Presidente Lula regulamenta lei relatada pelo Senador Omar Aziz para vítimas de hanseníase

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assinou o decreto que regulamenta a Lei nº 14.736/2023, que amplia a concessão de pensão especial para vítimas de hanseníase que foram submetidas a isolamento e internação compulsória, além de estender o direito aos filhos dessas pessoas. Relator da matéria no Senado, Omar Aziz (PSD-AM) destacou a necessidade de reparação histórica aos filhos separados de suas famílias em decorrência dessa prática.
“É uma importante reparação a quem sofreu o isolamento forçado ou teve membros de sua família nessa situação, aprofundando uma política pública de memória e dignidade”, afirmou o presidente Lula ao anunciar a medida.
A lei garante o pagamento de uma pensão especial de um salário mínimo aos filhos de pessoas com hanseníase que foram compulsoriamente isoladas em hospitais-colônia ou em domicílios até 1986. A medida, sancionada sem vetos, foi relatada no Senado por Omar Aziz (PSD-AM), que sempre foi um defensor da causa.
‘’Trata-se, portanto, de uma medida na linha da justiça de transição e reparatória, que visa promover cidadania, dignidade e respeito à memória sensível das pessoas atingidas pela hanseníase e aos seus filhos, os quais sofreram graves danos advindos da supressão do convívio social e familiar”, ressaltou Omar Aziz.
A regulamentação detalha os procedimentos necessários para o requerimento do benefício e define a composição da Comissão Interministerial de Avaliação, responsável pela análise dos pedidos. A pensão deverá ser solicitada pessoalmente pelo interessado ou por meio de procurador ou representante legal. Segundo o decreto, o requerimento deve ser encaminhado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, acompanhado de documentação comprobatória.
O benefício não será cumulativo, caso o requerente se enquadre em mais de uma hipótese prevista no decreto, nem poderá ser acumulado com outras indenizações. O valor da pensão será reajustado anualmente em ato conjunto do Ministério da Fazenda e do Ministério da Previdência Social e será pago diretamente ao beneficiário ou a um procurador constituído especialmente para essa finalidade.
Dólar acima de R$ 6: entenda por que a moeda americana bate recordes
O dólar comercial chegou a seu maior valor da história na última segunda-feira (16), ao atingir R$ 6,09. Na terça-feira chegou a ser cotado a R$ 6,20 e nesta quarta-feira a moeda era vendida a R$ 6,26. E a pergunta que fica é: por que a moeda norte-americana está subindo tanto mesmo com o Banco Central fazendo leilão de dólares?
Junção de fatores justifica a desvalorização do real. De acordo com Ahmed El Khatib, coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado), não há apenas uma causa para a subida do dólar e, sim, uma combinação de fatores.
Gastos do governo e sustentabilidade das contas públicas preocupam agentes do mercado. “A falta de anúncios significativos sobre cortes de gastos pelo governo tem gerado desconfiança entre investidores. As alterações nas metas fiscais, que reacenderam temores sobre a sustentabilidade das contas públicas, são um dos principais fatores que impulsionaram o dólar”, explica Khatib.
Juros nos Estados Unidos impactam economia brasileira. Como explica o professor, “no cenário externo, o Federal Reserve, dos EUA, sinalizou que os cortes nas taxas de juros poderiam ser mais lentos do que o esperado, impactando negativamente as moedas emergentes, incluindo o real. Por fim, o Brasil está enfrentando um déficit crescente em suas contas externas, que atingiu 2,07% do PIB, o que aumenta a pressão sobre a moeda local”, explicou.
“A resistência do câmbio em voltar para a ser cotado abaixo dos R$ 6 reflete a deterioração nas expectativas com relação à economia brasileira após os anúncios dos ajustes nas despesas e propostas de reforma no Imposto de Renda. Isto fica claro nas últimas edições do Boletim Focus que apresentam revisões expressivas nos principais indicadores.” disse Danilo Igliori, economista-chefe da Nomad.
