Daniel Alves é absolvido de condenação pela Justiça Espanhola
O Tribunal de Justiça da Catalunha absolveu Daniel Alves do crime de agressão sexual, cometido em Barcelona, na Espanha, pelo qual o brasileiro havia sido condenado a quatro anos e seis meses de prisão.
Segundo informações do jornal espanhol ‘As’, a Justiça Catalã acatou um recurso da defesa de Daniel Alves após julgar, de maneira unânime, o depoimento da vítima como insuficiente para manter a sentença.
Além disso, a Justiça também negou dois pedidos de aumento da pena de Alves, ambos feitos pelo Ministério Público da Espanha, que queria aumentar a sentença de Daniel para 9 ou 12 anos. O tribunal que absolveu o brasileiro é composto por 3 homens e 1 mulher.
Após pagar fiança de 1 milhão de euros (R$ 5,4 milhões), o brasileiro vinha cumprindo sua pena em liberdade provisória desde o ano passado, mas não podia deixar a Espanha e tinha que se apresentar semanalmente à Justiça para prestar novos depoimentos.
Após a novidade, Inés Guardiola, advogada de Daniel Alves, falou com a rádio espanhola ‘RAC-1’: “Estou ao lado de Daniel Alves. A justiça finalmente foi feita. É inocente. Acabou de ser demonstrado. A justiça finalmente foi feita. Estou muito animada e muito feliz. Isso implica que este senhor é inocente”, disse ela.
“No momento, sabemos que a sentença não é definitiva. Tenho que ler a sentença, mas estamos muito felizes e eu confiei no tribunal. Não posso falar mais. São momentos muito emocionantes. Se pedirmos indenização? No momento, não podemos dizer nada”, acrescentou Inés.
*Com informações de IG
Lei de Roberto Cidade busca desmistificar epilepsia e contribuir para a qualidade de vida do paciente

Doença que acomete cerca de 2% da população brasileira e cerca de 50 milhões de pessoas no mundo – conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS) – a epilepsia é uma condição neurológica pouco conhecida por uma grande parcela da população e, por causar crises epilépticas, com a ocorrência de convulsões, precisa ser mais amplamente discutida. Para desmistificar a condição, o deputado estadual Roberto Cidade (UB) reforça a Lei nº 6.273, de sua autoria, que institui a “Semana Estadual de Conscientização sobre a Epilepsia nas Repartições Públicas e Empresas Privadas no Amazonas”.
“A epilepsia pode se manifestar igualmente entre homens e mulheres, desde a infância até a idade avançada, mas, na maioria dos casos, essa condição é passível de controle e maior qualidade de vida. O que queremos com nossa Lei é fazer as pessoas entenderem que, com acompanhamento médico, com autocuidado e com o amparo de quem está no seu círculo de convivência, a pessoa com epilepsia só tem a ganhar. A informação, nesse caso, pode ser um divisor importante para a saúde do paciente”, destacou o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
Conforme a Lei de Cidade, a Semana Estadual de Conscientização Sobre a Epilepsia deve anteceder o dia 26 de março, Dia Mundial de Conscientização sobre a Epilepsia, com o objetivo de levar informações sobre a doença para repartições públicas e empresas privadas, a fim de diminuir o estigma sobre a doença; encorajar a contratação de pessoas com epilepsia e; promover a educação de servidores públicos, empresários e funcionários sobre os procedimentos a serem realizados nos casos em que um colega de trabalho apresente um episódio convulsivo devido à epilepsia.
A Semana Estadual de Conscientização para empresas poderá ser executada com palestras e eventos, em parceria com empresas e Organizações da Sociedade Civil (OSCs), do setor público ou privado, bem como a distribuição de materiais informativos e campanhas publicitárias.
Sinais e sintomas
Existem vários tipos de crises epilépticas, cada uma com características diferentes. Um dos tipos mais comuns é a crise tônico-clônica, chamada habitualmente de “convulsão”. Esse tipo de crise é facilmente reconhecível, pois o paciente apresenta abalos musculares generalizados, salivação excessiva e, muitas vezes, morde a língua e perde urina e fezes.
