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Inscrições para atividades físicas nos Centros de Esporte e Lazer da Prefeitura iniciam hoje

Foto: Divulgação / FME

A Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Manaus Esporte (FME), inicia, na segunda-feira (10), o período de rematrículas e novas matrículas para diversas atividades físicas oferecidas nos 19 Centros de Esporte e Lazer da cidade. As renovações de matrículas acontecem nos dias 10 e 11 de fevereiro, enquanto as novas matrículas poderão ser realizadas a partir do dia 12 de fevereiro, mesma data do início das aulas ou até quando as mais de 4 mil vagas forem preenchidas.

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site saesp.manaus.am.gov.br. As vagas são destinadas a diversas modalidades esportivas que acontecem de forma gratuita, atendendo crianças a partir dos 7 anos, jovens, adultos, idosos e Pessoas com Deficiência (PcDs).

Para o diretor-presidente da Fundação Manaus Esporte, Joel Sales, todas as atividades oferecidas nos Centros de Esporte e Lazer fazem parte do compromisso da gestão municipal de incentivar a prática esportiva, promover qualidade de vida e o bem-estar, garantindo acesso gratuito a atividades físicas para a população.

“Esperamos que este ano seja ainda mais especial com um número crescente de participantes e engajamento ainda maior das comunidades esportistas. Estamos trabalhando fortemente para oferecer uma estrutura cada vez melhor com modalidades diversificadas, profissionais qualificados e espaços adequados e adaptados para atender todas as idades e PcDs”, reforçou.

O diretor-presidente reforça ainda, o convite a toda população para se inscrever e participar das atividades oferecidas em 19 núcleos espalhados pela cidade.

“Estamos confiantes que em 2025 será um ano recorde. Vamos duplicar as inscrições que foram realizadas em 2024. Este ano de 2025 vamos bater o recorde, mais de quatro mil vagas serão ofertadas à população, beneficiando mais pessoas com as atividades esportistas. Contamos com a participação de todos para juntos construirmos um ambiente esportivo e mais dinâmico e acessível”, declarou Joel Sales.

Matrícula

Para os alunos que já frequentavam os CELs em 2024 e queiram renovar sua matrícula em 2025, é necessário apenas o CPF.

Para matrículas de crianças e adolescentes de 7 a 17 anos é necessário que envie os seguintes documentos: CPF, ⁠e-mail, ⁠telefone, comprovante de endereço, documento e contato do responsável, foto 3×4 do aluno que será matriculado e ⁠exame dermatológico (para atividades na piscina).

Para realizar a matrícula de adultos e idosos é necessário apresentar CPF, e-mail, telefone, comprovante de endereço, contato de emergência, foto 3×4, laudo cardiológico (a partir de 50 anos) e exame dermatológico (para atividades na piscina). Já, para inscrições de matrículas para pessoas com deficiência, é necessário apresentar Laudo médico, RG e CPF do aluno e do responsável (se for menor de idade), comprovante de residência, exame dermatológico do aluno e acompanhante (para natação), do responsável (se for menor de idade), comprovante de residência, exame dermatológico do aluno e acompanhante (para natação).

Entre as modalidades oferecidas pelos CELs estão o futsal, natação, hidroginástica, atividades para pessoas com deficiência, atividades para a terceira idade, voleibol, badminton, ginástica, hidroginástica, futsal, funcional, tênis de mesa, handebol, atletismo, basquete, caminhada, Jiu-jítsu.

Os interessados devem ficar atentos às datas e garantir sua vaga no CEL desejado. Mais informações podem ser obtidas pelo site oficial ou diretamente no contato (92) 988422563 dos Centros de Esporte e Lazer da cidade.

Com informações do FME

111 municípios do país receberam 100% de suas emendas Pix sem vinculação a projetos

O ministro do STF, Flávio Dino - Foto: Rosinei Coutinho / STF

Cidades menos desenvolvidas receberam proporcionalmente mais emendas Pix, consideradas de baixa transparência, do que cidades mais desenvolvidas, aponta levantamento feito pela Folha com os valores distribuídos por deputados e senadores a cada município em 2023 e 2024.

Esse tipo de emenda, que vai diretamente a prefeituras, sem necessidade de vinculação a projetos específicos, representa quase metade (47%) dos recursos transferidos a cidades com IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) “baixo” ou “muito baixo”. Já no caso dos municípios com índice “alto” ou “muito alto”, essa proporção é de 32%.

A análise considera as emendas individuais destinadas pelos congressistas –sem contar os recursos de bancada ou de comissão– que foram empenhadas nos últimos dois anos, de execução obrigatória pelo governo Lula (PT).