Para conter a alta da moeda americana, muitas vezes, o Banco Central entra em ação e vende dólares. No entanto, as iniciativas têm sido limitadas, como explica o professor da Fecap:
“Embora o BC utilize instrumentos como swaps cambiais e ajustes na taxa de juros para tentar estabilizar a moeda, as intervenções não têm conseguido conter a alta do dólar de forma consistente. O regime de câmbio flutuante adotado pelo Brasil permite que as cotações oscilem livremente, sem metas fixas estabelecidas pelo BC. Além disso, a falta de uma resposta clara e rápida às condições do mercado tem dificultado o controle efetivo da taxa de câmbio.” afirmou Ahmed El Khatib, professor da Fecap.
Volatilidade do câmbio e saída de capital estrangeiro. Beto Saadia, diretor de investimento da empresa Nomos, destaca que iniciativa do Banco Central “é mais para reduzir a volatilidade do câmbio e para atender fluxos de saída de capital estrangeiro, que não tem só a ver com o risco fiscal, tem a ver com empresas americanas enviando de volta seus lucros e dividendos, e também empresas brasileiras precisando pagar contratos de serviços, perto de encerrar o ano fiscal, esses movimentos são mais exacerbados”.
A alta do dólar deve impactar a vida dos brasileiros. “As consequências podem demorar um pouco, mas a inflação é um movimento óbvio. Especificamente, a inflação de alimentos é o que a população mais deverá sentir nos próximos meses. Além disso, tem o preço dos bens industriais, que mesmo sendo produzidos aqui, têm componentes importados”, finalizou Saadia.
*Com informações de Uol
Ivete Sangalo apoia crítica a Claudia Leitte por trocar letra de música em saudação a Iemanjá

Claudia Leitte voltou a ser um dos assuntos mais comentados nas redes sociais após alterar mais uma vez uma parte da letra da música Caranguejo. Em suas últimas apresentações, a cantora achou de bom tom alterar os versos em saudação a Iemanjá. A movimentação dividiu opiniões e o secretário de Cultura Turismo de Salvador ficou embasbacado com a situação, recebendo o apoio até mesmo de Ivete Sangalo.
Na letra original, os versos são “Joga flores no mar. Saudando a rainha Iemanjá”, mas Claudia Leitte decidiu ignorar completamente a homenagem ao orixá Iemanjá para defender sua própria religião: “Joga flores. Eu canto meu rei Yeshua”. O termo significa o nome de Jesus em hebraico.
Em suas redes sociais, Pedro Tourinho não citou o nome da cantora, mas comentou sobre a situação de forma direta. “Se é para celebrar os 40 anos do Axé Music, que seja para celebrar com respeito, fortalecendo seu fundamento, ajustando desequilíbrios, valorizando sua verdade, avançar caminhando pela frente. Não podemos admitir desrespeito, apropriação e retrocesso, novamente”, disparou.
“Quando um artista que se diz parte desse movimento, saúda o povo negro e a cultura, reverencia a percussão e musicalidade, faz sucesso e ganha dinheiro com isso, mas, de repente, escolhe reescrever a história e retirar o nome de Orixás das músicas, não se engane: o nome disso é racismo, e é o surreal e explícito reforço do que houve de errado naquele tempo”, acrescentou.
Nos comentários da publicação, a interação de Ivete Sangalo chamou a atenção dos internautas. Ela comentou apenas com um “Sim!”, seguido de diversos emojis que representam aplausos, validando as palavras de Tourinho. O apoio da artista à crítica feita pelo secretário de Cultura Turismo de Salvador só enfatizou os rumores de que era de fato uma indireta para Claudia Leite –e ampliando ainda mais a rixa entre os fãs das cantoras.
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*Com informações de Terra
Shows musicais marcam os últimos dias do ‘Mundo Encantado do Natal’ no Largo de São Sebastião

A última semana de programação no Largo de São Sebastião chegou em grande estilo com muito entretenimento e atrações no ‘O Mundo Encantado do Natal’. O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, convida a população a vivenciar a magia do Natal em um espaço repleto de encanto e tradição. Os artistas locais vão se apresentar, gratuitamente, no espaço cultural até 23 de dezembro.
