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Pesquisador da Amazônia é o primeiro sul-americano a conquistar Nobel do meio ambiente

O antropólogo e professor da Unicamp, Eduardo Brondízio (Foto: Unicamp)

O antropólogo e professor Eduardo Brondízio, que leciona a disciplina de antropologia ambiental na Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, e é associado no Programa de Pós-Graduação em Ambiente e Sociedade da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), receberá o Prêmio Tyler 2025, um dos mais importantes na área ambiental, em nível mundial, conhecido como o Nobel do meio ambiente. A honraria será compartilhada com a ecologista argentina Sandra Díaz.

Brondízio realiza pesquisas sobre a Amazônia há 35 anos e atua como uma voz internacional sobre a importância da valorização das comunidades ribeirinhas e dos povos tradicionais na conservação ambiental e nas políticas de sustentabilidade. Díaz e Brondízio são reconhecidos ainda pela sua atuação na promoção de políticas e ações que integrem a justiça socioambiental.

A cerimônia de premiação está marcada para o dia 10 de abril de 2025, em Los Angeles. O brasileiro e a argentina são os primeiros sul-americanos reconhecidos com o prêmio.

Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, Eduardo Brondízio destaca a importância da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) para a definição de ações concretas para a redução de emissões de gases de efeito estufa. O encontro será realizado em novembro, em Belém.

“As últimas duas COPs não deram o avanço esperado, e os impactos climáticos estão ficando mais aparentes e inegáveis. Internacionalmente, há uma expectativa muito grande nessa COP em poder gerar um acordo mais efetivo para mudar o cenário atual de emissões de gases de efeito estufa, mas, também, de constituir um plano mais amplo para investimentos em adaptações às mudanças climáticas, priorizando as populações mais afetadas”, disse.

Confira a íntegra da entrevista:

Agência Brasil: Professor, quais os aspectos de sua pesquisa que têm maior relação com a premiação recente no Prêmio Tyler?
Eduardo Brondízio: Por um lado, a interação entre desenvolvimento regional, mercados e mudanças ambientais e comunidades rurais na Amazônia, focado em respostas das ações coletivas e locais e como elas influenciam a realidade regional, incluindo a urbanização regional, e, por outro lado, abordo esses temas em nível global – como as mudanças globais afetam a qualidade de vida de sociedades humanas, a contribuição de populações indígenas e rurais para produção de alimentos e a conservação da biodiversidade a urbanização no sul global.

Agência Brasil: Quais os aspectos mais importantes, hoje, desta relação entre comunidades e a Amazônia?
Brondízio: Por exemplo, como as comunidades rurais e indígenas trazem soluções para conciliar conservação e desenvolvimento econômico. Também procuro entender como as pressões de expansão agrícola, urbanização e mudanças ambientais afetam essas populações, e como influenciam as migrações dessas populações rural e indígena para as cidades, como isso transforma as cidades, e a relação entre cidade, pessoas e ambiente.

Agência Brasil: Este ano é importante para essa temática, com discussões como as da COP30, não?
Brondízio: Este ano, a COP30 é um tema catalisador a dois níveis. Global, no sentido de que as últimas duas COPs não deram o avanço esperado, e os impactos climáticos estão ficando mais aparentes e inegáveis. Internacionalmente, há uma expectativa muito grande nessa COP em poder gerar um acordo mais efetivo para mudar o cenário atual de emissões de gases de efeito estufa, mas, também, de constituir um plano mais amplo para investimentos em adaptações às mudanças climáticas, priorizando as populações mais afetadas.

Também é um momento de fragmentação na cooperação internacional, então há expectativa de oferecer um espaço para buscar convergências entre vários setores da sociedade em torno de ações mais concretas. Há um outro nível onde a COP30 já vem tendo um papel catalisador, o da Amazônia e do Brasil. Existe esperança de mobilizar energia, colaborações e financiamento para reverter o quadro de deterioração social e ambiental da região. Os problemas ambientais e sociais da Amazônia oferecem um espelho da situação global onde mudanças climáticas, degradação da biodiversidade e desigualdades sociais se autorreforçam.

Agência Brasil: Por que esse momento é importante para a Amazônia?
Brondízio: A Amazônia, o Brasil e países vizinhos foram palco de avanços importantes nos últimos 30 anos, como a criação de áreas protegidas, demarcação de terras indígenas e criação de áreas de uso sustentável, que englobam, no Brasil, cerca de 45% da região. Esse avanço conseguiu garantir direitos para as comunidades e tem sido fundamental em bloquear, pelo menos parcialmente, a expansão do desmatamento e das queimadas. Um outro avanço importante nesse período foi o da expansão e as inovações da sociobioeconomia, que vêm garantindo ganhos ambientais e a valorização do conhecimento local e da biodiversidade. Essa é uma economia gigante, apesar de invisível, que vem das populações, das florestas e rios da região.

