Início Site Página 63

Mais de 20% dos partos no Amazonas são resultado de gravidez na adolescência

Afya Faculdade de Ciências Médicas desenvolve ações sobre o tema, com orientação e prevenção voltadas ao público jovem de Itacoatiara e Manacapuru - Foto: Assessoria

A gravidez na adolescência continua sendo um desafio para a saúde pública. No Amazonas, segundo dados da Fundação de Vigilância em Saúde Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), foram registrados 64.847 partos em 2025, com mães entre 10 a 19 anos em 20,83% (13.513) deles.

No interior do Amazonas, os índices também chamam a atenção e motivaram, por parte da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Itacoatiara e de Manacapuru, o desenvolvimento de projeto de prevenção e conscientização sobre a gravidez na adolescência, em escolas e comunidades rurais.

Em Itacoatiara, de acordo com a FVS-RCP, no ano passado foram registrados 1.578 partos, sendo 22,56% (356) de adolescentes. Já no município de Manacapuru, dos 1.741 partos realizados no mesmo período, 21,19% (369) foram de meninas nessa faixa etária.

De acordo com a diretora da Afya de Itacoatiara, Soraia Tatikawa, as ações promovidas, como palestras, rodas de conversa e distribuição de cartilhas educativas, têm como foco a ampliação do acesso à informação, promoção do diálogo sobre sexualidade e direitos reprodutivos.

No município, o projeto coordenado pela professora Francenilda Gualberto, foi realizado na Comunidade São Francisco do Jamanã, em área rural. A iniciativa atendeu adolescentes entre 9 e 16 anos e foi desenvolvida por alunos de Medicina da instituição. Os estudantes percorreram a comunidade de casa em casa, convidando os adolescentes para participarem das palestras e orientações, e entregando a eles as cartilhas educativas.

Conforme a coordenadora, o projeto teve como principal objetivo enfrentar as dificuldades no acesso à informação em saúde, pelos adolescentes da zona rural. “Acho que ainda falta sensibilização sobre esse tema, sobretudo no interior. Na capital e nos grandes centros urbanos essa pauta é mais recorrente, mas no interior ainda existe muito tabu para falar sobre gravidez na adolescência. Falta trazer esse tema para o dia a dia das escolas. Quando estamos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nos hospitais, vemos que a gravidez precoce ainda é uma realidade, e acredito que precisamos sensibilizar ainda mais para termos uma redução efetiva”, destaca Francenilda Gualberto.

Já em Manacapuru, a Afya desenvolveu o projeto de prevenção da gravidez na adolescência na Escola Estadual José Seffair. A diretora geral da Afya de Manacapuru, Karen Ribeiro, explica que a ação contou com a participação de oito alunos de Medicina que ministraram palestra para meninos e meninas de 14 até 16 anos.

O projeto foi coordenado pela professora Nadielle Castro. Para ela, é de suma importância ampliar a informação sobre saúde e prevenção da gravidez na adolescência nas escolas e comunidades. “Realizamos palestras, rodas de conversa e utilizamos uma caixa de perguntas anônimas, porque muitos alunos têm dúvidas, mas sentem vergonha de questionar. Também levamos peças anatômicas para demonstrar o uso correto do preservativo e orientamos onde encontrar contraceptivos de forma gratuita”, observa.

A ação envolveu cerca de 40 adolescentes e enfatizou questões como os riscos físicos, psicológicos e sociais da gravidez precoce. Ainda segundo Nadielle Castro, o papel das instituições de ensino superior e dos futuros médicos vai além da formação técnica. “A educação é fundamental na prevenção da gravidez precoce e na garantia do direito à educação, especialmente para meninas. Uma pesquisa do Fundo de População das Nações Unidas apontou que a gravidez na adolescência é a segunda maior causa de abandono escolar na América Latina.

Por isso, é essencial que estejamos próximos das comunidades, promovendo informação, escuta e acolhimento”, reforça.

Brasil tem 7 hospitais entre os melhores do mundo, aponta ranking; veja quais

Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Sete hospitais brasileiros estão entre os melhores do mundo, segundo o ranking World’s Best Hospitals 2026, realizado pela revista Newsweek em parceria com a plataforma de análise de dados Statista. Ao todo, o levantamento avaliou mais de 2.500 hospitais em 32 países.

Confira os hospitais brasileiros presentes na lista:

  • Einstein Hospital Israelita Albert – 16º lugar

  • Hospital Sírio-Libanês – 79º lugar

  • Hospital Alemão Oswaldo Cruz – 105º lugar

  • Hospital Moinhos de Vento – 111º lugar

  • Hospital do Coração (HCor) – 146º lugar

  • Hospital Santa Catarina Paulista – 151º lugar

  • Hospital das Clínicas da USP – 189º lugar

Os cinco primeiros colocados na lista geral são a Mayo Clinic (EUA), o Toronto General-University Health Network (Canadá), a Cleveland Clinic (EUA), o Karolinska Universitetssjukhuset (Suécia) e o Massachusetts General Hospital (EUA).

