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Ney Latorraca não deixou herança para a família; saiba destino do patrimônio do ator

Ney Latorraca morreu na manhã desta quinta (26) - Foto: Divulgação / TV Globo

O ator Ney Latorraca morreu na manhã desta quinta-feira (26), aos 80 anos, vítima do agravamento de um câncer de próstata . Conhecido por sua carreira na TV Globo, ele vinha enfrentando alguns problemas de saúde nos últimos anos e decidiu antecipar seu testamento , revelando à imprensa para quem deixaria sua herança.

Segundo o próprio artista, ele já havia deixado o documento pronto há alguns anos e declarou em algumas entrevistas que o dinheiro que ganhou com seus trabalhos na televisão não iria para a família, mas para causas sociais variadas, como instituições de cultura e saúde.

“O Retiro dos Artistas (RJ), a ABBR (Associação Beneficente de Reabilitação), o GAPA de Santos (Grupo de Apoio à Prevenção à AIDS) e a Hanseníase de Campo Grande. Em 1996, fiz um testamento, com advogado, tudo certinho. Só que, na época, não abri muito isso. Agora que estou falando porque acho que é importante. Acho que as cortinas se abrem e os aplausos, se eles vierem, não virão mais só pelo trabalho de ator, mas também por uma atitude como cidadão”, disse ele ao UOL.

Em outra entrevista, o ator chegou a comentar que esse também era um “desejo de sua mãe”. “Acho que é assim que tem que ser. O que eu ganhei com o teatro tem que voltar para essas causas. Essa é a missão do artista, pelo menos para mim”, afirmou ao Extra em 2021.

Latorraca era casado há 30 anos com o ator Edi Botelho e não tinha filhos, apesar de já ter dito que pensou em ser pai no passado. “Até tentei. Quando fui casado com a Inês Galvão [na década de 80], a gente pensou durante cinco anos. Mas aí na hora não tive coragem”, disse ele ao jornal.

O ator enfrentava um câncer de próstata, teve uma sepse pulmonar e não resistiu ao tratamento.

Depois do diagnóstico da doença, chegou a ser operado para a remoção da próstata. Por um tempo, ele não apresentou mais sinais da doença. Entretanto, em agosto deste ano, o câncer voltou em metástase, atingindo outros órgãos do corpo.

*Com informações de IG

Festivais de Bacalhau, em Manaus, celebram o sabor e os benefícios que traz para a saúde

O sabor da história e a leveza da boa música em perfeita sintonia, no restaurante Terra & Mar. Um tributo especial aos avós, com música ao vivo e menu exclusivo - Foto: Divulgação

Saboroso e benéfico para a saúde. São muitos os benefícios do bacalhau na culinária, e agora ele ganha destaque em Manaus nos festivais gastronômicos promovidos pelos restaurantes Terra & Mar e O Boteco. Com um buffet livre dedicado a pratos variados, o evento semanal convida os manauaras a aproveitar uma experiência única, em que sabor e nutrição se encontram à mesa. A Bacalhoada acontece aos sábados no Terra & Mar. O Domingo do Bacalhau pode ser conferido em O Boteco.

Os restaurantes oferecem buffets livres repletos de pratos à base de bacalhau, um ingrediente essencial da cozinha lusitana. O bacalhau, além de ser apreciado pelo sabor suave e textura firme, é um alimento rico em nutrientes. Segundo o nutricionista Rodrigo Coutinho Silveira, ele é uma excelente fonte de proteínas de alta qualidade e tem baixo teor de gordura, tornando-se ideal para quem busca uma dieta equilibrada.

“O bacalhau é rico em ômega-3, um nutriente com propriedades anti-inflamatórias e que beneficia a saúde cardiovascular”, destaca Silveira. Além disso, por ser leve e de baixo valor calórico, é um aliado para uma alimentação saudável, oferecendo energia e saciedade sem pesar.

Este tipo de carne branca é conhecido por sua textura firme e sabor suave, que se adapta a diferentes temperos e preparos. Várias espécies de peixe podem ser usadas para fazer o bacalhau que, ao contrário do que pensam, não se trata de uma espécie, mas sim de um corte.

De acordo com o nutricionista, o bacalhau possui um baixo teor de gordura, sendo uma opção leve e de fácil digestão para incluir em uma alimentação saudável. “Além disso, o bacalhau contém vitaminas do complexo B, como a B12, importantes para o metabolismo energético, e minerais como fósforo e selênio, que contribuem para a saúde óssea e o sistema imunológico”, destaca Rodrigo.

No Terra & Mar, o buffet apresenta o bacalhau em várias formas: assado, frito, em saladas e ensopados, aproveitando ao máximo sua capacidade de absorver sabores e especiarias. Para Sidnei Dutra, sócio-diretor do restaurante, a Bacalhoada é uma oportunidade única de “viajar para Portugal sem sair da mesa”. Ele ressalta que o evento é uma homenagem à rica tradição portuguesa, que preserva o preparo do bacalhau através de técnicas como a secagem e a salga, essenciais para manter o sabor e o valor nutricional.

Já no O Boteco, tem o “Domingo do Bacalhau”. O público pode se servir de pratos tradicionais e inovadores, como: Bacalhau Manauara, Salada de Bacalhau, Bacalhau com Natas, Bacalhau ao Forno, Bacalhau à Zé Pipo, Escondidinho de Bacalhau, Lasanha de Bacalhau.