Agência Brasil: E qual o contexto em que esses avanços ocorrem?
Brondízio: Esses grandes avanços vêm acontecendo lado a lado com a transformação da região pela expansão do desmatamento, mineração, infraestrutura e urbanização. Progressivamente, essas transformações estão criando uma sinuca para áreas indígenas e protegidas. Hoje, a expansão desordenada dessas atividades, além da expansão do crime organizado, representa uma ameaça à sustentabilidade desses territórios. As áreas que são protegidas estão sitiadas e viraram “ilhas”. São efetivos para garantir governança ambiental dentro dos seus limites, mas não para impedir os impactos do que vem de fora. É uma prioridade hoje salvaguardar esses territórios e dar condições às comunidades de avançar nos ganhos da sociobioeconomia.

Outro elemento é a urbanização da região, só na Amazônia legal são 770 cidades. Anteriormente desarticuladas e pouco conectadas fisicamente, hoje as conexões interurbanas estão criando uma grade que irá definir a governança ambiental do território pelas próximas décadas. Hoje, as realidades urbana, rural e indígena se entrelaçam na região. Boa parte das áreas urbanas da Amazônia é das mais precárias do Brasil e também está sofrendo com as questões climáticas como seca, inundação e temperaturas extremas com muita intensidade, além de altos níveis de poluição de mercúrio, pesticidas e poluição do ar.

Agência Brasil: Quais as condições destas cidades hoje, principalmente das capitais?
Brondízio: Os dados do IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], de 2022, mostram, por exemplo, que as ocupações subnormais dominam nas principais capitais da Amazônia, chegando a mais de 55% das ocupações em Belém e Manaus. Isso não pode ser esquecido, pois a maior parte da população da Amazônia Brasileira, quase 80%, vive nessas áreas. Além disso, as áreas urbanas têm influência direta nas áreas rurais e indígenas e na saúde da floresta e dos rios da região. A precariedade das áreas urbanas e rurais vem levando a um crescimento acelerado das economias ilegais e do crime organizado na região. Além da violência urbana na região, alta em relação ao resto do Brasil, cenário que tem colocado uma pressão enorme nas comunidades indígenas e rurais, além de estar aliciando jovens para a economia ilegal e para o crime organizado, ambos cada vez mais próximos do tráfico internacional de drogas.

Agência Brasil: Nesse contexto, qual a importância do surgimento de lideranças jovens na região?
Brondízio: É muito grande. Os avanços na proteção e sociobioeconomia na Amazônia vêm da luta de uma geração de líderes que enfrentou esses desafios dos anos 1970 a 1990, conseguindo oferecer um modelo de governança territorial e alternativas econômicas baseadas na biodiversidade regional. A geração nova precisa carregar essas vitórias para a frente. É muito gratificante ver uma nova geração de jovens indígenas e rurais continuando esses avanços e buscando novas alternativas e narrativas para o futuro da região compatíveis com seus valores culturais, mas também integradas e tendo acesso a serviços e oportunidades para melhorar as condições de vida onde vivem.

A tendência global e nacional nos últimos 50 anos vem sendo de uma diminuição da população rural e indígena muito forte, e isso é resultado de uma série de pressões sociais, econômicas e ambientais. A falta de priorização de investimentos nessas áreas, falta de opções econômicas e de acesso a serviços e oportunidades de educação desincentivam a vitalidade de comunidades rurais e indígenas. Essas condições também levam muitos jovens a serem empregados nas economias ilegais e no crime organizado. Em áreas onde oportunidades estão presentes, a gente vê essas lideranças se engajando nas discussões nacionais e internacionais, tendo protagonismo em acordos nacionais e internacionais de biodiversidade e clima e também trazendo novas visões e resposta para demandas atuais.

Temos visto a constituição de redes de jovens da região. Porém, para manter os jovens em suas comunidades é fundamental assegurar a viabilidade econômica da sociobioeconomia, dar acesso à educação compatível às realidades locais e também acesso às tecnologias de comunicação. Por fim, essa questão passa pela valorização social e cultural do papel dessas comunidades na economia, conservação e enfrentamento dos problemas sociais da região. Aquele jovem que vê a sociedade valorizar as populações da Amazônia e seus papéis no desenvolvimento sustentável regional fica orgulhoso das suas contribuições e digno do seu papel no futuro da região. Precisamos valorizá-los, eles são o futuro da Amazônia.