Para a análise, cada hospital recebeu uma pontuação com base em quatro critérios: recomendações de especialistas da área da saúde, como médicos e gestores hospitalares; indicadores de qualidade hospitalar; dados já existentes sobre a experiência dos pacientes; e a pesquisa da Statista sobre Medidas de Resultados Relatados pelos Pacientes (PROMs), que são questionários padronizados e validados, respondidos pelos próprios pacientes, que avaliam bem-estar e qualidade de vida.

Na edição de 2026, a metodologia passou a dar mais peso aos indicadores de qualidade hospitalar, conforme explicou a Newsweek. O ranking também passou a incluir novos dados sobre acreditação, qualidade, segurança e experiência do paciente em vários países. Além disso, pela primeira vez, o levantamento conta com informações das Filipinas e da Turquia.

*Com informações de Uol

Manaus encerra participação histórica na BTL Lisboa com parcerias estratégicas e plano de marketing internacional

Foto: Divulgação / ManausCult

A cidade de Manaus encerra sua participação na Better Tourism Lisbon Travel Market (BTL), em Portugal, neste domingo, 1º/3, consolidando um saldo altamente positivo para o posicionamento internacional do destino. Pela primeira vez com estande próprio, a capital apresentou sua marca, seus produtos turísticos e uma estratégia estruturada de inserção no mercado europeu.

A participação foi conduzida pela Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (ManausCult), dentro de uma política contínua de promoção iniciada em 2022, que vem ampliando a visibilidade da capital amazonense nos mercados nacional e internacional.

Segundo o diretor-presidente da ManausCult, Jender Lobato, a presença com estande próprio representa a consolidação de um trabalho estruturante desenvolvido nos últimos anos.

“Manaus chega à BTL não apenas para divulgar seus atrativos naturais, mas para apresentar resultados concretos de uma transformação no turismo da cidade. Houve investimento em infraestrutura, requalificação do centro histórico, fortalecimento da agenda cultural, valorização da gastronomia e construção de uma estratégia sólida de promoção. Estamos mostrando ao mercado internacional que Manaus é hoje um destino organizado, sustentável e competitivo”, afirmou.

O presidente destacou ainda que a participação na feira consolida a entrada planejada da cidade no mercado europeu. “Esse movimento não é pontual. Ele faz parte de um planejamento que visa continuidade, fortalecimento da conectividade aérea e inserção definitiva de Manaus nas rotas internacionais de turismo”, pontuou.

Durante a feira, foram firmadas importantes parcerias estratégicas. Entre elas, a formalização de um acordo com a TAP Air Portugal para a construção de um plano de marketing integrado voltado ao fortalecimento do voo direto Manaus-Lisboa, operado três vezes por semana. A companhia aérea apresentará, nos próximos dias, uma proposta estratégica baseada em seu mercado consumidor e nos seus canais de venda e distribuição.

A vice-presidente de Turismo da Manauscult, Oreni Braga, destacou que o plano prevê ações conjuntas, como fam tour com operadores, press trip com jornalistas europeus e inserção de conteúdos de Manaus nos canais de mídia da companhia.

“Planejamos a participação na BTL como um passo consciente e progressivo. Começamos com um estande estratégico, já projetando ampliação para as próximas edições. A parceria com a TAP fortalece o voo Lisboa-Manaus e nos permite trabalhar com inteligência de mercado, utilizando os canais de venda da companhia para ampliar o fluxo internacional”, disse.

Foto: Divulgação / ManausCult

Além da TAP, Manaus retomou o diálogo institucional com a Prefeitura de Braga, em Portugal, reforçando o protocolo de intenções entre as cidades para cooperação turística e cultural. Também foi firmada parceria com a Prefeitura de São Paulo, reconhecendo o papel estratégico da capital paulista como principal porta de entrada de turistas internacionais no Brasil e importante hub de distribuição para a região Norte.

A cidade prepara ainda uma press trip com jornalistas europeus, aproveitando a nova rota da TAP, com o objetivo de apresentar não apenas os principais pontos turísticos, mas também a rede hoteleira, os centros culturais, os equipamentos requalificados e os grandes eventos que movimentam o calendário local.

Entre os destaques culturais está o “#SouManaus Passo a Paço”, considerado o maior festival gratuito de artes integradas do país. Na última edição, o evento reuniu mais de três mil artistas locais, 22 atrações nacionais e cerca de 540 mil visitantes, consolidando Manaus como polo de produção cultural e economia criativa.

Manaus inicia 2026 entre os cinco principais destinos turísticos do país, ocupando a 5ª colocação no ranking “50 Lugares para Viajar no Brasil em 2026”, divulgado pelo projeto Brasil em Mapas, ficando à frente de tradicionais roteiros litorâneos.

