Uma das ações para combater abuso na cobrança de frete adicional por armadores internacionais é realização audiência pública conjunta na Câmara. Custos cobrados por contêiner encarecem custo de vida da população do AM
O deputado federal Pauderney (União-AM) reuniu, neste fim-de-semana, com representantes das principais entidades empresariais do Amazonas para discutir os impactos da chamada “taxa de pouca a água” – low water – uma cobrança adicional imposta por armadores internacionais durante o período de estiagem dos rios amazônicos.
“A cobrança, que pode ultrapassar R$ 10 mil por contêiner, tem gerado forte preocupação entre empresários. Embora a seca deste ano não tenha sido extrema, a tarifa foi aplicada de forma considerada abusiva, atingindo não apenas a Zona Franca de Manaus, como todo o comércio e a indústria, com reflexos diretos no custo de vida da população”, diz Pauderney.
Pauderney Avelino já levou o tema à Câmara dos Deputados, denunciando a cobrança. “Uma taxa absurda adicional de transporte de contêineres da Ásia para cá. São US$ 2 mil dólares a mais sobre os U$ 5.500 que já se cobra por um contêiner de 40 pés. Vamos agir para que nós possamos retirar esta abusiva taxa adicional de transporte, que encarece os produtos, seja para a indústria, seja para o nosso comércio”, disse em discurso na tribuna.
Participaram do encontro Antônio Kizem, dirigente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL); Bruno Loureiro Pinheiro, presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA); Belmiro Vianez Gonçalves, representante da ACA, Rogério Rabello, vice-presidente da ACA, Henrique Medina, presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi); Luís Augusto e Lúcio Flávio, representantes do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam).
“Louvo o deputado federal Pauderney Avelino por realizar esse trabalho num pleno sábado de interlocução e de liderança dessas pautas tão importantes para a nossa sociedade”, afirmou o presidente do Cieam, Luis Augusto, sobre a disposição do deputado em liderar o debate.
Para o presidente da Ademi, Henrique Medina não há justificativa para a tarifa. “Os armadores não têm por que cobrar essa taxa absurda de quase 2 mil dólares. Isso onera os produtos nas prateleiras e o preço dos insumos que são utilizados na construção civil e, portanto, prejudica a população de uma forma geral”, observou.
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