Com informações da Agência Brasil

 

TCE-AM reforça suporte e monitoramento do sistema de prestação de contas na reta final do prazo para gestores

Foto: Filipe Jazz

Com o prazo final para a entrega da Prestação de Contas Anual (PCA) referente ao exercício de 2024 se aproximando – na próxima segunda-feira, 31 de março –, o Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) colocou em prática, pela primeira vez, um monitoramento contínuo e aprimorado do sistema utilizado para os envios, o Domicílio Eletrônico de Contas (DEC). A ação é fruto de uma força-tarefa envolvendo a Secretaria de Tecnologia da Informação (Setin), a Secretaria de Controle Externo (Secex) e o Departamento de Auditoria e Análise de Prestação de Contas (Deap), que estão em regime de plantão nestes três dias para o fim do prazo.

De acordo com a atualização do painel de monitoramento, realizada nesta sexta-feira (28), às 14h, 232 órgãos jurisdicionados já concluíram a entrega da PCA, enquanto 129 iniciaram o envio da documentação, mas ainda não finalizaram o processo. Outros 33 órgãos ainda não iniciaram a prestação de contas.

Monitoramento

O diretor de Projetos da Setin, Saulo Coelho, destacou que o monitoramento contínuo foi intensificado nesta reta final devido ao aumento histórico de tráfego no sistema nos últimos dias de prazo. “Historicamente, cerca de 60% dos gestores entregam suas prestações de contas nos três dias finais. Por isso, montamos um esquema de monitoramento em tempo real e suporte técnico pra lidar com este aumento no tráfego de envio para identificar e resolver rapidamente qualquer problema técnico, garantindo que todos consigam cumprir seus deveres dentro do prazo legal”, explicou.

Saulo usou uma analogia para destacar a importância da ação: “A internet é como um cano com uma capacidade máxima. Quando muitas pessoas tentam enviar dados ao mesmo tempo, pode ocorrer sobrecarga. Nosso objetivo é monitorar isso e agir rapidamente para evitar lentidão, travamentos ou indisponibilidades no sistema”.

Além do reforço no monitoramento, ajustes foram realizados no DEC para lidar com o envio de arquivos maiores, que demandam maior processamento. Segundo Adria Oliveira, chefe de Infraestrutura de TI do Tribunal, as ferramentas de análise foram otimizadas para identificar rapidamente qualquer incidente, como instabilidades ou atrasos. “Nosso foco é garantir um tempo de reação ágil para evitar que os gestores sejam prejudicados. Estamos acompanhando cada detalhe do desempenho do sistema para que ele esteja sempre disponível”, afirmou.

Soluções

O monitoramento contínuo é uma das determinações da conselheira-presidente Yara Amazônia Lins, como parte do compromisso do TCE-AM de buscar soluções que otimizem a participação dos gestores públicos e garantam o cumprimento das obrigações legais dos órgãos públicos jurisdicionados. “A estratégia inclui um painel de monitoramento em tempo real que permite analisar conexões, recursos do sistema e largura de banda, promovendo maior segurança e agilidade nos envios”, acrescentou Adria.

A Corte de Contas alerta que a não entrega da PCA até o dia 31 de março pode resultar em sanções administrativas aos gestores responsáveis, incluindo a instauração de Tomada de Contas Especial. Além disso, o TCE-AM reforça que o sistema DEC continuará sendo monitorado até o último minuto para garantir que todos os órgãos públicos possam realizar o envio sem contratempos.

Suporte

Para dar suporte aos gestores, o TCE-AM disponibiliza a Central de Ajuda do DEC, que está preparada para atender dúvidas técnicas relacionadas ao sistema. Também está disponível o painel público, acessível em https://pca2025.tce.am.gov.br/, que permite o acompanhamento em tempo real do progresso das entregas, oferecendo transparência ao processo.

‘É o fim da minha vida, estou com 70 anos’, diz Bolsonaro sobre possibilidade de prisão

Foto: Agência Brasil

Depois de se tornar réu acusado de liderar uma trama que poderia culminar em um golpe de estado, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) admitiu ter conversado com aliados sobre estado de sítio, estado de defesa e intervenção federal em 2022, mas afirmou que todas as possibilidades foram descartadas “logo de cara”. Bolsonaro é acusado de cinco crimes, cujas penas somadas ultrapassam 40 anos.

