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Feira mística, danças urbanas e cinema alternativo são os destaques do agendão cultural

A programação cultural ocupará os espaços mantidos pelo Governo do Amazonas - Foto: Divulgação / Secretaria de Cultura e Economia Criativa

O agendão cultural deste fim de semana (1º a 03/11) tem programação para todos os gostos, promovida pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. Entre as atrações estão o 1º Encontro de Mulheres Multifacetadas, um espetáculo de danças regionais que contempla elementos indígenas, feira mística e a quinta edição da Mostra Manaus Filme Fantástico.

Nesta sexta-feira (1º/10), às 17h, o Centro Cultural dos Povos da Amazônia receberá o 1º Encontro de Mulheres Multifacetadas com a temática “Equilibrando Vida Profissional, Pessoal, Cuidado Próprio”. O evento acontecerá em formato presencial, no Auditório Gabriel Gentil. A atividade é gratuita e aberta a mulheres de todas as idades que enfrentam a sobrecarga de múltiplas responsabilidades, seja como profissionais, cuidadoras, gestoras do lar ou líderes.

Com apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural e patrocínio de Delta Contábil e Impressora Amazonense (Impram), o evento busca contribuir para o desenvolvimento pessoal das participantes por meio de atividades voltadas para o bem-estar físico, emocional e mental, além de incentivar práticas de autocuidado e momentos de descontração, reforçando a importância de pequenos prazeres na vida diária e o direito ao autocuidado.

Inspirado pela palavra ‘Banzeiro’, que descreve o movimento das águas dos rios amazônicos, nesta sexta-feira, às 18h, o Teatro da Instalação será palco da apresentação do espetáculo “Banzeiro Manauara: Danças Urbanas e Contemporâneas pela Inclusão e Diversidade”. O evento conta com danças urbanas, regionais e elementos indígenas, e busca oferecer uma proposta interativa e inclusiva ao público. A apresentação também celebra o aniversário da cidade, festejando seus 355 anos. A entrada gratuita tem classificação etária livre.

O projeto foi contemplado pelo edital Prêmio Manaus Identidade Cultural – Demais Linguagens, por meio da Lei complementar nº195/2022 – Lei Paulo Gustavo por meio do Conselho Municipal de Cultura.

Feira Mística

O Centro Cultural Palácio Rio Negro recebe de quinta a domingo (31/10 a 03/11), das 9h às 21h, a 5ª Edição da Feira Mística de Manaus. Com o tema “Vassouras, Varinhas e Caldeirões!”, temática de Halloween, o evento atrai aqueles que buscam se conectar com a espiritualidade, as artes esotéricas e a cultura alternativa. O evento possui classificação etária livre e entrada franca.

O visitante também contará com uma variedade de expositores de produtos esotéricos, terapias alternativas e apresentações culturais, incluindo danças diárias. As dançarinas da Casa de Ísis – Escola de Dança do Ventre, sob a direção de Maise Ribeiro, e a Academia de Dança Adriana Amazonas, prometem trazer um toque especial de beleza e empoderamento ao evento.

Filme fantástico

Nesta sexta-feira, das 14 às 17h, o palco do Cineteatro Guarany exibe curtas e longas-metragens como parte da programação da quinta edição da Mostra Manaus Filme Fantástico. Os filmes oferecem uma janela vibrante para o cinema alternativo, com obras de diversos gêneros. O evento iniciou no dia 29 de outubro, e segue com sua programação até 14 de novembro, com entrada gratuita.

Banzeiro Manauara: Danças Urbanas e Contemporâneas pela Inclusão e Diversidade – Foto: Divulgação / Secretaria de Cultura e Economia Criativa

A mostra recebeu mais de 130 inscrições de curtas-metragens, além de 14 longas, incluindo produções nacionais e internacionais. Outro destaque desta edição é a homenagem ao cineasta e escritor amazonense Márcio Souza, falecido em agosto deste ano.

No sábado (02/11), não haverá programação no feriado do Dia de Finados, tendo seu retorno na segunda-feira (04/11). A programação completa estará disponível no Portal da Cultura (cultura.am.gov.br), e o público é incentivado a verificar a classificação indicativa dos filmes antes de cada sessão.