Em âmbito internacional, a capital amazonense também foi a única cidade brasileira eleita Cidade Global – Tendências Globais de Viagens por clientes da Booking.com, com destaque para o ecoturismo, a cultura e a gastronomia.

O encerramento da BTL neste domingo marca não apenas o fim da participação institucional na feira, mas o início de uma nova etapa na estratégia internacional do destino, com parcerias firmadas, planejamento estruturado e foco em resultados de médio e longo prazo.

Em 10 anos, Infantino aproximou a Fifa de disputas geopolíticas e expandiu competições

Gianni Infantino, presidente da FIfa, na reunião inaugural do Conselho da Paz criado pelo presidente dos EUA - Foto: Kevin Lamarque / Reuters

Fotos ao lado de ídolos do esporte, como Marta e Cristiano Ronaldo, misturam-se a registros com chefes de Estado em eventos como o Fórum Econômico Mundial e o Conselho de Paz, recém-criado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O perfil de Gianni Infantino no Instagram reúne cerca de 3.300 publicações entre fotos e vídeos, organizadas em uma linha do tempo cuidadosamente construída para reforçar as conexões do presidente da Fifa dentro e fora do esporte.

Em dez anos à frente da entidade, o suíço-italiano se apresentou ao mundo como um diplomata global, disposto a atuar como interlocutor entre países, governos e organizações internacionais.

Essa atuação política foi recentemente investigada pelo COI (Comitê Olímpico Internacional), do qual é membro, sob suspeita de violar as regras de neutralidade da entidade. A apuração foi aberta após sua participação, no início do mês, na reunião inaugural do Conselho de Paz, em Washington, dedicada à reconstrução da Faixa de Gaza.

O presidente da Fifa aderiu a um fundo voltado à revitalização do futebol na região. Durante o discurso, porém, chamou atenção ao usar um boné vermelho com a sigla USA e os números 45-47, referência aos dois mandatos de Trump na Casa Branca. O republicano é o 45º e o 47º presidente americano.

O COI absolveu o dirigente sob o argumento de que a Fifa cumpria “seu papel” ao integrar esforços de reconstrução, sem mencionar o boné que motivou a denúncia.

A proximidade com o republicano nunca foi disfarçada. Infantino entregou a Trump o “Prêmio da Paz” da Fifa em dezembro de 2025, na cerimônia do sorteio da Copa do Mundo de 2026, que será sediada por Estados Unidos, México e Canadá.

Os EUA também receberam ano passado a primeira edição do Mundial de Clubes com 32 equipes, vencida pelo Chelsea, torneio reformulado como parte da estratégia de expansão global da entidade.

Presidente dos EUA, Donald Trump, recebe medalha do “Prêmio da Paz” da Fifa entregue por Gianni Infantino – Foto: Amber Searls / Reuters

Infantino já havia defendido publicamente que Trump deveria receber o Nobel da Paz pelo papel no cessar-fogo entre Israel e Hamas. A homenagem da Fifa ocorreu em meio à escalada de tensão entre Estados Unidos e Venezuela, quando Washington já ensaiava uma operação militar no país sul-americano que seria concluída em janeiro, com a captura do ditador Nicolás Maduro.

O dirigente também se posicionou sobre outros conflitos internacionais. Em janeiro, em entrevista ao programa The World with Yalda Hakim, da Sky News, afirmou ser favorável ao fim da proibição imposta à Rússia após a invasão da Ucrânia. “Essa proibição não alcançou nada, apenas gerou mais frustração e ódio”, disse.

Segundo ele, a Fifa mantém diálogo com regimes considerados repressivos, como Irã e Coreia do Norte, na tentativa de promover o futebol feminino. “São processos que levam anos. Não se consegue isso com ameaças e sanções”, afirmou.

Infantino declarou que mulheres iranianas, proibidas de frequentar estádios desde a revolução de 1979, passaram a receber autorização para assistir a jogos. Também citou visitas a Pyongyang como exemplo de sua estratégia. “Disseram que não deveríamos ter relação alguma com a Coreia do Norte, mas fui lá, conversei com o regime e hoje temos equipes femininas campeãs mundiais nas categorias juvenis”, afirmou, apontando o episódio como legado de sua gestão.

O dirigente chegou ao poder em 26 de fevereiro de 2016, impulsionado pela influência do francês Michel Platini, então presidente da Uefa e principal nome na sucessão de Joseph Blatter. As ambições políticas do ex-jogador ruíram após os escândalos de corrupção que atingiram a Fifa a partir de 2015.

No fim daquele ano, Blatter e Platini foram banidos do futebol por oito anos —punição depois reduzida para seis. O francês havia recebido cerca de US$ 2,3 milhões (aproximadamente R$ 8 milhões à época) em pagamento autorizado pelo suíço por serviços prestados entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2000.