Em números absolutos, isso significa que não é possível saber, pelo portal da transparência federal, onde foram usados R$ 3,9 bilhões dos R$ 8,3 bilhões doados pelos parlamentares às cidades mais pobres nesse período nem R$ 4,6 bilhões dos R$ 14,6 bilhões entregues às cidades mais ricas.

Marina Atoji, da ONG Transparência Brasil, afirma que municípios menores ou com menos estrutura costumam buscar essa modalidade de emenda porque ela tem liberação mais rápida. Os deputados, por sua vez, também preferem enviá-las para mostrar resultados ao eleitor.

“No caso da emenda de transferência especial [Pix] é só o município dizer ‘ciente’, indicar a conta e o banco, e o recurso vai entrar no caixa. Já a emenda com finalidade definida tem que passar por aprovação do projeto, relatórios de execução, e ainda pode ter impedimento técnico”, diz.

“Então os prefeitos de cidades menores ou com menos estrutura falam: pelo amor de Deus, não me manda emenda com finalidade definida, e muitos deputados já foram prefeitos”, afirma Atoji, lembrando que a lentidão foi uma das justificativas para a criação das emendas Pix em 2019. “O problema é que os municípios não têm transparência.”

O valor das emendas parlamentares em geral tem crescido de forma substancial desde 2020. Elas se tornaram a principal ferramenta de poder de deputados e senadores em suas bases eleitorais e são usadas como moeda de troca em negociações entre Congresso e Executivo, tanto no governo de Jair Bolsonaro (PL) como no de Lula.

A influência das emendas Pix se ampliou especialmente no último ano, com as eleições municipais. Mas, se por um lado essa verba chega de forma mais ágil, por outro pode potencializar o favorecimento de aliados políticos e abrir brecha para desvios de dinheiro.

O Ministério Público Federal, por exemplo, já abriu procedimentos para monitorar recursos desse tipo enviados para ao menos 400 municípios e três governos estaduais.

A análise da Folha cruzou as chamadas “notas de empenho” das emendas —que detalham, por exemplo, se uma mesma doação foi para mais de uma cidade— com o IDHM do Atlas Brasil, que leva em conta longevidade, educação e renda. Apesar de ser de 2010, ele ainda é o índice mais atualizado disponível a nível municipal.

Nem projetos nem transparência

O levantamento aponta que 111 dos 5.565 municípios do país receberam 100% de suas emendas individuais na modalidade Pix, sem vinculação prévia a projetos, ao longo dos últimos dois anos. Desses, 41 têm um índice de desenvolvimento “baixo” (não há cidades de IDHM “muito baixo” nessa situação).

Os três deles que mais se beneficiaram foram Afonso Cunha e Peritoró, no interior do Maranhão, e Choró, no sertão do Ceará. O primeiro tem pouco mais de 6.000 habitantes e empenhou R$ 14,8 milhões, o que representa R$ 2.400 por pessoa, valor 5 vezes superior à média do país (R$ 438 por habitante).

“O cálculo não é pela população, e sim pelas melhorias ao município”, diz o ex-prefeito Arquimedes Bacelar (PDT), cuja família fundou a cidade. “Se eu recebo uma emenda pela Caixa Econômica, vou enfrentar uma fila para análise e vou passar dois anos para aprovar um projeto”, argumenta ele, que elegeu seu aliado Pedro Medeiros (PL).

O ex-prefeito critica o que chama de politização do tema das emendas e afirma que as transferências especiais ajudam muito os municípios pequenos: “Poucas verbas e programas federais englobam cidades com menos de 20 mil habitantes. Se não formos até Brasília atrás de recurso”.

Em 2022, a revista Piauí publicou que sua gestão inflou o número de consultas e exames realizados pelo SUS em 2020 para poder receber mais verbas no ano seguinte, o que fez a Justiça bloquear os repasses. Bacelar diz que foi um erro de sistema, que uma auditoria constatou não ter havido desvio e que é um dos defensores da maior fiscalização.

A professora da FGV Graziella Testa, especialista em estudos legislativos, opina que a forma como os órgãos de controle se estruturaram no Brasil teve um impacto negativo na realização de políticas públicas, com gestores engessados e temerosos em gastar —uma tese conhecida como “apagão das canetas”.

“Uma parte da explicação [para a alta porcentagem de emendas Pix] pode ser esses gestores encontrando uma forma de conseguir aplicar verbas em áreas onde antes não conseguiam. É preciso fazer um estudo mais próximo para separar o joio do trigo: ver o que o gestor aplicou e o que é desvio de recurso”, diz.

