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Desemprego cai a 6,1%, a menor taxa de toda a série histórica, diz IBGE

Número de empregados com carteira assinada atinge 39,1 milhões - Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

A taxa de desemprego do Brasil caiu para 6,1% no trimestre encerrado em novembro, o menor nível já registrado em toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Mensal, iniciada em 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (27) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

É o segundo mês consecutivo em que o país atinge a menor taxa de desocupação da série histórica da PNAD. No trimestre encerrado em outubro, o percentual foi de 6,2%. Antes disso, o recorde havia sido registrada em dezembro de 2013 (6,3%).

Em comparação ao trimestre imediatamente anterior, terminado em agosto, houve queda de 0,5 ponto percentual no índice de desocupação, que era de 6,6%. No mesmo trimestre de 2023, a taxa era de 7,5%.

A população desocupada caiu para 6,8 milhões, o menor número desde o trimestre encerrado em dezembro de 2014. Houve recuo de 7% na comparação trimestral e de 17,5% na anual.

Recorde de ocupação

Segundo o levantamento, a população ocupada – ou seja, o total de trabalhadores no país – teve alta de 1,4% no trimestre e chegou a 103,9 milhões, um novo recorde da série histórica iniciada em 2012. No cálculo anual, o número saltou 3,4%.

Dessa forma, 58,8% das pessoas em idade de trabalhar no Brasil estão empregadas. Esse é o maior nível de ocupação desde 2012.

Veja todos os destaques da pesquisa:

  • Taxa de desocupação: 6,1%

  • População desocupada: 6,8 milhões de pessoas

  • População ocupada: 103,9 milhões

  • População fora da força de trabalho: 66 milhões

  • População desalentada: 3 milhões

  • Empregados com carteira assinada: 39,1 milhões

  • Empregados sem carteira assinada: 14,4 milhões

  • Trabalhadores por conta própria: 25,9 milhões

  • Trabalhadores domésticos: 6 milhões

  • Trabalhadores informais: 40,3 milhões

  • Taxa de informalidade: 38,7%

*Com informações de IG

Gracyanne Barbosa revela por que passou o Natal com Belo: ‘Muito amor’

Belo, Gracyanne e os cachorros do casal - Foto: @instagram

O Natal de 2024 trouxe uma surpresa para os fãs de Gracyanne Barbosa e Belo. Após um término que gerou grande repercussão, o ex-casal chamou atenção ao celebrar a data especial lado a lado, em um momento repleto de amor e união.

Em entrevista ao portal LeoDias, a musa fitness abriu o coração sobre o reencontro e revelou os motivos por trás da escolha de passar o Natal com o ex-marido.

Foi escolha ou destino? Gracyanne explica a decisão

De acordo com Gracyanne, a decisão de celebrar o Natal juntos foi algo completamente natural e baseado no significado da data.

“O Natal é uma data que celebra o amor, e entre a gente e as nossas famílias existe muito amor. Não só pela nossa história, mas por cada pessoa que faz parte disso. A família dele será para sempre minha família, assim como a minha será a dele. Acho que juntos formamos uma grande e linda família”, explicou.

A influenciadora destacou ainda que o reencontro simbolizou acolhimento e união, valores que ela considera fundamentais nessa época do ano.

E os sentimentos? Gracyanne revela como foi a noite

Além de abordar a importância da celebração em família, Gracyanne compartilhou suas emoções durante a ceia. Segundo ela, houve momentos de risos, lágrimas e uma conexão especial que marcou a noite.

“Na vida tudo passa, mas o que fica são os momentos. O Natal significa isso: família, acolhimento e amor. Fiquei feliz, o Belo também. É algo natural. Sempre celebraremos juntos porque o amor é isso, querer estar junto”, disse Gracy.

A influenciadora ainda relembrou que o casal já havia passado diversos Natais de maneira discreta, mas que esta celebração foi diferente. “Foi um verdadeiro presente, lembrar o valor da união e do perdão. Natal é sobre espalhar amor'” concluiu ela.