Os pratos variam a cada domingo, mas o Escondidinho e o Bacalhau Manauara são presenças garantidas. Para o gerente do local, Ivan Andrade, o evento é uma celebração do sabor e da tradição. “Convido as famílias para saborear o verdadeiro sabor do bacalhau, com receitas exclusivas e tradicionais, ouvindo música de qualidade, com atendimento de excelência e um ambiente acolhedor”, ressalta.

Foto: Divulgação

Os eventos oferecem aos manauaras a chance de desfrutar de um alimento saboroso, saudável e culturalmente rico, reforçando a importância do bacalhau não só como um ingrediente, mas como um símbolo da cozinha portuguesa.

Os clientes poderão se servir à vontade e explorar as diversas receitas que exaltam a versatilidade e os benefícios o bacalhau. O restaurante Terra & Mar está localizado na Avenida Mário Ypiranga, nº 1309, no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul da cidade. Já O Boteco fica no Shopping Sumaúma e no Amazonas Shopping.

Eucalyptus Deglupta: conheça ‘árvore arco-íris’ que é usada para produzir papel

Eucalyptus deglupta - Foto: Pexels | Reprodução

O Eucalyptus deglupta é uma árvore que se destaca das demais da mata. Ao contrário do eucalipto tradicional, conhecido pelas folhagens perfumadas, este exemplar chama a atenção pela gama de cores que apresenta, imitando um arco-íris.

De acordo com um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de Goiás (UEG), essa espécie de eucalipto, da família Myrtaceae, é encontrada na Austrália, Indonésia, Papua-Nova Guiné e Filipinas. Embora não seja originalmente nativa do Brasil, ela é cultivada no País e pode ser encontrada de forma escassa, principalmente, no Cerrado.

Seu comprimento pode chegar a 76 metros, com um diâmetro de tronco de até 240 centímetros. Apesar disso, o fenômeno que lhe confere o apelido de “árvore arco-íris” ocorre conforme seu envelhecimento. À medida que a Eucalyptus deglupta amadurece, suas cascas vão se desprendendo, revelando as cores vibrantes ao longo do tronco.

Segundo os engenheiros agrônomos responsáveis pela pesquisa da UEG, a primeira cor a surgir é o verde-claro. À medida que mais camadas se soltam, surgem tons de azul, roxo, laranja e marrom. Ao final, cria-se a impressão de um arco-íris.

A árvore arco-íris, sua cultura e crença

Nas Filipinas, em Mindanao, a árvore arco-íris é reverenciada pelas comunidades indígenas. Há relatos de que tribos utilizam a planta como elemento da medicina natural, com a crença de que o chá feito a partir de suas folhas é eficaz para tratar feridas, asma e tosse, além de repelir mosquitos. No entanto, não existem comprovações científicas que comprovem as crenças populares.

A árvore arco-íris e seus fins comerciais

A “árvore arco-íris” não é conhecida apenas por sua beleza. De alto valor comercial, ela é descrita em artigos científicos como uma ‘espécie tropical, rústica e de crescimento rápido’, o que a torna interessante para a indústria do papel, o mercado ornamental e o setor madeireiro.

Outro levantamento realizado pela Universidade Federal do Ceará (UFC) aponta que embora sua madeira não seja considerada adequada para uso após o contato com o solo, antes disso, pode ser utilizada na produção de móveis, construções, barcos, molduras, entre outros artigos. Além disso, é empregada no paisagismo e na arborização de parques e jardins.

A Eucalyptus deglupta também é amplamente utilizada na agropecuária. Ainda de acordo com o estudo da UEG, na Costa Rica, a planta é associada ao cultivo de café, funcionando como um agente redutor de pragas em solos expostos. Seu rápido crescimento cria uma competição que diminui o ataque de pragas às demais plantas.

Esse interesse comercial pela Eucalyptus deglupta gerou um desequilíbrio em sua população, que diminuiu e se fragmentou globalmente nos últimos dois séculos. Como resultado, a espécie é considerada vulnerável e está sujeita a medidas de proteção.

*Com informações de Terra

‘Era criança prodígio e falhei na vida adulta’: jovem relata dificuldades e pressão com a superdotação

Isabela Magioni - Foto: Arquivo Pessoal

“Oi, meu nome é Isabela. Eu era uma criança prodígio e falhei na vida adulta”. É assim que a historiadora Isabela Magioni, 23 anos, inicia um desabafo publicado nas redes sociais neste ano sobre as dificuldades e a pressão externa enfrentadas por uma pessoa com superdotação. O vídeo viralizou e, até este mês, conta com mais de 2,2 milhões de visualizações e milhares de comentários de outras pessoas que se identificaram com o relato dela.

“O que não nos contam quando a gente faz uma avaliação de altas habilidades, quando dizem que a gente é um prodígio, quando dizem que a gente é muito bom nas coisas quando a gente é criança, é que o mundo vai exigir uma estrutura para as coisas que a gente faz. […] Se eu não sou ótima em artigo científico, se eu não tenho as normas da ABNT, eu não sirvo para nada. […] Eu sinto que o que aconteceu comigo até agora é ser um potencial desperdiçado”, diz ela em um trecho do vídeo.

