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3 de cada 10 cidades da Amazônia Legal têm presença de facções; veja onde estão

Garimpo ilegal na cidade Maués encontrado pela Polícia Federal - Foto: Divulgação / PF-AM

Em meio à expansão do crime organizado na busca pelo controle de territórios e recursos naturais, cerca de 3 de cada 10 cidades (33,7%) da Amazônia Legal têm presença de ao menos uma facção criminosa. Dos 772 municípios na região, 260 convivem com a ação desses grupos.

Em números, o Comando Vermelho, surgido no Rio de Janeiro, está sozinho em 129 cidades. Já a facção paulista PCC (Primeiro Comando da Capital) tem 28 cidades sob seu domínio. Outras 85 cidades têm presença de duas ou mais facções, segundo o mapeamento feito entre janeiro e setembro deste ano.

Os dados são da terceira edição das Cartografias da Violência na Amazônia, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Instituto Mãe Crioula. Segundo o estudo, a separação entre os grupos de tráfico de drogas e crimes ambientais tem sido borrada nos últimos anos.

Um exemplo é a entrada do PCC, segundo a publicação, no garimpo ilegal de ouro da Terra Indígena Yanomami, que se estende por Roraima e Amazonas. A exploração de minérios como cassiterita e ouro pode ter atraído integrantes da facção como seguranças.

Mas relatos de pessoas envolvidas no garimpo remontam a chegada da facção, assim como os concorrentes do CV, ao período entre 2013 e 2015, diz o estudo. Hoje, segundo relatos colhidos no documento, pode haver inclusive uma divisão de classes. Garimpeiros que fazem o trabalho direto nos rios são apontados como “velhos” e “trabalhadores”, e os “bandidos” ficam responsáveis pelas negociações de ouro, drogas e armas.

Os dados são colhidos, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em visitas a algumas cidades, entrevistas de campo e com autoridades de Polícia Federal, Polícia Militar e Ministério Público, informações de órgãos públicos, notícias e redes sociais. As informações, então, são cruzadas ao longo da elaboração do estudo.

Uma hipótese da publicação para o crescimento das facções em solo amazônico é o modelo da alianças e adesões entre grupos dentro das prisões, que amplia as fileiras do crime organizado. Essa medida também acaba por enfraquecer grupos locais por meio de fusões ou incorporações, como ocorreu, segundo o texto, com o Bonde dos 13, do Acre, a Família Terror do Amapá e a União Criminosa do Amapá.

No caso do Bonde dos 13, o grupo é apoiado pelo PCC na tentativa de fazer frente ao domínio do CV em quase todo o território acreano.

Armas foram encontradas em casa de investigados por transporte ilegal de ouro extraído de terras indígenas – Foto: Polícia Federal / Divulgação

Por outro lado, outros grupos locais mantêm uma presença relevante, como o Bonde dos 40, que está sozinho em dez cidades maranhenses. Em outras seis, divide o espaço com o CV, e em Porto Franco, Alto Alegre do Maranhão e Santa Inês, com a facção do Rio de Janeiro e também o PCC.

A presença maior do CV no interior, na comparação com o PCC, pode ser parcialmente explicada pelo racha entre os dois grupos em 2016, ano marcado pela morte de Jorge Rafaat Toumani, numa batalha militar de quatro horas em Ponta Porã (MS).

“Naquela época, PCC e o Comando Vermelho ainda compartilhavam algumas rotas no Paraguai. Havia um certo pacto de convivência em que atuavam às vezes num mesmo país, trazendo drogas de um mesmo país, sem grandes conflitos”, diz Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Com a cisão e mortes violentas dentro de prisões, o PCC teria mantido o controle das rotas no Paraguai, e coube ao CV intensificar a busca por novos territórios na Amazônia, com um ímpeto que levou até à extinção da Família do Norte, facção do Amazonas, afirma a especialista.

Tanto em cidades próximas quanto nas distantes de capitais, o domínio do crime organizado muda drasticamente o cotidiano das pessoas, diz Aiala Colares Couto, diretor-presidente do Instituto Mãe Crioula. “No comércio há a cobrança de taxas, há também os avisos proibindo roubos na comunidade. É a forma de resolver conflitos comunitários a partir da intervenção do crime.”

