No Brasil, mortes por dengue em 2024 superam total dos oito anos anteriores
O número de mortes confirmadas por dengue no Brasil em 2024 já supera a soma de óbitos nos oito anos anteriores. É o que mostra levantamento da Folha com base nas informações do Datasus até 9 de dezembro.
Neste ano, 5.873 pessoas morreram em decorrência da doença no país. De 2016 a 2023, foram 4.992 óbitos. Os dados são provisórios, pois há notificações em investigação.
Os registros também indicam que a quantidade de mortes no país em 2024 representa 47,5% de todos os óbitos desde 2014, que são 12.363. A soma não inclui o Espírito Santo, que tem uma contabilidade própria.
Em números absolutos, São Paulo (1.964) e Minas Gerais (1.117) são os estados com mais mortes.
No recorte que considera a incidência de óbitos por 100 mil habitantes, as taxas mais expressivas em 2024 foram registradas no Distrito Federal (15,29 por 100 mil habitantes), Paraná (6,19), Goiás (5,41), Minas Gerais (5,24), São Paulo (4,27) e Santa Catarina (4,22).
Em 2020, o Espírito Santo passou a utilizar uma ferramenta própria para a notificação compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pelos serviços públicos e privados. É o e-SUS Vigilância em Saúde, desenvolvido em parceria com a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde).
Desde então não há mais inserção de dados estaduais de vigilância nos sistemas ministeriais. As informações presentes no tabulador nacional são de residentes do Espírito Santo notificados em outros estados. De acordo com o sistema, 2023 encerrou com 129.100 casos confirmados de dengue e 99 mortes. Até 20 de dezembro de 2024, foram confirmados 128.522 casos e 41 óbitos.
Antônio Carlos Bandeira, membro do Comitê de Arboviroses da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) e infectologista do Lacen (Laboratório Central) da Bahia, diz acreditar que o país pode fechar dezembro com quase 8 mil óbitos.

De janeiro a 9 de dezembro deste ano, o Brasil registrou 6.436.099 casos prováveis de dengue, número superior à soma dos últimos seis anos —6.206.983.
O total de casos de 2024 representa 38,5% do quantitativo dos últimos dez anos (16.683.425).
As maiores taxas de incidência da doença estão concentradas de fevereiro a maio. Março foi o pior mês. A cada 100 mil habitantes, 800,59 estavam infectados. Em seguida vêm abril (758,7), maio (515,51) e fevereiro (499,36).
O Distrito Federal destacou-se com a maior taxa do país na comparação entre 2023 e 2024. No ano passado, a incidência da doença foi de 1.449,62 casos por 100 mil habitantes; neste ano, de 9.360,11.
“Foi uma explosão de dengue no país inteiro, principalmente no Sul e Sudeste. Mas a gente imagina que, de cada caso que entra no sistema, você tem pelo menos três que não entram —pacientes com poucos sintomas que não procuram as unidades de saúde, pessoas com sintomas leves e [para quem] o médico faz diagnóstico de virose ou mesmo quando ele suspeita que é dengue, mas mais leve e o caso nem é notificado. Se pensarmos nisso, teríamos mais de 30 milhões de casos reais de dengue no Brasil”, afirma Bandeira.
O infectologista avalia que houve avanços positivos no combate à dengue —como a vacina e os mosquitos modificados—, mas afirma que falta investimento em pesquisas para a produção de medicamentos contra a dengue.
“Não é possível que a gente tenha um antiviral para a Covid, que começou em 2020, e não temos para a dengue, que está aí há 50 anos. O investimento na pesquisa de novas drogas para dengue tem sido negligenciado. E a gente precisa porque, especialmente naqueles pacientes que evoluem com a doença mais grave, ter medicamento para inibir a replicação do vírus da dengue é importante. Acho fundamental unir a vacina, a disseminação desses mosquitos com Wolbachia em larga escala e o desenvolvimento de drogas para dengue e outras arboviroses.”
“Outro ponto é a questão da água e do esgoto, que estão relacionados à dengue. A falta de água faz com que as pessoas a acumulem, e isso facilita a proliferação do mosquito. Já passou da hora de a gente ter um país com 100% de saneamento básico. É uma vergonha. A mesma coisa para o esgoto. Sabemos que as larvas do Aedes aegypti também se multiplicam em água suja”, finaliza Bandeira.