O evento vem transformando a praça cultural em um verdadeiro cenário mágico que celebra a tradição natalina. O secretário em exercício de Cultura e Economia Criativa, Candido Jeremias, destaca as diversas manifestações artísticas que foram preparadas para o público durante esta temporada.
“Muitas surpresas marcaram a programação ‘O Mundo Encantado do Natal’. Desde manifestações artísticas em diversos espaços culturais, bairros e municípios, a espetáculos on-line promovidos pelo Natal em Rede. A gente segue investindo em apresentações gratuitas para proporcionar lazer e diversão à população, além de criar oportunidades para os artistas locais”, afirma Candido Jeremias.
Inaugurada em 1º de dezembro, a programação integrada de “O Mundo Encantado do Natal” no Largo de São Sebastião, no Centro de Manaus, faz referência aos brinquedos de outras épocas e revive momentos da infância. O evento já recebeu mais de 117 mil visitantes e vem sendo um sucesso, reunindo mais 13 mil pessoas somente no último domingo (15/12), para prestigiar as atrações natalinas do local.
Programação do Largo
No Largo de São Sebastião, de quinta-feira (19/12) a segunda-feira (23/12) uma programação especial é apresentada no palco anexo à árvore de Natal para levar cultura e entretenimento ao público que visita a decoração de Natal do local. Além disso, de sexta-feira a domingo, às 20h, acontece a parada natalina O Boticário, com concentração no Centro Cultural Palácio da Justiça, avenida Eduardo Ribeiro, Centro. Entrada gratuita e classificação livre.
Na quinta-feira (19/12), das 18h às 21h, as apresentações abrem com o espetáculo de dança “Natal em Movimento – Das Ruas para o Palco”, com o grupo DD Tankers, uma rica experiência que transforma a magia do Natal em um espetáculo de dança. A performance traz danças urbanas como breaking e popping, narrando a jornada de um grupo de jovens artistas que encontram no espírito natalino a força para superar desafios e espalhar mensagens de união, esperança e amor. Em seguida, acontece a apresentação do Coral ASD Mozambite, seguida pela apresentação da Orquestra Prime.
Na sexta (20/12), às 18h, a animação fica por conta do espetáculo de teatro “O Show do Natal”, uma apresentação musical que integra cantigas de roda e músicas clássicas natalinas voltada para todas as idades, com o objetivo de promover a interação entre gerações e proporcionar momentos de confraternização e celebração das tradições culturais brasileiras. Também farão parte da celebração o Coral Bom Pastor com o intuito de transmitir mensagens de fé, esperança e amor para todos que têm a oportunidade de ouvi-los. A noite encerra com o show “Especial de Natal 2024 – Nasceu em Belém”, de 19h30 às 21h.
No sábado (21/12), às 18h, a programação inicia com um show musical de concerto de Natal com o Tenor Miquéias William e Orquestra Passione. A plateia pode esperar momentos marcantes durante o concerto, como a apresentação da icônica canção “The Prayer”, que será interpretada por Miquéias junto com a soprano Dhijana Nobre, acompanhados pela Orquestra Passione e o Coral MW Ópera Studio. Logo após, uma apresentação do Coral Apolo promete ser uma experiência única, seguido pelo show musical “Amor de Natal em Família” com Coral Tubones encerrando a noite de 20h às 21h.

E no domingo (22/12), às 17h, acontece o espetáculo de Natal “Lá vem o Teatro” do grupo Barquinho Infância da produtora Via Produções Culturais, a apresentação traz em suas músicas e contos a alegria de ser criança, o despertar da imaginação e da criatividade. Além de um show musical especial “A Magia do Natal”, com a cantora Raylla Araujo, a apresentação traz um repertório totalmente voltado para canções natalinas, de 20h às 21h.
Ainda no Largo, no domingo às 18h, acontece mais uma edição da parada natalina O Mundo Encantado do Natal, com início na rua Barroso. Fanfarras, personagens natalinos, artes integradas vão compor a parada natalina, trazendo a magia e o encantamento do Natal ao público.
