Falta mão de obra: supermercados ‘caçam’ trabalhadores em 8 funções-chave
Supermercados enfrentam escassez de mão de obra em oito das 10 ocupações mais importantes de sua folha de pagamentos, que correspondem a 70% da força de trabalho do setor.
A conclusão é de um levantamento feito pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), feito a pedido do jornal O Estado de S. Paulo, e divulgado ontem.
Quais são as tais 8 vagas mais difíceis de preencher?
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Operador de caixa
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Padeiro
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Açougueiro
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Embalador
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Repositor de mercadorias
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Atendente de loja
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Vendedor
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Auxiliar de serviços de alimentação
Por que está tão difícil?
Desemprego no Brasil atingiu níveis historicamente baixos. Em casos extremos, a falta de mão de obra levou ao adiamento da inauguração de novas lojas, divulgou a Apas (Associação Paulista de Supermercados).
Funções são consideradas mais técnicas. Portanto, elas exigem alguma qualificação, um problema atualmente para as empresas. Uma pesquisa realizada pela assessoria de recursos humanos ManpowerGroup em janeiro já havia apontado que 81% das empresas brasileiras têm dificuldades para encontrar mão de obra qualificada ou com competências indispensáveis.
Seis a cada 10 empresas também têm dificuldades não só de contratar, mas de manter trabalhadores. Em 2024, cresceram não só o número de vagas, mas as demissões a pedido. Em setembro, a proporção de demissões voluntárias em relação ao total alcançou seu recorde histórico, chegando a 38,5%, apontou em novembro um levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV-IBRE).
Jovens que tinham o supermercado como primeiro emprego também preferem hoje trabalhos informais. O motivo? Maior flexibilidade na rotina, apontaram empresários do setor ouvidos pelo jornal. Ou seja, nem mesmo as vagas que exigem menor qualificação têm sido preenchidas com facilidade.
Rede Asun, por exemplo, possui cerca de 3.600 colaboradores em 40 lojas, mas enfrenta dificuldades de mantê-los. Seu diretor de recursos humanos, Mauricio Echeverria, confessou ter este mesmo problema à SuperHiper, publicação da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), em setembro de 2024. “Antigamente era difícil recrutar mão de obra especializada. Mas, atualmente, o problema é atrair gente ainda que seja sem experiência.”

Muitos não aceitam o retorno ao trabalho presencial ou ainda sonham em se tornar empreendedores. O número de jovens entre 18 a 29 anos com sua própria empresa cresceu 23% entre 2013 e 2023, segundo o IBGE. Eles ainda representavam 16,5% do total de quase 30 milhões de donos de negócios no país no último trimestre de 2023, de acordo com o Sebrae. Mas, apenas 8,6% destes eram de fato empregadores — o que pode sinalizar um desejo de autonomia, mas também a precarização das condições de trabalho (como prestador de serviço com CNPJ em vez de CLT).
O setor de supermercados tem cerca de 357 mil vagas em aberto. Isso representa 3,9% do total de pessoas empregadas pelo setor, apontou ainda a Abras em setembro.
Redes ‘desesperadas’ buscam alternativas
Investimento em tecnologia se tornou solução. Muitos já procuram substituir caixas por telas de “self-checkout”, em que o cliente escaneia as próprias compras e faz o pagamento sem ajuda profissional.
Parcerias já vão muito além do tradicional. As redes buscam contatos com entidades de classe, associações de bairro e órgãos governamentais para atrair novos funcionários, mas também têm explorado novas estratégias.
“Há três meses, eu estive no Exército, no dia que os soldados dão baixa por excesso de contingente. Fui lá e palestrei na tentativa de atrair essas pessoas.” disse Mauricio Echeverria, do Asun, à SuperHiper da Abras.
Benefícios e treinamentos melhoraram, segundo a associação. Hoje mercados já oferecem atrativos que não estão previstos em lei, como folgas no dia do aniversário, café da manhã e lanche da tarde para seduzir interessados nas vagas. No entanto, alguns apostam na requalificação dos funcionários que já têm para suprir os cargos mais técnicos.