“É um pouco triste saber que existem muitas ideias, muitas coisas boas dentro de mim e eu não vou conseguir executá-las seguindo as regras da academia ou do mundo. Enfim, aquilo que me considerava um prodígio por ter, é o motivo de eu estar atolada”, acrescenta.

A jovem, que atualmente mora em Goiatuba (GO) com os pais, foi identificada com altas habilidades, com um Quociente de Inteligência de 127, quando tinha apenas 8 anos após professores perceberem que ela apresentava maior facilidade em matérias que a interessavam e indicarem consultas com uma neuropsicóloga. Além disso, quando Isabela estava na pré-escola, ela já tinha sido avançada de ano.

“Eu gostava muito de Língua Inglesa, Língua Portuguesa, Literatura, História e Geografia”, relembra a jovem em entrevista ao Terra. Ela conta ainda que escrevia poesias e aprendia facilmente a tocar instrumentos musicais. No entanto, ela não se dava muito bem com crianças da mesma idade, e tinha uma interação melhor com adultos.

Mesmo com a identificação da superdotação, Isabela recorda que a escola não se adequou às necessidades dela. Pelo contrário. Os professores passaram a exigir mais porque sabiam que ela era uma pessoa com altas habilidades.

“Ficou uma expectativa muito grande em mim, que me gerou muitos problemas em relação à escola, porque se tornou uma pressão que eu não esperava que fosse possível […] E eu comecei a ficar diferente emocionalmente”, diz. Por causa disso, Isabela chegou a trocar algumas vezes de colégio.

Como mostrou o Terra anteriormente, embora as leis e regras educacionais prevejam atendimentos específicos para os superdotados ou pessoas com altas habilidades, nem sempre isso ocorre. Outras famílias também já ouvidas pela reportagem contaram que há despreparo de algumas escolas para receber seus filhos e enfatizaram a necessidade de capacitação.

Isabela Magioni – Foto: Arquivo Pessoal

Mais desafios a cada mudança de fase

No Ensino Médio, a jovem se mudou de cidade e passou a estudar em um novo colégio, mais voltado para vestibular. De acordo com ela, as dificuldades para lidar com o formato de ensino se intensificaram.

“Tem essa pressão de ser bom em tudo. E eu não conseguia ser boa, era uma estrutura de ultraprodutividade o tempo todo, com matérias que a gente não se interessava, de uma maneira muito mastigada, muito estruturada para o vestibular especificamente, não tinha espaço para criatividade e outras atividades para você se expressar artisticamente, não tinha nenhum programa específico para isso”, detalha à reportagem.

Ela ainda acrescenta no vídeo de desabafo: “estando em um colégio feito para vestibular meio que não importa que você é bom ou que você tenha um interesse. Você tem que se adequar a um padrão específico de ensino, porque senão você não serve. […] Nesse modelo de ensino eu fracassei tanto que, sim, eu sou formada em história e eu fiquei de recuperação em história no segundo ano do ensino médio.”

‘Elas vão acreditar que são uma farsa’

No Ensino Superior, Isabela estudou em uma universidade federal e afirma que também teve muitos desafios para se adaptar a estrutura exigida em artigos e relatórios, por exemplo. Para a jovem, o “meio acadêmico mata os sonhos das pessoas” e ter que seguir um formato único atrapalha o desenvolvimento de pessoas com altas habilidades.

“Eu acredito que dentro da universidade existe, sim, a possibilidade de fazer pesquisas, de encontrar caminhos para você explorar aquilo que você gosta, mas novamente em um molde muito específico e com uma cobrança absurda sobre o que você deve seguir, o que você deve fazer para chegar no modelo de criatividade deles […] Eles não consideram caminhos diversos que você pode fazer. Eu tinha dificuldade de entender o formato do texto”, explica.

“As altas habilidades não necessariamente seguem a estrutura escolar, elas não necessariamente seguem o interesse daquilo que a escola tem de modelos de produtividade. É um fator muito desmotivador, as pessoas vão acreditar inclusive que elas são uma farsa”, completa a jovem.

Todas essas questões levaram Isabela a um diagnóstico de Síndrome de Burnout após a faculdade. Ela também enfrenta ansiedade, depressão e agora está investigando um possível Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

Para a historiadora, é necessário mudanças: “A gente tem alunos diferentes, a gente tem que ter esse modelo de aprendizado diferente, a gente tem que ter uma adaptação melhor, profissionais mais qualificados para que a gente tenha a possibilidade das pessoas aproveitarem a inteligência que elas têm. […] Eu deixo de fazer certas coisas por causa do medo da frustração.”

Segundo Isabela, ela pretende agora fazer uma pós-graduação e ser uma professora pesquisadora. “Meu objetivo é trabalhar em uma universidade. Eu quero desenvolver pesquisas de formas alternativas. Eu quero colaborar para que a educação seja um espaço libertador.”

O que é a superdotação?

Foto: Agência Brasil

O conceito de superdotação ou altas habilidades corresponde a uma condição em que os indivíduos apresentam grande facilidade de aprendizagem, o que os leva a dominar rapidamente conceitos, procedimentos e atitudes, segundo a cartilha Saberes e práticas da inclusão (2006), da Secretaria de Educação Especial, do Ministério da Educação (MEC). Pela definição do psicólogo educacional americano Joseph Renzulli, a superdotação é o entrelaçamento de três características:

  • Habilidade acima da média em alguma área de conhecimento;

  • Capacidade de realização criativa; e

  • Grande envolvimento na realização das atividades de seu interesse.