A programação de “O Mundo Encantado do Natal” encerra na noite de segunda-feira (23/12), de 18h às 19h, com uma fantástica celebração trazendo muita música clássica e belíssimas melodias para acalentar os corações dos ouvintes, iniciando com o show musical do cantor Victor Camilo seguido por um show musical encantador com o Coral Belcanto, de 20h às 21h.
A programação completa dos espaços culturais é divulgada no hotsite exclusivo do O Mundo Encantado do Natal, disponível no Portal da Cultura (cultura.am.gov.br) e nas redes sociais @culturadoam.
Scarpa sobre caso com Willian Bigode: ‘Injusto o cara não pagar por isso’
A luta de Gustavo Scarpa para conseguir recuperar os mais de R$ 6 milhões investidos na empresa de criptomoedas do atacante Willian Bigode, seu ex-companheiro de Palmeiras, continua. O meia do Atlético-MG garante: quer recuperar todo o dinheiro e estipula um prazo de até seis meses para isso.
A briga na Justiça sobre o caso rendeu memes na internet e virou motivo de provocações de torcedores rivais contra Scarpa. Em entrevista o meia diz que as brincadeiras são sempre bem-vindas e trazem luz à tona do caso, que também tem o lateral-direito Mayke, do Palmeiras, contra o atacante.
“Eu acho legal (provocação de torcedores rivais), é bom deixar falar bastante sobre esse caso. Eu acho que é necessário falar porque é meio injusto o cara cometer o erro que cometeu e não pagar por isso, então é sempre bom poder fomentar esse assunto para que eu recupere a minha grana, mas até agora nada. Se Deus quiser até o meio do ano que vem eu acho que dá para recuperar. A ideia é recuperar tudo, é torcer para a parte burocrática ser resolvida logo, mas tenho certeza que vai caminhar para um desfecho positivo” afirmou Gustavo Scarpa
Apesar da busca constante em recuperar o alto investimento, Scarpa, como sempre, busca deixar mais leve a situação e ainda brinca: dinheiro já perdeu, mas a paz…
Se eu pegar ar o que eu posso fazer? (Cair em pilha de torcedores) Só vai fazer mal para mim, é a vitória do cara para me desestabilizar. E outra, já perdi dinheiro, se eu perder a paz ainda eu estou lascado (risos)
‘Tento ser uma referência dentro e fora de campo’
Sonhos são feitos para serem realizados, e Gustavo Scarpa tem colocado em prática isso. O meia inaugurou, na última semana, em Hortolândia, no interior de São Paulo, onde cresceu e tem família até hoje, uma pista de skate que leva seu nome.
As obras começaram no fim de setembro de 2022 e foram finalizadas agora em dezembro. O meia investiu cerca de R$ 2 milhões de recursos próprios na construção.
Scarpa vê sua fé como um ponto de força para alcançar voos maiores e se tornar um exemplo dentro e fora de campo. O meia não esconde a felicidade ao ajudar e ver o resultados aparecerem.

“É a pista de skate Gustavo Scarpa. Estava andando ali e o pessoal até esperava quando chegava a primeira vez, todo mundo saía (risos), me senti honrado, é um baita de um sonho, poder chegar aqui com essa pista desse tamanho com tanta gente, com tanta skatista fera, amigos, conhecidos, é muito gratificante, e para cidade também, tem muita gente que nem anda de skate veio apenas para para ver o evento, então é gratificante poder proporcionar algo desse tamanho”.
“Eu sou muito grato a Deus por tudo que eu tenho, por todos os momentos que eu passo na vida profissional e pessoal. Eu me converti ao cristianismo com 17 para 18 anos e sem dúvida nenhuma foi um divisor de águas na minha vida. Eu tento ser uma referência dentro e fora de campo”.
Derrota na final da Libertadores
Scarpa classificou a derrota na final da Libertadores para o Botafogo como ‘inadmissível’. O Galo teve um jogador a mais desde o primeiro minuto de jogo, após Gregore, do Glorioso, ser expulso.
“Falhamos de uma forma que não poderia falhar, jogamos com um jogador a mais na final de libertadores e foi uma derrota inadmissível. Todo mundo ficou incrédulo com o que aconteceu, mas tem que levantar e seguir em frente”.