Questionado se uma eventual prisão por todos esses crimes significaria o fim de sua carreira política, ele afirmou que, na realidade, “é o fim da minha vida. Eu já estou com 70 anos”. “Completamente injusta uma possível prisão. Cadê meu crime? Onde eu quebrei alguma coisa? Cadê a prova de um possível golpe? A não ser discutir dispositivos constitucionais que não saíram do âmbito de palavras”, continuou, em entrevista à Folha de S. Paulo divulgada neste sábado, 29.

Nesta semana, ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitaram, por unanimidade, a denúncia contra ex-presidente e mais sete aliados por tentativa de golpe. Eles são investigados por integrar o núcleo central de uma trama golpista arquitetada após a derrota nas eleições de 2022.

Ele também comentou a delação de seu ex-ajudante de ordens, tenente-coronel Mauro Cid e negou ter feito “um pedido desse (para fraude no cartão de vacina) para alguém, me desmoralizaria politicamente, porque sempre fui contra a vacina, que até hoje é experimento”.

Bolsonaro afirmou que isso deveria ser um sinal para os demais processos. “Mais que uma sinalização, uma luz vermelha contra o processo. Porque você não pode investigar o cartão de vacina, olhar do lado ali e ah, apareceu presentes, apareceu estado de sítio, não pode fazer isso aí”.

Ao ser questionado sobre as alternativas que discutiu com seus auxiliares após as eleições de 2022, Bolsonaro disse que “não esperava o resultado”.

“Nós entramos com a petição e, no dia seguinte, o senhor Alexandre Moraes mandou arquivar e nos deu uma multa de R$ 22 milhões. Se eu não vou recorrer à Justiça Eleitoral, pode ir para onde? Eu conversei com as pessoas, dentro das quatro linhas, o que a gente pode fazer? Daí foi olhado lá, (estado de) sítio, (estado de) defesa, (artigo) 142, intervenção…”.

Segundo Bolsonaro, ele discutiu essas possibilidades com militares, mas não chegou a qualquer decisão. Ele contou à Folha ter se reunido duas vezes com comandantes. “Nada com muita profundidade, porque quando você perde a eleição, você fica um peixe fora d’água (…) Pergunta para o (comandante do Exército) Freire Gomes se, em algum momento, eu falei golpe. Vai responder que não”.

“Golpe não tem Constituição. Um golpe, a história nos mostra, você não resolve em meses. Anos. E, para você dar um golpe, ao arrepio das leis, você tem que buscar como é que está a imprensa, quem vai ser nosso porta-voz, empresarial, núcleos religiosos, Parlamento, fora do Brasil. O ‘after day’, como é que fica? Então foi descartado logo de cara”, continuou.

Bolsonaro também negou arrependimento de não ter reconhecido firmemente o resultado das urnas. “Não me arrependo. Eu tinha meus questionamentos. Todo candidato faz isso quando ele vislumbra qualquer possibilidade. E eu jamais passaria faixa para ele [Lula] também, mesmo que tivesse dúvidas de nada”, disse à Folha.

“É uma história contada por aquela parte da Polícia Federal vinculada ao senhor (ministro do STF) Alexandre de Moraes. Aqui (Constituição) é a minha Bíblia. Tenho um problema, recorro a isso aqui. Agora, se não se pode falar estado defesa, de sítio, se revoga isso aqui. Pronto”, concluiu.

*Com informações de Terra

Brasil caminha fortemente para neutralização das emissões de gases estufa, diz secretário do Meio Ambiente

João Paulo Capobianco, secretário do Meio Ambiente - Foto: Amcham Brasil

João Paulo Ribeiro Capobianco, secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), afirmou que o Brasil está caminhando “fortemente para neutralização das emissões de gases do efeito estufa” e que o País tem potencial ambiental e econômico para angariar recursos, nacionais e internacionais, que financiem soluções para questões climáticas.

“A redução do desmatamento está dando uma contribuição para que o Brasil caminhe na agenda da economia verde. Estamos trabalhando fortemente nos biocombustíveis e o Brasil caminha fortemente para a neutralização de emissões. Temos um potencial ambiental e econômico enorme. É um bom negócio para angariar recursos”, disse.

De acordo com o secretário, a adesão do setor privado à agenda climática da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP30, é uma possibilidade de multiplicar mais de seis vezes os avanços que o governo vem fazendo.

“Eu diria que falta pouco para que a gente faça uma mudança completa na nossa economia, fazendo a transição dos setores que ainda são emissores. Temos várias alternativas para os setores siderúrgicos e de cimento [por exemplo]. Para que o setor possa avançar, é preciso uma parceria absolutamente fundamental do setor público e do setor privado”, declarou.