Um ponto importante é que o superdotado não é necessariamente aquele aluno que tira nota 10 em todas as disciplinas. Essa característica pode ser encontrada em alguns, mas em outros a superdotação pode se manifestar em apenas uma disciplina, como Matemática, ou dança, ou música ou esporte, por exemplo.

Essa noção equivocada de que um superdotado é aquela “pessoa que já sabe tudo”, um “gênio”, atrapalha inclusive na identificação e na inclusão desse público.

“Esse é um mito, simplesmente ele tem uma capacidade de execução cerebral superior. Mas é um indivíduo que não sabe tudo. Ele, na verdade, tem uma capacidade de aprender muito, de assimilar muito rápido”, explica Carlos Eduardo Fonseca, o vice-presidente da Mensa Brasil, uma associação que reúne indivíduos com alto QI.

A avaliação para verificação de indicadores de altas habilidades deve ser multidisciplinar, envolvendo psicólogos, neuropsicólogos, psicopedagogos, os pais, a escola e outros profissionais específicos, conforme o potencial de cada indivíduo. Testes psicométricos, para a aferição do QI, também podem ser procedimentos adotados em uma avaliação.

*Com informações de Terra

China intensifica campanha para chineses namorarem e terem mais filhos

Pedestres nas ruas de Wuhan, na província de Hubei, na China - Foto: Hector Retamal / AFP

A China intensificou uma campanha nacional para convencer pessoas solteiras a namorar, casar e ter filhos, em meio a crise demográfica cada vez mais grave.

Governos locais estão ligando para mulheres casadas para perguntar sobre seus planos de ter filhos e distribuindo dinheiro para incentivar casais a terem mais de um filho.

As universidades foram solicitadas a introduzir os chamados cursos de amor para estudantes solteiros, e reportagens na mídia estatal sobre os benefícios de ter filhos têm sido comuns.

A população da China está encolhendo. Com o número de mortes superando o de nascimentos, aumenta a pressão sobre os governos locais para enfrentar uma perspectiva demográfica cada vez mais sombria.

“A população da China enfrenta três grandes tendências: envelhecimento, baixa natalidade e baixas taxas de casamento”, disse o proeminente economista Ren Zeping em uma entrevista à imprensa no mês passado. “Há menos crianças e mais idosos. A velocidade e a escala do envelhecimento da China são sem precedentes.”

Pequim prometeu oferecer subsídios e cortes de impostos maiores para os pais reduzirem o custo de criar filhos. O regime, em outubro, disse que estava elaborando um plano para construir uma “sociedade amiga da natalidade” como parte de um pacote de estímulo mais amplo para enfrentar uma economia debilitada. Os detalhes deste plano ainda estão em discussão.

Enquanto isso, mulheres casadas na faixa dos 20 e 30 anos em todo o país têm recebido ligações de autoridades locais perguntando sobre seus planos de começar uma família, de acordo com várias pessoas que falaram com o Financial Times e publicações nas redes sociais.

Em alguns casos, as pessoas no outro lado da linha pediram que as mulheres comparecessem a exames corporais pré-natais. Outras foram mais diretas, oferecendo subsídios para mulheres que tivessem mais de um filho. Os casais precisam ter em média 2,1 filhos para atingir a chamada taxa de reposição populacional.

O líder chinês, Xi Jinping, durante evento no Grande Salão do Povo, em Pequim (Foto: Xie Huanchi / Xinhua)

Uma residente de Zhejiang que preferiu não ser identificada disse que as autoridades ofereceram às mulheres do local um subsídio de 10 mil yuans (US$ 14 mil) por ter um segundo filho. “Não há uma política explícita, mas se você pedir, a vila encontrará uma maneira de conseguir o subsídio para você”, disse ela. Atualmente, os subsídios para crianças são determinados pelos governos locais.

O lobby personalizado ocorre em um contexto de uma campanha midiática exaltando os benefícios do parto. Nos últimos meses, o Diário do Povo e o Life Times, administrados pelo Estado, promoveram vozes científicas dizendo que o parto é bom para a saúde da mãe e pode até ajudar a prevenir o câncer e tratar certas doenças.

Uma publicação estatal da Comissão Nacional de Saúde em dezembro pediu às universidades que criassem “cursos de educação sobre casamento e amor” para encorajar os estudantes a se relacionarem.

“As universidades são um lugar importante para os estudantes universitários se apaixonarem”, escreveu, citando uma pesquisa em que 57% dos estudantes disseram que não queriam se envolver em um relacionamento devido à carga de trabalho pesada.

O artigo propôs que as universidades introduzissem cursos sobre a teoria do amor e análise de casos da vida real para promover um “conhecimento sistemático do amor e do casamento”.

No entanto, especialistas são céticos de que as medidas oficiais para aumentar a taxa de natalidade convencerão os jovens a formar famílias, especialmente com o aumento do desemprego e o crescimento econômico fraco restringindo os gastos.

Wang Feng, especialista em demografia chinesa na Universidade da Califórnia, Irvine, disse que as autoridades estavam recorrendo ao mesmo “manual de usar o poder administrativo para alcançar metas demográficas” que era evidente durante a era da política do filho único, os 35 anos a partir de 1980, quando as famílias eram restritas a ter apenas um filho.