*Com informações de Terra

Prefeitura divulga programação oficial do Réveillon Manaus 2025 ‘O Encontro da Nossa Gente’

Foto: Arquivo / Semcom

A Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), anuncia, nesta sexta-feira, 27/12, a programação oficial do Réveillon Manaus 2025, que terá como tema “O Encontro da Nossa Gente”. O evento, que já é uma tradição na capital amazonense, promete dois dias de festa, na segunda e terça-feira, 30 e 31/12, para celebrar o encerramento deste ano e dar as boas-vindas ao novo ano.

Na segunda-feira, 30/12, o “Réveillon Gospel” abrirá a programação das festividades de fim de ano com as atrações nacionais Marcus Sales e Fernandinho, com shows voltados à fé e à espiritualidade.

Já na terça-feira, 31/12, a celebração da virada será realizada, simultaneamente, em três pontos da cidade: na praia da Ponta Negra, zona Oeste; no parque Amazonino Mendes, na alameda Alphaville, nas zonas Norte e Leste; e na orla do Amarelinho, no bairro Educandos, zona Sul da cidade. A programação inicia às 17h, e contará com apresentações musicais de atrações nacionais e locais, estrutura organizada e show pirotécnico, marcando a chegada de 2025.

O diretor-presidente da Manauscult, Jender Lobato, reforçou o compromisso da gestão municipal com a qualidade do evento. “Será um Réveillon organizado, como todos os eventos promovidos pela Manauscult. Levaremos muita alegria e uma queima de fogos inesquecível para comemorar essa virada de ano tão esperada pela população”, afirmou.

Para garantir a segurança e o bem-estar dos participantes, a Prefeitura de Manaus terá o suporte de todos os órgãos municipais e o apoio da Polícia Militar, além de câmeras de monitoramento instaladas nos três pontos de celebração.

O Réveillon Manaus 2025, promovido pela prefeitura, reafirma o compromisso de levar cultura, lazer e integração à população, tornando a celebração um verdadeiro encontro da nossa gente.

Confira a programação oficial:

30/12 – Réveillon Gospel (Ponta Negra)

  • 17h40 e intervalos – Dj Dii Andrade

  • 18h – Banda Atrium

  • 18h55 – Izabele Ribeiro

  • 19h50 – Marcus Salles

  • 21h30 – Felipe Netto

  • 22h30 – Fernandinho

31/12 – Réveillon Manaus 2025

Palco Ponta Negra

  • 17h40 e intervalos – DJ May Seven

  • 18h – 40º Graus de Amor

  • 19h – Jhon Veiga

  • 20h – George Japa

  • 21h30 – Magníficos (atração nacional)

  • 23h20 – 0h50 – Pablo (virada do ano – atração nacional)

  • 0h40 – DJ Toinho

  • 1h – Patrick Araújo e David Assayag

  • 2h10 – Kevin o Chris (atração nacional)

  • 3h30 – Guto Lima

Palco Educandos

  • 20h – DJ Andrews

  • 20h30 – Jean Sarrafo

  • 21h25 – Sempre Estrelas

  • 22h20 – Jhou Guerra

  • 23h20 – Guto Lima (virada do ano)

  • 0h50 – Magníficos (atração nacional)

  • 2h40 – Márcia Siqueira, Samba da Virada

  • 3h30 – Banda Marrakesh

  • 4h20 – Banda Contágio

Palco Alameda Alphaville

  • 18h40 – Forró Festança

  • 19h20 e intervalos – DJ Ariana Paes

  • 19h30 – Tome Xote

  • 20h25 – Banda Essence

  • 21h20 – Lucas Moura

  • 22h20 – Luiz Carlos e Banda

  • 23h20 – George Japa (virada do ano)

  • 0h20 e intervalos – DJ Hayden

  • 0h40 – Arlindo Neto e Edilson Santana

  • 2h – Kelton Piloto

  • 3h – Pablo (atração nacional)

Mais imposto: energia solar para residências pode ficar 13% mais cara

Foto: Acessoria Águas de Manaus

O aumento da alíquota do Imposto de Importação sobre módulos fotovoltaicos, que passou de 9,6% para 25%, somado à redução de 13% para 9% do benefício fiscal para exportação do governo chinês deve impactar diretamente o mercado de Geração Distribuída (GD), com elevação de 13% no preço do kit solar para residências. A avaliação é da Greener, consultoria de inteligência de mercado especializada no setor fotovoltaico.