Embora ambos tenham sustentado a legalidade da operação, o Comitê de Ética da Fifa os puniu por “conflito de interesses” e “gestão desleal”, encerrando a era Blatter após 18 anos no poder. Os dois também foram investigados pela Justiça da Suíça e, no ano passado, acabaram absolvidos.

Na campanha, Infantino transformou a crise institucional em sua principal bandeira. Durante cinco meses, percorreu o mundo prometendo recuperar a credibilidade da entidade, então associada às imagens de dirigentes sendo presos.

Também conquistou apoio das federações nacionais ao defender a ampliação da Copa do Mundo. O torneio passará de 32 para 48 seleções a partir da próxima edição, organizada por Estados Unidos, Canadá e México.

Gianni Infantino durante visita ao novo CT da seleção da Colômbia, em Barranquilla – Foto: David Salazar / AFP

A estratégia garantiu a vitória no pleito mais disputado da história da Fifa, decidido em dois turnos. No primeiro, venceu o xeque Salman bin Ibrahim Al-Khalifa por apenas três votos, 88 a 85. No segundo, ampliou a vantagem para 115 a 88.

“Quero trabalhar para reerguer a Fifa em uma nova era. Vamos colocar o futebol no centro do palco”, afirmou em seu discurso de vitória.

Reeleito por aclamação em 2023 como candidato único, Infantino poderá disputar um último mandato em 2027. Se vencer e concluir o período, terá permanecido no poder por 15 anos.

*Com informações de Folha de São Paulo

Oceanos absorveram em 2025 calor de 12 bombas de Hiroshima por segundo

Foto: Getty Images / iStock

Os oceanos absorveram em 2025 o calor equivalente a 12 bombas de Hiroshima explodindo a cada segundo, de acordo com estudo publicado pela revista Advances in Atmospheric Science no dia 9 de janeiro e conduzido por mais de 50 cientistas de 31 instituições de pesquisa globais.

É o maior ganho de calor anual desde que as medições modernas começaram, por volta de 1960. Trata-se do nono ano consecutivo de quebra de recorde, sendo a sequência mais longa de aumento contínuo do conteúdo de calor oceânico.

O oceano absorveu no ano passado um adicional de 23 zettajoules de energia térmica. É um grande aumento em relação aos 16 zettajoules absorvidos em 2024. As áreas mais quentes observadas foram o Atlântico Tropical e Sul, o Mar Mediterrâneo, o Oceano Índico Norte e o Oceano Antártico.

Os resultados fornecem ‘evidência direta de que o sistema climático está fora do equilíbrio térmico e acumulando calor’, segundo os autores. “O ano passado foi um ano de aquecimento maluco, insano”, disse John Abraham, coautor do estudo, à Wired.

Um oceano mais quente favorece o aumento da precipitação global e alimenta tempestades tropicais mais extremas. Em 2025, as temperaturas globais mais quentes foram, segundo o estudo, provavelmente responsáveis, em parte, pelos danos do Furacão Melissa na Jamaica e em Cuba, pelas pesadas chuvas de monções no Paquistão, entre outros desastres climáticos.

Como o calor do oceano é medido?

Cientistas medem o calor do oceano de diferentes formas. Uma métrica comum é a temperatura média anual da superfície do mar. A temperatura global da superfície do mar em 2025 foi a terceira mais quente já registrada, cerca de 0,5°C acima da média de 1981-2010.

Outra métrica é o conteúdo de calor oceânico. Ele mede a energia térmica total armazenada nos oceanos, em zettajoules: um zettajoules equivale a 1.000.000.000.000.000.000.000 joules. Para medir o conteúdo de calor em 2025, os autores do estudo avaliaram dados observacionais dos 2.000 metros superiores do oceano, onde a maior parte do calor é absorvida.

Os oceanos do mundo absorvem mais de 90% do excesso de calor retido na atmosfera da Terra pelas emissões de gases de efeito estufa. À medida que o calor na atmosfera se acumula, o calor armazenado no oceano também aumenta, tornando o calor oceânico um indicador confiável das mudanças climáticas de longo prazo.

*Com informações de Uol

Nasa desiste de tentar levar humanos à superfície da Lua na missão Artemis 3

A Lua em registro feito a partir de Buenos Aires - Foto: Juan Mabromata / AFP

O administrador da Nasa, Jared Isaacman, anunciou a desistência de tentar levar humanos à superfície da Lua na Artemis 3 em 2027. O novo plano para essa missão é testar os módulos de pouso lunar em um voo em órbita baixa da Terra.

O objetivo de fazer com que humanos voltem a andar sobre o solo do satélite foi empurrado para a Artemis 4, programada para o início de 2028. Isaacman também falou sobre a intenção de um segundo pouso lunar nesse mesmo ano —a ideia seria ter um novo lançamento em um intervalo de dez meses.