Para o elenco do Galo, tudo foi muito rápido. Foram três baques num curto espaço de tempo: a perda dos títulos da Copa do Brasil e Libertadores e a possibilidade de queda no Brasileirão.
O meia disse que nunca tinha passada por um momento assim, afinal, o Galo estava em duas finais e com chances de título, mas tudo foi por água abaixo e, após o término do Brasileirão, terminou com a demissão do técnico Milito.
“Foi a primeira vez que eu vi um momento assim, de perder uma final de Copa do Brasil e já tem uma Final de Libertadores para jogar, perder também e de repente estar brigando para não ser rebaixado até o último minuto. Foi tudo muito rápido e a gente não teve tempo para para ficar lamentando. De certa forma isso pode ter sido bom, acho que se tivesse mais algumas rodadas, a gente correria um risco um risco maior de ser rebaixado, porque a parte psicológica acaba influenciando bastante. A gente tem que tentar se adaptar porque lá na frente ninguém quer saber o porquê que perdeu, o porquê que aconteceu isso as pessoas querem resultados e nós mesmos também”.
Fora de posição?
Origem como meia, adaptado para ponta. Durante os últimos anos de carreira, Gustavo Scarpa tem atuado mais aberto pela direita, como uma espécie de ponta, algo que, apesar do sucesso com gols e assistências, não é totalmente do seu agrado.
Gustavo Scarpa diz que prefere jogar centralizado, como um camisa 10, e evita conectar a reta final de temporada conturbada da equipe ao seu posicionamento dentro de campo. Nas boas e nas ruins, ele afirma: está ali para ajudar o Galo, independente de onde estiver atuando nas quatro linhas.

“Com Milito, Felipão e Abel, todos eles sabiam da minha posição de origem, porém todos viam em mim potencial para jogar em outras posições e confiavam em mim para jogar em outras posições. Eu não posso de forma alguma agora que as coisas começaram a dar errado a falar de posição, porque no nosso melhor momento durante o ano, eu também estava jogando de ponta direita. Então como eu sempre digo, estou aqui para ajudar o Galo no que precisam. A minha função de origem o pessoal sabe que é mais pelo meio, porém, se o treinador está me colocando de ponta e eu estou rendendo vida que segue”.
O susto e alívio
“Demais (desespero sobre possível rebaixamento), pelo menos para mim, mas eu não externava, porque da mesma forma que as palavras positivas que eu externava e tentava fazer a minha parte ali, a palavra negativa também vai impactando. Então eu fiquei com muito receio de ser baixado, tanto que no lance do do pênalti contra o Athletico, acho que dois minutos antes o Pablo cabeceia uma bola na trave e ali se faz o gol a gente tava caindo”.
O Atlético-MG entrou na última rodada do Campeonato Brasileiro ainda com chances de rebaixamento. Se Fluminense, Red Bull Bragantino e Athletico ganhassem, o Galo cairia. O desespero tomou conta de Scarpa, que viu a possibilidade do final de ano do clube mineiro terminar da pior maneira possível.
O Galo ganhou do Athletico, conseguiu vaga na próxima sul-americana, mas para Scarpa, sem muito a comemorar. A missão foi cumprida ao final de tudo, apesar do medo persistir até os minutos finais.
“De repente a gente tem o pênalti, faz o gol e ganha o jogo. Terminamos o ano sem muito o que comemorar. Ganhamos do paranaense, mas não tinha nem que comemorar, foi mais um alívio por não ter sido rebaixado, mas deu um pouquinho de medo”.
*Com informações de Uol
David Almeida anuncia entrega de três novas unidades de saúde para primeiro semestre de 2025
O prefeito de Manaus, David Almeida, realizou, nesta quarta-feira, 18/12, uma série de vistorias no andamento das obras de três grandes investimentos voltados à atenção primária da saúde na capital. Durante a agenda de visitas, o prefeito inspecionou as futuras Unidades Básicas de Saúde (UBSs), de porte 4, localizadas nos bairros Parque Mosaico, Lírio do Vale e Compensa, na zona Oeste, reforçando o compromisso da gestão com melhorias na saúde pública municipal.