Com base nessas mudanças, o estudo da empresa projeta o seguinte cenário, considerando um kit residencial de 4 kWp:

  • Aumento médio de quase 26% no preço dos módulos fotovoltaicos;

  • Elevação de 13% no valor do kit fotovoltaico;

  • Acréscimo de 6,71% no tempo de retorno do investimento (payback), ampliando de 3 anos para 3,2 anos;

  • Caso o valor do frete para módulos importados da China continue em alta, representando 13,87% do preço FOB (Free on Board), o impacto nos preços pode ser ainda maior: 43,42% para os módulos nacionalizados e 22% para o kit fotovoltaico, enquanto o payback saltaria para 3,34 anos.

Em novembro, a Greener também avaliou o impacto do aumento no Imposto de Importação sobre os projetos de Geração Centralizada (GC), projetando elevação do CAPEX em mais de 8%. É importante destacar que as importações são responsáveis por abastecer em torno de 95% do mercado interno. Até o fim de setembro, o Brasil já havia importado mais de 16 GW de módulos fotovoltaicos no ano.

“As mudanças tributárias e fiscais trazem desafios relevantes para toda a cadeia solar, com impacto direto nos custos e na atratividade dos empreendimentos, desde sistemas de pequeno porte até projetos de grande escala. Apesar disso, a energia fotovoltaica segue sendo importante para a matriz elétrica brasileira, diante da perspectiva de períodos cada vez mais frequentes e longos de estiagem, que já estão afetando a produção de energia hidrelétrica. O setor já demonstrou resiliência em outros cenários adversos, e esses números são um ponto de atenção para que tanto o consumidor residencial quanto os grandes investidores tenham a melhor tomada de decisão”, afirma Marcio Takata, CEO da Greener.

*Com informações de Terra

“É um sonho realizado”, diz contemplado pelo subsídio Entrada do Meu Lar

Governador Wilson Lima efetuou pagamentos a famílias contempladas pelo subsídio - Foto: Antonio Lima / Secom

O sonho da casa própria faz parte da vida de muitas famílias, como é o caso do técnico de enfermagem Paulo Mascarenhas, 31, um dos contempladas pelo subsídio Entrada do Meu Lar, uma das modalidades do programa habitacional Amazonas Meu Lar do Governo do Amazonas, que disponibiliza o valor de até R$ 35 mil para a compra de apartamento financiado pelo programa Minha Casa, Minha Vida.

A família de Paulo Mascarenhas foi uma das que receberam das mãos do governador Wilson Lima, nesta sexta-feira (27/12), o pagamento referente ao subsídio, na sede do Governo, zona oeste de Manaus. Paulo e sua família moraram por muito tempo em casa cedida por terceiros. Ele conseguiu o subsídio no valor de R$35 mil, correspondente à Faixa 1, tendo como o empreendimento escolhido o Viva Vida Rio Amazonas.

“A gente começa uma nova etapa ao ter o nosso próprio apartamento, pois ajuda em nossa privacidade. É um sonho realizado, pois já estávamos planejando isso, e quando surgiu a oportunidade, a gente abraçou mesmo”, disse Paulo.

O autônomo Antonio Ricardo de Souza, 45, também passa a viver esse sonho realizado. Ele, que possui uma filha com Transtorno do Espectro Autista (TEA), recebeu o subsídio no valor de R$35.000, da Faixa, para o empreendimento Vista dos Lírios.”Muito bom o que estão fazendo para gente que não tem uma moradia. Eu como tenho uma filha autista e moradia cedida, essa oportunidade do Amazonas Meu Lar é uma coisa muito boa para a nossa vida. Estou feliz e emocionado”, disse.

Assinaturas e faixas

De acordo com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb), até o momento, 230 famílias garantiram o direito ao subsídio do Estado e 100 delas assinaram o contrato de compra dos seus imóveis junto à Caixa.