Outras crises, entretanto, podem não ser reconhecidas por pacientes, seus familiares e até mesmo por médicos, pois apresentam manifestações sutis, como alteração discreta de comportamento, olhar parado e movimentos automáticos.
Como proceder em uma crise de epilepsia:
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Mantenha a calma e tranquilize as pessoas ao seu redor;
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Evite que a pessoa caia bruscamente ao chão;
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Tente colocar a pessoa deitada de costas, em lugar confortável e seguro, com a cabeça protegida com algo macio;
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Nunca segure a pessoa nem impeça seus movimentos (deixe-a debater-se);
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Retire objetos próximos que possam machucar;
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Mantenha-a deitada de barriga para cima, mas com a cabeça voltada para o lado, evitando que ela se sufoque com a própria saliva;
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Afrouxe as roupas, se necessário;
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Se for possível, levante o queixo para facilitar a passagem de ar;
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Não tente introduzir objetos na boca do paciente durante as convulsões;
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Não dê tapas;
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Não jogue água sobre ela nem ofereça nada para ela cheirar;
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Verifique se existe pulseira, medalha ou outra identificação médica de emergência que possa sugerir a causa da convulsão;
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Permaneça ao lado da pessoa até que ela recupere a consciência;
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Se a crise convulsiva durar mais que 5 minutos sem sinais de melhora, peça ajuda médica;
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Quando a crise passar, deixe a pessoa descansar.
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil está abandonando suas promessas climáticas?
Quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou ao cargo em 2023, os ambientalistas, em geral, respiraram aliviados. Após quatro anos de desmonte ambiental promovido por Jair Bolsonaro, o novo líder chegou com a promessa de proteger o clima.
Mas o alívio se converteu em decepção. A poucos meses de o Brasil sediar a COP30 (30ª Conferência do Clima da ONU), Lula está em campanha pela exploração de petróleo na foz do rio Amazonas, e seu governo aprovou uma cooperação com a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).
“O mundo deu ao Brasil um mandato para liderar o debate sobre o clima em 2025”, afirma Claudio Angelo, coordenador de política internacional do Observatório do Clima, rede que reúne mais de cem organizações voltadas para a agenda climática. “Dobrar a expansão do petróleo é uma traição a este mandato”, conclui.
Dobrando a aposta?
O Brasil tem vastas reservas de petróleo e figura como o oitavo maior exportador global – atrás de países como Arábia Saudita, Rússia e Estados Unidos. Mas o governo quer aumentar sua participação nesse mercado e se promover ao quarto lugar.
“Não devemos nos envergonhar de sermos produtores de petróleo”, disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ao anunciar os planos do país de ingressar na Opep+. “O Brasil precisa crescer, se desenvolver e criar renda e empregos.”
A Opep é um cartel que reúne os principais países produtores de petróleo, incluindo Irã, Iraque, Nigéria e Arábia Saudita, para coordenar a produção de petróleo e manter um mercado estável. Outros grandes produtores não são membros plenos, mas concordam em cooperar com essas nações ao fazer parte da Opep+, como é o caso da Rússia, um dos maiores produtores globais.
Falando a repórteres durante uma recente coletiva de imprensa, o embaixador André Correa do Lago, presidente da COP30, disse que aderir à Opep+ daria ao país a chance de se envolver em conversas sobre a transição para longe dos combustíveis fósseis.
Embora o Brasil não seja um membro pleno da Opep, os ambientalistas criticaram a aproximação, argumentando que ela consolida as ambições petrolíferas do país para o futuro.

Lula alegou que as receitas do petróleo são necessárias para ajudar a financiar uma transição para a energia verde.
Correa do Lago entoou o mesmo argumento, complementando que é mais fácil e mais barato tomar dinheiro emprestado para investir em projetos de petróleo do que em outros projetos mais sustentáveis.
“O dinheiro que você perde ou ganha com a exploração de petróleo pode ser usado internamente para projetos que sejam bons para a transição [para energia limpa]”, disse.
O Brasil abraçou as fontes renováveis?
Ilan Zugman, diretor administrativo para a América Latina da ONG 350.org, refuta o argumento do governo. Ele diz que não há nenhuma política nacional para uma mudança mais efetiva para as energias renováveis e que, mesmo que houvesse, o dinheiro para essa transição poderia vir de outras fontes.