De acordo com o prefeito, as obras estão em fase final de acabamento, com a previsão de serem concluídas e entregues ao longo do primeiro semestre de 2025.
“Nós visitamos três grandes investimentos da prefeitura em saúde básica, atenção primária. Nós fomos até o Parque Mosaico, fomos até o Lírio do Vale e agora estamos aqui na Compensa. Essas três grandes obras estão na fase final de acabamento, e nós vamos fazer um cronograma para entregá-las em fevereiro, março e abril do ano que vem”, destacou.
As novas unidades estão sendo construídas com estruturas modernas e equipadas para atender as demandas da atenção primária, abrangendo serviços essenciais para o acompanhamento da saúde preventiva e assistência básica à população. Segundo a prefeitura, a expectativa é de que as UBSs ofereçam maior conforto, agilidade e capacidade de atendimento para os moradores dessas regiões.
“Com essas entregas, estamos ampliando os investimentos na saúde e transformando as estruturas das nossas unidades de saúde na cidade de Manaus. Essa é mais uma prova do nosso compromisso com a qualidade de vida da população”, completou Almeida.
Além das melhorias físicas, a ampliação da rede básica busca reduzir filas, descentralizar atendimentos e garantir mais acessibilidade aos serviços de saúde, especialmente nas regiões periféricas, onde a carência por infraestrutura de qualidade é maior.
Investimentos em saúde pública
A atual gestão da Prefeitura de Manaus já entregou diversas unidades de saúde, reformadas ou construídas do zero, desde 2021. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), essas novas UBSs seguem padrões modernos, com espaços adaptados à acessibilidade universal e equipamentos de última geração, como consultórios médicos, odontológicos, salas de vacinação e farmácias completas.
Além disso, a iniciativa faz parte de um planejamento estratégico que envolve a construção de novas unidades, a capacitação de profissionais de saúde e a oferta de tecnologias que agilizem o atendimento e aprimorem o relacionamento entre paciente e sistema público.

Acompanhamento
A vistoria nos bairros Parque Mosaico, Lírio do Vale e Compensa foi mais um exemplo do acompanhamento direto do prefeito David Almeida nas obras que impactam diretamente o bem-estar da população. Durante o percurso, ele reafirmou o compromisso de priorizar o setor de saúde, uma das maiores demandas da capital amazonense.
Com a entrega das UBSs em 2025, os moradores dessas regiões contarão com atendimentos mais próximos e acessíveis, marcando um avanço significativo no fortalecimento do sistema de saúde municipal e na qualidade de vida dos manauaras.
Decoração natalina: existe alguma árvore de Natal sustentável?

A proximidade das festas de fim de ano traz uma questão recorrente para quem se preocupa em fazer escolhas ecologicamente corretas. Entre elas, a pergunta: qual a alternativa mais sustentável ao escolher a árvore de Natal para enfeitar a casa?
De acordo com um artigo de 2022 do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), cerca de dois terços das emissões de gases do efeito estufa estão ligadas a decisões individuais no dia a dia. Isso mostra a relevância de considerar o impacto ambiental até em tradições, como a escolha da árvore de Natal.
A decisão entre uma árvore artificial ou natural levanta debates sobre sustentabilidade. Segundo uma análise da organização ambiental The Nature Conservancy (TNC), árvores naturais têm vantagens sobre as artificiais.
A principal diferença está nas emissões de carbono, já que árvores artificiais requerem um processo de fabricação intensivo, enquanto as naturais não. Além disso, a poda controlada de árvores naturais beneficia o ecossistema florestal. Por exemplo, das 350 a 500 milhões de árvores cultivadas em fazendas nos Estados Unidos, apenas 30 milhões são cortadas anualmente, contribuindo para a conservação do habitat, segundo informações da National Geographic.
Outro ponto a favor das árvores naturais é o destino sustentável após o uso. Elas podem ser recicladas, transformadas em adubo ou utilizadas para outros fins, como artesanato, enquanto as artificiais frequentemente acabam em aterros, já que não são recicláveis.