O ambientalista representou a ministra Marina Silva no COP 30 Business Forum, realizado ao longo desta sexta-feira, 28, pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil, a Amcham Brasil.

A menos de 230 dias da COP30, autoridades e empresários se reúnem para discutir a agenda climática que deve ser tida como prioritária durante o encontro, que ocorrerá entre os dias 10 e 21 de novembro em Belém (PA).

Outra questão levantada por Capobianco foi a diminuição do desmatamento desde o início do governo Lula. Segundo o MMA, o Brasil registrou queda de 12% de emissões de gases estufa entre 2022 e 2023, sendo esta a maior queda percentual desde 2009. Essa redução está ligada diretamente à diminuição do desmatamento nos biomas brasileiros.

“O combate ao desmatamento é um pré-requisito [para governar]. É uma obrigação que temos cumprido à risca e tem gerado um benefício enorme. Temos a matriz energética entre as mais limpas do mundo, já fizemos muito da nossa agenda verde, toda nossa geração de recursos renováveis deu um salto enorme”, finalizou.

*Com informações de Terra

Elon Musk tornou pública sua mais recente recomendação a Trump: tirar de órbita a Estação Espacial

Elon Musk, CEO da SpaceX, em cena do documentário ‘De volta ao espaço’ - Foto: Netflix

A Estação Espacial Internacional é, como o nome indica, um projeto internacional. Um dos projetos internacionais mais importantes e monumentais da história, fruto da colaboração entre múltiplos países. Agora, um empresário quer acelerar seu fim.

Em um mundo ideal, um empresário sozinho não poderia desfazer o que vários países construíram. Muito menos se a razão for priorizar a conquista de Marte, para a qual será necessário o novo foguete desse empresário. Mas este não é um empresário qualquer. Ele é o mais rico do mundo e tem poder e influência política suficientes para nos fazer levar a sério o que diz.

A nova ideia de Elon Musk

“É hora de começar os preparativos para desorbitar a Estação Espacial Internacional”, escreveu Elon Musk em seu perfil no X (antigo Twitter) em fevereiro. “Ela cumpriu seu propósito. Sua utilidade incremental é muito pequena. Vamos para Marte”.

Quando desativá-la exatamente? “A decisão depende do presidente, mas minha recomendação é que seja feito o mais rápido possível”, disse o empresário. “Recomendo que seja feito dentro de dois anos”. Ou seja, em 2027, três anos antes da data acordada pelos parceiros da ISS.

Um fim acelerado

Aos 25 anos, a Estação Espacial Internacional mostra sinais de envelhecimento. Os investimentos em manutenção têm aumentado. A fadiga estrutural começa a ser uma preocupação. O risco de impacto com a sujeira espacial não para de crescer.

O plano acordado pelos parceiros da EEI era manter a estação operando até 2030 e depois rebocá-la com uma nave especial para um local seguro (presumivelmente o Oceano Pacífico) para sua reentrada atmosférica. A NASA contratou a SpaceX para desenvolver esse veículo antes de 2030.

No futuro, com sorte, haverá outras estações espaciais comerciais na órbita baixa terrestre. Mas, para um prazo tão apertado como 2027, o ano proposto por Musk, isso interromperia a presença contínua de norte-americanos no espaço. E, com ela, também a de europeus, japoneses, canadenses… O espaço continuaria habitado, mas apenas por astronautas chineses.

Pode Trump aposentar a EEI antes do tempo?

Essa é a grande questão. A Estação Espacial Internacional envolve cinco agências espaciais: a NASA (Estados Unidos), Roscosmos (Rússia), a Agência Espacial Europeia (Europa), a JAXA (Japão) e a CSA (Canadá).

Apollo 14: Alan Shepard ao lado do símbolo americano, em 1971 – Foto: NASA / Heritage Space / picture alliance

O Canadá opera o braço robótico Canadarm, a Europa o braço robótico ERA e o laboratório Columbus. Mas, de maneira geral, a EEI se compõe de dois segmentos principais, que são dos Estados Unidos e da Rússia. Da mesma forma que a Rússia estava ameaçando desacoplar a sua parte e sair antes de 2030, Donald Trump poderia propor o mesmo.

Custa imaginar um cenário em que os parceiros europeus, japoneses e canadenses da NASA estivessem de acordo com esse fim abrupto. O que aconteceria, por exemplo, com os astronautas europeus que iam voar para a EEI antes de 2030, como o espanhol Pablo Álvarez? Seria necessário mudar muitos planos.