No anúncio, Isaacman reforçou sua visão crítica à condução interna da Nasa e afirmou que a agência sabia que o cronograma atual não era adequado.

“Basicamente, vamos antecipar a Artemis 3 para lançamento em 2027 com um perfil de missão revisado. Então, em vez de ir diretamente para um pouso lunar, vamos nos empenhar em fazer um encontro em órbita baixa da Terra com um ou ambos os nossos módulos de pouso lunar, para testar operações integradas entre a Orion [a cápsula de tripulação] e o módulo de pouso”, afirmou o chefe da Nasa.

A Nasa também desistiu de atualizar seu foguete SLS (Space Launch System). Em vez disso, o plano é se concentrar no aumento da frequência de voos do veículo, que tem sido lenta em comparação com foguetes mais novos. A medida impacta o contrato de aproximadamente US$ 2 bilhões da Boeing para construir um estágio superior mais potente do SLS, cujo plano acabou cancelado.

Após comentar as falhas vistas até agora nas missões Artemis, Isaacman afirmou que uma forma de exacerbar esse tipo de problema é fazer mudanças de configuração nos veículos. “O SLS é um veículo bem impressionante, não queremos tornar cada um deles em uma obra de arte”, disse o chefe da Nasa, acrescentando que ter objetivos muito distantes em cada missão não é apropriado —referindo-se ao sobrevoo da Lua em uma missão e ao pouso na seguinte, nas missões Artemis 2 e 3.

Na avaliação de Isaacman, é necessário reconstruir capacidades importantes dentro da Nasa e não é ideal fazer um lançamento a cada três anos —a missão Artemis 1 foi lançada em novembro de 2022. As missões, segundo ele, deveriam ser anuais, pois lançamentos tão pouco frequentes seriam prejudiciais por perda de “memória muscular”.

O chefe da Nasa comparou a situação atual ao histórico de ida à Lua no século passado com as missões Apollo. Ele afirmou que a diferença de tempo entre as missões era de meses. Segundo ele, de toda forma, foram necessárias muitas missões de preparação, citando os programas Mercury e Gemini. “Não fomos direto à Apollo 11”, disse, referindo-se à primeira missão que levou humanos ao solo lunar. “Se você quer uma curiosidade histórica, olhe para o intervalo entre a amerissagem da Apollo 7 e o lançamento da Apollo 8: são apenas dois meses de diferença. Temos que voltar ao básico.”

Propulsor da missão Artemis 2 posicionado no Centro Espacial Kennedy, na Flórida (EUA) – Foto: Keegan Barber / Nasa

Em diversos momentos da entrevista coletiva, Isaacman afirmou que os membros da Nasa não esqueceram os livros de história.

Amit Kshatriya, administrador-associado da Nasa, também afirmou que colocar a etapa a mais antes de uma tentativa de pouso na Lua reduz riscos. “Isso reflete os ajustes que precisamos fazer para manter nosso cronograma confiável e nossas equipes focadas no que mais importa, que são missões seguras e realizáveis”, afirmou.

Enquanto falavam sobre os próximos passos da missão Artemis, os representantes da Nasa sempre apontavam que a intenção com o programa não é somente voltar a visitar a Lua, mas manter presença no satélite natural, com a construção de uma base lunar

Tanto a SpaceX, de Elon Musk, quanto a Blue Origin, de Jeff Bezos, estão desenvolvendo módulos para o programa Artemis, em uma disputa para ver qual empresa será a primeira a realizar o pouso na Lua para a Nasa.

A Boeing e a Northrop Grumman são responsáveis pela construção do SLS, que transporta a cápsula de astronautas Orion. Esta cápsula, fabricada pela Lockheed Martin, levará os astronautas até um dos módulos de pouso lunares no espaço antes da tentativa de pouso na Lua.

A missão atualizada da Artemis 3 envolverá a Orion, com astronautas a bordo, demonstrando a capacidade da cápsula de acoplar com um ou ambos os módulos de pouso em órbita baixa da Terra. O processo é uma etapa crucial no caminho da agência até a Lua.

Artemis 2

Os cronograma e objetivos da Artemis 2 permanecem os mesmos, apesar do pequeno atraso pelo qual já passa a missão no momento.

Segundo Lori Glaze, gerente do programa da Nasa de Lua a Marte, após os reparos necessários no foguete SLS, o lançamento pode ocorrer em abril deste ano.

A Artemis 2 marcará a primeira missão tripulada lançada com destino à Lua desde dezembro de 1972, quando ocorreu a Apollo 17, última visita de humanos à superfície lunar no século 20.