“Esse foi o primeiro pagamento do Amazonas Meu Lar; a partir dos próximos meses, nós teremos esse evento de forma mensal para que possamos entregar cada vez mais unidades habitacionais e cumprir a meta do governador Wilson Lima de 24 mil soluções de moradia”, disse o secretário da Sedurb, Marcellus Campelo.

O valor do subsídio estadual é de R$ 35 mil para famílias da Faixa 1, que tenham renda mensal bruta de até R$ 2.850,00; de R$ 30 mil para a Faixa 2, com renda mensal bruta de R$ 2.850,01 até R$ 4.700,00; e de R$ 20 mil para a Faixa 3, com renda mensal bruta de R$ 4.700,01 até R$ 8.000,00.

“É um trabalho muito articulado entre a Suhab, a UGPE, Sedurb e a própria Caixa Econômica Federal, e que tem sido feito minuciosamente para que sejam beneficiadas aquelas pessoas que merecem ter uma casa digna e própria”, comentou secretário da Superintendência Estadual de Habitação (Suhab), Jivago Castro.

Crescimento de facções criminosas em cidades da Amazônia Legal chega a 46%; estudo aponta impactos no desmatamento

O narcogarimpo é uma das atividades lucrativas de facções criminosas em territórios da Amazônia - Foto: Reprodução

Em 2024, houve um aumento de 46% no total de municípios da Amazônia Legal com atuação de facções criminosas, conforme aponta o estudo “Cartografias da Violência na Amazônia”, publicado nesta quarta-feira, 11, pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em colaboração com o Instituto Mãe Crioula (IMC). O levantamento aponta que 260 municípios, o equivalente a 33,7% das cidades da região, registram atuação de grupos ligados ao narcotráfico.

A Amazônia Legal, composta por nove Estados (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão), abrange 772 municípios e é responsável por 61,9% da Pan-Amazônia. Cercada por países fronteiriços como Bolívia, Peru, Colômbia e Venezuela, a região se torna um ponto estratégico para o tráfico transnacional de drogas e armas, como identificou o levantamento.

Segundo o estudo, o Comando Vermelho (CV) é a organização criminosa mais interiorizada, presente em 130 municípios. Em seguida, o Primeiro Comando da Capital (PCC) domina 28 cidades. Outras facções também são bastante atuantes em alguns estados, como o Bonde dos 40, no Maranhão, e os Piratas dos Solimões, no Amazonas, que concentram suas atividades em roubos de cargas e contrabando de drogas provenientes de países da região andina, composta por nações da América do Sul como Colômbia, Peru e Bolívia.

O estudo também identificou uma tendência de estabilização dos conflitos entre as facções, com uma queda no número total de grupos ativos: de 22 facções em 2023 para 19 em 2024. No entanto, a dinâmica do crime organizado continua em constante transformação, com divergências, formação de novos grupos e alianças dentro do sistema prisional que impulsionam a expansão territorial dessas organizações.

O crescimento das facções criminosas na Amazônia tem agravado a situação da segurança pública, não só em relação ao tráfico de drogas, mas também com o impacto sobre as comunidades locais, como ribeirinhos, extrativistas e indígenas. A violência associada ao narcotráfico e ao controle territorial tem levado a um aumento de homicídios e outros crimes violentos.

A pesquisa apontou, por exemplo, que a chegada das facções criminosas ao interior da Amazônia tem também amplificado a violência de gênero, especialmente contra mulheres indígenas, ribeirinhas e negras. Em muitos casos, o crime organizado regula conflitos e intervém em situações de violência doméstica, punindo mulheres que se relacionam com membros de facções rivais ou que rompem esses relacionamentos. As punições podem variar de humilhações públicas a assassinatos.

A violência de gênero, associada à expansão do crime organizado, tem dificultado a implementação de políticas públicas eficazes de proteção às mulheres em situação de violência doméstica. A presença de facções criminosas nos territórios impede muitas mulheres de denunciar abusos, devido ao medo de retaliação. Em muitos casos, a aplicação da Lei Maria da Penha torna-se inviável, já que as medidas protetivas de urgência não podem ser monitoradas de forma eficaz em áreas dominadas por facções.