As declarações de Musk, é claro, poderiam ter sido feitas no calor do momento. Ele as publicou poucas horas depois de rebater contra o antigo comandante da Estação Espacial Internacional, Andreas Mogensen, que o havia chamado de mentiroso por algumas declarações feitas à Fox News.

Musk e Trump vêm circulando a narrativa de que os astronautas Butch Wilmore e Suni Williams foram abandonados no espaço pelo ex-presidente Biden após o fiasco da nave Starliner da Boeing. Na realidade, a NASA havia planejado o retorno de ambos durante a administração Biden: reservando dois assentos vazios na missão Crew-9, que voltará à Terra no final de março (uma nave exclusiva para eles teria custado dezenas de milhões de dólares).

Quando Mogensen apontou isso em seu perfil no X, Musk respondeu: “Você é um completo retardado mental. A SpaceX poderia tê-los trazido de volta há vários meses. Ofereci isso diretamente à administração Biden e eles se recusaram. O retorno deles foi adiado por razões políticas. Estúpido.”

*Com informações de Xataka

WhatsApp anuncia função nos status parecida com MSN

WhatsApp recebe nova função nos status em atualização beta - Foto: Adem AY / Reprodução

Na versão beta 2.25.8.3 para Android, o WhatsApp inicia testes de uma funcionalidade que permite a exibição de informações sobre músicas, álbuns e podcasts do Spotify nos status e lembra o estilo nostálgico das atualizações de música do antigo MSN Messenger.

O recurso, desenvolvido pela Meta, apresenta os dados como ocorre nos stories do Instagram, redirecionando o usuário para o aplicativo de streaming para ouvir o conteúdo completo.

A medida, que visa melhorar o compartilhamento de músicas, acontece sem acesso direto ao catálogo do Spotify.

Integração com o Spotify nos status

O novo recurso possibilita que os dados essenciais – como o título da música, nome do artista e capa do álbum – sejam exibidos na atualização de status.

Os usuários terão à disposição um botão “Play on Spotify ” que, ao ser acionado, encaminha para a plataforma de streaming.

Assim, a funcionalidade oferece uma visualização atrativa e informativa, sem permitir a reprodução direta no status, o que preserva a segurança das informações compartilhadas devido à criptografia de ponta a ponta do WhatsApp.

Inspiração no MSN Messenger

Inspirado nas antigas funções do MSN Messenger, onde era possível mostrar o que se ouvia em tempo real, o WhatsApp aposta na nostalgia para aproximar os usuários de uma experiência interativa.

Importante destacar que, mesmo com a integração, nem o aplicativo nem terceiros terão acesso aos dados específicos compartilhados, mantendo a privacidade dos usuários.

A iniciativa faz parte dos esforços contínuos da plataforma em integrar serviços de terceiros e aprimorar a comunicação visual nas atualizações de status.

*Com informações de IG

No Vietnã, Lula diz que Bolsonaro ‘sabe que fez as bobagens de que está sendo acusado’

O presidente Lula (PT) em coletiva à imprensa no encerramento de sua viagem ao Japão - Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar a busca do ex-chefe do executivo, Jair Bolsonaro (PL), por anistia pelos ataques do 8 de janeiro de 2023 em Brasília. Durante coletiva no Vietnã, ao fim de sua viagem pela Ásia, Lula disse ser impressionante a defesa pedir anistia para Bolsonaro em vez de tentar absolvê-lo. “Ele não está querendo nem se defender porque sabe, no subconsciente dele, que fez todas as bobagens de que está sendo acusado”, afirmou Lula.

Durante o julgamento desta semana no Supremo Tribunal Federal (STF) que tornou réus o ex-presidente e mais sete aliados, a defesa de Bolsonaro argumentou que o ex-presidente não assinou nenhuma minuta de caráter golpista nem teve participação nos atos de 8 de janeiro.

No Vietnã, Lula afirmou que a “anistia” não é prioridade no meio político e que não conversou com os líderes do Congresso, Hugo Motta, da Câmara, e Davi Alcolumbre, do Senado, sobre o tema. “Eu acho que anistia não é o tema principal neste instante. Tem muita coisa importante no Congresso Nacional que pretendo discutir. E é isso que quando eu voltar para o Brasil vou conversar com o Hugo e com o Alcolumbre”, disse. “Eu tenho certeza que a anistia não é um tema principal para ninguém, a não ser para quem está se culpabilizando”.