No final do ano passado, após um embate com o STF (Supremo Tribunal Federal), o Congresso aprovou novas regras para aumentar a transparência das emendas Pix, que não podem ser usadas para despesas de pessoal, devem ter 70% aplicados em investimentos e são de execução obrigatória pelo Planalto.

Agora, os deputados e senadores autores das emendas precisam informar previamente o objeto e o valor das transferências, que devem ir preferencialmente para obras inacabadas. Elas também estão sujeitas a avaliações do TCU (Tribunal de Contas da União).

No início de 2024, o órgão publicou uma norma determinando que os beneficiários desses recursos insiram relatórios de gestão no site Transferegov.br, até julho do ano seguinte ao recebimento. Segundo Atoji, da Transparência Brasil, isso pode ampliar a transparência a partir deste ano, se for seguido.

Com informações da Folha de S.Paulo

Bactérias da Amazônia podem ajudar a desenvolver novos medicamentos

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Parte da pesquisa de ponta em fármacos no Brasil se faz levando amostras de solo de Belém (PA) para um complexo de laboratórios maior que um estádio de futebol em Campinas, no interior paulista. Toda essa viagem é para colocar seres microscópicos no que é, grosso modo, o maior microscópio da América do Sul, o acelerador Sirius, parte do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Com essa ferramenta, é possível entender como funcionam os genes das bactérias e quais substâncias elas conseguem criar. As equipes envolvidas buscam substâncias com potencial antibiótico e antitumoral, e os primeiros resultados foram publicados em dezembro em uma revista especializada internacional.

O motivo dessa viagem do solo amazônico é a parceria entre o CNPEM e a Universidade Federal do Pará (UFPA). O trabalho de campo começou recolhendo amostras de solo dos interiores do Parque Estadual do Utinga, reserva de conservação constituída em 1993 e que conta com áreas restauradas e áreas sem intervenção humana recente. O grupo investigou três espécies bacterianas das classes Actinomycetes e Bacilli isoladas, de solo da Amazônia, compreendendo bactérias do gênero Streptomyces, Rhodococcus e Brevibacillus.

O passo seguinte se deu quando os pesquisadores do laboratório EngBio, da UFPA, liderados por Diego Assis das Graças, usou o sequenciador PromethION, da Oxford Nanopore (Reino Unido), “que se destaca por gerar leituras de alta qualidade, permitindo o sequenciamento de genomas complexos com alta produção de dados e baixo custo. A tecnologia de sequenciamento baseada em nanoporos permite a análise em tempo real e a leitura direta de DNA. Além disso, sua portabilidade e flexibilidade o tornam adequado para aplicações em laboratório e campo”, explicou Diego, que é um dos autores do primeiro artigo escrito a partir dessa fase da pesquisa.

Com esse sequenciamento, foi possível olhar para os genes e entender como eles atuam na construção de enzimas, e os caminhos que as tornam moléculas mais complexas. Metade delas era desconhecida.

“Estas moléculas são o foco dos nossos estudos, pois têm grande importância para desenvolvimento de fármacos e medicamentos. Por exemplo, mais de 2/3 (dois terços) de todos os fármacos já desenvolvidos no mundo têm origem em moléculas pequenas naturais, os metabólitos secundários ou metabólitos especializados”, explicou a pesquisadora Daniela Trivella, coordenadora de Descoberta de Fármacos do LNBio (Laboratório Nacional de Biociências).

A análise dos dados foi feita também no LNBio e utilizou o Sirius. Esse sequenciamento é muito mais acessível, em termos de custos e tempo, do que era há uma ou duas décadas. Com isso, é possível analisar o que Trivella explicou serem bactérias “selvagens”, ou seja, aquelas encontradas na natureza. A estimativa atual é que menos de 1 em cada 10 espécies de bactérias selvagens sejam cultiváveis em laboratório, e quando o são menos de 10% dos genes que carregam são expressos em laboratório. Todo o resto é “perdido” para a ciência, sem estes métodos de ponta. “Então, existem muitas bactérias que ainda não conhecemos e muitos produtos naturais que não conseguíamos produzir em laboratório, ou os produzíamos em baixíssimo rendimento”, completou Daniela.

Em resumo, o lugar importa, e muito. “Os agrupamentos de genes biossintéticos são responsáveis pela produção de substâncias com potencial biológico, como medicamentos. Mesmo em organismos já estudados, como as bactérias do gênero Streptomyces, vimos que ainda há muitas substâncias desconhecidas nos exemplares isolados do solo da Amazônia. Isso mostra como o ecossistema é essencial para novas descobertas. A Amazônia, nesse sentido, continua sendo uma área rica e pouco explorada para desenvolver novos produtos”, disse em nota outro dos participantes, o pesquisador Rafael Baraúna (EngBio-UFPA), que coordenou o trabalho pela UFPA.