Para o especialista, essa vida sob a influência de facções pode ser uma estratégia de sobrevivência, já que em muitos destes locais não há uma presença efetiva do Estado. “É como ocorre em Mucajuba [PA], e também comunidades ribeirinhas e quilombolas em Abaetetuba [PA].” Ambas têm a presença solitária do CV, e Mocajuba é a terceira mais violenta da região, com 110,4 mortes violentas intencionais a cada 1.000 habitantes.

A outra hipótese para a expansão do crime organizado na Amazônia é o fato de a região ser uma rota obrigatória para redes de mercado de drogas. Nessa logística do tráfico, portos como o de Manaus, de Vila do Conde, em Barcarena, e o de Santarém, oferecem uma entrada direta no trânsito global da droga rumo aos países consumidores.

Parte do termômetro para a presença das facções nos territórios é a apreensão de drogas, que tiveram alta entre 2019 e 2023. Foram 70 toneladas de cocaína apreendidas na região em 2023, mais que o triplo do que as 21,6 toneladas apreendidas em 2019.

O pico recente foi em 2022, com 93 toneladas recolhidas por forças de segurança estaduais e federais, incluindo as Forças Armadas. Já as apreensões de maconha cresceram continuamente ao longo desse período, chegando a 166,9 toneladas em 2023, mais que o dobro do que as 75,5 toneladas registradas em 2022.

Foto: Policia Federal / Divulgação

Embora o estudo considere a possibilidade de uma estabilização na violência após o estabelecimento de uma facção, dissidências podem elevar os níveis de mortes violentas intencionais, indicador usado pela publicação que considera vítimas de homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes causadas por agentes policiais.

Nova Santa Helena, em MT, é a sétima cidade mais violenta da Amazônia Legal, com 102,3 óbitos por 1.000 habitantes. Lá foi registrada a presença da Tropa do Castelar, uma dissidência do Comando Vermelho com perfil mais jovem e mais violento.

A também mato-grossense São José do Rio Claro, oitava mais violenta da região, com 100,1 casos a cada 1.000 habitantes, tem seus 14.911 habitantes convivendo com CV e PCC.

*Com informações de Folha de São Paulo

Lei de Roberto Cidade incentiva iniciação científica entre alunos da rede pública estadual de ensino

Foto: Herick Pereira

Como forma de incentivar educadores e alunos no desenvolvimento de atividades que priorizem as iniciativas de ciência e tecnologia, o deputado estadual Roberto Cidade (UB), presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), chama atenção para a Lei nº 7.082/2024, de sua autoria, que cria a Política de Incentivo à Iniciação da Pesquisa Científica para Estudantes da Rede Pública Estadual de Ensino.

“A pesquisa científica é um instrumento de grande importância para a construção e propagação do conhecimento, contribui para a promoção de atividades tecnológicas e é uma estratégia para o desenvolvimento econômico e social do Estado. Com o desenvolvimento da ciência, pesquisa e tecnologia, nossos estudantes tendem a construir um futuro melhor para eles e para a sociedade”, reforçou.

Conforme a Lei, os estudantes da educação básica da rede pública estadual de ensino serão estimulados à iniciação científica, por meio do protagonismo no processo de construção e reconstrução de conhecimento em favor do bem comum; da promoção do processo de ensino-aprendizagem, com atividades relacionadas com o campo científico; da ampliação do estudo, da pesquisa, da ciência, da inovação e do desenvolvimento de competências à aprendizagem.

A iniciação científica é uma forma de pesquisa acadêmica, na qual o estudante participa de um projeto de investigação orientado por um professor. Ela serve como um primeiro contato com a construção do conhecimento científico e ajuda a despertar o interesse pelo universo acadêmico. Com a pesquisa, o aluno adquire um pouco mais de experiência dentro de sua área de atuação.

A Lei incentiva, ainda, o pluralismo de ideias e concepções pedagógicas; a promoção das atividades humanísticas, científicas e tecnológicas como estratégias para o desenvolvimento econômico e social do Estado; a disseminação das ações de pesquisa entre os estudantes, estimulando a realização de debates e a produção de novos conhecimentos; o fortalecimento da divulgação da ciência e a valorização da cultura científica e participação nos processos criativos de resolução dos problemas sociais e de melhoria da qualidade de vida e bem-estar social.

