A Suframa e a empresa Pioneer do Brasil Ltda. se reuniram nesta segunda-feira (3) para discutir o fechamento da fábrica da companhia japonesa na Zona Franca de Manaus (ZFM). A unidade, localizada na avenida Torquato Tapajós, bairro da Colônia Santo Antônio, zona Norte da capital amazonense, encerrará as atividades em 31 de março de 2025 e a Suframa se colocou à disposição da empresa para auxiliar na recolocação dos 172 colaboradores no mercado de trabalho.
Segundo o superintendente da Autarquia, Bosco Saraiva, a instituição irá solicitar uma lista com os nomes dos trabalhadores para repassá-la a novas empresas com projetos de implantação na ZFM. “Temos 59 fábricas com projetos de implantação e solicitamos essa lista de funcionários para oferecê-la a elas, sem nenhum prejuízo para a empresa de Recursos Humanos, que continuará fazendo a intermediação normalmente. Essa é uma maneira de contribuirmos para lidar com esse processo tão complicado”, afirmou Saraiva.
Com atuação no Polo Industrial de Manaus (PIM) desde 2003, a Pioneer relatou durante a reunião que vem enfrentando dificuldades no mercado há aproximadamente dez anos e que foram intensificadas durante a pandemia da Covid-19. Com o encerramento das atividades, a empresa informou que está contratando uma empresa de recursos humanos para realocar os 172 empregados.
Atualmente, a fábrica opera em um único turno comercial, e todos os trabalhadores estão de aviso prévio, com garantia do pagamento de seus direitos e negociação de um plus indenizatório.
Representando a Suframa, participaram da reunião o superintendente Bosco Saraiva, o superintendente-adjunto de Projetos, Leopoldo Montenegro, o superintendente-adjunto de Desenvolvimento Tecnológico, Waldenir Vieira, e o gerente de Projetos da Superintendência-Adjunta Executiva (SAE/Suframa), Ozenas Maciel. Pela Pioneer do Brasil Ltda., estavam presentes o vice-presidente Shinichi Shimazaki e o gerente geral, Hélio Nonaka.
Trabalhadores
Após a reunião na Pioneer, o superintendente Bosco Saraiva recebeu, na sede da Suframa, representantes do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal-AM) e da Superintendência Regional do Trabalho no Amazonas para compartilhar os detalhes discutidos com a empresa japonesa. Participaram do encontro o presidente do Sindmetal-AM, Valdemir Santana, a secretária-geral Dulce Sena e a superintendente regional do Trabalho, Maria Francinete Correia de Lima.
Bosco Saraiva reiterou que a decisão do fechamento partiu da matriz no Japão e a Suframa está focada em apoiar os trabalhadores na transição para novas oportunidades. “Nosso papel é auxiliar da melhor forma possível na recolocação desses funcionários. Felizmente, há 59 projetos de implantação aprovados para o Polo Industrial de Manaus e acredito que essa mão de obra qualificada será absorvida rapidamente”, afirmou o superintendente.
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