O passo final foi levar a produção para uma escala de laboratório. Entendendo quais os genes que produzem cada substância, com uma técnica avançada chamada metabologenômica, os pesquisadores “convenceram” espécies de bactérias de manejo comum no laboratório a aceitarem esses genes e produzirem as substâncias, produzindo quantidades que possam ser testadas e trabalhadas. “Com o DNA codificante alvo, a bactéria domesticada, que não produzia o metabólito de interesse, passa a produzi-lo, pois recebeu artificialmente a sequência de DNA que vimos na floresta. Assim temos acesso a esta molécula para desenvolver novos fármacos a partir dela. Ou seja, um acesso a novas moléculas a partir de uma rota biotecnológica”, disse Trivella.

Esse conjunto de testes não isola uma ou duas moléculas. Com toda a estrutura do CNPEN um laboratório dedicado, como o LNBio, pode realizar até 10 mil testes em um único dia. Essa velocidade compete com outra, voraz, a da devastação. O ano de 2024 teve o maior número de queimadas e incêndios na Amazônia nos últimos 17 anos. Para tentar ajudar na corrida, pelo lado da ciência, os investimentos para pesquisas no bioma, anunciados na última reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) estão no patamar de R$ 500 milhões nesta década, com potencial de ajudar a valorizar economicamente o território e sua cobertura original.

Como parte dos alvos são moléculas para tratar infecções e tumores, o retorno tem potencial superior ao dos investimentos. “Todos estes métodos estão condensados na Plataforma de Descoberta de Fármacos LNBio-CNPEM. Esta plataforma realiza a pesquisa em novos fármacos, indo desde a preparação de bibliotecas químicas da biodiversidade e seleção de alvos terapêuticos para o desenvolvimento de fármacos, até a obtenção da molécula protótipo (a invenção), que então passa por etapas regulatória para chegar na produção industrial e aos pacientes na clínica”, ilustra Trivella. Segundo ela as próximas fases da pesquisa levarão as equipes de campo longe até de Belém, para a Amazônia oriental. Lá esperam confirmar o potencial imenso de novas moléculas do bioma e comeár a entendê-lo ainda melhor.

Esse trabalho faz parte de um esforço maior para criar um centro de pesquisa multiusuário na UFPA, apoiado pelo CNPEM e por projetos nacionais como o Iwasa’i, recentemente implementado no contexto da chamada CNPq/MCTI/FNDCT Nº 19/2024 – Centros Avançados em Áreas Estratégicas para o Desenvolvimento Sustentável da Região Amazônica – Pró-Amazônia.

Com informações da Agência Brasil

Felix Valois nos conta dois ‘causos’ em que a fé não foi o bastante para evitar processos

Foto: Márcia Costa Rosa

Nem sempre as promessas religiosas ou a transferência de cuidados com a segurança de indivíduos para o campo do sobrenatural, são suficientes para evitar processos judiciais contra igrejas, sejam católicas, evangélicas ou de outras crenças.

Felix Valois nos traz dois ‘causos’ em que o simples desejo do poder de afastar demônios ou de garantir que Deus protegerá os fiéis dos riscos da vida, muito comuns em líderes religiosos, resultaram em trapalhadas que custaram bastante caro para os pobres e confiantes mortais que acreditaram estar imunes a todo e qualquer mal. Ah coitados…

A fé e a indenização (Por Felix Valois)

Não sou economista e, portanto, não posso dizer que a afirmativa seja absolutamente correta, em termos técnicos. Mas, pelo que ouço falar, um dos negócios mais promissores dos últimos tempos tem sido a criação de “igrejas” que, com apelos escandalosos ao sobrenatural e mirabolantes promessas de milagres, conseguem arrecadar fortunas impensáveis de desesperados incautos. Não sei se o Leão Federal exerce fiscalização sobre essas fortunas com a mesma voracidade com que abocanha, desavergonhadamente, parte considerável do trabalho assalariado, entendendo (falem os tributaristas) que se trata de renda.

Como todo negócio (e isso é óbvio mesmo para leigos), essa exploração da crendice popular está sujeita a riscos. Afinal de contas, pode ser que o indivíduo seja o mais crédulo da sua espécie e que beire mesmo o fanatismo, mas ele vai querer, num determinado momento, que essa fé exacerbada tenha retorno ou que, pelo menos, não funcione na contramão de direção.