Galvão Bueno negocia com a Band para ser a voz da Fórmula 1 em 2025

Foto: Reprodução

Galvão Bueno e TV Bandeirantes abriram conversas para a negociação de um acordo para o narrador ser a voz principal da próxima temporada da Fórmula 1 na emissora.

A informação foi veiculada primeiramente pelo jornalista Flávio Ricco e confirmada pela reportagem do UOL. Leticia Bueno, filha e empresária de Galvão, esteve em reunião com a Band para definir o futuro do narrador. Por enquanto, não há nada definido.

O desejo de Galvão em voltar a narrar Fórmula 1 é antigo. A reportagem do UOL apurou que o narrador já havia tentado arrematar os direitos de transmissão da categoria através da Play9, empresa que administra o canal dele, liderada por João Paes Leme. Eles propuseram que a Band cedesse os direitos para que pudessem fazer uma transmissão alternativa, mas a emissora não aceitou.

Foi justamente na Band, em 1980, que Galvão fez sua estreia narrando Fórmula 1 na televisão, época em que o canal comprou os direitos de transmissão da principal categoria do automobilismo. No ano seguinte, ele já foi contratado pela TV Globo.

Atualmente, Galvão Bueno está no ar apresentando o reality “Craque da Voz” ao lado de Karine Alves, que escolherá — entre 10 participantes — o novo narrador dos canais do grupo Globo. A atração marca a despedida definitiva de Galvão após 43 na principal emissora do país.

No mês passado, o narrador de 74 anos fechou com a Amazon Prime Video para dar voz às partidas do Campeonato Brasileiro de 2025. A plataforma de streaming exibirá jogos de Corinthians, Internacional, Cruzeiro, Vasco, Fluminense, Botafogo, Fortaleza e outros clubes da Liga Forte União (LFU).

Fórmula 1 na Band

Após uma série de especulações, a Band informou no início de novembro que vai cumprir seu contrato e exibir a temporada de Fórmula 1 também em 2025.

Havia a expectativa de uma troca e que a F1 fosse para a Globo, mas isso não vai ocorrer mais.

Max Verstappen no GP de São Paulo de F1 – Foto: Rodrigo Berton / Warm Up

Recentemente, a Globo promoveu um evento para o mercado publicitário, exibiu um carro de Fórmula 1 e colocou a frase “Será?”, dando indícios de que poderia voltar às transmissões.

Mas logo em seguida, o Grupo Bandeirantes manteve conversas com a Liberty Media e avisou que vai cumprir o acordo.

“Após reuniões com a Liberty Media, a Band informa que cumprirá o contrato de exibição da Fórmula 1 em sua integridade até o final de 2025.” afirmou a Band em comunicado.

*Com informações de Uol

Lembra dele? Ex-ator mirim de ‘Êta Mundo Bom’ surge irreconhecível com visual ousado

JP Rufino em 'Êta, Mundo Bom' - Foto: Reprodução / TV Globo

O ex-ator mirim, JP Rufino marcou o coração de muitos brasileiros com o icônico Pirulito em ‘Êta Mundo Bom’! Suas tiradas de humor ao lado do protagonista da trama garantiam risadas na certa.

Hoje com 21 anos, ele provou que cresceu e está com o visual novinho em folha! JP deixou para trás o tradicional black estiloso e deu espaço para suas tranças com direito a algumas mechas loiras no cabelo. Tamanha transformação é para embarcar em um novo projeto.

No Instagram, o rapaz mostrou vários cliques de seu novo visual e ainda posou com a atual namorada. Na legenda da publicação ele explicou: ”Tcharammm! 9 horinhas de transformação com @elaineblackmartins! Porque temos novos projetos”.

Como os fãs reagiram?

Nos comentários os fãs reagiram a publicação. Ficou gatão, Já está arrasando nos penteados, amei!! e Meu príncipe feito a pincel, gosto tanto!, foram algumas das mensagens carinhosas deixados para o ex-ator mirim.

Longe das novelas desde ‘Um Lugar ao Sol’ em 2021, ele também foi integrante de uma das edições do ‘Criança Esperança’.

*Com informações de Terra

Centenas de norte-coreanos morrem no conflito da Rússia contra a Ucrânia: ‘Inexperientes’

Baixas aconteceram na cidade de Kursk, informaram autoridades ucranianas - Foto: Maxim Shemetov / Reuters

“Centenas” de soldados norte-coreanos foram mortos ou feridos em combates com o Exército ucraniano na região russa de Kursk, de acordo com informações divulgadas por um oficial americano nesta terça-feira (17). As tropas “nunca tinham lutado antes”, acrescentou o militar americano, o que poderia “explicar as perdas”.