Narcotráfico e crimes ambientais

O narcotráfico exerce influência direta em outros crimes na região, como grilagem de terras, contrabando de madeira e mineração ilegal. Esses grupos também utilizam setores como o agronegócio para lavagem de dinheiro. A Amazônia Legal se consolidou como rota estratégica para o escoamento de drogas vindas de países produtores de cocaína, como Colômbia, Peru e Bolívia, além de ser ponto de exportação direta para o mercado internacional, através de portos como Vila do Conde (PA) e Manaus (AM).

Barras de ouro apreendidas pela PRF em Roraima – Foto: PRF / Divulgação

A luta pelo controle das rotas do narcotráfico se mistura com antigos conflitos sobre a posse de terras e disputas pela exploração do solo, abrangendo desde o desmatamento até a atividade de garimpo. O ponto em comum entre essas questões é o uso da força para dominar esses territórios.

Além disso, os crimes se interligam e se complementam e estudo também revela uma conexão direta entre a degradação ambiental e a violência. Os pesquisadores identificaram nove fatores principais de desmatamento, incluindo áreas de expansão econômica que trouxeram violência em sua trajetória. Entre as que mais impactaram o meio ambiente, destacam-se as rodovias Cuiabá-Santarém e Transamazônica.

Imposição e controle comunitário

Conforme o estudo, as facções não apenas dominam territórios, mas também impõem regras nas comunidades sob seu controle, muitas vezes através de pichações com ordens como “proibido roubar na comunidade”. Práticas como extorsões a comerciantes, roubos em vias fluviais e disputas violentas pelo controle territorial também fazem parte das estratégias de atuação desses grupos.

Violência estrutural e histórica

O estudo ressalta que a violência na Amazônia não é um fenômeno recente, ligado apenas à atuação das facções criminosas. Processos históricos de ocupação e exploração econômica, como a expansão da fronteira agrícola, grandes projetos minerais e a construção de infraestrutura, contribuíram para criar espaços marcados pela desigualdade, precariedade e expropriação de populações tradicionais. Esses fatores resultaram em exploração sexual, trabalho análogo à escravidão e assassinatos de lideranças.

Expansão para o ciberespaço

Os grupos criminosos também ampliaram sua atuação para as redes sociais, onde promovem sua “cosmologia do crime” através de músicas e conteúdos que exaltam suas dinâmicas locais. Esse tipo de propaganda é amplamente acessível, enquanto as plataformas digitais ainda apresentam baixo controle sobre esses materiais.

*Com informações de Terra

Rodrigo Guedes recebe o apoio de Sargento Salazar para a Presidência da CMM

Foto: Kelvin Dinelli

O vereador reeleito Rodrigo Guedes recebeu, na tarde desta quinta-feira (26/12), o apoio do vereador mais votado do pleito, Sargento Salazar (PL), eleito com 22.594 votos, para a disputa para a Presidência da Câmara Municipal de Manaus, que acontecerá dia 1° de janeiro de 2025.

A candidatura de Guedes representa o comprometimento de parlamentares em lutar pela boa política na Casa Legislativa e, acima de tudo, a luta pela independência do Poder Legislativo em relação ao Executivo, com a missão de responder apenas à população manauara.

Somente nessa quinta-feira, Guedes recebeu o apoio dos dois candidatos a vereador mais votados do pleito deste ano, sendo eles, Sargento Salazar (PL) e José Ricardo (PT), primeiro e segundo lugar respectivamente.

Salazar declarou apoio a Guedes com o intuito de lutar pela independência da Câmara Municipal de Manaus, contra a candidatura já definida com apoio do Prefeito David Almeida, do ex Presidente da CMM, David Reis, que foi repleta de escândalos com o dinheiro público.

Ao comentar sobre seu apoio a Guedes, Salazar prometeu que “será daquele jeitão”, se referindo a fiscalização intensa que fará na Câmara Municipal com a Prefeitura de Manaus.

Já Guedes, afirmou que continuará buscando apoio dos demais vereadores eleitos e pede união dos vereadores que, da mesma forma, querem um parlamento livre de amarras para exercer seu papel constitucional.