Exatamente como num contrato, o fiel há de pretender que a entidade divina, na qual ele deposita toda a confiança do mundo, cumpra sua parte da avença, devolvendo-lhe em benesses materiais e/ou espirituais, o valor corrigido do dízimo que, com sacrifícios indizíveis, ele sempre entregou regularmente para benefício e glória do templo. Em juridiquês, dir-se-ia que se trata da aplicação da cláusula “pacta sunt servanda”, segundo a qual, em livre tradução e interpretação, entende-se que o contrato faz lei entre as partes.

Falhando a contrapartida, é inevitável o descontentamento da parte lesada e nada mais humano do que ter início o processo de cobrança, aí já não mais nos territórios do além, mas na velha e cansada estrutura judiciária deste mundo de carne e sangue. Porque, suponho, não existe tribunal ou juiz que possa exercer jurisdição ectoplásmica, citando ou intimando seres que estão além das três dimensões conhecidas nesta terra, tão querida e defendida pelos ecologistas.

Há dois casos antológicos, já há algum tempo noticiados pela imprensa e que bem dão a dimensão desse aspecto do curioso relacionamento entre fiéis fanáticos e seus guias espirituais. Ambos demonstram que, em face do descontentamento material, o fanatismo cede lugar à realidade.

O homem chega atormentado à igreja. Desconexos os movimentos, fala alterada, é ele submetido aos exames de praxe e o diagnóstico veio sem tardança: o infeliz estava possuído pelo demônio. O tratamento para a doença (se é que de doença se trata), como é de elementar sabença desde os tempos do medievo, é o exorcismo. Não aquele do filme americano, com efeitos especiais e tudo. Mas o exorcismo público, feito na presença e para gáudio de toda uma plateia fanática. Entretanto, ou porque estava muito ocupado com casos mais graves, ou porque o espírito invasor fosse de baixa estirpe a não lhe merecer a elevada atenção, o certo é que o pastor abriu mão de realizar o edificante trabalho e entregou a missão a um ajudante.

Sem a habilidade necessária, talvez por se encontrar em estágio probatório, o auxiliar não se houve com a perícia exigida e acabou batendo na cabeça do possuído com um tamborete, causando-lhe as lesões daí decorrentes. Não sei se o demônio foi mandado de volta às trevas, mas o homem machucado passou a exigir indenização, eis que, a seu juízo, era melhor um diabinho do que um galo na cabeça.

No outro episódio, incumbiram o fiel de fazer reparos no telhado da igreja, sendo-lhe assegurado que o poder da fé afastaria qualquer possibilidade de acidente.

Como as vigas do prédio não foram avisadas desse detalhe, uma delas não resistiu ao peso do fiel e lá veio ele se esborrachar no sagrado piso. Ainda lhe foi de alguma valia a fé, pois conseguiu sair vivo do imbróglio, mas ficou absolutamente convencido de quão correta é a afirmativa de Machado de Assis, para quem “é melhor cair das nuvens do que do terceiro andar”.

Consequência: por não ter cumprido sua parte de revogar a lei da gravidade, está o templo a responder a uma ação de indenização. Coisas de pouca fé.

 

‘Revolucionário’, diz Netanyahu sobre plano de Trump para criar ‘Riviera do Oriente Médio’

Imagem: Reprodução / TV

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, elogiou neste domingo (9), a proposta do presidente americano, Donald Trump, de os EUA assumirem o controle de Gaza e forçarem o deslocamento da população palestina. Segundo o premier, que retornou há poucos dias de Washington para um encontro com o republicano na Casa Branca, a ideia é “revolucionária”.

No início da semana, Trump sugeriu que os mais de 2 milhões de palestinos deixassem o território e buscassem refúgio permanente em nações vizinhas, como Jordânia e Egito, para transformar Gaza na “Riviera do Oriente Médio”. Diversos países árabes rechaçaram a proposta, que foi acusada pela comunidade internacional de buscar promover uma limpeza étnica, prática considerada crime contra a Humanidade.

Em discurso ao seu Gabinete, Netanyahu disse neste domingo que Israel e EUA concordaram em “garantir que Gaza não represente mais uma ameaça a Israel.”

“O presidente Trump veio com uma visão completamente diferente e muito melhor para Israel, uma abordagem revolucionária e criativa”, disse Netanyahu, acrescentando que o líder americano está “muito determinado a implementá-la” e que a visita a Washington garantiu “conquistas tremendas”.

Acordo de cessar-fogo

A declaração acontece no mesmo dia em que o grupo terrorista Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, anunciou a saída das tropas israelenses do corredor Netzarim, que divide a Faixa de Gaza em duas e impedia que os deslocados retornem ao norte.

A desmilitarização do local é parte frágil acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas firmando pouco antes da posse de Trump, em janeiro. No sábado, mais três reféns israelenses sob custódia do grupo palestino foram libertados no âmbito da trégua, elevando o número até agora para 16 de um total de 33 pessoas que devem ser soltas em intervalos escalonados.