Endereços

  • Centro Cultural dos Povos da Amazônia – Avenida Silves, 2.222 – Distrito Industrial I (antiga Bola da Suframa);

  • Teatro da Instalação – Rua Frei José dos Inocentes, Centro;

  • Centro Cultural Palácio Rio Negro, Avenida Sete de Setembro, 1546, Centro;

  • Cineteatro Guarany – Vila Ninita, Avenida Sete de Setembro, Centro (anexo ao Palácio Rio Negro);

‘Quem mexe com a Venezuela se dá mal’, diz regime ao publicar silhueta de Lula e bandeira do Brasil

Silhueta do presidente Lula e bandeira do Brasil publicadsa pelo regime da Venezuela - Foto: Reprodução / pnbvzla no Instagram

Em novo capítulo da crise diplomática que se desenrola entre o governo do Brasil e o regime da Venezuela, a Polícia Nacional Bolivariana, controlada pelo chavismo, publicou em suas redes sociais uma imagem que mostra a silhueta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a bandeira brasileira acompanhada da mensagem de que Caracas “não aceita chantagens de ninguém”.

A publicação não menciona explicitamente o presidente Lula, mas a silhueta é de um homem que tem a barba e o cabelo grisalhos, à semelhança do líder brasileiro —o rosto está borrado. Na imagem ainda há a hashtag “Quem mexe com a Venezuela se dá mal”. “Nossa pátria é independente, livre e soberana. Não aceitamos chantagem de ninguém, não somos colônia de ninguém. Estamos destinados a vencer”, diz.

A publicação ainda marca o perfil de Diosdado Cabello, ministro do Interior e influente dirigente chavista. Desde que a crise entre os países aumentou, várias autoridades do regime têm feito ataques a integrantes do governo brasileiro, ainda que o ditador Nicolás Maduro tenha preservado o presidente Lula das críticas.

A relação entre Venezuela e Brasil se desgastou após a eleição presidencial venezuelana, ocorrida em julho e na qual Maduro foi declarado vencedor em meio a denúncias de fraude e rejeição da comunidade internacional. A relação degringolou após o veto brasileiro ao ingresso de Caracas como parceira do Brics.

Em resposta ao veto, o Ministério das Relações Exteriores venezuelano informou na quarta (30) que convocou seu embaixador em Brasília para consultas após declarações de autoridades brasileiras —entre elas, o “mensageiro do imperialismo norte-americano” Celso Amorim, nas palavras da pasta.

Em seguida, o presidente da Assembleia Nacional e peça-chave para a manutenção de Maduro no poder, Jorge Rodríguez, afirmou que pediria ao Legislativo que declarasse Amorim “persona non grata” por sua “posição absolutamente prostrada aos desígnios do império agressor” contra a Venezuela.

As ações ocorreram após Amorim afirmar, em uma comissão da Câmara dos Deputados, que a reação venezuelana ao veto é “desproporcional, cheia de acusações ao presidente Lula e à chancelaria”.

Maduro, por sua vez, já acusou o Itamaraty de estar vinculado ao Departamento de Estado americano e havia chamado um funcionário da pasta de fascista.

As provocações pouco diferem das que são destinadas a críticos do regime, normalmente acusados de estarem a serviço dos EUA ou serem agentes do imperialismo. O alvo, no entanto, seria improvável alguns meses atrás —Amorim vinha mantendo a porta aberta para diálogos com Maduro em meio ao rechaço internacional posterior às eleições e à repressão nas ruas da Venezuela.

As denúncias dizem respeito principalmente à ocultação das atas eleitorais que comprovariam a vitória de Maduro, contrariando a legislação venezuelana. Os documentos apresentados pela oposição, por sua vez, foram publicados em um site e checados por institutos independentes. Eles apontam para a vitória do opositor Edmundo González, atualmente exilado na Espanha após ser alvo de um mandado de prisão.

*Com informações de Folha de São Paulo

David Almeida forma 230 candidatos aprovados no curso de formação da Guarda Municipal

Fotos: Clóvis Miranda Antônio Pereira e Dhyeizo Lemos /Semcom

O prefeito de Manaus, David Almeida, e o secretário Alberto de Siqueira, titular da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg), realizaram, nesta sexta-feira, 1º/11, a formatura de 230 guardas, alunos aprovados no curso de formação da Guarda Municipal de Manaus (GMM). O evento aconteceu no auditório da sede do Poder Executivo municipal, no bairro Compensa, zona Oeste.