O foguete SLS no Centro Espacial Kennedy da Nasa, na Flórida (EUA), em dezembro de 2025 – Foto: Joel Kowsky / Nasa

A missão contornará a Lua e fará uma trajetória em forma de oito, retornando à Terra em seguida, num percurso de cerca de dez dias, entre ida e volta.

A tripulação é formada por Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen.

Pela primeira vez, um homem negro (Glover), uma mulher (Koch) e um cidadão não americano (Hansen) farão a jornada além da órbita terrestre. Nas missões Apollo, todos os tripulantes eram americanos e brancos.

Kshatriya mencionou a tripulação da Artemis 2 e disse que as mudanças no desenho do programa como um todo também são para eles.

“Quando subirem naquele foguete, eles precisam saber que estão fazendo isso como parte de uma etapa, como parte de um plano que vai funcionar”, afirmou o administrador-associado da Nasa. “Eles disseram muitas vezes que estão fazendo essa missão para que seus colegas possam caminhar na Lua. Então, nossa atualização de hoje reforça esse compromisso com eles de que, quando pedirmos que assumam esse risco, quando assumirmos esse risco juntos, eles estarão fazendo isso por uma razão.”

Política

Isaacman, seguindo a linha crítica que adotou recentemente em relação a decisões internas da Nasa, afirmou que a agência já sabia que um lançamento a cada vários anos não era a forma ideal de se retornar à Lua.

“É isso que reconhecemos dentro da liderança da Nasa. A Nasa vem trabalhando nesses planos sabendo que essa não é a abordagem correta”, afirmou Isaacman. “Tem que haver uma maneira melhor, alinhada com a nossa história. Não pulamos direto para a Apollo 11. Chegamos lá passando por Mercury, Gemini e muitas missões Apollo, com uma cadência de lançamentos a cada três meses. Não deveríamos estar confortáveis com a cadência atual.”

O chefe da Nasa também foi questionado se os cortes orçamentários na área científica, inclusive na Nasa, durante o governo Donald Trump, poderiam ser relacionados à baixa cadência de lançamentos.

Isaacman negou que tenham ocorrido cortes na Nasa.

Astronauta Bruce McCandless 2º fez caminhda espacial em 1984; problema de saúde impediu procedimento na Estação Espacial Internacional – Foto: Nasa

Apesar de afirmar isso, as mudanças relacionadas à Nasa estão amplamente documentadas, como o corte de mais de 500 funcionários do Laboratório de Propulsão a Jato da agência norte-americana.

Em relação à corrida com China, cujo plano é colocar humanos no satélite até 2030, o chefe da agência disse ver de forma positiva a competição. “Acredito que seja uma ótima maneira de motivar nossa força de trabalho e parceiros a alcançar o quase impossível. A competição funcionou muito bem para nós na década de 1960.”

*Com informações de Folha de São Paulo

Ato da oposição na Paulista deve ter família Bolsonaro mas baixa adesão de governadores; veja quem vai

Romeu Zema, Ratinho Júnior, Tarcísio de Freitas e Ronaldo Caiado em evento na Paulista, em abril - Foto: Reprodução / @RomeuZema via X

A oposição convocou para este domingo, 1º de março, uma mobilização nacional contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Batizada de “Acorda Brasil”, a manifestação acontecerá em todo País, mas o ato central será realizado na Avenida Paulista, em São Paulo.

Estão na ordem do dia pautas como o que os organizadores classificam como combate à corrupção no governo Lula, com foco no escândalo do INSS e do Banco Master, aumento de impostos e a crise institucional entre os poderes Judiciário, Executivo e Legislativo.

No palanque em São Paulo são esperados a presença de membros da família Bolsonaro, parlamentares ligados ao bolsonarismo e governadores do campo da oposição ao governo Lula.

Entre outros parlamentares, estarão os deputados Nikolas Ferreira (MG-PL) e Gustavo Gayer (PL-GO), que lideraram a convocação da manifestação. Os parlamentares participarão dos atos nas capitais de seus Estados durante a manhã. Pela tarde, segundo interlocutores, devem somar coro na Avenida Paulista.

Da família Bolsonaro, estarão presentes o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente, Carlos Bolsonaro, pré-candidato a senador por Santa Catarina, e Jair Renan (PL), vereador de Balneário Camboriú. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi convidada, mas não estará no ato da Paulista.

De chefe do Executivo Estadual, estarão presentes o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais. Os governadores Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul, e Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina, foram convidados, mas ainda não confirmaram presença.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também foi convidado, mas estará em uma agenda na Alemanha neste fim de semana. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), estará presente.