Embora Pequim tenha conseguido impedir que os casais tivessem famílias com vários filhos, é mais difícil usar poderes administrativos para alcançar o resultado oposto, disse ele. “Esse velho vinho em uma nova garrafa não será eficaz, pois a lógica subjacente ao casamento tardio e à baixa fecundidade é totalmente diferente.”

Shen Yang, uma escritora feminista, disse que as pessoas podem “ver através da propaganda”.

Grande Muralha da China – Foto: Reprodução / Getty Images

“Se o governo quer aumentar a taxa de natalidade, deve criar um ambiente mais amigável para os pais, especialmente mães solteiras”, disse ela.

Embora Pequim esteja incentivando os nascimentos, não há sinais de que tenha limitado o acesso ao controle de natalidade ou abortos. Embora possam haver casos específicos de médicos se recusando a realizar procedimentos, isso geralmente reflete a preocupação com ações legais de membros da família, disse um ginecologista em Pequim.

Ainda assim, Wang disse que as autoridades enfrentam uma batalha difícil para convencer “as jovens e os jovens de hoje, que pertencem à geração mais educada da história da China” a ter filhos.

“Para as jovens especialmente, elas não apenas enfrentam altos custos de vida, mas também severas penalidades de carreira quando deixam suas posições de trabalho para ter filhos.”

*Com informações de Folha de São Paulo

Retrospectiva 2024: relembre o ano conturbado da seleção brasileira

Rodrygo - Foto: Staff Images / CBF

Após um 2023 terrível, com o pior aproveitamento de sua história, a seleção brasileira buscava retomar a boa fase neste ano, mas acabou ampliando a sequência ruim. Confira abaixo a retrospectiva 2024 do time canarinho.

Demissão de Diniz, busca por Ancelotti e acerto com Dorival

Fernando Diniz, técnico escolhido para ser o interino antes da suposta chegada do italiano Carlo Ancelotti, foi demitido nos primeiros dias do ano e substituído por Dorival Júnior, veterano que comandou o São Paulo na conquista inédita da Copa do Brasil em 2023.

Primeira Data Fifa

Nos primeiros amistosos de 2024, contra Inglaterra e Espanha, Dorival convocou diversos jogadores que atuavam no futebol nacional, como Fabrício Bruno e Ayrton Lucas, do Flamengo, Murilo e Endrick, do Palmeiras, e Pablo Maia, do São Paulo.

Apesar de muito contestada, a escolha do técnico se mostrou acertada, já que diversos atletas foram protagonistas na vitória contra os ingleses por 1 a 0, e no empate em 3 a 3 com os espanhóis.

Decepção na Copa América

Após as boas exibições nos amistosos contra duas das principais seleções do mundo, o Brasil reconstruiu a esperança do torcedor, que esperava um bom desempenho na Copa América, que seria disputada nos Estados Unidos.

No entanto, ainda antes do início da competição, o desempenho ruim nos amistosos contra EUA (empate em 1 a 1) e México (vitória por 3 a 2) foi um prenúncio do que seria a atuação da Seleção no torneio continental.

A insatisfação com o futebol exibido aumentou ainda mais durante a fase de grupos, quando o time de Dorival conseguiu apenas uma vitória em três partidas, se classificando na segunda colocação da chave.

A campanha brasileira chegou ao fim de forma melancólica nas quartas de final, quando após 90 minutos sem grandes chances contra o Uruguai, a Seleção foi eliminada nos pênaltis, com Militão e Douglas Luiz desperdiçando suas cobranças.

Eliminatórias

Com o término da Copa América, apenas compromissos pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026 restaram para o Brasil, que buscava sair da 7ª colocação e se aproximar do topo da tabela.

Depois de seis partidas, com três vitórias (Equador, Chile e Peru), dois empates (Venezuela e Uruguai) e uma derrota (Paraguai), a seleção brasileira fechou o ano apenas na 5ª posição da competição, com 18 pontos.

Veja abaixo todos os jogos da Seleção em 2024:

  • Inglaterra 0 x 1 Brasil – Amistoso

  • Espanha 3 x 3 Brasil – Amistoso

  • México 2 x 3 Brasil – Amistoso

  • Estados Unidos 1 x 1 Brasil – Amistoso

  • Brasil 0 x 0 Costa Rica – Copa América (fase de grupos)

  • Paraguai 1 x 4 Brasil – Copa América (fase de grupos)

  • Brasil 1 x 1 Colômbia – Copa América (fase de grupos)

  • Uruguai (4) 0 x 0 (2) Brasil – Copa América (quartas de final)

  • Brasil 1 x 0 Equador – Eliminatórias

  • Paraguai 1 x 0 Brasil – Eliminatórias

  • Chile 1 x 2 Brasil – Eliminatórias

  • Brasil 4 x 0 Peru – Eliminatórias

  • Venezuela 1 x 1 Brasil – Eliminatórias

  • Brasil 1 x 1 Uruguai – Eliminatórias

*Com informações de IG

Brasil tem maior carga tributária da América Latina; compare

Foto: Marcello Casal Agência Brasil

O Brasil possui uma carga tributária próxima de 33% do PIB (Produto Interno Bruto). Esse é o valor arrecadado por governo federal, estados e municípios.

Para alguns, um índice adequado diante das despesas geradas por um Estado de bem-estar social abrangente. Para outros, um percentual elevado, considerando o retorno dessa arrecadação para a população em serviços e transferências de renda.