O curso de formação teve duração de dois meses, com início no mês de agosto, com a grade curricular composta por aulas teóricas e práticas, armamento e tiro, além do período de estágio dos candidatos. Durante o evento, houve a apresentação dos novos armamentos da GMM: carabinas e espingardas.

O prefeito de Manaus informou que os novos guardas formados devem ser nomeados até fevereiro de 2025, isso por conta de um impedimento da legislação eleitoral, que determina a nomeação de novos servidores somente três meses após a conclusão do período eleitoral. Porém, o chefe do Executivo municipal vai buscar realizar a nomeação em janeiro, logo após sua diplomação para o segundo mandato.

“Se fosse da minha vontade, na segunda-feira eles já estariam atuando, participando do Natal com a gente, mas a legislação eleitoral nos impede de fazer essa efetivação. Entretanto, vamos buscar a tese que vai beneficiar a Guarda Municipal, para que o mais rápido possível eles possam estar atuando. Se depender de mim, dia 2 de janeiro eles já estarão na ativa”, informou o prefeito.

Após serem efetivados, os 230 novos guardas municipais vão quadruplicar o número de agentes armados da Guarda Municipal, que atualmente são 60. Esse número será aumentado ainda mais até o final de 2025, pois mais 120 aprovados no concurso, do cadastro reserva, serão convocados, de acordo com o prefeito, sendo 350 novos guardas no total, com o efetivo chegando a 800. A meta do prefeito é que a Guarda Municipal tenha 1.500 agentes até o final do seu segundo mandato.

“Temos um cadastro reserva de 120, que será incorporado ainda no ano que vem. Posteriormente, nós faremos outros concursos públicos, para que a gente possa ampliar a presença da Guarda Municipal nos grandes locais de aglomeração de pessoas. Dessa forma, nós vamos estar resguardando também o transporte coletivo, dando mais segurança para a população. O investimento que a prefeitura está fazendo é a sua contribuição em segurança pública, que não é da responsabilidade da prefeitura. Porém, é dever de todos e nós estamos fazendo a nossa parte”, acrescentou o prefeito de Manaus.

O secretário Alberto de Siqueira disse que a formatura representa o encerramento de um ciclo iniciado em 2021, quando a gestão municipal iniciou a revolução da Guarda Municipal de Manaus. “São 230 novos servidores que estão sendo formados, uma formação que foi de excelência, um curso que foi bem difícil, com muitas fases. Eles merecem esta formatura de hoje, a população de Manaus merece esses servidores muito bem formados para trabalhar na rua para eles”, declarou o titular da Semseg.

Dino manda tirar de circulação 4 livros jurídicos por conteúdos homofóbicos e misóginos

Ministro do STF Flávio Dino - Foto: Gustavo Moreno / SCO / STF

Em decisão publicada nesta sexta-feira (1º), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou que quatro livros jurídicos com conteúdo discriminatório contra mulheres e a população LGBTQIA+ sejam retirados de circulação. Os autores deverão, ainda, pagar R$ 150 mil por danos morais coletivos.

Para o ministro, os livros contêm trechos que violam a dignidade da pessoa humana, e negou que a decisão represente censura.

Publicados entre 2008 e 2009 pela editora Conceito Editorial, os livros classificam o “homossexualismo” como “anomalia sexual”, e relacionam a comunidade LGBTQIA+ ao vírus HIV, associação já foi refutada pela ciência há muitos anos.

Outro trecho diz que a Aids “somente existe pela prática doentia do homossexualismo e bissexualismo”. Além disso, um autor afirma que relações homossexuais são “uma loucura psicológica tão devastadora como nos tempos de Hitler”.

Uma das obras afirma que o “determinismo” na sociedade que faz com que “algumas das mulheres mais lindas e gostosas […] do uso exclusivo dos jovens playboys, sendo que outras mulheres do mesmo estilo ficam ainda, com os playboys velhos de 40, 50 e 60 anos, que teimam em roubar as mulheres mais cobiçadas do mercado.”

Flávio Dino analisou um recurso do Ministério Público Federal contra decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região que negou a retirada das obras de circulação.

O MPF acionou a Justiça depois que alunos da Universidade Estadual de Londrina (PR) identificaram conteúdo homofóbico nas obras que estão disponíveis na biblioteca da instituição.