“Todos os anos, o Brasil dá bilhões e bilhões de dólares para subsidiar o setor de combustíveis fósseis… gostaríamos de ver o Brasil transferindo alguns desses subsídios dos combustíveis fósseis para os renováveis”, disse.
A candidatura do país para sediar a COP30 em Belém foi vista como mais uma prova do compromisso do governo com o clima, assim como a apresentação das últimas metas climáticas – exigência dos signatários do acordo climático de Paris, que visa limitar o aumento da temperatura global a 1,5 grau.
O Brasil apresentou a meta de, até 2035, cortar entre 59% e 67% as emissões em relação aos níveis de 2005.
“Francamente, isso não é tão ambicioso”, disse Angelo, do Observatório do Clima. “Não é nem de longe compatível com 1,5 [grau].”
Os objetivos também não incluem metas para as exportações de petróleo, cuja queima não é contabilizada nas emissões do Brasil, mas que provoca um impacto global.

Pesquisadores do SEEG, uma das principais plataformas de monitoramento de gases de efeito estufa na América Latina, afirmam que, se o Brasil explorasse as reservas projetadas, as emissões resultantes da queima anulariam os ganhos obtidos com a redução do desmatamento da Amazônia.
Impactos das mudanças climáticas
O Brasil tem enfrentado algumas das consequências mais devastadoras da emergência climática. No ano passado, o país passou pela pior seca já registrada. Os incêndios florestais devastaram cerca de 30,8 milhões de hectares em 2024, uma área maior do que a Itália.
O World Weather Attribution, um coletivo de cientistas que investiga a conexão entre eventos climáticos extremos e mudanças climáticas, detectou que os incêndios florestais que queimaram as áreas úmidas do Pantanal em junho de 2024 se tornaram pelo menos quatro vezes mais prováveis e 40% mais intensos como resultado das mudanças climáticas causadas pelo homem.
“As pessoas [no Brasil] estão literalmente sentindo o calor”, disse Angelo. “Isso não passa despercebido pela Presidência. Eles sabem o que está em jogo. Mas, no momento, a mistura de questões domésticas e geopolíticas está tornando a agenda muito incerta.”
*Com informações de Uol
Tarifas de Trump sobre carros podem dar vantagem à Tesla, de Elon Musk

A Tesla pode sair ganhando com as tarifas automotivas anunciadas pelo presidente Donald Trump nesta quarta-feira (26) —ou pelo menos sofrer menos que seus concorrentes.
A Tesla, cujo CEO Elon Musk tem desempenhado um papel de destaque no governo Trump, fabrica todos os carros que vende nos Estados Unidos na Califórnia e no Texas. Isso significa que os veículos da Tesla não estarão sujeitos a tarifas, embora a empresa ainda veja seus custos de produção aumentarem devido às tarifas sobre peças.
O utilitário esportivo Model Y e o sedã Model 3 da Tesla foram os dois veículos elétricos mais vendidos nos Estados Unidos no ano passado. Mas a empresa tem perdido participação de mercado para modelos como o Chevrolet Equinox EV da General Motors e o Mustang Mach-E da Ford.
Ambos os carros elétricos são fabricados no México e se tornarão significativamente mais caros porque têm mais peças importadas do que os carros da Tesla.
O impacto preciso é incerto porque o governo diz que qualquer conteúdo dos EUA em carros montados no México ou Canadá será isento de tarifas.
Trump disse nesta quarta-feira (26) que Musk não influenciou sua decisão de impor tarifas. “Ele nunca me pediu um favor em negócios, de forma alguma”, disse Trump na Casa Branca.
Todas as montadoras, incluindo a Tesla, importam motores, baterias, matérias-primas e outras peças de outros países. Esses componentes estarão sujeitos a tarifas, aumentando os preços de forma geral. Peças do Canadá e do México terão uma suspensão temporária das tarifas até que o governo Trump possa calcular e isentar das tarifas o conteúdo dos EUA de cada peça.