Veja quem vai ao ato na Paulista neste domingo, 1º de Março:

  • Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais;

  • Ronaldo Caiado (PSD), governador de Goiás;

  • Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador;

  • Gilson Machado, ex-ministro de Turismo de Bolsonaro;

  • Ricardo Nunes (MDB), prefeito de São Paulo;

  • Coronel Mello Araújo (PL), vice-prefeito de São Paulo;

  • Silas Malafaia, pastor;

  • Nikolas Ferreira (PL-MG), deputado federal;

  • Gustavo Gayer (PL-GO), deputado federal;

  • Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara dos Deputados;

  • Paulo Bilynskyj (PL-SP), deputado federal;

  • Marco Feliciano (PL-SP), deputado federal;

  • Tomé Abduch (Republicanos), deputado estadual de São Paulo;

  • Lucas Pavanato (PL), vereador de São Paulo;

  • Sonaira Fernandes, (PL), vereadora de São Paulo;

  • Zoe Martínez (PL), vereadora de São Paulo;

  • Adrilles Jorge (União Brasil), vereador de São Paulo;

*Com informações de Terra

‘Esse será o melhor ano da Zona Franca’, afirma Roberto Cidade na celebração dos 59 anos do modelo econômico

Foto: Rodrigo Brelaz

A Zona Franca de Manaus completou 59 anos consolidada como o modelo de desenvolvimento regional mais bem-sucedido do país. Para o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Roberto Cidade (UB), a data representa muito mais que um aniversário simbólico.

“É a prova concreta de que esse modelo deu certo. São quase seis décadas gerando emprego, renda e oportunidades para o nosso povo”, destacou.

Atualmente, a Zona Franca reúne mais de 500 indústrias em atividade e é responsável por mais de 400 mil empregos diretos e indiretos. O Polo Industrial de Manaus coloca a capital amazonense entre as maiores economias do Brasil, fortalecendo não apenas o Estado, mas toda a Região Norte.

Roberto Cidade ressaltou ainda que o modelo alia crescimento econômico à preservação ambiental.

“Temos aqui uma indústria limpa, que gera riqueza e, ao mesmo tempo, ajuda a manter a floresta em pé. Isso é desenvolvimento com responsabilidade”, afirmou.

Gravando mensagem em frente à fábrica da Moto Honda, uma das maiores empresas instaladas no Polo Industrial, o parlamentar reforçou o simbolismo do momento. “A Moto Honda representa tecnologia, inovação e milhares de empregos para famílias amazonenses. É um exemplo claro da força da nossa Zona Franca”, disse.

O presidente da Aleam reafirmou seu compromisso com a defesa do modelo.

“Nossa missão é defender e fortalecer cada vez mais a Zona Franca de Manaus. Polo industrial forte significa mais emprego, mais renda e mais desenvolvimento para o Amazonas”, analisou. E concluiu. “A Zona Franca é nossa. É do Norte. É do Brasil”.

Gisele Bündchen fala sobre ‘modo mãe’: ‘Acho que nasci pra isso’

Gisele Bündchen fala sobre estar no modo mãe - Foto: Reprodução / Instagram

Aos 45 anos, Gisele Bündchen está vivendo uma fase super gostosa ao lado de seus filhos, o que ela descreve como “modo mãe”. Como forma de ficar com os seus filhos e aproveitar o tempo com a família, ela decidiu dar alguns passos para trás e diminuir o ritmo de trabalho após ter dado à luz River, o terceiro filho, em fevereiro do ano passado, fruto do relacionamento com.

Mãe de Benjamin, de 15 anos, e Vivian, de 12 anos, frutos do casamento da top com Tom Brady, a modelo está adorando esse período intenso. “Filhos são simplesmente a melhor coisa. Eu sinto o quanto sou abençoada por poder ser mãe. Acho que nasci para isso. É pura alegria para mim. Os sorrisos deles, tudo ilumina o meu dia. É muito simples me fazer feliz. Basta eles sorrirem para mim e eu fico: ‘Ai, pronto. Está perfeito'”, explicou em entrevista à “Elle USA”.

Durante o bate-papo por zoom com a revista norte-americana, ela explicou que não pensa em voltar a desfilar, mas pretende se manter ativa em outras áreas.

“Todo ano eu recebo uma ligação perguntando se vou voltar a desfilar. Mas não tenho planos. As Olimpíadas de 2016 (última vez que desfilou) foram um momento único. Foi como uma experiência espiritual para mim, ter aquela passarela só minha. Foi muito poderoso. Não acho que algum dia vou sentir algo assim de novo. Pensei: ‘é uma ótima maneira de encerrar esse capítulo’. Nunca digo nunca, mas me sinto tão realizada”, declarou Gisele.

Gisele está na Chanel

A Chanel escolheu a supermodelo brasileira Gisele Bündchen para protagonizar a nova campanha do J12, seu modelo de relógio mais conhecido pelo público. Atualmente, a marca busca redefinir a comunicação de seu acessório icônico, explorando um novo e ousado caminho criativo.