O militar, que pediu para não ser identificado, acrescentou que a contagem incluía “de ferimentos leves a mortos em combate”.

O comandante do Exército ucraniano, Oleksandr Syrsky já havia declarado que há três dias “o ‘inimigo’ realiza operações ofensivas na região de Kursk, ao lado do Exército norte-coreano”.

A Ucrânia lançou uma ofensiva no início de agosto na região russa de Kursk – a maior em território russo desde a Segunda Guerra Mundial.

Milhares de soldados norte-coreanos foram enviados à Rússia nas últimas semanas para apoiar o Exército do país, mas essa informação nunca foi confirmada.

A Rússia e a Coreia do Norte assinaram um acordo de defesa que entrou em vigor no início de dezembro. O artigo 4º prevê “assistência militar imediata” em caso de agressão armada por outros países.

Apoio “perigoso”

O apoio “direto” da Coreia do Norte à Rússia no conflito contra a Ucrânia é perigoso, alertaram os Estados Unidos e seus aliados nesta segunda-feira (16).

Os Estados Unidos enviam armamento para Kiev desde o início da invasão russa em 2022. O país ainda tem US$ 5,6 bilhões disponíveis, mas os recursos não poderão ser gastos e enviados à Ucrânia antes da posse de Donald Trump, eleito em novembro.

Avião com prisioneiros ucranianos cai na Rússia – Foto: Reprodução / Redes Sociais

“Pedimos à Coreia do Norte que cesse imediatamente toda a assistência à Rússia na guerra contra a Ucrânia e retire suas tropas”, reagiram em um comunicado os ministros das Relações Exteriores de vários países.

O texto é assinado pelos representantes da Austrália, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Coreia do Sul e Nova Zelândia, Reino Unido, Estados Unidos e União Europeia.

Em sua declaração, os dez países e a UE também denunciaram “a exportação pela Coreia do Norte de mísseis balísticos, projéteis de artilharia e outros equipamentos militares para a Rússia, que estão sendo usados na guerra contra a Ucrânia”.

Os ministros disseram estar “profundamente preocupados” com “o apoio político, militar ou econômico que a Rússia possa fornecer ao programa de armas ilegais da Coreia do Norte, incluindo as de destruição em massa”.

Novas sanções dos EUA

O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou sanções contra nove indivíduos e sete entidades por seu apoio militar e financeiro à Coreia do Norte, incluindo o Golden Triangle Bank e o Korea Mandal Credit Bank.

Entre os alvos está Ri Chang Ho, um general que pode estar acompanhando as tropas norte-coreanas implantadas na Rússia.

Três “alvos” ligados ao programa de mísseis balísticos da Coreia do Norte também foram sancionados, de acordo com as autoridades dos EUA, que não deram maiores detalhes.

“Essas medidas refletem a escalada da provocação e postura militar hostil da Coreia do Norte, que exacerba as tensões globais e desestabiliza a paz e a segurança regionais”, ressalta o Departamento do Tesouro dos EUA.

*Com informações de Uol

Câmara Municipal vai oferecer atendimentos jurídicos gratuitos em parceria com Defensoria Pública do Estado

População em vulnerabilidade social poderá ter acesso aos serviços oferecidos pela DPE-AM diretamente na sede da CMM - Foto: Mauro Pereira / Dicom-CMM

A partir de 2025, a Câmara Municipal de Manaus (CMM) vai oferecer atendimentos jurídicos gratuitos da área de família e demais orientações ou encaminhamentos que se fizerem necessários em parceria com a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM).

O acordo foi formalizado por meio do Convênio de Cooperação Técnica nº 003/2024, assinado na sede da CMM, pelo presidente da Casa, vereador Caio André (União Brasil), e pelo Defensor Público Geral do Amazonas, Rafael Barbosa.

De acordo com os termos do Convênio, os atendimentos jurídicos serão oferecidos presencialmente, de forma gratuita, dentro das dependências da Câmara Municipal de Manaus, localizada na rua Padre Agostinho Caballero Martin, 850, no Santo Antônio.