Segundo a TNC, cerca de 10 milhões de árvores artificiais são vendidas anualmente nos EUA, 90% vindas da China. O transporte internacional gera mais emissões de carbono, e o material usado na fabricação dificulta sua reciclagem.
Embora a preocupação com o corte de árvores seja comum, estudos apontam que o manejo sustentável de florestas pode ser uma solução ecológica. Florestas bem gerenciadas armazenam carbono de forma semelhante às não gerenciadas e continuam fornecendo benefícios ao meio ambiente.
A National Christmas Tree Association (Associação Nacional das Árvores de Natal) destaca que, para cada árvore comprada, três mudas são plantadas nos EUA, promovendo a agricultura local e contribuindo para um ciclo sustentável.
Natural ou artificial?

Elisa Garza García, agricultora urbana e autora do blog “Elisa Hortaliza”, afirmou em entrevista à National Geographic que não há uma resposta definitiva sobre qual tipo de árvore é mais sustentável. Ela sugere reutilizar árvores de plástico que já estão em uso ou optar por versões feitas de plástico compostável, desde que certificadas.
Outra alternativa, segundo a ativista ambiental Dafna Nudelman, é abrir mão da árvore tradicional e apostar em materiais reciclados para criar versões personalizadas e criativas. Isso ajuda a reduzir o consumo e promove práticas mais conscientes.
Independentemente da escolha, especialistas recomendam que o período natalino seja aproveitado para repensar hábitos e priorizar ações que minimizem o impacto ambiental.
*Com informações de Terra
Aleam aprova projeto do Dr. George Lins que busca levar a Zona Franca de Manaus para as escolas
A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) aprovou o Projeto de Lei nº 471/2024, de autoria do deputado estadual Dr. George Lins (União Brasil). A proposta dispõe sobre diretrizes para implementação do programa “Zona Franca nas Escolas”, que busca integrar conhecimentos sobre a Zona Franca de Manaus (ZFM) ao currículo das escolas públicas e privadas do Amazonas.
O programa pretende ensinar a importância social, econômica e ambiental da ZFM, oferecendo palestras, seminários, visitas técnicas e materiais didáticos para estudantes do ensino fundamental e médio. Além disso, especialistas da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) poderão participar das atividades, promovendo uma conexão prática com o tema.
“A Zona Franca é o maior motor econômico da nossa região e um exemplo de desenvolvimento sustentável. Ensinar isso nas escolas é formar jovens conscientes e preparados para os desafios do futuro”, destacou Dr. George Lins.
Impacto para o Amazonas
Com mais de 600 empresas e responsável por 500 mil empregos diretos e indiretos, a ZFM não só fortalece a economia, mas também preserva a floresta amazônica. De acordo com dados da Suframa, de janeiro a novembro de 2023, as empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) faturaram o total de R$ 161,02 bilhões, evidenciando sua relevância no cenário econômico nacional.
O projeto segue para a regulamentação pelo Poder Executivo Estadual.
3 de cada 10 cidades da Amazônia Legal têm presença de facções; veja onde estão
Em meio à expansão do crime organizado na busca pelo controle de territórios e recursos naturais, cerca de 3 de cada 10 cidades (33,7%) da Amazônia Legal têm presença de ao menos uma facção criminosa. Dos 772 municípios na região, 260 convivem com a ação desses grupos.
Em números, o Comando Vermelho, surgido no Rio de Janeiro, está sozinho em 129 cidades. Já a facção paulista PCC (Primeiro Comando da Capital) tem 28 cidades sob seu domínio. Outras 85 cidades têm presença de duas ou mais facções, segundo o mapeamento feito entre janeiro e setembro deste ano.
Os dados são da terceira edição das Cartografias da Violência na Amazônia, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Instituto Mãe Crioula. Segundo o estudo, a separação entre os grupos de tráfico de drogas e crimes ambientais tem sido borrada nos últimos anos.
Um exemplo é a entrada do PCC, segundo a publicação, no garimpo ilegal de ouro da Terra Indígena Yanomami, que se estende por Roraima e Amazonas. A exploração de minérios como cassiterita e ouro pode ter atraído integrantes da facção como seguranças.