*Com informações de Uol
‘Uma pocilga, imundície raramente vista’, diz advogado sobre casa em que Maradona morreu
Um dos maiores ícones do futebol mundial viveu seus últimos dias em uma casa suja e quase inabitável. Pelo menos é o que afirma o advogado argentino Fernando Burlando. Ele defende a família no julgamento da morte de Diego Maradona, que acontece em Buenos Aires, na Argentina. Nesta quinta-feira, 13, o jurista detonou a última moradia da estrela do esporte e exibiu fotos do local.
Quase cinco anos após a morte do ídolo argentino, um julgamento reúne sete profissionais de saúde acusados de negligência no tratamento de Maradona nos dias anteriores à sua morte, em 25 de novembro de 2020. O momento é aguardado pela família e por fãs do autor do histórico gol La Mano de Dios.
As audiências ocorrem desde a terça-feira, 11, no Terceiro Juizado Penal de San Isidro, na região metropolitana da capital. Nesta quinta, no entanto, uma afirmação chocou o público e repercutiu na mídia argentina.
Segundo o advogado da família de Maradona, Fernando Burlando, o craque viveu seus últimos dias em uma “pocilga”. “Era uma pocilga, uma imundície raramente vista, inadequada para internação domiciliar. O que eu quero é que eles descrevam o quão sujo isso foi”, relatou.
O ex-atleta permaneceu na casa entre 11 e 25 de novembro, quando faleceu aos 60 anos. De acordo com Burlando, o banheiro tinha menos de um metro de largura e os enfermeiros sequer conseguiam ouvir qualquer queixa, indisposição ou desejo do paciente.
“O que vem a seguir para o médico de Maradona? Sem dúvida, todas as ações que essa gangue de bandidos realizou não lhes deixarão outra alternativa senão a prisão”, afirmou, de maneira dura.
O advogado elevou o tom nas acusações e chegou a pedir entre 8 a 25 anos de prisão ao Dr. Leopoldo Luque, neurocirurgião que está sendo julgado como um dos responsáveis pela morte de Maradona. A pena é dada em casos de homicídio.
Já os acusados negam as irregularidades e defendem que Maradona morreu devido a um “colapso geral” de seu organismo. A defesa argumenta que não houve omissão médica e que as condições de saúde do ex-jogador eram complexas.
Vale lembrar que, quando o ídolo argentino veio a óbito, a causa divulgada foi um “edema agudo de pulmão secundário à insuficiência cardíaca crônica exacerbada”.
O julgamento do caso Maradona está previsto para durar até julho deste ano.
*Com informações de Terra
‘Não falei que era para abrir mão da justiça’, diz Baby do Brasil
Baby do Brasil, de 72 anos, usou as redes sociais nesta sexta-feira (14) para se pronunciar sobre a polêmica em que está envolvida. Após ter sido criticada por incentivar que vítimas de abuso perdoassem os abusadores, ela argumentou que o discurso dela foi tirado de contexto e se defendeu.
“Depois de tudo que pude constatar, achei melhor gravar um vídeo, para responder a todos que desejam ouvir da minha própria boca exatamente o que eu falei. Creio que ficou bem claro, que o perdão a que me refiro não inocenta ninguém do seu erro, nem da impunidade, nem isenta de justiça qualquer tipo de crime”, começou.
“É claro que eu jamais defenderia abusadores de qualquer espécie, pois eu sou contra qualquer tipo de abuso”, acrescentou. “Como alguém pode supor e acreditar em uma coisa dessas?”, questionou.
Baby aproveitou a ocasião para negar as acusações de que seria homogóbica, afirmando que respeitava todos. “Aproveito, para deixar mais uma vez bem claro, que também não sou homofóbica, e que a opção sexual é de escolha de cada um, e que todos nós devemos ser respeitados”, pontuou.