Dengue em 2025: o que esperar
Prever a magnitude da dengue em 2025 é difícil. A doença, contudo, já dá sinais de crescimento em algumas regiões, segundo Bandeira, como o estado do Tocantins e o oeste paulista.

Alexandre Naime Barbosa, coordenador científico da SBI e chefe do Departamento de Infectologia da Unesp (Universidade Estadual Paulista), diz acreditar que em 2025 o país poderá viver uma situação semelhante à de 2024 ou pior em relação à doença.
“Temos um avanço da fronteira do Aedes aegypti e do vírus da dengue para praticamente todos os estados. Em 2023 e 2024, vimos estados que não tinham grandes problemas com dengue no passado, como Santa Catarina e Rio Grande do Sul, enfrentarem graves epidemias. Uma parcela da população desses estados e de outros ainda não teve contato com o vírus”, diz Barbosa.
“E há os fenômenos climáticos, aquecimento global, maior volume de chuva, maiores temperaturas. Todos esses fenômenos juntos são perfeitos para a proliferação do Aedes aegypti e a transmissão da dengue”, acrescenta.
O Ministério da Saúde diz estar intensificando as ações de combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti em todo o país.
Também afirma ter colocado em prática a segunda etapa da campanha “Tem sintomas? A hora de ficar atento à dengue, zika e chikungunya é agora”. A ação incentiva a população a procurar uma UBS (Unidade Básica de Saúde) caso verifique sintomas como manchas vermelhas no corpo, febre e dores de cabeça e atrás dos olhos.
O Plano Nacional contra as Arboviroses 2024/2025 terá um investimento aproximado de R$ 1,5 bilhão. Entre as ações prioritárias estão os métodos Wolbachia —que impede que o vírus se desenvolva no inseto— e mosquitos estéreis em aldeias indígenas, garantia de doses da vacina contra a dengue para o público-alvo, ampliação de insumos laboratoriais para testagem e ampliação do controle vetorial com a distribuição de inseticidas e biolarvicidas.
Diagnóstico precoce salva vidas
O infectologista Alexandre Naime Barbosa orienta buscar orientação médica imediata aos primeiros sinais de febre alta e dores de cabeça e no corpo. O diagnóstico precoce de dengue salva vidas, ele diz. “A mortalidade por dengue pode ser zero se eu consigo atender esse paciente logo nos primeiros dias.”
Para Barbosa, o Brasil absorveu poucos aprendizados ao longo dos últimos 40 anos.
“A dengue é a maior prova de que, na minha visão, muitas vezes a informação não se transforma em mudança de hábito, de atitude, que é tirar o pratinho, vistoriar as calhas. Não falta informação. É como beber e dirigir, todo mundo sabe que não pode. O poder público tem que agir. Como é que você previne motorista bêbado? Tem que fazer blitz, multar. Na dengue, tem que vigiar e punir.”

Dengue transfusional
A possibilidade de transmitir o vírus da dengue por meio de transfusão de sangue —a exemplo do que ocorreu em São Paulo—, somada a uma provável epidemia de dengue, é motivo de preocupação para 2025, afirma Vanderson Rocha, diretor-presidente da Fundação Pró-Sangue e professor titular de hematologia, hemoterapia e terapia celular da Faculdade de Medicina da USP.
“Dengue transfusional é pior principalmente para os imunodeprimidos e que passam por transplante de medula óssea, já que eles precisam de uma quantidade enorme de transfusão. Pessoas com câncer que recebem transfusão com sangue contaminado com vírus da dengue podem desenvolver a forma grave e morrer”, diz.
De acordo com Rocha, fazer a sorologia para a dengue no momento da doação não é eficaz, porque durante a janela imunológica —período entre a infecção e a produção de anticorpos— o doador pode não ter sintomas nem sinais da doença.
“O que fazer? O Ministério da Saúde, por enquanto, não autorizou o rastreamento de biologia molecular. Fizemos um cálculo, e no estado de São Paulo conseguiríamos fazer esse rastreamento através de doação de sangue. Custaria em torno de R$ 28 milhões de reais”, afirma.
*Com informações de Folha de São Paulo
Aplicativo Clube Ponta Negra dobra as chances de ganhar uma viagem para a Europa
Campanha “Doces Sonhos de Natal”, do Shopping Ponta Negra vai sortear uma viagem internacional com acompanhante para os clientes que fizerem a partir de R$ 450 em compras
Os clientes que baixarem e usarem o aplicativo Clube Ponta Negra podem dobrar a chance de serem premiados pela Campanha Promocional “Doces Sonhos de Natal”, que vai sortear uma viagem dos sonhos para a Europa, com direito a acompanhante.