Além de Bolsonaro, são réus no STF por tentativa de golpe o general Walter Braga Netto (ex-ministro da Defesa e Casa Civil), general Augusto Heleno (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional), deputado Alexandre Ramagem (ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), almirante Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), general Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) e tenente-coronel Mauro Cid (ex-ajudante de ordens da Presidência).

Com o recebimento da denúncia nesta quarta-feira, 26, eles passaram a responder às acusações da PGR na Justiça. Até o início de maio, STF ainda avaliará a abertura de ações penais contra mais 26 pessoas denunciadas pela Procuradoria.

Bolsonaro discursa em favor de um projeto de lei que anistia os presos pelos atos de vandalismo de 8 de Janeiro. Segundo o Placar da Anistia do Estadão, há 191 votos a favor da anistia. Dos 513 deputados federais procurados para o levantamento, 421 responderam. Há 126 parlamentares contrários ao projeto, enquanto 104 não quiseram responder. Há ainda os deputados federais que são favoráveis ao perdão aos presos ou a penas mais brandas aos envolvidos nos atos de vandalismo, mas que passam a ser contrários à proposta se ela contemplar Jair Bolsonaro.

Lula encerrou sua viagem ao Vietnã ao discursar no encerramento do Fórum Econômico Brasil-Vietnã. O petista afirmou que, além da meta de dobrar o intercâmbio comercial entre os países, há potencial de triplicar o valor atual do fluxo. Além disso, fez uma crítica velada a Donald Trump, citando a ameaça do protecionismo ao comércio global.

*Com informações de Terra

Roberto Cidade destaca incremento econômico de Parintins com o 58º Festival Folclórico

Foto: Herick Pereira

Entusiasta da cultura popular promovida pelos bumbás Caprichoso e Garantido, o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Roberto Cidade (UB), participou nesta sexta-feira, 28/3, da solenidade de abertura da 58ª edição do Festival Folclórico de Parintins, realizada no Teatro Amazonas. Neste ano, o Festival Folclórico de Parintins será realizado nos dias 27, 28 e 29 de junho.

Ao lado dos deputados Mayra Dias (Avante), Delegado Péricles (PL), Cristiano D’Angelo (MDB), Adjuto Afonso (UB) e Sinésio Campos (PT), o presidente Cidade falou do incentivo proporcionado pela Aleam, por meio das suas comissões permanentes e sempre ativas durante o festival, além de destacar o impulsionamento econômico e social promovidos a partir da festa dos bumbás.

“Estamos aqui para prestigiar esse festival, que é a marca do Estado do Amazonas. O Festival que hoje não é mais só de Parintins, ele é do Estado do Amazonas. Por meio dele, gera-se emprego, renda e, consequentemente, há melhoria na qualidade de vida. A cada R$ 1 investido, R$ 10 ficam no município de Parintins. Sou apaixonado pelo Festival de Parintins e, tenho certeza, que, assim como disse o governador Wilson Lima, o deste ano tem tudo para ser um dos maiores e melhores dos últimos anos. Parabéns, desde já, aos artistas e ao povo parintinense. Vamos prestigiar o 58º Festival de Parintins”, declarou.

Durante a solenidade, o governador do Amazonas agradeceu à Assembleia Legislativa por, dentro de suas atribuições, estar sempre atenta aos interesses do Estado e por contribuir com a cultura regional.

“Em nome do presidente Roberto Cidade, agradeço a todos os deputados estaduais por apoiarem e incentivarem a nossa cultura e por se irmanarem com o Governo do Amazonas para melhorar a vida da população. Tenho certeza de que teremos neste ano um dos maiores festivais. Agradeço e parabenizo a todos os envolvidos na realização do Festival Folclórico de Parintins”, falou o governador.

Ganhos econômicos

No Festival Folclórico de 2024 foram injetados na economia de Parintins cerca de R$ 180 milhões. Segundo a Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), o crescimento representou um aumento de 23,24% em comparação ao ano de 2023, quando foram movimentados cerca de R$ 146,7 milhões com a circulação de 110 mil visitantes na cidade.

Em 2024, com a operação do Estado durante o festival, a geração de emprego ficou em aproximadamente 2,4 mil postos diretos e 24 mil indiretos com trabalhos em obras, limpeza e outros serviços. Além disso, os dois bumbás juntos geram cerca de 5 mil empregos diretos.

Neste ano, os bumbás trazem como temas:

  • Boi Bumbá Caprichoso – “É tempo de retomada”.

  • Boi Bumbá Garantido – “Boi do Povo, Boi do Povão”.