“Vamos buscar cada vez mais força para mudar a Câmara Municipal de Manaus (CMM), chega de ser um puxadinho da Prefeitura. Queremos a verdadeira independência e essa mudança começa pela Presidência. Ter o apoio dos dois vereadores eleitos com maior votação mostra que há uma força grande surgindo na Câmara, principalmente por que ambos são de ideologias totalmente diferentes e opostas. O fato é que nós três temos a convicção de que o parlamento municipal não pode ser um anexo da Prefeitura”, declarou.

Defensoria do Amazonas viabiliza o sepultamento de 17 fetos abandonados em maternidade pública de Manaus

Ação inédita foi realizada com base na tese ‘Custos Vulnerabilis’, que prevê a atuação da Defensoria Pública em casos de vulnerabilidade social - Foto: Márcio Silva / DPE-AM

A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) viabilizou o sepultamento de 17 fetos abandonados na Maternidade Ana Braga, localizada na Zona Leste de Manaus. A ação inédita destaca a atuação da DPE-AM em casos de extrema vulnerabilidade social, com base na tese Custos Vulnerabilis, que assegura o direito de atuação da Defensoria Pública em situações que envolvam a fragilidade de pessoas ou grupos em situações de risco ou abandono.

O sepultamento ocorreu no cemitério Nossa Senhora Aparecida, localizado no bairro Tarumã, Zona Oeste da capital. O ato contou com o auxílio da Prefeitura de Manaus por meio da equipe SOS Funeral, que realizou a logística do enterro.

Os fetos, que nasceram mortos ou faleceram logo após o nascimento, foram abandonados por suas mães — mulheres em situação de vulnerabilidade social — e estavam armazenados há pelo menos três anos no local, sem qualquer perspectiva de um enterro digno, já que a maternidade tentou contato com os responsáveis, sem sucesso.

A ação, que envolveu a judicialização para a autorização de sepultamento e o registro tardio de óbito, chegou à Defensoria por meio do Comitê de Enfrentamento à Violência Obstétrica no Amazonas. Em seguida, o caso foi assumido pela Defensoria Especializada no Atendimento de Registros Públicos, que tem como titular a defensora pública Rosimeire Barbosa, responsável por conduzir todo o processo.

“Após termos conhecimento da situação, verificamos como a Defensoria do Amazonas poderia atuar para garantir a estas crianças um enterro digno. Durante esse processo, constatamos que as mães estavam em extrema vulnerabilidade, sendo, em sua maioria, pessoas em situação de rua e dependentes químicas. Por isso, decidimos ajuizar essa demanda para obter a autorização de sepultamento combinada com o registro tardio de óbito”, explicou a defensora.

Quando um bebê morre recém-nascido ou nasce morto, a maternidade deve seguir alguns passos. Primeiro, é necessário obter a declaração de óbito feita pelo médico e levá-la ao cartório para a emissão tanto da certidão de nascimento quanto da de óbito.

Após isso, o SOS Funeral é acionado para dar continuidade ao processo. Se o feto pesa menos de 500 gramas, ele é descartado; no entanto, quando o peso é superior, uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) estabelece que o corpo não pode ser descartado e que o sepultamento, assim como a emissão do registro de óbito, é obrigatório.

Esse era o caso dos corpos abandonados. Dessa forma, com base na lei, a Defensoria do Amazonas obteve resposta positiva do juízo e foi autorizada a realizar o enterro. Contudo, surgiram dois fatores complicadores: a falta de espaço para o sepultamento e a intervenção de um terceiro interessado, a Amazon Crematório, que se apresentou para cremar os corpos das crianças.

Foto: Márcio Silva / DPE-AM

“De acordo com a legislação brasileira, a cremação só pode ser realizada com autorização da família ou em situações de saúde pública. Como não havia autorização das famílias, a atitude da Amazon Crematório era ilegal. A Defensoria, então, procurou a Procuradoria Geral do Município (PGM), alertando sobre a ilegalidade da ação. Como resultado, a Justiça obrigou o Estado a garantir um sepultamento digno no cemitério, assegurando que as crianças fossem enterradas de forma adequada”, destacou Rosimeire Barbosa.