A celebridade ainda argumenta que o vídeo foi tirado de contexto e diz perdoar as pessoas que a “atacaram”. “Entrego nas mãos de Deus todas as acusações e todos os cortes de vídeos, falas descontextualizados, que possam confundir ou causar interpretações equivocadas, ou distorcidas”, enfatiza. “E a todos, que não haviam entendido a minha fala, e me atacaram, sinceramente, estão perdoados em nome de Jesus”, completa.
“Agora todos podem comprovar pela minha própria boca, sobre o que eu disse em um culto, a respeito do perdão espiritual e profundo, que nos liberta dos gatilhos emocionais e traumas, que carregamos por consequência dos mesmos. Culto esse aberto para todas as pessoas que foram buscar o amor de Deus”, prossegue.
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*Com informações de IG
Bolsonarismo explora sucesso de Frei Gilson para ganhar força com católicos

O bolsonarismo tenta se associar a um frei popstar para avançar sobre os católicos. A ofensiva conta com ferramentas testadas e aprovadas com os evangélicos: se vender como defensor do cristianismo e dos valores cristãos.
O frei Gilson reuniu 1 milhão de espectadores em uma live no início da Quaresma. O horário não ajudava, já que ela acontecia às 4h. Mas os números mostram a popularidade do religioso: são 7 milhões de seguidores nas redes sociais e 6,4 milhões no YouTube.
A dimensão da live chamou a atenção de militantes políticos. Trechos de outras missas foram recuperados. “Essa é uma fraqueza da mulher, ela sempre quer ter mais […] Ela nasceu para auxiliar o homem”, diz o frei em um dos cortes.
Internautas de esquerda criticaram, enquanto políticos de direita viram uma oportunidade. Afirmaram que mais uma vez estava comprovado que a fé cristã é apedrejada pela esquerda.
A direita saiu em defesa do frei Gilson. Jair Bolsonaro (PL) declarou que o religioso é atacado por se apresentar como um “fenômeno em oração”. O deputado Evair de Melo (PP-ES) protocolou ontem um pedido de uma moção de aplausos ao religioso.
Nikolas Ferreira (PL-MG) igualou evangélicos e católicos. O deputado se adiantou a reclamações de evangélicos ao ressaltar que todos são cristãos e sugerir que sofrem o mesmo tipo de “preconceito”. Na sequência, se solidarizou e buscou a simpatia dos católicos, ao dizer que servir a Deus pode obrigar um fiel a ser mártir.
“Obviamente, sem nenhuma surpresa, começaram diversos ataques. Para quem é cristão, não foi nada mais natural você ser atacado por servir a Cristo.” afirmou Deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).
Esquerda errou, diz Janones
A esquerda mordeu a isca, na avaliação de André Janones (Avante-MG). O deputado criticou a reação de militantes da esquerda nas redes sociais por abrir margem para a direita avançar sobre os católicos.
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Ele afirmou que seguir um influenciador não significa partilhar todos os seus posicionamentos. “As pessoas que seguem o frei nem sempre concordam com tudo, mas, quando você diz que ele manipula, isso ofende os fiéis”.
O deputado defende que religião e política não devem ser misturadas. “Cada um tem que se preocupar com seu quadrado. Posso criticar no grupo do meu WhatsApp, porque não sou deputado o tempo todo. Mas esse debate não veio no bojo de um projeto, de uma discussão do Congresso”.
Contra a instrumentalização da fé
O presidente da Frente Parlamentar Católica criticou a polarização. “O que o Bolsonaro falou, o que o Lula falou, nós não estamos preocupados com isso”, disse o deputado federal Luiz Gastão (PSD-CE).
O parlamentar falou que o foco da frente é aprovar leis cristãs. Ele ressalta que o grupo é formado por deputados de diferentes partidos que defendem esse público no Congresso. O que une os deputados são as bandeiras, e não a filiação partidária.
Gastão se solidarizou com o Frei Gilson. O deputado declarou que ele não fez nada além de professar a palavra de Deus e vivenciá-la. “A palavra do frei Gilson é a palavra de Deus”, completou o presidente da frente.
Erro estratégico da esquerda
Parlamentares evangélicos consideram a situação benéfica para a direita. O senador Magno Malta (PL-ES) disse que a esquerda cria resistências entre os católicos ao criticar um frei, figura vinculada à virtude e à fé.