Decisão de Dino

Na decisão, o ministro reitera que as obras voltem ao mercado, com a condição de que as partes “incompatíveis com a Constituição Federal” sejam retiradas.

Fachada do STF – Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil / Arquivo

Além disso, negou que a decisão represente uma censura prévia, salientando que o Supremo tem entendimento consolidado de que o direito à liberdade de expressão e de livre manifestação do pensamento não são absolutos, cabendo intervenção da Justiça em situações abusivas.

“Entendo que as obras jurídicas adversadas não estão albergadas pelo manto da liberdade de expressão, pois, ao atribuírem às mulheres e à comunidade LGBTQIAPN+ características depreciativas, fazendo um juízo de valor negativo e utilizando-se de expressões misóginas e homotransfóbicas, afrontam o direito à igualdade e violam o postulado da dignidade da pessoa humana, endossando o cenário de violência, ódio e preconceito contra esses grupos vulneráveis”, escreveu.

O ministro salientou um relatório publicado pelo Grupo Gay da Bahia, que aponta que o Brasil registrou 257 mortes violentas de pessoas LGBTQIAPN+ em 2023, e é o primeiro na lista dos países mais homotransfóbicos do mundo.

Segundo o ministro, qualquer tipo de preconceito atenta contra o Estado Democrático de Direito, inclusive o relacionado à orientação sexual ou identidade de gênero das pessoas. Essa discriminação revela-se “nefasta, porque retira das pessoas a justa expectativa de que tenham igual valor”.

Dino afirmou que a Constituição também impõe a responsabilização civil, penal, criminal e administrativa em casos de desrespeito à dignidade humana.

“Assim, concluo que as publicações impugnadas na ação civil pública movida na origem (…) desbordam do exercício legítimo dos direitos à liberdade de expressão e de livre manifestação do pensamento, configurando tratamento degradante, capaz de abalar a honra e a imagem de grupos minoritários (comunidade LGBTQIAPN+) e de mulheres na sociedade brasileira, de modo a impor a necessária responsabilização dos recorridos”, finalizou o ministro.

*Com informações de IG

Suframa lança ‘Selo de Combate ao Assédio’

Foto: Ester Carvalho / Suframa

A Suframa lançou nesta quinta-feira (31), em seu auditório, o “Selo Suframa de Combate ao Assédio”, cujo lema é “Compromisso & Respeito”. Instituído pela Portaria nº 1.678, de 30 de outubro de 2024, a iniciativa foi idealizada para promover ambientes de trabalho mais seguros, respeitosos e livres de qualquer forma de assédio e discriminação nas empresas dentro da área de atuação da Autarquia.

Na cerimônia de lançamento, o superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, destacou a importância de expandir o combate ao assédio e fomentar na Zona Franca de Manaus (ZFM) uma cultura organizacional baseada na dignidade e integridade dos trabalhadores. “Com o lançamento do selo, estamos ampliando nossa campanha contra o assédio para além da Suframa, incentivando que empresas comerciais e do Polo Industrial de Manaus criem seus próprios programas de prevenção e capacitação para seus funcionários”, afirmou Saraiva.

A iniciativa é voltada a organizações que adotem práticas para prevenir o assédio sexual e moral e outras formas de violência no ambiente profissional. Para obter o selo, as empresas devem implementar uma série de medidas. Entre elas, normas internas que desestimulem práticas de assédio e garantam a segurança no trabalho; treinamentos sobre prevenção ao assédio e promoção da igualdade de gênero e diversidade; mecanismos confidenciais para recebimento e apuração de denúncias, assegurando a proteção das vítimas; e incentivo a uma cultura de respeito e equidade para homens e mulheres.

Presente na cerimônia, o senador pelo Amazonas, Omar Aziz, parabenizou a Suframa pela iniciativa e lembrou de como comportamentos que anteriormente eram vistos como “piadas” hoje são reconhecidos como inaceitáveis. “A sociedade avançou, mas a conscientização ainda precisa avançar mais”, declarou Aziz, destacando a importância de uma mudança contínua de mentalidade para garantir o respeito e a dignidade de todos.