Após obter a autorização judicial, a Defensoria Pública acionou o SOS Funeral, um serviço da Prefeitura de Manaus criado para atender pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica que não têm condições de arcar com os custos dos serviços funerários em casos de óbitos.

O gestor do SOS Funeral, João Cláudio Nobre, acompanhou todo o processo de enterro dos 17 fetos e auxiliou na reserva do espaço para o sepultamento. “Estamos aqui não só pelo dever, mas também por entender o papel da Defensoria neste ato, que é acolher pessoas em situação de vulnerabilidade, assim como é o papel do nosso serviço: dar atenção e suporte àquelas que não podem arcar com esses custos”, explicou João Cláudio.

“Em hipótese alguma recusaríamos uma solicitação como esta, não só pela obrigação, mas pela questão social. São crianças que infelizmente nasceram em vulnerabilidade nessas maternidades e estavam armazenadas há anos. Nossa função foi viabilizar este ato, dando todo o suporte necessário para a conclusão digna desse processo”, finalizou.

Atuação em prol dos invisíveis

A Defensoria, atuando nos registros públicos, pôde, na ausência das mães ou familiares, garantir os direitos dessas crianças mesmo após a morte.

“Quando me deparei com este caso, não pude fechar os olhos. Percebi a importância de trabalhar para que estas crianças pudessem ter um funeral digno. A Defensoria não pode se furtar de situações como esta. Nosso papel é buscar soluções para demandas da vida real, defender os mais vulneráveis, trazer visibilidade a quem está fora dos centros de poder e garantir que seus direitos, mesmo os mais básicos, sejam respeitados”, expressou a defensora pública.

Com a conclusão do sepultamento, a Defensoria Pública do Amazonas possibilitou um desfecho legal para o caso. Com o sentimento de dever cumprido, a defensora Rosimeire Barbosa destacou que, ao pensar em ser defensora pública, jamais imaginou representar um caso como este.

“Quando estudamos para o concurso da Defensoria, não podemos prever casos como este. Porém, além de promover justiça, assumi também a responsabilidade de trazer paz às famílias invisíveis dessas crianças, que agora poderão descansar dignamente. Reafirmei o compromisso com a população mais vulnerável, dando voz a quem não pôde ser ouvido”, concluiu.

Recomendação

A Defensoria Pública trabalha agora para apresentar uma recomendação à Secretaria de Estado da Saúde (SES-AM), visando estabelecer um protocolo claro e eficaz para o sepultamento e registro de óbitos de pessoas que permanecem nas unidades hospitalares sem identificação ou responsáveis.

Foto: Márcio Silva / DPE-AM

O procedimento, já previsto em lei, busca garantir que essas mortes sejam registradas dentro do prazo legal, evitando sobrecarga nos necrotérios e possíveis demandas judiciais.

Além de reforçar o cumprimento das normas, a medida pretende assegurar que os responsáveis pelas unidades hospitalares tenham pleno conhecimento e aplicação dessas diretrizes, evitando casos de negligência e garantindo a dignidade dos falecidos.

Secretaria de Cultura divulga Agendão Cultural do último fim de semana de 2024

Programação relaciona espetáculo teatral gratuito e evento esportivo celebrando o aniversário dos 128 do Teatro Amazonas - Foto: Divulgação

O Agendão Cultural do último fim de semana do ano (27 a 29/12) oferece uma programação imperdível, promovida pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. Entre as atrações estão um musical gratuito, assinado pelo artista amazonense Michel Guerreiro, e a terceira edição da Corrida Teatro Amazonas, marcando o encerramento do calendário de eventos da secretaria de Cultura. Confira.

Nesta sexta-feira (27/12), o Teatro Amazonas será palco de um espetáculo especial intitulado ‘Lady Parker 20 anos’, que celebra as duas décadas de carreira da diva pop baré, interpretada por Michel Guerrero. A personagem acumula apresentações em teatros, festas, convenções e em outros estados brasileiros. O musical conta com a participação de convidados especiais como, Andrea Brasil, Carlinhos Bandeira, Lucilene Castro, Luso Neto, Márcia Siqueira e Robson Ney, como Kattita, a empregada de Lady Parker.