Todas as orientações serão prestadas por servidores da DPE-AM.O presidente da CMM explica que o objetivo da parceria é beneficiar a população socialmente mais vulnerável com atendimento jurídico de qualidade dentro da Casa Legislativa, reforçando a marca de sua gestão durante o biênio.

“Oferecer esse tipo de serviço aqui dentro da Casa do Povo é emblemático. Nossa gestão buscou, incessantemente, aproximar a Câmara de quem realmente detém o direito de representatividade, que é a população, principalmente para quem é mais carente e precisa dessa assistência. Fico feliz de deixar a presidência deste poder com este legado”, resumiu Caio André.

Para o Defensor Rafael Barbosa, a presença da DPE-AM dentro da CMM poderá contribuir com a elaboração de políticas públicas que irão trazer melhorias para toda a população.

“Costumamos ver os vereadores indo até a população mais carente para resolver inúmeros problemas. Podemos enfrentar esses problemas, aqui na Casa, com soluções legislativas. Mas ainda tem aqueles indivíduos que necessitam de um olhar e um espaço dentro do poder judiciário. Então essa é uma parceria de visão porque une uma instituição que é vocacionada para atender as pessoas carentes com a Casa que recebe o clamor da população”, resumiu.

A partir da assinatura do Convênio, a CMM terá o prazo de 60 dias para viabilizar e adequar o espaço físico, bem como disponibilizar estagiários e servidores.

O Convênio de Cooperação Técnica vai vigorar por um período de 12 meses, podendo ser prorrogado automaticamente por iguais e sucessivos períodos, até o limite de 60 meses. O acordo não envolve transferência de recursos entre a CMM e DPE-AM.

Malafaia critica prisão de Braga Netto e faz ameaças a Moraes: ‘Sua hora vai chegar’

O pastor Silas Malafaia - Foto: Reprodução

O pastor Silas Malafaia criticou a prisão preventiva de Walter Braga Netto, detido por obstrução de justiça desde o sábado, 14. Para o pastor, o mandado de prisão, autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), “é ilegal, imoral e atenta contra as leis”.

“Alexandre de Moraes, sua hora vai chegar. Não sei quanto tempo vai levar, mas vai chegar. Ou pelo poder do supremo poder de uma nação que é o povo ou pelo poder do supremo juiz que é Deus”, disse o pastor em vídeo publicado nesta segunda-feira, 16, em seus perfis oficiais, chamando o magistrado de “ditador da toga”. “Quem vai parar esse ditador?”, declarou o pastor.

Apontado pela PF como peça central no suposto plano golpista, Braga Netto foi preso sob acusação de dificultar o andamento das investigações. “A Polícia Federal apontou que o novo depoimento prestado por Mauro César Barbosa Cid apresentou elementos que permitem caracterizar a existência de conduta dolosa de Walter Souza Braga Netto no sentido de impedir ou embaraçar as investigações em curso”, escreveu Moraes no documento que autorizou o mandado de prisão preventiva.

Para a Polícia Federal, Braga Netto, que foi candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro (PL) à reeleição, não apenas conhecia o plano de execuções de autoridades, conhecido como “Punhal Verde e Amarelo”, como financiou os agentes que executariam a operação. Além de candidato a vice-presidente em 2022, Braga Netto ocupou posições de destaque no governo Bolsonaro, como as pastas de Defesa e de Casa Civil.

Segundo Silas Malafaia, Moraes não poderia ter embasado a prisão preventiva de Braga Netto em material colhido por delação premiada, como a de Mauro Cid, tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Braga Netto está detido na 1ª Divisão do Exército, na Vila Militar, zona oeste do Rio de Janeiro. O general de quatro estrelas está preso no quarto do chefe do Estado Maior, um cômodo que conta com ar-condicionado, geladeira, armário, aparelho de televisão e um banheiro exclusivo.

*Com informações de Terra

Dá pra ‘recongelar’ o Ártico? Startup tem plano, mas cientistas são contra

A estratégia da startup Real Ice é furar o gelo para criar novas camadas de gelo com água do mar - Foto: Real Ice

Uma startup britânica está perfurando buracos no gelo do Ártico canadense para bombear água do mar e congelá-la na superfície. O objetivo é restaurar o gelo marinho e retardar os efeitos do aquecimento global, mas cientistas veem riscos associados à tecnologia.