Analistas e executivos do setor ainda calculam o impacto financeiro. Mas é provável que as tarifas interrompam severamente as cadeias de suprimentos e levem a cortes na produção e demissões.

Os preços dos carros podem subir em milhares de dólares. Analistas da Bernstein disseram que as tarifas adicionariam até US$ 75 bilhões por ano aos custos dos fabricantes de automóveis, que teriam que repassar aos compradores de carros.
Já muitos americanos não podem se dar ao luxo de comprar carros novos. As tarifas empurrarão modelos de preço mais baixo, como o Chevrolet Trax, que é fabricado na Coreia do Sul, ainda mais longe do alcance dos compradores de renda média.
“As pessoas na extremidade inferior do grupo de compradores vão sofrer mais”, disse Erin Keating, analista executiva da Cox Automotive.
No mercado de picapes, um dos segmentos mais lucrativos da indústria, a Ford pode ter uma vantagem sobre os rivais. A empresa fabrica suas picapes da série F em várias fábricas nos EUA. Toyota, GM e Ram, uma divisão da Stellantis, constroem um número significativo de picapes no México.
Praticamente todos os grandes fabricantes de automóveis têm fábricas nos Estados Unidos, permitindo-lhes produzir pelo menos alguns carros não sujeitos a tarifas sobre o produto acabado.
A BMW produz na Carolina do Sul; a Toyota em Kentucky e vários outros estados; a Nissan no Tennessee; a Mercedes-Benz no Alabama; e a Honda em Indiana e Ohio.
A Hyundai inaugurou uma nova fábrica na quarta-feira na Geórgia, onde produzirá veículos elétricos. A empresa sul-coreana também produz carros no Alabama.
Mas a Hyundai, a Toyota e as montadoras alemãs também importam centenas de milhares de carros da Ásia e da Europa, que estarão sujeitos a tarifas de 25%.
A Volkswagen pode ser uma das mais afetadas. Ela produz o SUV Atlas e o veículo elétrico ID.4 em Chattanooga, Tennessee, mas depende de fábricas mexicanas para modelos como o sedã Jetta. A divisão Audi da VW também produz no México para clientes dos EUA e importa carros da Europa. A Porsche, que também faz parte da Volkswagen, importa todos os seus carros da Europa.
As tarifas podem tornar ainda mais difícil para a Volkswagen vender mais carros nos Estados Unidos, onde há muito tempo luta para expandir.
*Com informações de Folha de São Paulo
Fernanda Torres se prepara para rodar novo filme neste ano após ‘Ainda Estou Aqui’
Fernanda Torres deve começar as gravações de um novo filme ainda este ano. É o que diz a atriz, por telefone. Agora, ela interpreta Lina Bo Bardi, uma das mais importantes arquitetas do Brasil, ao lado da mãe, Fernanda Montenegro, em uma videoinstalação de Isaac Julien. A obra entra em cartaz no novo prédio do Masp, em São Paulo, nesta quinta-feira.
“Atualmente eu durmo de dia, eu acordo, eu durmo”, brinca Torres, ao falar sobre a sua rotina após a corrida do Oscar. “Ainda Estou Aqui” faturou a primeira estatueta para o Brasil, e ela concorreu a melhor atriz —prêmio que ficou com Mikey Madison, de “Anora”.
“Eu durmo, mas meus próximos meses voltarão a ser pesados”, conta Torres. Ela diz ter vários projetos pela frente, entre eles o início das filmagens de um longa-metragem no final deste ano. O filme seria fruto de uma ideia anterior a “Ainda Estou Aqui” —a atriz não deu mais detalhes sobre a história.
Torres pensou em retomar a peça “A Casa dos Budas Ditosos”, que protagonizou no começo do ano passado, mas disse que decidiu adiar a ideia para descansar mais e para se preparar para a agenda agitada dos próximos meses. O espetáculo é baseado no livro homônimo João Ubaldo Ribeiro, com adaptação de Domingos de Oliveira.
*Com informações de Folha de São Paulo
Zambelli rebate Bolsonaro após ser culpada por derrota eleitoral: ‘Perdeu por outro motivo’
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) reagiu nesta terça-feira, 26, às declarações do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que a responsabilizou por sua derrota nas eleições de 2022. Em entrevista à CNN, a parlamentar afirmou que o motivo da derrota de Bolsonaro foi outro, sem dar detalhes, e disse acreditar que ele um dia “vai perceber” o que realmente aconteceu.