Além de concorrer à viagem, os clientes podem ganhar de brinde chocolates mini show LaCreme Cacau Show. A campanha, que faz parte da programação de Natal do Shopping, segue até o dia 31 de dezembro.
A cada R$ 450 em compras nas lojas participantes da promoção, o cliente poderá retirar um brinde de chocolate mini show LaCreme Cacau Show e ainda concorrer ao sorteio da viagem, por meio de um número da sorte.
Clientes cadastrados no app Clube Ponta Negra ganharão o dobro de números da sorte – basta apresentar o cadastro no aplicativo para a atendente.
As trocas dos cupons fiscais pelos chocolates mini show LaCreme Cacau Show serão realizadas até o término do estoque, com o limite de um brinde por CPF. As trocas podem ser realizadas no posto localizado no piso L2, ao lado da Diesel, durante todo o horário de funcionamento do shopping.
O sorteio da viagem será realizado no dia 4 de janeiro de 2025, por meio da Loteria Federal, e a apuração dos prêmios acontecerá no dia 6 de janeiro. O regulamento completo da promoção, bem como as orientações para fazer o download do aplicativo, estão disponíveis no site www.shoppingpontanegra.com.br.
Brasil não precisa reconhecer novo mandato de Maduro, afirma ministro

O Brasil não vai reconhecer o futuro governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro , que assumirá um novo mandato em 10 de janeiro, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que lançou um apelo por diálogo no país.
“O Brasil não reconhece governos. A nossa posição, à luz do direito internacional, é que o Brasil reconhece Estados. Nós já reconhecemos a Venezuela há 185 anos, não precisamos reconhecer de novo. Mas é um país com o qual nós também mantemos diálogo”, declarou o chanceler em entrevista à revista IstoÉ.
“Eu falo com o ministro do Exterior [Iván Gil]. Temos uma embaixada lá lotada e funcionando; tratamos os interesses e mantemos esse contato porque é um país importante, com uma longa – eu sempre repito isso – fronteira, numa região muito frágil e delicada, que é a Amazônia”, acrescentou o diplomata.
As relações bilaterais se estremeceram após as eleições presidenciais de 28 de julho. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou a divulgação das atas eleitorais e declarou estar decepcionado com Maduro, a quem havia recebido em visita oficial em Brasília em 2023.
A situação se deteriorou no fim de outubro, quando o governo de Caracas chamou o assessor presidencial Celso Amorim de “mensageiro do imperialismo”.
Questionado sobre a possibilidade de uma “melhora do ambiente democrático” na Venezuela, Vieira respondeu: “Depende do governo venezuelano, da sociedade venezuelana, dos partidos políticos”.
“Eu espero que possa haver um diálogo constante e que se chegue a uma solução, a um estado natural de equilíbrio e, sobretudo, de conversas entre os dois lados”, destacou.
*Com informações de IG
R$ 170 milhões: Palmeiras assina com novo patrocinador master para 2025
O Palmeiras fechou um novo contrato de patrocínio master para os uniformes da equipe, tanto masculino quanto feminino. Pelo contrato no valor de R$ 170 milhões, o Verdão assinou na madrugada desta terça-feira com a casa de apostas e cassino Sportingbet. As informações são do ge.
De acordo com a publicação, o contrato do Palmeiras com a casa de apostas será válido por três anos, com possibilidade de renovação por um quarto ano. Serão R$ 100 milhões fixos por temporada, podendo ter um acréscimo de R$ 70 milhões por meio de bônus por metas. A marca substituirá a Crefisa.
Com este acerto, o uniforme do Palmeiras fica com ainda três localizações vagas para novos acordos: manga, omoplata e barra da camisa. O departamento de marketing do clube presidido por Leila Pereira segue no mercado com conversas para alavancar o valor de marca da camisa da equipe.
Ao longo do período do vínculo contratual, os valores em contrato serão reajustados por meio da inflação no Brasil. A correção de valores nos acordos comerciais com patrocinadores vinha sendo bastante discutida pelo clube e torcedores.