Ele aproveita o episódio para afirmar que ficou claro quem defende o cristianismo. Malta ponderou que as manifestações de apoio a um religioso ganham projeção quando um lado tenta destruir a reputação de um frei.
Integrante influente da bancada evangélica, Eli Borges afirmou que houve “igrejofobia”. O deputado aponta que os militantes de esquerda manifestaram falta de compatibilidade com as religiões e iniciaram uma campanha de cancelamento nas redes sociais, algo que aumenta o fosso entre cristãos e a esquerda.
Ele declarou que parlamentares religiosos não têm político de estimação. Mas acrescentou que, ao atacar um frei que prega valores cristãos, a esquerda reforça a posição de que defende o aborto e outras pautas reprovadas por evangélicos e católicos.

Pesquisas de intenção de voto mostram que Bolsonaro tem maior força no campo evangélico do que no católico. Não à toa, o ex-presidente teve facilidade durante a campanha da reeleição para visitar igrejas evangélicas pelo país para pedir voto ao lado de Michelle Bolsonaro (PL).
Ele também conta com aliados evangélicos influentes. No domingo, Bolsonaro faz manifestação no Rio e subirá num carro de som contratado por Silas Malafaia. O pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo é a pessoa que organiza os atos políticos do ex-presidente.
A direita tenta ganhar força entre os católicos em momento de queda de aprovação de Lula. Em meio a uma diminuição geral da aprovação do presidente petista, o último Datafolha mostra que o governo sofreu um baque neste eleitorado: de 42% para 28%.
*Com informações de Uol
Casal russo cria urso de 136 kg como filho em casa
Um casal russo decidiu adotar um urso de 136 kg e transformá-lo em um verdadeiro membro da família. Svetlana e Yuriy Panteleenko, residentes na Rússia, adotaram Stepan, um urso de mais de 20 anos, quando ele tinha apenas três meses de idade.
Encontrado abandonado em uma floresta por caçadores, o filhote estava em condições precárias após perder a mãe. Desde então, o casal o criou como um filho, proporcionando-lhe uma vida repleta de cuidados e carinho.
De acordo com informações do perfil do casal nas redes sociais, Stepan divide o dia a dia com seus pais adotivos de maneira surpreendentemente doméstica. Ele participa das refeições à mesa, assiste televisão no sofá e até ajuda nas tarefas de casa, como regar as plantas do jardim.
*Com informações de IG
Desconto de até 50%: Águas de Manaus terá atendimento em feirões dos Procons

Os clientes da Águas de Manaus terão a oportunidade de zerar débitos com descontos de até 50%. A partir da segunda-feira (17), os Procons estadual e municipal promovem feirões na capital amazonense. As ações são alusivas ao Dia Mundial do Consumidor, comemorado no dia 15 de março.
Realizado pelo Procon Amazonas, a 4ª Edição do Feirão Limpa Nome ocorrerá entre os dias 17 e 21 de março na sede do Instituto, das 8h às 17h, localizada na avenida André Araújo, 1.500, Aleixo, zona centro-sul.
O Feirão de Negociações do Procon Manaus será realizado no mesmo período e horário, na sede do órgão municipal, que fica no Shopping Phelippe Daou (Av. Camapuã, 2939, bairro Cidade de Deus).
Para participar, é importante levar os documentos pessoais (RG e CPF) e a conta de água. “São duas opções para que os nossos clientes possam negociar as dívidas. Poderão ser concedidos descontos de até 50%, em condições que variam de acordo com a forma de pagamento e a idade do débito”, destaca a coordenadora comercial da Águas de Manaus, Márcia Alves.
9 a cada 10 agressões a mulheres tiveram testemunhas, aponta pesquisa
Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher. O dito popular que naturaliza a violência entre casais ainda não é coisa do passado, como sugerem os resultados da quinta edição da pesquisa “Visível e Invisível: a vitimização de mulheres no Brasil”, realizada pelo Datafolha a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Nove a cada dez das 21,4 milhões de mulheres brasileiras que relatam ter sofrido algum tipo de violência nos últimos 12 meses afirmam que as agressões foram testemunhadas por amigos ou conhecidos (47,3%), pelos filhos (27%), por outros parentes (12,4%) ou por pessoas desconhecidas (7,7%).