Empresa aposta em bombas submersíveis movidas a energia renovável para engrossar o gelo. A ideia da Real Ice é preservar o ecossistema da região, que tem encolhido devido às mudanças climáticas.

Eles atuam em Cambridge Bay, uma vila costeira no Ártico canadense. A startup realizou um experimento no local, adicionando 50 centímetros de espessura ao gelo entre os meses de janeiro e maio. Segundo o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), o derretimento do Ártico pode atingir níveis irreversíveis nas próximas décadas.

Objetivo é congelar área maior que a Califórnia. Nos próximos anos, a Real Ice busca aumentar a espessura do gelo em mais de 1 milhão de quilômetros quadrados —o equivalente a duas vezes o tamanho da Califórnia— para retardar ou reverter o derretimento do gelo no verão.

Prática adotada pela empresa é conhecida como geoengenharia. Trata-se de uma técnica que manipula o ambiente para diminuir os efeitos das mudanças climáticas.

Iniciativa pode não ser suficiente, diz cientista

Apesar dos resultados iniciais, pesquisadores destacam preocupações quanto à eficácia e aos riscos associados à tecnologia. A ciência é sólida, disse Jennifer Francis, cientista sênior do Woodwell Climate Research Center. “O gelo ficará consideravelmente mais espesso e brilhante em áreas locais ao redor das bombas”. Mas uma grande questão, segundo a cientista, é se gelo marinho suficiente pode ser cultivado por um período longo o suficiente para fazer alguma diferença na crise climática. “Tenho sérias dúvidas”, disse ela à CNN.

Cientista questiona a escalabilidade do projeto. “Tais intervenções são moralmente duvidosas na melhor das hipóteses e, na pior, eticamente irresponsáveis”, pontuou Liz Bagshaw, professora associada em mudança ambiental polar na Universidade de Bristol, à emissora americana.

Dezenas de cientistas expressaram preocupações sobre projetos de geoengenharia polar. Eles publicaram um relatório no ResearchGate intitulado “Protegendo as Regiões Polares de Geoengenharia Perigosa” e, entre os alertas, está “a possibilidade de consequências graves e imprevistas”. “De acordo com nossa avaliação, nenhuma ideia atual de geoengenharia passa por um teste objetivo e abrangente sobre seu uso nas próximas décadas’, diz um trecho do documento.

Pesquisadores e empresários da Real Ice se reúnem no Ártico canadense para furar o gelo e criar camadas extras, que ajudam a resistir ao degelo do verão – Foto: Real Ice / Divulgação

Geoengenharia pode enfraquecer medidas para conter emissões

O climatologista e cientista brasileiro Carlos Nobre enxerga que há uma grande preocupação com geoengenharia. O colunista de Ecoa afirma que as medidas poderiam induzir a uma grande “não redução” das emissões de gases de efeito estufa, já que desviam a atenção do problema. As últimas recomendações do IPCC alertam que a redução é a única alternativa para frear o aumento da temperatura.

“Se continuarmos com altas emissões, chegaremos a mais de 2,5ºC de aquecimento até 2050. Não me parece que esta geoengenharia teria impacto de grande escala para recuperar o mar de gelo do Ártico. Como vários estudos indicam, com as taxas de aquecimento crescentes poderá se chegar a zerar o mar de gelo no fim do verão no Ártico antes de 2040. Não me parece que haveria como impedir esse super derretimento com essa geoengenharia.” afirmou Carlos Nobre.

Real Ice tem plano de “créditos de resfriamento”, em que poluidores pagariam pelo ‘recongelamento do gelo’, compensando a sua própria poluição. Andrea Ceccolini, co-CEO da Real Ice reconheceu em entrevista à CNN que o projeto pode causar mudanças no ambiente marinho, como o crescimento de algas, que podem ser afetadas pela estrutura do gelo, mas acredita que os impactos são limitados. “Tudo o que fazemos tem um impacto. O problema é que há um impacto muito mais dramático em simplesmente deixar as coisas continuarem assim” disse.