O lançamento com o anúncio do novo contrato milionário deve acontecer nos primeiros dias de 2025. A estreia do Palmeiras na próxima temporada, dentro do Campeonato Paulista, está marcada para acontecer no dia 15 de janeiro.
*Com informações de Terra
Gestão de Haddad na economia é aprovada por 27% dos brasileiros e rejeitada por 34%, diz Datafolha
O Datafolha identifica que uma parcela maior dos brasileiros não tem uma boa avaliação da gestão econômica do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo a pesquisa, 34% consideram a sua gestão à frente da pasta regular e outros 34% a avaliam como ruim ou péssima. São 27% os que afirmam que a atuação de Haddad é ótima ou boa, e 5% não sabem.
O levantamento foi feito nos dias 12 e 13 de dezembro, cerca de duas semanas após a apresentação do pacote de corte de gastos, que foi mal recebido por economistas. O conjunto das propostas foi considerado insuficiente para corrigir a trajetória de aumento da dívida.
Em reação, a cotação do dólar superou os R$ 6 pela primeira vez na história. Os juros futuros subiram. A taxa para janeiro de 2027, por exemplo, já passou de 15%. A Selic, taxa básica da economia, foi elevada em um ponto percentual, para 12,25%, a fim de conter a inflação e compensar, em parte, o que se percebe como um ajuste das contas públicas insuficiente para contar a dívida.
A pesquisa considerou 2.002 entrevistas realizadas em 113 municípios distribuídos pelo Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Maioria dos brasileiros não ficou sabendo de pacote de cortes
O Datafolha mostra que a população em geral deu menos atenção ao anúncio de corte de gastos. A maioria, 59%, respondeu nem ter tomado conhecimento das medidas, ante 41% que declararam ter acompanhado o anúncio. Nesse grupo, 20% disseram estar mais ou menos informados sobre o pacote, enquanto 16% se declararam bem informados, e 5%, mal informados.
As percepções em relação a Haddad variam quando se considera o conhecimento em relação ao pacote.
Entre os que não tomaram conhecimento das medidas, 39% responderam que consideram a gestão regular, e outros 28%, ruim e péssima. A parcela que avalia ser ótima ou boa é de 22%, e 7% não sabem.
Entre o que declararam ter conhecimento sobre as medidas, o número de críticos, na média, é mais expressivo. Para 42%, a gestão é ruim ou péssima, para 27%, regular, enquanto 29% afirmaram ser ótima ou boa.

No segmento dos que se consideram informados sobre o teor das medidas, há quase polarização entre os bem informados, com 41% considerando que Haddad faz um gestão ruim ou péssima e outros 39% avaliando como ótima ou boa.
89% dos que se informaram sobre pacote são a favor de fiscalizar BPC
Entre os que tomaram conhecimento das medidas de corte de gastos, alguns pontos são mais consensuais.
Segundo a pesquisa, 89% se declararam a favor da adoção de medidas para reforçar a fiscalização de acesso ao Bolsa Família e ao BPC (Beneficio de Prestação Continuada) para evitar fraudes, enquanto 9% foram contra. Fixar a idade mínima de 55 anos para os militares se aposentarem (hoje não há idade mínima) contou com apoio de 73%, enquanto 23% disseram ser contra.
Há temas mais polarizados. Proibir que pessoas com direito a pensões de militares possam repassar indefinidamente esse benefício para outros parentes divide opiniões: 49% afirmaram ser a favor, e 47%, contra. A pesquisa também identificou que 54% concordam que é preciso proibir que funcionários públicos recebam salários acima de R$ 44 mil por mês, enquanto 42% são contra.
Maioria dos que conhecem pacote é contra limitar aumento do mínimo
O reajuste do salário mínimo permanece como tema sensível: 61% se declararam contra limitar o aumento real do benefício, enquanto 36%, a favor. Uma série de benefícios sociais estão atrelados ao mínimo, e a sua gestão é considerada desafiadora diante do ganho real desse piso.
O Datafolha também perguntou qual era o entendimento em relação à dimensão e à qualidade do gasto público. Existe uma forte percepção de que o recurso não é usado adequadamente. A pesquisa mostra que 45% avaliam que há dinheiro suficiente, mas que ele é mal aplicado. Outra parcela relevante, da ordem de 35%, acredita que não há dinheiro suficiente, mas que esse pouco é mal aplicado.
Uma parcela menor acredita que o dinheiro é bem usado: 10% consideram que os recursos são suficientes e são bem aplicados, enquanto 7%, que são insuficientes e bem aplicados.