As diferenças de opinião podem estar ligadas também à “sensação” que cada contribuinte tem em relação aos tributos, que recaem de forma mais intensa sobre pessoas de menor renda (a chamada regressividade), assalariados e empresas sem benefícios fiscais, por exemplo.

Um trabalho divulgado no início deste ano por diversos órgãos multilaterais apontou o Brasil como o país com a maior carga tributária entre 26 economias latino-americanas no ano de 2022, seguido por Barbados (30,5%) e Argentina (29,6%).

O valor está bem acima da média da região (21,5%), composta por países com nível de renda semelhante, mas estrutura de serviços públicos mais restrita.

Também fica próximo da média da OCDE (34%), uma das entidades responsáveis pelo documento —e que reúne diversas economias com patamar de renda mais elevado e serviços de melhor qualidade.

O Brasil está acima da média da América Latina em todas as bases: tributos sobre renda, lucro, propriedade, bens e serviços, folha de pagamento e aqueles destinados à seguridade social.

No caso dos bens e serviços, alvo da reforma tributária que está sendo regulamentada neste ano, o peso é de 13,7% do PIB, sendo que a média tanto latino-americana como na OCDE fica entre 10% e 11%. A reforma possui uma trava para evitar o crescimento dessa carga.

Foto: Divulgação / Casa da Moeda

Os números apontam elevação da carga tributária em vários países nas últimas décadas. Desde 1990, houve aumento de 6,9 pontos percentuais na América Latina e 5,5 pontos no Brasil, onde parte do crescimento se deve ao fim do “imposto inflacionário” após o Plano Real. Entre os países da OCDE, onde o percentual já era mais elevado, a carga subiu 3,2 pontos percentuais no mesmo período.

No Brasil, esse crescimento se deu principalmente na tributação da renda e do lucro. Os impostos sobre propriedade e consumo se mantiveram praticamente no mesmo nível nessas mais de três décadas.

Uma análise da IFI (Instituição Fiscal Independente), órgão do Senado, apontou que o Brasil possui uma carga tributária elevada para uma economia em desenvolvimento, mas que isso é explicado em boa medida pelo tamanho dos seus gastos sociais. A despesa social representa entre 50% e 70% da carga tributária nos países da OCDE. No Brasil, é cerca de 60%.

Um trabalho do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) questiona a qualidade dessa despesa e mostra que o Brasil possui o menor IDH (índice de desenvolvimento humano) entre os 30 países com maior carga. Com isso, ocupa a última colocação no índice de retorno de bem-estar à sociedade calculado pela instituição.

Na avaliação do presidente-executivo da entidade, João Eloi Olenike, o nível de tributação no país não é compatível com o retorno recebido pelo cidadão. “Temos países em que a carga tributária é maior, mas são países desenvolvidos e que oferecem para a população um retorno bastante significativo, o que não acontece no Brasil.”

Para ele, o país poderia ter alíquotas menores e o mesmo nível de arrecadação. Para isso, seria necessário reduzir benefícios fiscais e também contar com um efeito de redução da informalidade e da sonegação, espalhando mais a carga entre todos.

Pedro Paulo Bastos, professor do Instituto de Economia da Unicamp, diz que o problema fundamental do sistema brasileiro não é o tamanho da carga, compatível com as políticas públicas demandadas pelo cidadão —políticas mantidas por governos da esquerda à direita desde a Constituição. A questão é o caráter regressivo dela, apoiada em tributos indiretos, que afetam comparativamente mais a baixa renda —o imposto de uma laranja é maior, proporcionalmente, à renda de uma pessoa pobre do que à renda de um rico.

Bastos cita dados da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), órgão das Nações Unidas, que mostram queda da desigualdade medida pelo Índice de Gini em 23% nos países da OCDE em razão da política fiscal (tributos e transferências). No Brasil, com uma carga semelhante, a redução é de 16,4%. Na média da América Latina, com um Estado menor, a queda é de apenas 9%.

“O Estado brasileiro reduz muito mais a desigualdade de renda do que outros países da América Latina, pois existe muito serviço público, mesmo que de qualidade inferior ao serviço privado. Mas reduz menos a desigualdade do que nos Estados de bem-estar social europeus.”

Foto: Reprodução

Para ele, a redução da tributação sobre o consumo e a taxação maior da renda e patrimônio permitiriam um aumento da carga financiado pelo 1% ou o 0,1% com maior renda, ampliando políticas públicas.

Um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra que a isenção sobre lucros e dividendos faz com que a tributação máxima dos acionistas de empresas brasileiras seja de 14,2%, considerando a soma do imposto pago na pessoa física e na jurídica.

Cerca de 15 mil pessoas físicas que estão entre o 0,01% mais rico entre os declarantes do Imposto de Renda pagam praticamente o mesmo imposto que um assalariado que recebe R$ 6.000 por mês (13% sobre a renda). Para 3.841 pessoas no topo da distribuição de renda, a tributação na soma da pessoa física e jurídica é de 5,8%, uma sensação de carga bem inferior à média nacional.

*Com informações de Folha de São Paulo

Desistência de medicina e polêmicas: o ano de Davi após vencer o BBB 24

Davi Brito foi alvo de várias polêmicas após vencer o BBB 24 - Foto: Reprodução / Globo

Davi Brito foi o grande campeão do BBB 24 (Globo). Fora da casa, o baiano se envolveu em várias polêmicas e foi alvo de críticas. Por isso, relembre como foi seu ano!

