite desta terça-feira (3).
A polícia atribuiu os maus-tratos a adolescentes, sendo quatro eles representados pelo caso Caramelo e um adolescente teve o pedido de internação no caso Orelha. Além disso, no caso Orelha, foram indiciados três adultos por coação a testemunha .
Os nomes dos suspeitos não foram divulgados, já que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garante que todos os processos que envolvem menores de 18 anos sejam mantidos em sigilo total.
A Polícia Civil analisou mais de 1 mil horas de filmagens na região, em 14 equipamentos que captaram imagens e ouviu ao menos 24 testemunhas. Agora, os procedimentos policiais dos casos Orelha e Caramelo foram encaminhados para apreciação do Ministério Público e Judiciário.
Oito adolescentes suspeitos foram investigados, além de provas como a roupa utilizada pelo autor do crime, que foi registrada em filmagens. Um software francês obtido pela Polícia também analisou a localização do responsável durante o ataque fatal ao Cão Orelha.
Contradição no depoimento levou ao culpado
Segundo a polícia, o crime foi desvendado após a identificação de uma contradição no depoimento do adolescente. Segundo a investigação, o jovem teria dito que saiu do condomínio na Praia Brava, às 5h25 e 32 minutos depois retornado ao condomínio com uma amiga.
O adolescente não sabia que a Polícia possuía as imagens dele saindo do local. Além das imagens, testemunhas e outras provas também comprovaram que ele estava, na verdade, fora do condomínio.
O adolescente viajou para fora do Brasil no mesmo dia em que a Polícia Civil teve conhecimento de quem eram os suspeitos do caso. Na volta ao Brasil, um familiar tentou esconder um boné rosa que estava em posse do adolescente, além de um moletom, que também foram peças importantes na investigação.
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) recentemente determinou que as redes sociais r etirem publicações que identifiquem os adolescentes suspeitos de envolvimento na morte do cão.
Caso Orelha
Orelha morreu após ser agredido no dia 4 de janeiro . O animal, de aproximadamente 10 anos, era conhecido por circular livremente pelo bairro e foi encontrado com ferimentos graves após ter desaparecido por alguns dias.
Segundo relatos, o cão desapareceu durante a madrugada após ser chamado por um grupo de adolescentes.
Na manhã seguinte, moradores o encontraram ainda com vida, em estado grave, e o levaram para atendimento veterinário, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu durante o procedimento cirúrgico.
O porteiro que registrou as agressões em vídeo para formalizar a denúncia informou ter sofrido ameaças de pais dos adolescentes envolvidos. Além disso, a juíza inicialmente designada para o caso se declarou impedida de atuar devido à proximidade com as famílias dos suspeitos, o que levou à redistribuição do processo.
A morte de Orelha causou comoção entre moradores e visitantes da região. Rapidamente as notícias sobre o caso se espalharam pelo Brasil e gerou comoção nacional. Protestos pedindo justiça pelo cão foram registrados em diversas regiões.
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