Haddad entrou em cadeia nacional de rádio e TV para fazer o anunciou do corte, mas junto apresentou sugestão para reformular a tributação sobre a renda —o que também atraiu críticas de especialistas. A proposta prevê isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000, acompanhada de criação de uma tributação mínima para quem tem rendimento mensal acima de R$ 50 mil.
O anúncio de uma isenção desse porte (que sobrecarrega as contas públicas), quando está na mesa o debate inverso (como aliviar o peso da despesa pública), desgastou a imagem do governo. Para os especialistas em contas públicas, por mais meritório que seja uma reforma na tributação sobre a renda num país ainda marcado por desigualdades sociais, como foi posta, a proposta tinha mais cunho político do que técnico.

53% ficaram sabendo de proposta de isenção do IR para quem ganha até R$ 5.000
Sobre a reforma da renda, a maioria, 53%, declarou estar informada —sendo 24% mais ou menos informados, 23% bem informados e apenas 6% mal informados. Em contrapartida, 47% disseram que não tomaram conhecimento.
O Datafolha aponta que as propostas foram bem recebidas pelo cidadão. No caso da isenção para quem ganha até R$ 5.000, a maioria, 70%, disse ser a favor, 26%, contra, 1% é indiferente e 2% não sabem. O impostos para quem tem renda mensal acima de R$ 50 mil recebeu apoio até maior: 77% se disseram a favor, 20%, contra, com 2% se declarando indiferentes e 2% não sabendo responder.
No cruzamento de dados da pesquisa, é possível identificar correlações entre a posição dos entrevistados sobre as mudanças tributárias e a sua opinião em relação à gestão do ministro.
O grupo mais crítico a Haddad foi aquele que se posicionou contra a cobrança de taxa mínima para quem ganha acima de R$ 50 mil por mês. Nesse segmento, 48% consideram a gestão do ministro ruim ou péssima, 27%, regular, e 19%, boa ou ótima. Entre os que disseram apoiar a taxa para a alta renda, a avaliação é um pouco melhor para o ministro: 37% consideram a gestão regular, 30%, ruim ou péssima, e outros 30%, ótima ou boa.
No entanto, a avaliação volta a ter piora entre os que se declararam contra a isenção na renda média: 37% consideram a gestão de Haddad regular, enquanto para 34% é ruim ou péssima, caindo a 25% quem avalia como ótima ou boa.
O grupo que apoia a isenção para quem ganha até R$ 5.000 tem visão similar à média geral identificada na pesquisa: 34% consideram a gestão Haddad regular, e outros 34%, ruim ou péssima, enquanto para 28% é boa ou ótima.
*Com informações de Folha de Sâo Paulo
Galvão Bueno, Rodrigo Faro e mais: as trocas e saídas mais impactantes da TV em 2024
O ano de 2024 foi movimentado nas TVs brasileiras. Em busca de uma audiência perdida ou de mais faturamento, as grandes redes se movimentaram e contrataram. Mas muitas também demitiram após apostas que não deram certo. O departamento de RH dos canais esteve movimentado.
A Globo não fez grandes demissões neste ano. A saída mais impactante é a de Galvão Bueno, que termina seu contrato com a emissora no próximo dia 31. Quem também deixou a empresa foi Deborah Secco. Ela não renovou o vínculo após 29 anos, além de Márcio Garcia, que estava na geladeira desde 2022.
Mas houve chegadas tão impactantes quanto. Eliana, após 17 anos de SBT, assinou com a Globo para comandar o The Masked Singer Brasil e o Saia Justa, no GNT. Maisa Silva, outro nome histórico da TV da família Abravanel, passou a estrelar “Garota do Momento”, atual novela das seis.
Falando em SBT, foi uma temporada curiosa. No início do ano, foram contratados vários nomes, como Michelle Barros, Paulo Mathias, Virginia Fonseca, Luccas Neto, Cesar Filho, Victor Sarro, entre outros.
A ideia era tentar recuperar a vice-liderança. Não foi possível. Com um prejuízo financeiro e perdendo para Band em vários horários, saíram nomes como Raul Gil, além de algumas das contratações feitas no começo de 2024, como Michelle Barros, Paulo Mathias e Regina Volpato.
No fim do ano, Datena aceitou proposta e fechou com o SBT, que ainda conseguiu um especial com Gusttavo Lima e uma parceria com Boninho, ex-diretor da Globo, para a produção de vários conteúdos.