No sábado, após a quinta troca de reféns e prisioneiros, Netanyahu ordenou que os negociadores retornem ao Catar para continuar as conversas sobre o cessar-fogo. Ele, no entanto, reafirmou sua promessa de aniquilar o grupo e libertar todos os reféns restantes no território palestino. No mesmo dia, o Hamas disse não querer prolongar o conflito com Israel.

Ainda que Netanyahu tenha ordenado o avanço das negociações, fontes israelenses ouvidas pelo jornal Haaretz disseram acreditar que o premier pretende sabotar o acordo — e que a delegação que segue para o Catar neste domingo não avançará para a segunda fase da trégua. Uma das fontes disse que trata-se de “um show” do primeiro-ministro, já que ele está “sinalizando claramente que não quer passar para a próxima fase”.

“Ele está enviando uma equipe sem capacidade para fazer qualquer coisa. Ele está enviando uma equipe sem capacidade para fazer qualquer coisa”, declarou, acrescentando que as imagens dos reféns sendo libertados provavelmente prejudicaram Netanyahu nas pesquisas de opinião. Eleitores de direita veem que não derrotamos o Hamas, e seus membros continuam armados. As placas nos palcos em Gaza durante os eventos de retorno dos reféns zombam de Netanyahu e fazem referência ao seu slogan de ‘vitória total’.

Passados mais de 15 meses de guerra, cerca de 47 mil a 61 mil pessoas foram mortas nos bombardeios israelenses em Gaza, e o território foi amplamente destruído.

Com informações de O Globo

Unidades móveis de saúde atendem usuárias em novos endereços a partir desta segunda

Foto: Divulgação / Semsa

A Prefeitura de Manaus informa que as Unidades Móveis de Saúde da Mulher passam a atender as usuárias das zonas Norte e Sul da capital em novos endereços, respectivamente nos bairros Cidade Nova e Santa Luzia, a partir da segunda-feira (10).

As demais estruturas do serviço, gerenciado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), mantêm os atendimentos em suas bases atuais, ao longo da próxima semana, nos bairros Santo Antônio, na zona Oeste; São José Operário, na zona Leste; e Tarumã-Mirim, na zona rural.

A secretária municipal de Saúde, Shádia Fraxe, aponta que o serviço móvel da Semsa faz parte das estratégias da gestão municipal para facilitar o acesso das usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS) à assistência básica e para ampliar a cobertura da Atenção Primária no município.

“Além dos serviços básicos, essas unidades ofertam procedimentos como mamografias, exames preventivos e ultrassons, sem regulação, para que mais mulheres recebam o acompanhamento adequado na prevenção do câncer de mama e de colo do útero”, enfatiza Shádia, ressaltando que esses dois tumores malignos são os mais incidentes entre a população feminina no Norte do país.

Segundo a secretária, o serviço móvel municipal tem impacto positivo na prevenção e promoção da saúde das mulheres, em especial para moradoras de regiões de vulnerabilidade social e vazios assistenciais. “As estruturas chegam a locais mais distantes das unidades fixas da rede básica, alcançando justamente aquelas mulheres que têm maiores dificuldades para acesso aos serviços de assistência”.

Conforme Shádia, o serviço hoje conta com cinco estruturas, cada uma dispondo de equipe de saúde, farmácia e parque de imagem, incluindo mamógrafos e aparelhos de ultrassom. “Iniciamos o projeto há um ano e meio, com três unidades, para atender as zonas mais populosas, Norte, Leste e Oeste, e há quase um ano começamos a atender as zonas Sul e rural, alcançando assim todo o município”, comemora.

As unidades móveis, de acordo com Shádia, atendem exclusivamente a população feminina, funcionando de segunda a sexta-feira, em dias úteis, inclusive pontos facultativos da administração municipal, das 7h às 17h. “O atendimento ocorre por ordem de chegada das usuárias, que devem apresentar o documento oficial de identidade e cartão do SUS para acesso aos serviços”, orienta a secretária.

As estruturas móveis ofertam consultas médicas e de enfermagem, mamografia, ultrassonografia, exame preventivo do câncer do colo do útero, consulta inicial do pré-natal, vacinação, testes rápidos para gravidez e para detecção de HIV, sífilis e hepatites B e C, e dispensação de medicamentos da farmácia básica.