*Com informações de Uol

Sala de cinema pioneira dentro de aldeia indígena será inaugurada no Amazonas

Foto: Tácio Melo

Localizada na região metropolitana de Manaus, a Aldeia Indígena Inhaã-bé se prepara para receber uma nova sala de cinema, viabilizada pela Lei Paulo Gustavo. Idealizada pela indígena Thaís Kokama, a sala de cinema “Cine Aldeia” surgiu em 2019, com exibições de filmes para crianças na Aldeia Inhaã-bé, localizada no Lago Tarumã-Açú, na região metropolitana de Manaus.

Em 2023, o projeto “Cine Aldeia” foi contemplado pelo edital da Lei Paulo Gustavo, executado pela à Prefeitura de Manaus por meio do Conselho Municipal de Cultura (Concultura), recebendo adaptações e a aquisição de equipamentos para exibições, mostras, festivais e atividades voltadas para a produção audiovisual, com o objetivo de impulsionar a cadeia cultural da sétima arte, beneficiando indígenas e comunidades locais.

Para o lançamento da nova sala de cinema, será aberto um formulário de inscrição para receber até seis produções de curta ou longa-metragem com temática indígena, sendo três produzidas preferencialmente por pessoas indígenas da região Norte e três por indígenas de outras regiões do Brasil. As seis obras selecionadas serão os primeiros filmes a serem lançados, permanecendo em cartaz nos primeiros meses de 2025.

O “Cine Aldeia” é uma das primeiras salas de cinema de aldeias indígenas no país e a primeira na região Norte. Ao longo dos últimos três anos, a aldeia recebeu atividades e oficinas de cinema, além de ter sido utilizada como set de filmagens para produções nacionais e internacionais, impulsionando e motivando a comunidade nas práticas cinematográficas.

Desafios

Para Thaís Kokama, formada em “rádio e TV” e uma das primeiras produtoras de cinema indígena do Amazonas, é uma honra e uma superação conseguir instalar uma sala de cinema dentro de uma aldeia indígena na região, considerando as dificuldades para formação e produção no audiovisual, que são extremamente desafiadoras em sua condição como pessoa indígena.

Ao buscar sua posição nas artes e no cinema, Thaís relembra e aponta as dificuldades que enfrentou ao longo desse árduo caminho, onde a prospecção é lenta, mas os resultados são satisfatórios e promissores. “Eu lembro de ver as produções que aconteciam na minha aldeia e da vontade intensa que eu e meus parentes tínhamos de produzir e exibir trabalhos no audiovisual. Foi por meio do celular e de cursos profissionalizantes que comecei a alcançar esse sonho, que já me acompanha há anos.”

Thaís também destaca que esse avanço está diretamente relacionado às novas oportunidades que surgiram nos últimos anos, por meio de editais para a cultura, e ressalta que o apoio das lideranças indígenas nas artes contribui significativamente para esse novo desenvolvimento. “Isso só se torna possível com a ajuda de nossos ‘anciões’ e ‘caciques’ ao apoiar essas iniciativas dentro das aldeias. O Hamaw Saterê, cacique da Aldeia Inhaã-bé, tem uma visão ampla em relação às novas práticas culturais e atividades artísticas, e isso ajuda muito. Atualmente, a Aldeia Inhaã-bé, mesmo após o isolamento causado pela COVID-19 e atualmente afetada pela seca no Lago Tarumã-Açú, ganhou força com diversas ações culturais e, agora, com a nova sala de cinema, nós vemos mais uma fase positiva para nós, indígenas, ao sermos inseridos neste segmento cultural.”

Lançamento e informações

Prevista para inaugurar no início de fevereiro de 2025, a nova sala de cinema será mais um espaço para exibições e produções no audiovisual. Além disso, a sala pretende ser um espaço alternativo na capital amazonense para receber exibições realizadas por pessoas indígenas da região e de todo o Brasil, envolvendo e oportunizando outros povos indígenas.

Os interessados que desejam incluir suas obras na programação de lançamento deverão ler os critérios de seleção que serão publicados na bio do Instagram oficial – @cinealdeia.

Apoio

O projeto “Cine Aldeia” foi um dos selecionados pelo Concurso Prêmio Manaus Identidade Cultural – Audiovisual (edital 004/2023), por meio da Lei Paulo Gustavo (LPG), realizado pelo Concultura, com o apoio do Ministério da Cultura e da Prefeitura de Manaus.