A procuradora-chefe da Procuradoria Federal junto à Suframa, Diana Azin, que coordena o Grupo de Trabalho instituído pela Portaria Suframa nº 1549/2024 responsável pelo desenvolvimento do Programa de Prevenção ao Assédio Moral, Sexual e outras formas de discriminação, destacou que o Selo Suframa de Combate ao Assédio também visa a reconhecer e valorizar instituições que promovam uma cultura organizacional baseada na equidade de gênero e no respeito mútuo. “A Suframa espera que o selo se torne um incentivo importante para a construção de ambientes de trabalho saudáveis, promovendo um futuro onde o respeito seja o alicerce das relações profissionais no Polo Industrial de Manaus”, frisou Diana Azin.

Significado

O Selo Suframa de Combate ao Assédio é representado pela flor Gérbera, estilizada em rosa-choque, simbolizando força e delicadeza, com um centro amarelo de otimismo e folhas verdes de esperança e equilíbrio, refletindo o apoio da Suframa. A Gérbera, que acompanha o Sol, foi escolhida por simbolizar recomeço e cura, transmitindo uma mensagem de superação e crescimento. O selo também inclui o “espelho de Vênus” no centro, em referência ao combate ao assédio contra mulheres, e o lema “Compromisso & Respeito”, escolhido por votação interna, reforça a postura da Suframa em criar ambientes de trabalho seguros e respeitosos.

COP da Biodiversidade debate subsídios e pode dar lição à COP do Clima

COP16, em Cali, na Colômbia, debate subsídios que sustentam um modelo econômico danoso à natureza - Foto: Joaquin Sarmiento / AFP

Enquanto os holofotes se voltam às negociações da Convenção do Clima da ONU – que tem atraído a atenção da mídia global e de chefes de Estado na última década – a COP da Biodiversidade conseguiu progredir discretamente e encarar, ao menos no papel, o elefante na sala: os subsídios que sustentam um modelo econômico danoso à natureza.

Detalhes definem se uma reforma de incentivos econômicos terá tração. A regulamentação do Marco Global da Biodiversidade, assinado pelos países há dois anos, está em negociação até esta sexta-feira (1º) na COP16, em Cali, na Colômbia.

A meta 18 do documento prevê a reforma ou o redirecionamento de US$ 500 bilhões (R$ 2,8 tri) de subsídios danosos à natureza, que devem ser convertidos em incentivos para atividades positivas à biodiversidade.

Além de prover uma fonte de financiamento que não depende da eterna briga sobre doações do bloco desenvolvido aos países em desenvolvimento – afinal, os subsídios são recursos já existentes dentro de cada governo nacional – a fórmula toca o âmago da crise ambiental: o modelo de desenvolvimento que causa a perda da biodiversidade.

Entre os setores que deverão revisar sua relação com os recursos naturais para trocar a figura de vilão para mocinho estão a agricultura (especialmente por conta da contaminação gerada por pesticidas agrícolas), a pesca industrial e o setor energético – cujos combustíveis fósseis figuram como principal vilão das mudanças climáticas, que, por sua vez, também ameaçam os ecossistemas.

Embora a COP da Biodiversidade olhe para a do Clima como uma irmã maior e mais bem sucedida – por receber mais dinheiro e atenção mundial -, a distância dos holofotes permitiu aos negociadores da biodiversidade mexer no vespeiro dos setores econômicos que lucram com um modelo gerador da crise ambiental, enquanto a COP do Clima levou quase 30 anos para citar o termo ‘combustíveis fósseis’ em uma decisão.

Foi só em 2021 que a COP 26 do Clima, sob presidência do Reino Unido, reconheceu a necessidade de diminuir subsídios “ineficazes” a combustíveis fósseis.

O adjetivo dúbio – ineficaz para quem? – e outros enfraquecimentos da decisão aconteceram nos últimos minutos da conferência, por pressão de grandes produtores de petróleo e carvão, vocalizados por protestos de China e Índia.

Foto: Divulgação

Já na COP da Biodiversidade, a negociação sobre subsídios já estava estabelecida pelas Metas de Aichi – que previam, em 2010, a eliminação de subsídios danosos à natureza até 2020. O problema é que, na prática, nada aconteceu.

Agora, na COP16, os países têm o desafio de definir detalhes práticos para que, desta vez, o acordo atual seja cumprido. Com o avanço de terem estabelecido uma meta específica – os US$ 500 bilhões – os diplomatas negociam as estratégias e os indicadores de monitoramento da meta.