Bündchen disse que se sentiu “orgulhosa e profundamente conectada à história” depois de ver a versão final, de acordo com a WWD. “Captura uma sensação de liberdade e confiança que realmente ressoa comigo, poderosa e serena ao mesmo tempo”, acrescentou.

Por fim, a supermodelo ainda explicou que a essência da campanha reside na imagem de uma mulher que caminha com propósito e graciosidade. Para ela, o projeto celebra a beleza da pausa e o equilíbrio essencial entre a força e a suavidade. “Sinto que é isso que todos buscamos na vida; eu sei que eu busco”, confessou a modelo.

*Com informações de IG

Médica aponta cuidados no uso de vitaminas para suplementação

Vitaminas C, D e B12 lideram os pedidos de pacientes nos consultórios, sem qualquer exame prévio - Foto: Assessoria

É comum, durante uma conversa com amigos ou familiares, ouvirmos que queixas como cansaço, fadiga ou gripe frequentes estão associadas à “falta de vitaminas”. No Brasil, esse tipo de percepção costuma levar muitas pessoas a iniciarem a suplementação por conta própria, sem exames ou avaliação médica, é o que afirma a coordenadora do curso de Medicina da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Itacoatiara, Bruna Borges.

“Esse comportamento é frequente nos consultórios e pode trazer riscos à saúde quando feito sem necessidade real. O paciente tem uma ideia de que vitaminas são sempre inofensivas e isso não corresponde à realidade. O principal risco da suplementação sem orientação é a hipervitaminose, que é o excesso de vitaminas no organismo”, afirma.

Ainda segundo Bruna Borges, o corpo humano não utiliza quantidades de vitaminas acima do que precisa, e o excesso pode se tornar tóxico, especialmente no caso das lipossolúveis, que se acumulam na gordura corporal. Entre as consequências, salienta a médica, estão alterações no fígado, nos rins, no sistema nervoso e até nos ossos, dependendo do tipo de vitamina consumida em excesso.

De acordo com a coordenadora da Afya, no dia a dia do consultório, três vitaminas lideram o ranking das mais solicitadas pelos pacientes, muitas vezes por influência de modismos ou recomendações informais. São elas: a vitamina C, usada para prevenir gripes e resfriados, a D, bastante solicitada por sua relação com a saúde óssea, muscular e imunológica, e a B12, que normalmente pessoas vegetarianas e veganas precisam mesmo repor. “Essas vitaminas têm funções importantes, mas só devem ser suplementadas quando há deficiência comprovada em exames”, reforça Bruna Borges.

A médica também faz um alerta sobre práticas que ganharam popularidade nos últimos anos, como o chamado “soro da imunidade”, composto por coquetéis de vitaminas e minerais administrados de forma injetável, mas sem exames prévios comprovando a real necessidade.

Nesses casos, esse tipo de intervenção não traz benefícios reais para pessoas bem nutridas. “Se não há deficiência comprovada por exames, o organismo simplesmente elimina o excesso. A promessa de reforço imediato da imunidade não tem respaldo científico e ainda pode expor o paciente aos riscos da hipervitaminose”, comenta.

Para manter a imunidade e os níveis vitamínicos adequados, a orientação é investir em estratégias comprovadas e contínuas, reforça a coordenadora da Afya. Dentre os hábitos citados estão a manutenção de uma alimentação equilibrada, rica em frutas, legumes e verduras, sono de qualidade, controle do estresse, prática regular de atividade física e hidratação adequada, que formam a base da saúde e da manutenção do sistema imunológico. A suplementação não deixa de ser importante, mas pra quem realmente precisa.

Sintomas como cansaço e sonolência, frequentemente atribuídos à falta de vitaminas, nem sempre indicam deficiência nutricional. “Esses sinais são inespecíficos e podem estar relacionados a diversos fatores, como estresse, sedentarismo, noites mal dormidas ou outras condições de saúde”, explica Bruna Borges.

Em casos de deficiência vitamínica, podem surgir sinais mais específicos, como formigamentos, dificuldade de equilíbrio, dores ósseas ou sangramento gengival, dependendo da vitamina envolvida.

A médica destaca que a única forma confiável de identificar a necessidade de suplementação é por meio de exames laboratoriais, avaliados por um profissional de saúde. “A suplementação deve ser encarada como um tratamento direcionado, com dose e tempo de uso adequados, e não como um hábito preventivo generalizado”, reforça.

POLÍTICA

Em Manicoré, Maria do Carmo fala sobre potencial do agronegócio e...

Em visita a dois importantes municípios da calha do Rio Madeira, Manicoré e Borba, a pré-candidata ao governo Professora Maria do Carmo (PL), mais...

ECOLÓGICAS

Pastor-belga participa da maior apreensão de maconha do país

Um cão da raça pastor-belga-malinois foi peça-chave em uma operação da Polícia Militar que resultou na maior apreensão de maconha já registrada no país. Hulk,...