O estudo aponta que quase 67% dos casos de violência relatados foram praticados pelo parceiro ou ex-parceiro íntimo da vítima. Desde a primeira edição da pesquisa, em 2017, a proporção de agressões praticadas pelo marido, namorado ou companheiro mais que dobrou: foi de 19,4% para 40% dos casos em 2025.
“Foi a primeira vez que perguntamos sobre testemunhas da violência sofrida pela mulher. O resultado nos surpreendeu e mostra o tamanho do desafio”, afirma Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum.
A pesquisa ouviu 1.040 mulheres com idades a partir de 16 anos em 126 municípios de pequeno, médio e grande porte de todo o país entre os dias 10 e 14 de fevereiro de 2025. Dessas, 793 responderam às questões específicas sobre vitimização, cuja margem de erro é de três pontos para mais ou para menos.
As mulheres que relataram episódios de violência nos últimos 12 meses (37,5%) foram alvo de insultos, humilhações e xingamentos (31,4%), batida, empurrão ou chute (16,9%), ameaças de apanhar, chutar ou empurrar (16,1%), perseguição ou amedrontamento (16,1%), ofensa sexual ou tentativa forçada de ter relação (10,4%), lesão provocada por objeto atirado (8,9%), espancamento ou tentativa de estrangulamento (7,8%), ameaça com faca ou arma de fogo (6,4%), tiro ou esfaqueamento (1,4%).
“Tendo a crer que essa ideia de que é preciso meter a colher quando uma mulher sofre violência ainda está limitada à ocorrência da agressão física. Se não tem um olho roxo ou uma marca muito evidente da violência, as pessoas tendem a ser tolerantes com o agressor”, opina a diretora-executiva do Fórum.
A socióloga Wânia Pasinato, consultora especializada em violência contra a mulher, aponta que a intervenção precoce nestes casos é importante para evitar que a violência se agrave, o que, em última instância, pode levar ao feminicídio. Em 2024, o Brasil registrou o maior número de casos da série histórica, com 1.459 vítimas de feminicídio.

Pasinato explica que as testemunhas, quando adultas, podem intervir diretamente na agressão, se avaliarem não haver risco de sofrer também uma violência grave, além de chamar a polícia e usar canais oficiais de denúncia, como o telefone 180.
“É muito importante apoiar a mulher que está vivendo a situação de violência e auxiliá-la a procurar ajuda, acompanhando-a até a delegacia ou o serviço médico”, explica.
A pesquisa aponta que a maior parcela das mulheres alvo de violência no último ano (47,4%) não procurou ajuda nem responsabilização depois de viver um episódio grave de agressão. Já 19,2% procuraram ajuda da família, 15,2% procuraram a ajuda de amigos, 14,2% foram a uma Delegacia da Mulher, enquanto 6% buscaram ajuda na igreja.
Pasinato explica que quando o caso é de violência doméstica, a própria testemunha pode registrar a ocorrência numa delegacia e obter as mesmas medidas protetivas previstas para a vítima pela Lei Maria da Penha.
“As pessoas têm medo de testemunhar porque não sabem como serão recebidas nem quais são os seus direitos nesses casos”, afirma ela. “Testemunhas têm direito a um atendimento respeitoso e seguro, sem contato com o agressor, com preservação de sua integridade física e emocional, além de terem acesso às mesmas medidas protetivas de urgência previstas para as vítimas.”
Segundo a psicóloga Maria Beatriz Linhares, professora do Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, a violência interpessoal e intrafamiliar extrapola a questão da mulher. Primeiro, porque está muito associada à violência contra a criança. Segundo porque gera um “ecossistema negativo” que impacta no desenvolvimento.