A apresentação, com início marcado para às 20h, tem duração de 70 minutos e é voltada para maiores de 14 anos. O show mistura histórias do passado e presente de Lady Parker, com números performáticos, cênicos, autorais e divertidos. A entrada é gratuita.

Corrida Teatro Amazonas

No domingo (29/12), às 6h, será dada a largada da Corrida Teatro Amazonas com percurso único de 7 km, tendo como diferencial um trajeto contemplativo, passando pelos centros culturais e patrimônios históricos localizados na área central da cidade. A corrida celebra o aniversário do maior patrimônio do estado, que no dia 31 de dezembro, completa 128 anos.

Para quem se inscreveu, a retirada de Kits já está disponível no Salão Solimões, localizado no Centro Cultural Palácio Rio Negro, avenida Sete de Setembro, 1546 – Centro, nesta sexta-feira (27/12), das 14h às 20h, e no sábado (28/12), das 10h às 14h.

Roberto Cidade solicita implementação de cursos de qualificação para fortalecer o turismo em Manaus

Foto: Herick Pereira

Mundialmente conhecida por suas belezas naturais, culturais e gastronômicas, Manaus poderia ser ainda melhor explorada turisticamente. Pensando nisso, o deputado estadual Roberto Cidade (UB), presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), apresentou requerimento à Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) solicitando a implementação de novos cursos para qualificação dos profissionais envolvidos no turismo da capital.

“É fundamental fortalecer a qualificação dos profissionais que atuam no setor de turismo da nossa cidade. Isso se torna ainda mais evidente quando se observa a colocação de Manaus no cenário nacional quanto à sua competitividade turística. Manaus ocupa apenas o 24º lugar entre as 27 capitais brasileiras na capacidade de atrair e sustentar o turismo de forma competitiva, sendo a quarta pior para fazer investimentos. A preparação de guias turísticos, recepcionistas, gestores, e outros profissionais envolvidos diretamente com o turismo, sem dúvidas, irá melhorar a experiência em turismo e, consequentemente, fortalecer o setor em Manaus”, declarou.

Manaus fica à frente apenas de Boa Vista (RR), Porto Velho (RO) e Macapá (AP) na medição do Índice de Favorabilidade para o Turismo (IFT-GKS) que avalia, entre outros aspectos, a intenção de realização de investimentos em turismo. Na região Norte, Belém é a cidade que possui o melhor desempenho.

Conforme o Requerimento 3.883/2024, encaminhado ao diretor-presidente da Manauscult, se faz necessária a implementação de cursos de qualificação destinados aos profissionais do setor turístico, visando capacitá-los para melhor atender as demandas dos turistas que visitam Manaus.

Cidade requer ainda a realização de cursos a serem implementados ou ampliados nas áreas de: Atendimento ao público; Gestão de negócios em turismo; Curso básico de idiomas (inglês, espanhol, francês); Gestão de Pequenos Negócios em Comércio e Serviços; Atendimento e Informações Turísticas para Profissionais do Transporte (taxistas, motoristas de aplicativo, motoristas de ônibus de turismo e intermunicipais); Marketing Turístico; Geografia Turística do Amazonas; Recepcionista em Meios de Hospedagem; Acessibilidade em Serviços e Equipamentos Turísticos; Agente de Viagens; Elaboração de Roteiros Turísticos Receptivos; Gestão das Práticas Ambientais em Pequenos Meios de Hospedagem, entre outros.

“Este investimento em qualificação impactará positivamente o desenvolvimento turístico de Manaus, proporcionando mais empregos e estimulando o crescimento econômico e a valorização do patrimônio cultural e ambiental do Amazonas”, finalizou.

POLÍTICA

Eduardo Braga promete mobilizar Congresso após juíza suspender licitações da BR-319

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) manifestou nesta terça-feira (28) repúdio à decisão liminar da juíza Mara Elisa Andrade, da 7ª Vara Federal Ambiental e...

ECOLÓGICAS

Justiça Federal derruba suspensão de licitação e libera obras de pavimentação...

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