Serviço da Amazonas Energia impacta abastecimento de água no domingo (30)

Foto: Assessoria

A Águas de Manaus informa que a Estação de Tratamento de Água da Ponta das Lajes (PDL) precisará ser temporariamente desligada no próximo domingo (30) em razão de um serviço programado da Amazonas Energia. Com isso, o abastecimento de água será impactado em parte da Zona Norte e nos bairros da Zona Leste atendidos pela unidade.

Os serviços da concessionária de energia estão programados para iniciar às 5h30, com término previsto para 12h30. Após a conclusão da manutenção elétrica, as estações serão religadas e o abastecimento de água começa a retornar gradativamente na cidade, chegando primeiro nas regiões mais baixas e, posteriormente, aos locais de áreas mais elevadas. A previsão é que o abastecimento de água esteja completamente normalizado em toda área abrangida em até 24 horas após a conclusão da intervenção.

Para que os moradores das regiões afetadas tenham o menor impacto em sua rotina, a concessionária Águas de Manaus recomenda que a população reserve água para o período. A empresa também orienta o uso do recurso de forma moderada, priorizando o consumo humano e atividades essenciais. A Águas de Manaus reforça que estará com equipes mobilizadas com carros-pipa, para abastecer locais prioritários, como hospitais e Unidades Básicas de Saúde.

A concessionária também lembra que qualquer situação emergencial no período deve ser informada imediatamente à concessionária, nos canais de atendimento: 0800-092-0195 (Whatsapp e SAC), www.aguasdemanaus.com.br e Aplicativo Águas App. O atendimento é gratuito e está disponível 24h.

‘Fusão de CPFs e CNPJs’: Thiago Nigro e Maíra Cardi ‘unem’ imagem e negócios e faturam milhões

Maíra Cardi e Thiago Nigro estão casados desde 2023 - Foto: Reprodução / Instagram / Mais Novela

Thiago Nigro e Maíra Cardi não se uniram somente na vida amorosa. Casados desde 2023, os influenciadores digitais também resolveram fazer uma espécie de ‘fusão de CPFs e CPJs’. Em entrevista ao podcast PodDelas, o empresário, conhecido como Primo Rico, contou que mantém negócios conjuntos com a esposa, apesar de cada um ter sua empresa. Juntos, eles faturam R$ 1 milhão por venda de cada mentoria.

“Temos uma regra de que não vou para palestra sozinho, nós sempre vamos juntos, e acaba que a Maíra palestra na maioria das vezes. Viajamos juntos, fazemos reunião de negócios juntos, eu dou muita mentoria para negócios. No nosso evento, eu vendi mentoria por R$ 1 milhão, a gente vende mentorias por tickets muito altos”, declarou.

A relação dos dois é tão próxima que o influenciador disse tomar algumas decisões importantes referentes à empresa de Maíra. “Eu participo de quase todas as reuniões importantes [da empresa dela], demito gente, contrato. E no grupo Primo ela está lá direto.”

Na conversa, o Primo Rico revelou que sua escolha de casar em comunhão total de bens gerou preocupação entre amigos próximos. Ele contou que um bilionário tentou impedi-lo de assinar o acordo. Segundo ele, o tal empresário chegou a pegar um avião para convencê-lo do contrário.

Thiago contou que o amigo ficou desesperado ao saber da decisão. “Quando isso saiu na mídia… meu, vieram, amigos bilionários falando assim: ‘Cara, onde você tá? Tô pegando um avião pra ir até você agora! Nós precisamos conversar. Não assina! Já assinou? Já assinou? Para! Preciso te convencer do contrário!'”, relatou ele.

“Eu falei: ‘Caraca, calma!’ e ele falou assim: ‘Mas já assinou ou não assinou? Só me fala isso!’. Eu disse que não tinha assinado, mas já estava decidido. E ele: ‘Tô indo até você agora!’ e aí [o amigo] pega o avião [para ir até ele]. Amigos, alguns sócios… Foi uma coisa de louco”, relembrou Nigro.

Thiago ainda explicou a filosofia do casal sobre a divisão de bens, destacando que tudo o que possuem deve ser compartilhado. “A gente é sócio em todos os negócios porque a gente tem uma decisão até polêmica, né? Onde o nosso patrimônio é um só. Então, não existe isso de ‘o que é meu é meu, o dela é dela’. Inclusive, essa ideia é ruim, porque, se o meu corpo é dela e o corpo dela é meu, o meu filho é seu. Aí, só o dinheiro que não? Eu acho nada a ver isso”, completou.

*Com informações de Terra

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