A Record foi de 8 a 80. A TV de Edir Macedo comprou os direitos do Campeonato Brasileiro e acertou a contratação de Cléber Machado, que também deixou o SBT após pouco mais de um ano. Paloma Tocci, ex-Band, e Duda Gonçalves, ex-ESPN, também chegaram para compor o setor esportivo.
No entretenimento, Felipe Andreoli e Rafa Brites assinaram para projetos que serão desenvolvidos no ano que vem, como o Power Couple. Tom Cavalcante voltou aos domingos e Rachel Sheherazade ganhou chance em dois programas.

Entre novembro e dezembro aconteceram várias saídas. Rodrigo Faro encerrou seu contrato após 17 anos. Por causa da chegada do esporte, vários nomes do jornalismo foram demitidos, como Fabíola Corrêa, Leandro Stoilar, Thatiana Brasil, César Galvão e André Azeredo.
A Band também não teve um ano fácil. A maior vitória de 2024 foi manter a Fórmula 1, que quase foi para a Globo. Mas a empresa perdeu nomes importantes como Paloma Tocci, Ana Paula Padrão e o ex-jogador Denílson.
Para 2025, ficam algumas perguntas. Para onde vai Rodrigo Faro? Ana Paula Padrão deixou mesmo a TV brasileira? As cenas dos próximos capítulos vão nos dizer.
*Com informações de F5
Prefeito de Manaus apresenta balanço da gestão com avanços históricos
O prefeito de Manaus, David Almeida, divulgou, nesta segunda e terça-feira, 23 e 24/12, durante entrevista às emissoras Grupo Norte de Comunicação, afiliada ao SBT, e Rede Amazônica, afiliada à Globo, um balanço significativo das realizações do seu primeiro mandato, marcando avanços em áreas importantes como saúde, educação, infraestrutura, segurança e qualidade de vida.
O prefeito destacou a transformação pela qual a cidade passou nos últimos anos, com iniciativas que beneficiaram toda a população, independentemente de posicionamentos políticos. “Sou o prefeito de todos os manauaras e cada ação é planejada com o coração voltado para o bem-estar da nossa gente”, afirmou Almeida.
Na saúde, a cobertura da Atenção Primária saltou de 42% para 90%, consolidando Manaus como líder nacional no programa Previne Brasil. Foram reformadas ou inauguradas 97 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), ampliando o acesso a atendimentos essenciais. Na educação, o município alcançou avanços históricos no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), subindo posições no ranking nacional e duplicando vagas em creches. “Estes resultados são frutos de um trabalho conjunto e do compromisso com as futuras gerações”, reforçou o prefeito.
A infraestrutura da cidade também recebeu investimentos expressivos, como a pavimentação de mais de 5,5 mil ruas, construção de complexos viários e 100% da iluminação pública em LED. Projetos habitacionais ampliaram o acesso à moradia, enquanto programas como o “Prato do Povo” asseguraram mais de 3 milhões de refeições gratuitas. Além disso, espaços de lazer e cultura foram revitalizados, com destaque para o Festival “Sou Manaus Passo a Paço”, que atraiu recordes de público e fomentou a economia local.
Outro marco foi o fortalecimento da mobilidade urbana e da segurança pública. A entrega de 400 novos ônibus climatizados e terminais reformados melhorou a qualidade do transporte coletivo, enquanto a criação da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg) trouxe modernização e ampliação da Guarda Municipal.
David Almeida finalizou reafirmando o sentimento de dever cumprido e agradecendo à população de Manaus. “Trabalhar por esta cidade é um privilégio. As conquistas são de todos nós e meu compromisso segue firme em transformar Manaus em um lugar ainda melhor para se viver”, disse.
As entrevistas trouxeram uma visão ampla dos esforços da atual gestão para promover melhorias na saúde, mobilidade, segurança e demais serviços essenciais, sinalizando o compromisso do prefeito em transformar a capital do Amazonas em uma cidade mais funcional e segura para seus habitantes.
Compromissos
Entre os compromissos para o próximo mandato, o prefeito David Almeida destacou a construção de um novo hospital, com previsão de início das obras no primeiro semestre de 2025. O gestor municipal ressaltou que o empreendimento será fundamental para atender à crescente demanda por saúde na capital amazonense.
