É aqui que o vespeiro dos grandes setores econômicos se encontra com o da geopolítica. Por um lado, a União Europeia briga para que o acordo saia com a cara e a forma das políticas em vigor no bloco – como a Reforma da PAC (Política Agrícola Comum) e o Green Deal, que preveem a redução de incentivos a pesticidas agrícolas e promoção de práticas agroecológicas.

Já o Brasil e a Argentina batalham por uma linguagem que não comprometa os apoios dos dois países ao setor agropecuário. A estratégia da dupla é deixar as políticas adotadas nos dois países fora do conceito de subsídios. O principal desvio conceitual deve ser dar sobre o crédito agrícola, que é a base do apoio brasileiro ao setor, através do Plano Safra.

Ainda dentro da meta 18, a COP16 negocia uma estratégia internacional de guinada dos fluxos financeiros.

O último rascunho do tema, proposto na quarta-feira (30), prevê a revisão de prioridades dos portfólios e práticas de agências de cooperação e bancos multilaterais de desenvolvimento, entre outras instituições financeiras internacionais, de modo que alinhem seus fluxos financeiros às metas do Marco da Biodiversidade.

Já na COP do Clima, o tema das finanças climáticas ainda está longe de um consenso sobre o realinhamento dos fluxos financeiros globais.

As instituições financeiras precisam, diante da emergência climática que vivemos, considerar critérios climáticos para a concessão de financiamentos públicos ou privados.

Quem fez esse reconhecimento foi o G20, em uma declaração assinada na última semana. O Brasil espera que o consenso possa ser expandido para mais países na COP29 do Clima – que acontece no próximo mês no Azerbaijão e tem como principal tema o financiamento climático.

Lula se emociona ao ceder espaço para ministra Marina Silva discursar durante a COP28 (Foto: Reprodução / Instagram @lulaoficial)

É aí que entra o bode na sala: conhecido exemplar da biodiversidade nas negociações da ONU, ele rouba a cena e cria dilemas quase impossíveis de serem resolvidos até o último minuto das COPs.

A exemplo da trava clássica das COPs do Clima, o financiamento, em Cali os países não moveram um milímetro de suas posições sobre a criação de um fundo para doação de recursos que devem sair do bloco desenvolvido para os países em desenvolvimento.

Para que o Marco da Biodiversidade seja cumprido à risca, os países desenvolvidos já deveriam estar desembolsando hoje US$ 20 bilhões de dinheiro público para financiar políticas de conservação da biodiversidade nos países em desenvolvimento. Mas estão longe disso. Na COP16, o aceno dos países ricos foi de uma série de microdoações que somaram US$ 400 milhões – cinquenta vezes menos que o prometido.

Em relação aos US$ 500 bilhões a serem mobilizados através dos incentivos econômicos, as doações anunciadas na COP16 representam apenas 0,08%.

Se seguirem a referência da Convenção do Clima – que passou a última década travada por desconfiança entre os blocos e promessas de financiamento descumpridas -, os negociadores da COP16 correm o risco de recuar diante da maior conquista que a diplomacia ambiental conseguiu até aqui: encarar o elefante, o bode e o vespeiro na sala.

*Com informações de Uol

Cristiano D’Angelo propõe capacitação em inteligência artificial para professores da rede pública do Amazonas

Foto: Ely Caldeira

O avanço tecnológico tem transformado profundamente diversas áreas ao redor do mundo, e a inteligência artificial (IA) já faz parte do cotidiano de milhões de pessoas, influenciando desde o ambiente de trabalho até as práticas educacionais. Diante dessa realidade, torna-se cada vez mais crucial preparar as próximas gerações de profissionais para enfrentar as demandas do futuro e o acompanhamento das revoluções tecnológicas é peça-chave nesse processo.

Ciente da importância de melhorias educacionais nesse contexto, o deputado estadual Cristiano D’Angelo (MDB) apresentou, nesta quarta-feira (30/10), na Sessão Plenária da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), o Projeto de Lei nº 678/2024, que pretende instituir a Política Estadual de Capacitação em Inteligência Artificial para os Professores da Rede Pública do Amazonas.