Mas relatos de pessoas envolvidas no garimpo remontam a chegada da facção, assim como os concorrentes do CV, ao período entre 2013 e 2015, diz o estudo. Hoje, segundo relatos colhidos no documento, pode haver inclusive uma divisão de classes. Garimpeiros que fazem o trabalho direto nos rios são apontados como “velhos” e “trabalhadores”, e os “bandidos” ficam responsáveis pelas negociações de ouro, drogas e armas.
Os dados são colhidos, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em visitas a algumas cidades, entrevistas de campo e com autoridades de Polícia Federal, Polícia Militar e Ministério Público, informações de órgãos públicos, notícias e redes sociais. As informações, então, são cruzadas ao longo da elaboração do estudo.
Uma hipótese da publicação para o crescimento das facções em solo amazônico é o modelo da alianças e adesões entre grupos dentro das prisões, que amplia as fileiras do crime organizado. Essa medida também acaba por enfraquecer grupos locais por meio de fusões ou incorporações, como ocorreu, segundo o texto, com o Bonde dos 13, do Acre, a Família Terror do Amapá e a União Criminosa do Amapá.
No caso do Bonde dos 13, o grupo é apoiado pelo PCC na tentativa de fazer frente ao domínio do CV em quase todo o território acreano.

Por outro lado, outros grupos locais mantêm uma presença relevante, como o Bonde dos 40, que está sozinho em dez cidades maranhenses. Em outras seis, divide o espaço com o CV, e em Porto Franco, Alto Alegre do Maranhão e Santa Inês, com a facção do Rio de Janeiro e também o PCC.
A presença maior do CV no interior, na comparação com o PCC, pode ser parcialmente explicada pelo racha entre os dois grupos em 2016, ano marcado pela morte de Jorge Rafaat Toumani, numa batalha militar de quatro horas em Ponta Porã (MS).
“Naquela época, PCC e o Comando Vermelho ainda compartilhavam algumas rotas no Paraguai. Havia um certo pacto de convivência em que atuavam às vezes num mesmo país, trazendo drogas de um mesmo país, sem grandes conflitos”, diz Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Com a cisão e mortes violentas dentro de prisões, o PCC teria mantido o controle das rotas no Paraguai, e coube ao CV intensificar a busca por novos territórios na Amazônia, com um ímpeto que levou até à extinção da Família do Norte, facção do Amazonas, afirma a especialista.
Tanto em cidades próximas quanto nas distantes de capitais, o domínio do crime organizado muda drasticamente o cotidiano das pessoas, diz Aiala Colares Couto, diretor-presidente do Instituto Mãe Crioula. “No comércio há a cobrança de taxas, há também os avisos proibindo roubos na comunidade. É a forma de resolver conflitos comunitários a partir da intervenção do crime.”
Para o especialista, essa vida sob a influência de facções pode ser uma estratégia de sobrevivência, já que em muitos destes locais não há uma presença efetiva do Estado. “É como ocorre em Mucajuba [PA], e também comunidades ribeirinhas e quilombolas em Abaetetuba [PA].” Ambas têm a presença solitária do CV, e Mocajuba é a terceira mais violenta da região, com 110,4 mortes violentas intencionais a cada 1.000 habitantes.
A outra hipótese para a expansão do crime organizado na Amazônia é o fato de a região ser uma rota obrigatória para redes de mercado de drogas. Nessa logística do tráfico, portos como o de Manaus, de Vila do Conde, em Barcarena, e o de Santarém, oferecem uma entrada direta no trânsito global da droga rumo aos países consumidores.
Parte do termômetro para a presença das facções nos territórios é a apreensão de drogas, que tiveram alta entre 2019 e 2023. Foram 70 toneladas de cocaína apreendidas na região em 2023, mais que o triplo do que as 21,6 toneladas apreendidas em 2019.
O pico recente foi em 2022, com 93 toneladas recolhidas por forças de segurança estaduais e federais, incluindo as Forças Armadas. Já as apreensões de maconha cresceram continuamente ao longo desse período, chegando a 166,9 toneladas em 2023, mais que o dobro do que as 75,5 toneladas registradas em 2022.













