
A nova pesquisa do instituto Direto ao Ponto Pesquisas para o Governo do Amazonas, divulgada nesta segunda-feira (22/6), revela uma significativa mudança no cenário da disputa estadual quando comparada ao levantamento realizado em março deste ano.
O principal destaque é a queda dos três principais nomes que lideravam a corrida eleitoral no primeiro trimestre. O senador Omar Aziz caiu de 35% para 28% das intenções de voto, registrando uma perda de 7 pontos percentuais em relação ao cenário apresentado em março.
A empresária Maria do Carmo também apresentou recuo, saindo de 30% para 19%, enquanto o ex-prefeito de Manaus, David Almeida, caiu de 24% para 21%.
A grande novidade da pesquisa é a entrada de Roberto Cidade na disputa que assumiu o Governo do Amazonas em abril. Em seu primeiro teste eleitoral no levantamento, Cidade aparece com 20% das intenções de voto, empatado tecnicamente com David Almeida e Maria do Carmo, que caiu para a quarta colocação no cenário geral da disputa. E Cidade ainda nem disse se será candidato.
Os números indicam que a entrada de Roberto Cidade, mesmo sem ainda se declarar candidato, impactou diretamente o tabuleiro político. Em março, o cenário era dominado por Omar Aziz, Maria do Carmo e David Almeida. Agora, a disputa passa a contar com um quarto nome competitivo, reduzindo a distância entre os candidatos e tornando a corrida mais equilibrada.
Outro dado que chama atenção é que Cidade alcança 20% das intenções de voto mesmo após pouco mais de dois meses no exercício do cargo de governador. O desempenho sugere rápida consolidação política e potencial de crescimento à medida que sua gestão ganha mais visibilidade junto ao eleitorado.
Avaliação de administração fortalece desempenho eleitoral
A pesquisa traz ainda um dado considerado estratégico para a disputa de 2026: a avaliação da gestão de Roberto Cidade.
Segundo o levantamento, 76% dos entrevistados aprovam a administração do governador. Desse total, 36% classificam a gestão como ótima ou boa, enquanto 43% avaliam como regular. Apenas 21% consideram o governo ruim ou péssimo.