Além de R$ 2,92 milhões e um carro SUV avaliado em R$ 368 mil, o vencedor ganhou um documentário no Globoplay. Na final, Tadeu Schmidt revelou que o streaming gravaria um documentário sobre sua vida.

Davi disparou no Instagram após sua vitória. Ele conquistou 10 milhões de seguidores na rede social.

Por não reencontrar Mani com o fim do programa, aumentou os boatos de uma suposta crise no relacionamento. Pouco tempo depois, os dois confirmaram o término da relação. Em outubro, a ex do participante foi à Justiça pedir o reconhecimento da união estável.

O ex-motorista de aplicativo se voluntariou no Rio Grande do Sul e gerou polêmicas. Alguns o criticaram por estar se aproveitando das enchentes para se promover. A situação se agravou quando ele usou parte das doações para viajar até o local, que o levou a fazer uma prestação de contas.

Após vencer o reality, Davi começou a investir na compra e construção de imóveis. Ele alugou uma casa milionária, com aluguel de até R$ 18 mil no Réveillon.

O vencedor do BBB 24 ainda quis fazer uma tatuagem, que rendeu comentários. O tatuador rebateu que ele não tomou anestesia, e sim passou uma pomada para aliviar um pouco a dor.

Em julho, o famoso chamou a atenção por desfilar com um carro de luxo. Ele foi visto com uma Hilux SW4 2024 zero km.

Davi Brito foi acusado de ameaçar Tamires Assis com arma; ex-BBB rebateu – Foto: Reprodução

Ele também fez um curso de armas de fogo. Nas redes sociais, mostrou detalhes da prática e comemorou seu certificado.

Um mês depois, Davi anunciou que desistiu de cursar medicina. Ele confessou ter o direito de “mudar a rota”. No reality, ele declarava que seu sonho era ser médico e até chegou a ser chamado de doutor por alguns que o incentivavam.

Em um programa da Record, o campeão do BBB 24 comunicou que seu patrimônio era avaliado em mais de R$ 10 milhões. Apesar disso, Splash confirmou que ele tinha uma dívida de quase R$ 15 mil. Ele também comentou que triplicou o prêmio do programa por investir em imóveis.

Após desistir de medicina, Davi surpreendeu os fãs ao anunciar que estudaria direito. Ele se matriculou no curso da Universidade Estácio de Sá, que o concedeu uma bolsa de estudos integral no reality.

No ano de sua vitória do BBB, Davi ainda foi apelidado de “Pinóquio brasileiro” por muitos. O ex-brother causou polêmica ao postar um vídeo esquiando e foi acusado de usar Photoshop em sua viagem a Dubai.

*Com informações de Uol

David Almeida anuncia permanência de quatro secretários em entrevista à rádio CBN

Camila Silva, continuara a frente da Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom) - Foto: Arquivo / Semcom

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da rádio CBN Amazônia, o prefeito de Manaus, David Almeida, anunciou a permanência de mais quatro secretários na sua gestão: Alberto Siqueira, na Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg); Camila Silva, na Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom), Carlos Valente, no Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), e Sabá Reis, na Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp). Durante o programa, o prefeito destacou o trabalho e a continuidade de profissionais que desempenham papéis estratégicos na administração municipal.

“Temos algumas mudanças e praticamente tudo já está definido. Na segunda-feira (30), vou confirmar o nome de todos os secretários. Anunciei mais da metade e, agora, vou anunciar alguns nomes que já foram definidos. A Camila Silva continua como minha secretária de Comunicação. Confirmei também a presença do Sabá Reis, que permanece na área de Limpeza Pública, Alberto Siqueira continuará na Secretaria de Segurança Pública e Carlos Valente seguirá no Implurb”, declarou o prefeito.

David Almeida reforçou que, na segunda-feira, 30/12, às 16h, fará o anúncio oficial de todo o secretariado para a população, consolidando as mudanças e reafirmando o compromisso de sua gestão com a cidade de Manaus.

A Prefeitura de Manaus segue trabalhando com foco no planejamento e continuidade de ações que impulsionam o desenvolvimento urbano, a segurança pública e a transparência na comunicação com a população.

Perfis dos secretários

Comunicação

Camila Silva é formada em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda. Atuou na gestão do Marketing, da secretaria, por mais de sete anos, e quase dez anos na instituição. Está no mercado de Publicidade e Marketing há mais de 15 anos.

Segurança Pública e Defesa Social

Alberto Siqueira Neto é policial penal federal. Integra o quadro de servidores da Semseg desde agosto de 2022, quando foi convidado para ser subsecretário. Bacharel em Direito, possui MBA em Segurança Pública, pós-graduação em Direito Penal, Processo Penal e em Direito Civil.

Limpeza Urbana

Sabá Reis é formado em Serviço Social, foi vereador e sete vezes deputado estadual. A responsabilidade social é uma das características marcantes de sua carreira política e da sua vida pessoal. Além da valorização dos interesses coletivos e respeito ao bem público. Em 2021, foi convidado pelo prefeito de Manaus, David Almeida, para o comando da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp).