A polêmica começou após Bolsonaro afirmar, durante uma transmissão no podcast Inteligência Ltda., que Zambelli “tirou” seu mandato. Ele fazia referência ao episódio em que a deputada sacou uma arma e perseguiu um apoiador de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em São Paulo, na véspera do segundo turno das eleições. O caso, amplamente repercutido, foi apontado por aliados do ex-presidente como prejudicial à campanha bolsonarista.
Em resposta, Zambelli expressou decepção em uma publicação no X (antigo Twitter): “Enfrentar o julgamento dos inimigos é até suportável. Difícil é aguentar o julgamento das pessoas que sempre defendi e continuarei defendendo”.
Em sua entrevista à CNN, ela reforçou o sentimento de tristeza: “Essa declaração do Bolsonaro me deixou bastante entristecida, é um peso muito grande para uma pessoa carregar. Ainda mais para uma pessoa como eu, que sou patriota.”
Relação estremecida, mas não rompida
Apesar da tensão entre os dois, Zambelli afirmou que mantém apoio ao ex-presidente e que também conta com respaldo da bancada do PL. No entanto, disse que não pretende tomar a iniciativa de retomar o diálogo: “Ele tem o meu telefone, se ele achar que deve me ligar, ele me liga.”
Bolsonaro, por sua vez, chamou de “injustiça” a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que formou maioria para condenar Zambelli por porte ilegal de arma. O julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Nunes Marques, a quem a deputada agradeceu publicamente.
Além do caso no STF, Zambelli enfrenta um processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que pode culminar na perda definitiva de seu mandato. Em janeiro, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) cassou seu mandato por divulgação de vídeos questionando o resultado das eleições de 2022.
Relembre o caso
O episódio citado por Bolsonaro aconteceu em 29 de outubro de 2022, um dia antes do segundo turno. Na ocasião, o jornalista Luan Araújo abordou Zambelli no bairro dos Jardins, em São Paulo, manifestando apoio a Lula. Em meio à troca de provocações, a deputada se desequilibrou e caiu. Na sequência, ela e um segurança passaram a perseguir o jornalista pelas ruas, ambos com armas em punho.

Zambelli sustenta que só sacou a arma após ouvir um estampido semelhante a um tiro. “O policial deu voz de prisão para o Luan e ele fugiu. Quando foge e começa a correr, ele me chama de prostituta. Eu não estava com arma sacada naquele momento, só saquei após ouvir um estampido de tiro. Eu jamais sacaria arma para qualquer pessoa na rua.”
A Procuradoria-Geral da República (PGR) argumenta que a deputada ultrapassou os limites do direito de defesa e abusou do porte de arma. A denúncia destaca que, embora tivesse a autorização regularizada, ela usou a pistola de forma indevida, fora da lógica de legítima defesa.
*Com informações de Terra
David Almeida fiscaliza fase final das obras do complexo viário Rei Pelé que alcança 90% de execução
O prefeito de Manaus, David Almeida, fiscalizou, nesta quinta-feira, 27/3, a medição das obras do complexo viário Rei Pelé. A obra, uma das mais desafiadoras intervenções de mobilidade urbana da cidade, já alcançou 90% de execução.
Até o momento, foram concluídos oito mil estirantes e, das 362 estacas previstas, faltam apenas 49 para a finalização. As equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) estão, neste momento, realizando a perfuração das estacas na avenida Camapuã e a armação da parede da laje do Módulo 3, trecho que liga a avenida Itaúba à Camapuã.
Mesmo diante dos desafios impostos pelo período chuvoso, o prefeito destacou o compromisso da gestão em entregar a obra dentro do cronograma.
“Estamos na fase conclusiva. Muito provavelmente, em abril, vamos concluir a estrutura física do complexo viário e, na sequência, iniciar o período de cura do concreto para liberar o tráfego. Esta é uma das obras mais complexas de engenharia de trânsito da história de Manaus, dado o desafio do local e a magnitude da intervenção. Compreendemos os transtornos temporários, mas os benefícios serão duradouros, estamos impulsionando o desenvolvimento e a economia dessa região, deixando um legado para a cidade”, afirmou David Almeida.