Para Cristiano D’Angelo, as possibilidades que a IA oferece ao setor educacional são vastas. “A IA pode ampliar o conhecimento dos professores, otimizar o tempo em sala de aula e melhorar o desenvolvimento de atividades e exercícios. Além disso, ela auxilia na compreensão dos alunos, no desenvolvimento de habilidades socioemocionais e na promoção de um aprendizado mais profundo e dinâmico”, afirmou o parlamentar.

Segundo o Fórum Econômico Mundial, mais de 75% das empresas deverão adotar a IA em seus processos nos próximos cinco anos, impactando diretamente o setor educacional. A inteligência artificial não se limita à automação de tarefas administrativas, seus avanços também transforma as práticas pedagógicas, como plataformas de aprendizado adaptativo, que ajusta os conteúdos e a dificuldade conforme o progresso do aluno, além de tecnologias que promovem a acessibilidade, como tradução automática e geração de legendas em tempo real.

“O uso da inteligência artificial economiza tempo, automatiza tarefas e apoia a criatividade e a inovação, tanto para professores quanto para alunos”, destaca Cristiano.

“Essas ferramentas personalizam o processo de ensino-aprendizagem, oferecem feedback imediato aos professores e diversificam as metodologias em sala de aula, potencializando o trabalho dos educadores e contribuindo para os avanços na educação do Amazonas”, complementou.

O Projeto de Lei propõe a criação de programas de formação continuada, incluindo workshops, e a integração de IA nos currículos escolares como ferramenta de apoio ao ensino. O objetivo é capacitar os professores a utilizarem tecnologias de IA em suas práticas pedagógicas, promovendo uma educação mais conectada às inovações tecnológicas e preparando melhor os estudantes para o futuro.

Segundo o deputado, a política estadual poderá firmar parcerias e convênios com universidades, centros de pesquisa e empresas de tecnologia.

“O Poder Executivo será responsável por regulamentar a Lei, definindo os procedimentos necessários para a concessão dos incentivos previstos”, concluiu Cristiano D’Angelo.

Surfe, padel, visita ao sogro e mais: veja o que os pilotos da F1 estão fazendo no Brasil

Esteban Ocon, Alex Albon e Oscar Piastri jogam padel, enquanto Valtteri Bottas surfa - Foto: Reprodução / Instagram

As atividades de pista para o Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1 começam apenas na sexta-feira, 1º, no Autódromo de Interlagos, mas os pilotos já estão no Brasil desde o início desta semana.

No tempo livre antes da volta aos trabalhos, as estrelas do automobilismo mundial aproveitam o nosso País de diferentes maneiras. Alguns optam por praticar esportes, enquanto outros reencontram velhos amigos ou familiares.

Acostumado a vir ao Brasil, Max Verstappen, da Red Bull, foi direto para Brasília, onde o sogro e ex-piloto, Nelson Piquet, mora. Embora não tenha publicado registros na capital federal, o tricampeão mundial atendeu alguns fãs no aeroporto local, o que indica uma visita ao pai de Kelly Piquet.

Já em São Paulo, também houve tempo para outro reencontro. Charles Leclerc, da Ferrari, foi jantar com Felipe Massa, ídolo brasileiro na Fórmula 1 e ex-piloto da escuderia de Maranello, na noite de terça-feira, 29.

Oscar Piastri, da McLaren, Esteban Ocon, da Alpine, e Alex Albon, da Williams, aproveitaram o tempo livre para jogar padel em uma quadra da capital paulista. “Um pouco de ‘padelinho’ para começar nossa semana”, escreveu o piloto francês em uma foto ao lado dos amigos.

O canadense Lance Stroll, da Aston Martin, foi mais um a optar pelo padel no dia de descanso. Discreto nas redes sociais, o piloto teve a presença ‘divulgada’ por um espaço para locação de quadras em São Paulo.

Quem também fez questão de compartilhar os momentos no Brasil nas redes sociais foi Valtteri Bottas, da Sauber. Acompanhado de Jack Doohan, reserva da Alpine, o finlandês surfou em uma piscina de ondas artificiais em Porto Feliz, no interior de São Paulo.

Pierre Gasly, da Alpine, postou uma foto dentro de um avião chegando ao País, mas não deu mais detalhes. Porém, na noite desta quarta-feira, 30, o francês esteve em um evento com a presença de Nelsinho Piquet.