Planejamento Urbano

Carlos Alberto Valente é graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e Administração de Empresas, além de ser pós-graduado em Gerenciamento e Planejamento da Construção; Saneamento Ambiental; MBA em Gerenciamento de Projetos; MBA em Auditoria, Gestão e Perícia Ambiental.

Mundo registrou 41 dias a mais de calor extremo em 2024

Uma foto tirada em Picanya, perto de Valência, leste da Espanha, em 30 de outubro de 2024, mostra carros empilhados em uma rua após enchentes - Foto: Jose Jordan / AFP

De pequenas ilhas no oceano Índico, como Mayotte, aos países ricos do Golfo, passando por cidades europeias e os subúrbios superlotados da África, nenhuma região escapou aos impactos das catástrofes naturais intensificadas pelo aquecimento global em 2024.

O ano mais quente já registrado, 2024, bateu recordes de temperatura, tanto na atmosfera como na superfície do mar. Este calor reforçou ciclones, ondas de calor e outros fenômenos meteorológicos em todo o mundo.

Segundo a rede de cientistas WWA (World Weather Attribution), referência em estudos sobre a influência da mudança climática em desastres naturais, quase todas as grandes catástrofes analisadas nos últimos 12 meses foram agravadas pelas consequências das emissões de gases de efeito estufa pela atividade humana.

“Os impactos do aquecimento causado pelos combustíveis fósseis nunca foram tão claros ou tão devastadores como em 2024. Vivemos uma nova era perigosa.” afirmou Friederike Otto, diretora da WWA.

Ondas de calor mortal

O calor extremo, responsável por um impacto mortal, expôs a população mundial, em média, a 41 dias a mais de temperaturas extremas em 2024, de acordo com dados da WWA e da Climate Central. Em algumas regiões próximas ao Equador, como pequenos estados insulares em desenvolvimento, esse número ultrapassou 150 dias extras.

Na Arábia Saudita, temperaturas de 51,8°C causaram a morte de mais de 1.300 peregrinos durante o hajj. No México, a intensidade do calor matou dezenas de macacos bugios, enquanto no Paquistão, milhões de crianças ficaram em casa devido a temperaturas superiores a 50°C. O calor também obrigou o fechamento da Acrópole, na Grécia, durante um verão recorde na Europa.

Inundações e furacões

O aquecimento dos oceanos intensificou ciclones e inundações. Em abril, os Emirados Árabes Unidos enfrentaram um volume de chuva equivalente a dois anos em apenas um dia, paralisando o aeroporto de Dubai. Na África Ocidental, enchentes históricas deixaram 1.500 mortos e quatro milhões de pessoas necessitando de ajuda humanitária.

No Brasil, o Rio Grande do Sul foi palco de uma tragédia climática histórica em 2024. Chuvas torrenciais, amplificadas pelas mudanças climáticas, causaram enchentes devastadoras, afetando milhares de famílias, destruindo infraestrutura e causando 182 mortes. Cidades inteiras ficaram submersas, enquanto deslizamentos de terra agravaram a situação.

Enchente nas ruas de Porto Alegre – Foto: Fernando Oliveira / Redes Sociais / Reprodução

Nos Estados Unidos, furacões como Milton, Beryl e Helene causaram destruição no sul do país e no Caribe. No Pacífico, supertufões devastaram as Filipinas, enquanto o ciclone Chido, no Oceano Índico, afetou Mayotte e Moçambique, com intensidade amplificada pelo clima em transformação.

Secas e incêndios

Enquanto algumas regiões enfrentaram chuvas excessivas, outras sofreram com secas severas. No Brasil, a Amazônia registrou uma seca histórica, com o fogo destruindo dez vezes mais floresta do que o desmatamento. Em 2024, mais de 29 milhões de hectares de terra foram queimados no país, uma área maior que o estado de São Paulo.

Nos países do sul da África, a falta de chuva colocou 26 milhões de pessoas em risco de insegurança alimentar. Na América do Norte, incêndios florestais devastaram o Canadá e o oeste dos Estados Unidos, enquanto na Amazônia, uma das regiões mais úmidas do mundo, o fogo avançou sobre biomas inteiros.

Custos

Os eventos climáticos extremos em 2024 resultaram em milhares de mortes e perdas econômicas devastadoras. Segundo a Swiss Re, as catástrofes geraram prejuízos de US$ 310 bilhões (R$ 1,91 trilhão). Nos Estados Unidos, os danos superaram US$ 1 bilhão, enquanto, no Brasil, a seca reduziu em US$ 2,7 bilhões o setor agrícola entre junho e agosto.

Estudos apontam que 26 dos 29 eventos climáticos extremos analisados em 2024 foram claramente associados às mudanças climáticas causadas pelo ser humano. A queima de combustíveis fósseis continua a elevar as temperaturas globais, aproximando o planeta de superar o limite de 1,5°C fixado pelo Acordo de Paris.

Jennifer Francis, cientista climática do Woodwell Climate Research Center, que não participou da pesquisa, endossou os resultados. “O clima extremo continuará a se tornar mais frequente, intenso, destrutivo, caro e mortal até que sejamos capazes de diminuir a concentração de gases que levam ao aquecimento da atmosfera”, afirmou à agência de notícias AP.

Alerta semelhante foi feito pelas Nações Unidas em um ano que registrou aumento das emissões de dióxido de carbono oriundas da queima de combustível fósseis.

*Com informações de Uol

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