O secretário municipal de Infraestrutura e vice-prefeito, Renato Junior, reforçou o empenho da gestão na entrega da obra, destacando o trabalho incansável das equipes.
“Estamos falando de uma obra gigantesca, um resultado do esforço de uma equipe que trabalha 24 horas por dia para garantir que essa entrega seja feita dentro do prazo, ou até antes. Muitos prometeram, mas é a gestão do prefeito David Almeida que está concretizando esse sonho para a população da zona Norte e Leste. Sabemos das dificuldades, principalmente por conta das chuvas e dos desafios estruturais da cidade, mas seguimos firmes para garantir uma Manaus mais acessível e desenvolvida”, enfatizou Renato.
Obras estruturantes
Além do complexo viário Rei Pelé, a prefeitura já planeja novas grandes obras de mobilidade para Manaus. O prefeito anunciou que, já na próxima semana, irá reunir as secretarias responsáveis para iniciar a execução dos projetos financiados pelo empréstimo recentemente aprovado pela Câmara Municipal de Manaus (CMM).
“Vamos iniciar, já em 2025, obras estruturantes como o Hospital Municipal, a Cidade do Autismo, o viaduto da avenida Coronel Teixeira com a avenida Brasil, o mirante Rosa Almeida, a interligação da avenida Max Teixeira com a avenida do Turismo, além do alargamento das avenidas André Araújo, Humberto Calderaro e Djalma Batista. Mobilidade é um dos principais desafios da nossa cidade, e estamos trabalhando para transformar essa realidade, investindo na ampliação e modernização da infraestrutura viária”, concluiu David Almeida.
Corais sofrem branqueamento recorde na Austrália, diz ONG

Corais de um recife na costa oeste da Austrália sofreram um branqueamento recorde devido a uma onda de calor marinha que literalmente os “cozinhou”, alertou uma ONG local hoje.
O recife de Ningaloo, Patrimônio Mundial da Unesco e conhecido como local de reprodução de tubarões, sofreu uma degradação “sem precedentes” neste verão desde 2011, segundo estimativas citadas pela oceanógrafa Kate Quigley, da Minderoo Foundation.
“O calor do oceano literalmente cozinhou os corais este ano”, disse a especialista.
Embora a extensão total dos danos neste recife de 300 km ainda não tenha sido determinada, os dados iniciais mostram uma deterioração significativa.
O dano “é profundo; não é apenas a parte superior do recife que está branqueando. E várias espécies de corais estão branqueando”, enfatizou a cientista.
As temperaturas da água na costa oeste da Austrália ficaram até 3°C acima da média neste ano, segundo os serviços meteorológicos estaduais.
Acima de um limite crítico, o aumento da temperatura da superfície do oceano causa o branqueamento dos corais, o que pode levar à sua morte.
Na prática, o aumento das temperaturas faz com que os pólipos de corais desapareçam, deixando apenas o esqueleto calcário desses superorganismos.
Este ano, o branqueamento também afetou pontualmente a Grande Barreira de Corais, na costa leste da Austrália, segundo dados do governo.
O branqueamento simultâneo desses dois recifes, localizados a milhares de quilômetros de distância e pertencentes a diferentes modelos climáticos, é um fenômeno incomum, segundo Quigley.
“O aquecimento dos oceanos é tão significativo que está sobrepondo especificidades locais em alguns lugares”, disse a especialista, que chamou a situação de “extremamente preocupante”.
A Grande Barreira de Corais sofreu cinco eventos de branqueamento em massa nos últimos anos: em 2016, 2017, 2020, 2022 e 2024.
Muito frágeis, os recifes de corais abrigam uma rica fauna e protegem o litoral, atuando como quebra-mares.
Em 2024, temperaturas recordes foram registradas em todo o mundo, em meio à mudança climática ligada à atividade humana.
*Com informações de Uol
Hugo brilha, Corinthians segura Palmeiras e é campeão paulista