Para saber mais: @thaiskokama e @cinealdeia

Com informações da assessoria

Wilson Lima afirma que mudanças no 28 de Agosto vão melhorar qualidade do atendimento

Complexo Hospitalar Sul deve mais que dobrar número de cirurgias ortopédicas realizadas e está ampliando número de profissionais - Foto: Alex Pazuello / Secom

O Governador Wilson Lima afirmou que as mudanças na administração das unidades de urgência e emergência do Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto e Instituto Mulher Dona Lindu, que passaram a integrar o Complexo Hospitalar Sul, visam a melhoria e eficiência nos serviços prestados à população. Uma das metas para os próximos dias é mais que dobrar o número de cirurgias ortopédicas realizadas no HPS. A afirmação foi feita durante coletiva de imprensa na sede do Governo do Amazonas.

Wilson Lima fez questão de enfatizar que não é mais aceitável que um paciente espere por semanas na unidade por uma cirurgia. “É inadmissível que um paciente fique 20, 45 dias no antibiótico, esperando um procedimento cirúrgico. Já determinei que um paciente que necessitar, seja operado em até 24 horas. A meta é o aumento de produtividade”.

O governador também reforçou que os serviços nas duas unidades seguem acontecendo normalmente, sem prejuízos à população. “Não há interrupção dos serviços prestados pelo 28 de Agosto e na maternidade Dona Lindu. Pelo contrário, nos últimos meses ampliamos os leitos, com mais 46. Hoje são realizadas seis cirurgias ortopédicas por dia no dia 28 de agosto. A nossa meta é para que daqui a trinta dias sejam realizadas 15 cirurgias por dia”, afirmou o governador.

Em 2024, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) realizou a abertura de 46 novos leitos no hospital, aumentando a capacidade de atendimento da unidade e oferecendo mais conforto aos pacientes. O governador também destacou que o Governo do Estado fez uma parceria com o Google para fazer uma limpeza na fila do Sistema de Regulação (Sisreg), com o objetivo também de dar mais celeridade nos serviços ofertados.

Prioridades nas contratações

Wilson Lima também destacou que os prestadores de serviço que atuavam tanto no 28 de Agosto, quanto no Dona Lindu, tiveram prioridade no momento da contratação pela Organização Social de Saúde (OSS) que está administrando as duas unidades, mas algumas empresas não aceitaram as propostas oferecidas pelas nova administração.

“Do dia 1º de dezembro até agora, já foram contratadas 300 pessoas, além daquelas que já estavam atuando na unidade de saúde. A preferência é para o médico que está aqui. Se o médico não quiser entrar no novo sistema da empresa, se não quiser atender as exigências da empresa, de cumprir plantão, ter hora para entrar, ter hora para sair, aí paciência. Já foram contratadas empresas de urologia, gastro, nefrologista, anestesia, toráxica e também de imagem. E há a negociação para que outras duas empresas sejam contratadas”, acrescentou.

Pagamentos

Ainda durante a coletiva, o governador explicou que o novo modelo de gestão vai possibilitar a otimização de recursos e ressaltou que o Estado tem trabalhado para a regularização dos pagamentos dos prestadores de serviços das unidades. Ele lembrou que a questão é um problema histórico, herdado de outros governos pela sua gestão, que tem atuado de forma comprometida para solucionar esse tópico.

“Só para vocês terem uma ideia, o Hospital 28 de agosto e o Dona Lindu custavam R$ 43 milhões por mês, hoje ele passa a custar R$ 33 milhões por mês. Nós estamos resolvendo um problema histórico que, desde que eu assumi o governo, aliás não é de agora, que é falta de pagamento, esclareceu.

Foto: Arthur Castro / Secom

Com a nova administração, desde o início de dezembro, quem presta serviço para o Hospital 28 de agosto tem o prazo de 30 dias para receber pelos serviços de 30, tendo alguns fornecedores, inclusive, já recebido adiantado.

Fiscalização

Wilson Lima convidou, ainda, órgãos de controle, como Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Regional de Medicina e Tribunal de Contas, por exemplo, para que visitem as duas unidades e possam conferir, in loco, a mudança de gestão que está sendo feita de maneira transparente.

“As portas 28 de Agosto estão abertas. Só que tem gente que não quer que isso efetivamente aconteça. Nós vamos entregar a saúde melhor do que nós encontramos. Tem gente que não quer que haja essa transparência, tem gente que quer que os corredores do 28 de Agosto continuem lotados”, finalizou.

POLÍTICA

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