Endereços das Unidades Móveis de Saúde da Mulher

Zona Norte
Avenida Guaranás, 75, próximo ao lanche Changa – Cidade Nova
10 a 21/2

Zona Sul
Rua Guanabara, s/nº, praça Guanabara, em frente à escola municipal José Tavares de Macedo – Santa Luzia
10 a 28/2

Zona Leste
Rua Barreirinha, s/nº, em frente ao Centro de Convivência da Família e do Idoso Prefeito José Fernandes – São José Operário
3 a 14/2

Zona Oeste
Rua Padre Francisco, 350, ao lado da Igreja de Santo Antônio Arquidiocese de Manaus – Santo Antônio
20/1 a 14/2

Zona Rural
USF Rural Pau-Rosa, ramal do Pau-Rosa, s/nº, entrada do Km 21, assentamento Tarumã-Mirim
3 a 14/2

Com informações da Semsa

Aos 63 anos professora aposentada ‘bomba’ no CrossFit e é ícone nas redes sociais

Foto: Reprodução

A professora aposentada Gina Lapertosa, de 63 anos, tem uma vida completamente diferente da que levava antes: hoje ela é praticante de CrossFit e se tornou um ícone nas redes sociais.

Gina Lapertosa nasceu em Paracatu (MG). Ela jogou vôlei pela equipe da escola que frequentava e praticou natação durante muitos anos. Enquanto isso, atuava como professora do ensino infantil.

Uma lesão no ombro atrapalhou a natação. O problema em decorrência de todo o esforço fez com que Gina parasse de praticar o esporte.

A entrada no CrossFit veio após acidente de moto e influência da filha. Gina teve fratura no pé causada pelo acidente e precisou fazer fisioterapia após a cirurgia. Durante a recuperação, uma de suas filhas fez uma aula de CrossFit e aconselhou que ela desse uma oportunidade. Desde então, nunca mais saiu.

Gina pratica CrossFitt há quase oito anos. Ela fez a primeira aula na modalidade aos 55 anos.

A competitividade levou Gina a disputar o CrossFit Games, campeonato mundial da modalidade, em 2024. O desempenho ficou acima do esperado: ela terminou a competição máster em 4° lugar na categoria entre 60 e 64 anos.

Mais do que atleta

Gina não investiu só no CrossFit. Aos 63 anos, ela se tornou um ícone nas redes sociais e tem 964 mil seguidores no Instagram.

A entrada nas redes sociais não foi planejada. Gina, que não gostava muito de fazer publicações, foi motivada por uma amiga e pelo seu psicólogo a compartilhar a evolução.

“Não me via fazendo isso, achava um saco ter que ficar arrumada para gravar, e eu só queria treinar e socializar. Até que um dia, uma amiga sugeriu que eu filmasse para ver meu progresso e me corrigir. Depois, fui incentivada por um psicólogo a filmar e compartilhar, e minha filha me ajudou. No início, eu achava estranho, mas logo comecei a ver o impacto positivo”, declarou Gina Lapertosa à Marie Claire.

A crossfiteira compartilha diversos tipos de conteúdo. Além da rotina de treinos, a atleta mostra detalhes do seu dia a dia, posa com looks e publica vídeos motivacionais.

Com informações do Uol

Dr. George Lins solicita adoção de cirurgia robótica na rede pública de saúde do Amazonas

Foto: Leandro Castro

Com o objetivo de modernizar e aprimorar os serviços de saúde pública no Amazonas, o deputado estadual Dr. George Lins (União Brasil) apresentou um requerimento à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) solicitando ao Governo do Estado a implementação da cirurgia robótica na rede estadual de saúde.

A proposta visa incorporar ao Sistema Único de Saúde (SUS) no Amazonas uma das mais avançadas tecnologias médicas da atualidade, garantindo procedimentos cirúrgicos mais precisos, seguros e menos invasivos para a população. O parlamentar destacou que a cirurgia robótica reduz o tempo de recuperação dos pacientes, minimiza riscos de complicações e proporciona maior eficiência aos profissionais de saúde.

“A cirurgia robótica é uma realidade em diversos estados do Brasil e tem revolucionado a Medicina ao permitir procedimentos minimamente invasivos, garantindo mais segurança e um pós-operatório com menos dor e menor tempo de internação. O Amazonas já tem investido fortemente na saúde e a adoção dessa tecnologia consolidaria nosso Estado como referência em alta complexidade na região Norte”, ressaltou Dr. George Lins.

O deputado mencionou o Sistema Robótico da Vinci, tecnologia amplamente utilizada em hospitais de ponta no Brasil e no mundo. Segundo ele, sua implementação no Amazonas seria um grande avanço para o tratamento de diversas enfermidades.

Dr. George Lins reforçou ainda que a ampliação de tratamentos inovadores na rede pública não só beneficia os pacientes, mas também qualifica os profissionais de saúde, permitindo que médicos da região sejam capacitados no uso de tecnologias de ponta sem a necessidade de deslocamento para outros estados.