Yuki Tsunoda e Sergio Pérez participam de evento da Honda – Foto: Reprodução / Instagram

Sergio Pérez, da Red Bull, e Yuki Tsunoda, da Visa Cash App RB, participaram de um evento da Honda Brasil. A participação da dupla foi compartilhada pelo perfil da fabricante nas redes sociais.

Nomes como Carlos Sainz, da Ferrari, Lando Norris, da McLaren, e Franco Colapinto, da Williams, também foram vistos por fãs no aeroporto, mas não publicaram registros em solo brasileiro.

*Com informações de Terra

FGilCaê: Amazonenses realizam homenagem viva a Gilberto Gil e Caetano Veloso

Foto: Divulgação

Prepare-se para uma noite inesquecível no espetáculo GilCaê, uma celebração vibrante das obras de Gilberto Gil e Caetano Veloso, dois ícones da música popular brasileira, pelas vozes inconfundíveis dos talentosos amazonenses Gabriella Dias (instagram.com/gabrielladiasmusica) e Nando Montenegro (instagram.com/nandoomontenegro). Mais que um show, GilCaê é uma experiência de pura brasilidade, onde sotaques, ritmos e a essência amazônica se fundem ao universo musical desses mestres.

O repertório, recheado de clássicos, vem costurado com histórias e memórias pessoais compartilhadas por Gabi e Nando, criando uma atmosfera intimista e emocionante. Em uma abordagem autêntica, o duo leva o público a uma jornada entre o sagrado e o profano, abordando temas que tocam o coração e o imaginário, do amor à existência, do material ao espiritual.

Com novas interpretações e a energia renovada, GilCaê retorna, desta vez na Casa Som Amazônia, para reacender a chama da música que atravessa gerações. Não perca a chance de vivenciar a força e a poesia de Gil e Caetano em um show que já emocionou plateias e promete arrepiar novamente.

Gisele deu ‘grande choque’ em Tom Brady ao contar da gravidez, diz fonte

Tom Brady e Gisele Bündchen - Foto: @instagram | Reprodução

Antes de anunciar sua gravidez ao mundo, Gisele Bündchen, de 44 anos, contou para Tom Brady, de 47, sobre sua gestação. Os dois foram casados de 2009 a 2022 e tiveram dois filhos juntos, Benjamin e Vivian.

Segundo o Page Six, o astro da NFL (National Football League) sabia que Gisele estava namorando o instrutor de jiu-jitsu Joaquim Valente, mas não esperava que os dois fossem ter filhos. Segundo uma fonte próxima do atleta, que preferiu não se identificar, ele teve um grande choque ao receber a informação.

“Tom sabia que as coisas estavam ficando sérias entre Gisele e Joaquim, mas ele nunca imaginou que eles teriam um filho juntos”, disse o informante ao veículo norte-americano. “Simplesmente não era algo que estava no radar dele. Então quando Gisele contou a ele, foi, no mínimo, um choque grande.”

A fonte ainda explicou que, após o choque, o jogador já se acostumou com a ideia e está feliz pela ex-mulher. “No fim das contas, o principal foco de Tom são os filhos e a carreira. O que Gisele decidir fazer com a vida dela não é da conta dele”, complementou a pessoa.

Tudo sobre a gestação de Gisele Bündchen

A modelo confirmou na terça-feira, 29, que está grávida de seu terceiro filho — o primeiro com o atual namorado, Joaquim Valente. Ao Terra, fontes do mundo da moda, informaram que a gestação, inclusive, teria sido um dos motivos que impediu Gisele de participar do retorno do Victoria’s Secret Show. Nomes consagrados retornaram às passarelas, incluindo as brasileiras Adriana Lima e Alessandra Ambrósio.

Mesmo no início da gestação, a brasileira parece empolgada. Uma fonte próxima afirmou à People que o casal está feliz e que os dois pretendem descobrir o sexo do bebê só no parto, que deve ocorrer em casa.

“Gisele está muito feliz em Miami e está aproveitando a vida lá. Ela está entusiasmada com o bebê e se sentindo bem. Ela está grávida há alguns meses e planeja ter um parto domiciliar”, revelou a fonte.

Apesar do bom momento que vive com o namorado, os rumores apontam que Gisele Bündchen não pretende se casar. O principal motivo seria sua preocupação financeira. Vale lembrar que, em 2022, quando ela se divorciou de Brady, os dois passaram meses tendo que lidar com a divisão do patrimônio.

*Com informações de Terra

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