Segundo a pesquisa, 27% dos casos em que a violência contra a mulher foi presenciada, as testemunhas eram seus filhos e filhas, o que pode comprometer o desenvolvimento de crianças e adolescentes, com repercussões individuais e sociais.
“Ser testemunha de violência é sofrer uma violência”, afirma a psicóloga, que é membro do Núcleo Ciência pela Infância (NCPI). “Do ponto de vista da sociedade, essa criança vai virar um adulto que vai aprender que um modelo de resolução de conflito pela agressividade.”
Linhares afirma que é preciso pressa para resolver a questão. “Os dados estão aí. Problemas complexos não têm solução simples. Ela [a violência] é intersetorial e cada um tem que fazer sua lição de casa. A mulher tem que ser protegida, a criança tem que ser protegida. E só assim podemos mudar o curso da história e os fatores de risco.”
*Com informações de Folha de São Paulo
Prefeitura e Correios alinham termo de cooperação para cessão de prédio histórico no Centro
A Prefeitura de Manaus avança nas etapas de revitalização previstas no programa “Nosso Centro”, lançado pelo prefeito David Almeida. Uma delas inclui a cooperação com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios) para reformar um imóvel da empresa, tombado pelo patrimônio, hoje abandonado e em estado de depredação, na avenida Eduardo Ribeiro, esquina com a rua Teodoreto Souto, no Centro. O Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) está à frente das tratativas.
Diretores do Implurb e dos Correios se reuniram para alinhar ações que vão dar ao prédio, que foi sede da agência central dos Correios, maior segurança, em razão de vandalismo e possível invasão por terceiros.
Neste novo encontro foram discutidas questões técnicas e jurídicas sobre o formato de cessão e por quanto tempo. “São detalhes que impactam no plano geral de investimento, além de saber qual uso se dará à edificação. A reunião foi muito positiva e propositiva. Acreditamos que entre dez e 15 dias possamos formalizar a nossa resposta aos Correios para avançar, no sentido de resgatar e reabilitar aquele prédio que é significativo e importante dentro do ‘Nosso Centro’”, comentou o diretor-presidente do Implurb, Carlos Valente.
Para o superintendente dos Correios no Amazonas, Marco Terêncio, o encontro dá continuidade às tratativas iniciadas para cessão do imóvel no Centro. “Estamos trabalhando para fechar esta parceria e ter a cessão do prédio para a prefeitura. Inicialmente, o prazo dos Correios seria de uma cessão de dez anos, e o Implurb fez uma solicitação de 25 anos, justamente para amortizar o valor do investimento que será feito. E são esses detalhes de tempo e execução de obras que estamos tratando e progredindo”, disse Terêncio.
Prédio histórico
Desde o ano passado, a Prefeitura de Manaus mantém diálogo com os Correios para recuperar o imóvel histórico, classificado como unidade de interesse do 1º grau. O prefeito David Almeida expediu ofício aos Correios, e o diretor-presidente do Implurb, Carlos Valente, esteve em Brasília para uma reunião com o corpo técnico da empresa.
Ano passado, em nota oficial, os Correios informaram estudar a possibilidade de concessão para órgãos públicos, em que o imóvel é reformado e recuperado por um parceiro, que passa a utilizar o prédio para a oferta de serviços que beneficiem a população.
Em abril de 2023, os Correios anunciaram a venda de prédios abandonados na gestão anterior do governo federal, como parte da reestruturação de sua carteira de imóveis. Os imóveis históricos e de valor simbólico para a empresa não foram incluídos na lista, como é o caso da unidade de Manaus.
Edificação
O prédio, que foi sede da agência central dos Correios, encontra-se abandonado há anos e o edifício tem estilo eclético, construído no início do século 20 para abrigar a firma Marius & Levy.
Uma das características marcantes do imóvel é o revestimento cerâmico e tijolos aparentes em toda a fachada, um ícone arquitetônico do ciclo da borracha. Foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1988, e a empresa de Correios e Telégrafos está no edifício desde 1921.
Com informações do Implurb
Jornalista se irrita e abandona programa esportivo ao vivo após reclamação de colega