Com informações da assessoria

Sedecti e Instituto Eldorado oferecem cursos on-line gratuitos em diversas áreas de tecnologia

Foto: Bruno Leão / Sedecti

O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), firmou um termo de cooperação técnica com o Instituto Eldorado – um dos principais centros de P&D do país – com o objetivo de estabelecer uma cooperação mútua para a capacitação de estudantes do Amazonas. A parceria será desenvolvida por meio de ações dentro da iniciativa TIC em Trilhas, no âmbito da Rede de Parcerias.

Nesta parceria, o Instituto Eldorado disponibilizará trilhas, em diversas carreiras em tecnologia, como Programação, Desenvolvimento Mobile, Design de Interação, Dados & Analytcs, IA, Desenvolvimento de Jogos, Cibersegurança, entre outros. O Projeto TIC em Trilhas oferece capacitações gratuitas em diversas áreas de tecnologia e amplia oportunidades para quem pretende ingressar nesta área promissora, realizar transição de carreira ou aprofundar seus conhecimentos nas tendências. Inscrições e informações podem ser realizadas por meio do link https://ticemtrilhas.org.br/

Para o titular da Sedecti, Serafim Corrêa, a parceria é essencial para a capacitação de jovens, permitindo que eles tenham acesso a conhecimentos em tecnologia, ciência, inovação e robótica. Segundo ele, preparar os estudantes para o mercado de trabalho é um passo fundamental para garantir que estejam aptos a enfrentar os desafios e oportunidades da era digital.

“O objetivo da parceria é alcançar os jovens que ainda estão na escola, proporcionando-lhes iniciação em tecnologia, ciência, inovação e robótica, de modo que estejam preparados para ingressar no mercado de trabalho. No mundo atual, no século XXI, é fundamental possuir noções básicas nessas áreas para garantir melhores oportunidades profissionais”, declara.

Todos os cursos são 100% gratuitos, em formato on-line, uma oportunidade para quem busca flexibilidade e pode estar em qualquer localidade no Estado do Amazonas. Os cursos são produzidos por especialistas e com foco na empregabilidade. Com abordagem “mão na massa” para que, além do certificado, quem cursou possa aplicar o conhecimento na prática e mirar oportunidades de emprego na área. Ao selecionar uma das trilhas, basta o estudante inscrever-se na página do projeto para garantir o seu acesso ao curso.

O gerente do Eldorado Manaus, Alvaro Gonçalves, afirma que essa parceria é um passo significativo para capacitar os jovens e conectá-los com as oportunidades do futuro. “Juntos, com o Governo do Amazonas, por meio da Sedecti, vamos fortalecer o ecossistema de inovação no Estado. Com essa aliança, buscamos não apenas qualificar a mão de obra, mas também inspirar uma nova geração de talentos que serão protagonistas na área de tecnologia e inovação na Região Norte”, avalia.

O projeto TIC em trilhas é uma iniciativa integrante do Programa Prioritário de Interesse Nacional (PPI), sendo o Eldorado idealizador e um dos executores, com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) por meio de recursos da Lei nº 8.248/91 e coordenação da Softex. O objetivo é preparar e capacitar estudantes e profissionais para atuar nas áreas de tecnologia, visando suprir a demanda por profissionais qualificados na área.

Com informações da Sedecti

‘Ainda Estou Aqui’ vence prêmio inédito para o Brasil: Goya de Melhor Filme Ibero-Americano

Foto: Divulgação

Ainda Estou Aqui venceu o Prêmio de Melhor Filme Ibero-Americano no Goya, a principal premiação do cinema espanhol. É uma conquista inédita para o Brasil no “Oscar espanhol” e o prêmio foi recebido pelo músico Jorge Drexler, amigo de Walter Salles e vencedor do Oscar de Melhor Canção por Diários de Motocicleta, dirigido por ele.

Salles e Fernanda Torres estão na Califórnia para eventos como a exibição especial de Central do Brasil, com Guillermo Del Toro, e o festival de cinema de Santa Barbara, onde a atriz será homenageada.

Ainda Estou Aqui concorreu ao Goya com o uruguaio Agarrame Fuerte, o argentino El Jockey, o chileno No Lugar da Outra e o costa-riquenho Memorias de un Cuerpo que Arde.

Ainda Estou Aqui segue em cartaz no Brasil e já atraiu mais de quatro milhões de espectadores ao cinema. O filme foi premiado com o troféu de Melhor Roteiro no Festival de Veneza 2024 e concorre em três categorias do Oscar, incluindo melhor filme e melhor atriz para Fernanda Torres.

Com informações do Omelete

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