A três dias da 5ª edição do Feclam, presidente Roberto Cidade aposta em número recorde de participantes
A três dias do início da 5ª edição do Fórum Estadual das Casas Legislativas do Amazonas (Feclam), o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), deputado estadual Roberto Cidade (UB), fala das expectativas para o evento que deve reunir vereadores e assessores de todos os municípios amazonenses e também da capital. O Feclam, que acontece nos próximos dias 3 e 4 de abril, será um amplo espaço de troca de experiências e discussões sobre gestão pública.
“Nossa expectativa é que em 2025 tenhamos um público recorde e isso nos alegra muito, porque significa que mais legisladores estão em busca de conhecimento e, consequentemente, de mais qualidade para os seus mandatos. Tenho certeza de que, a partir do Feclam, os municípios ganharão projetos mais embasados e melhor elaborados. Quem ganha com isso é a população”, afirmou o deputado presidente.
Nesta edição, o Feclam terá como tema “Legislar para o Futuro: Sustentabilidade, Desenvolvimento e Participação Popular”. O Fórum, que tem como finalidade promover conhecimento técnico para aprimorar o trabalho realizado nos legislativos do interior, irá oferecer, além de palestras, 12 oficinas práticas com temas voltados aos vereadores e servidores das 62 Câmaras Municipais.
Entre os temas das oficinas estão a “Atuação das Casas Legislativas no Combate à Violência Contra a Mulher”, “Cerimonial para o Parlamento”, “Competências Constitucionais”, “Elaboração de Projetos de Leis”, “Orçamento Público”, “Como Estruturar um Gabinete Inteligente”, “A Importância das Leis Orgânicas e Regimentos Internos”, “Sustentabilidade no Poder Legislativo: Desafios e Oportunidades”; “Estratégias para Engajar a Sociedade” e “Documentos Oficiais no Legislativo”.
Também oferecerá aos participantes as palestras “Propriedade Intelectual Bioeconomia e Inovação”; “O Poder Legislativo e o Exercício da Vereança” e “Comunicação de Alta Performance”. Durante o Feclam também ocorrerá uma reunião do Colegiado de deputadas e deputados estaduais do Parlamento Amazônico.
Criado com o objetivo de aprimorar o conhecimento técnico dos parlamentares municipais e fomentar o debate sobre temas essenciais para a gestão pública, o Feclam faz parte do calendário oficial do Parlamento Estadual desde 2022, a partir da Resolução Legislativa nº 858/2022.
Consolidado, o Feclam, em 2025, reafirma sua importância como um espaço de qualificação, inovação e fortalecimento do legislativo municipal no Amazonas, garantindo que vereadores e servidores estejam mais preparados para os desafios da gestão pública.
Regimento Interno
Durante a programação do Feclam serão entregues os Regimentos Internos das Câmaras Municipais de: Beruri (distante 173 quilômetros da capital); Santa Isabel do Rio Negro (630 quilômetros); e as Leis Orgânicas dos municípios de Boca do Acre (1.028 quilômetros); Santo Antônio do Içá (880 quilômetros) e Anori (195 quilômetros).
“As Casas Legislativas do interior precisam se aperfeiçoar, assim como os municípios precisam de atualização de suas Leis Orgânicas. Sinto muito orgulho da Aleam ser um instrumento que proporciona que os vereadores e prefeitos possam atualizar esses documentos tão essenciais à população”, enfatizou o presidente Cidade.
As Leis Orgânicas e Regimentos Internos foram elaboradas sob a orientação dos técnicos do Centro de Cooperação Técnica do Interior da Aleam (CCOTI).
Importância
As Leis Orgânicas Municipais e os Regimentos Internos desempenham um papel crucial na organização e no funcionamento das administrações municipais, regulando desde os direitos e deveres dos cidadãos até a atuação dos poderes Legislativo e Executivo locais.
Criado em 2011 pela Resolução Legislativa nº 508/2011, o CCOTI, apenas em 2024, auxiliou 11 municípios em processos de revisão legislativa de suas Leis Orgânicas e se destacou como um elo entre o Poder Legislativo Estadual e as demandas das Câmaras Municipais do interior, atuando como um suporte técnico-jurídico.
Por meio da Escola do Legislativo Senador José Lindoso, o CCOTI oferece treinamento e capacitação de servidores dos municípios do interior amazonense.
Iphan reúne Grupo de Trabalho responsável pela candidatura dos Teatros da Amazônia

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) realiza, nesta terça-feira (1º/04), em Manaus, uma reunião do Grupo de Trabalho responsável pela candidatura dos Teatros da Amazônia – Theatro da Paz (Belém) e Teatro Amazonas (Manaus) – ao título de Patrimônio Mundial Cultural, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O evento acontece no auditório do Palacete Provincial, localizado na Praça Heliodoro Balbi, no Centro, a partir das 8h30.
O encontro tem como objetivo dar continuidade ao processo de candidatura, após a submissão de dossiê sobre os dois teatros, entregue à Unesco em 31 de janeiro deste ano. O GT planejará os próximos passos da candidatura, tais como ações conjuntas de comunicação e a recepção de uma missão de consultoria por representantes do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos), prevista para ocorrer nas duas capitais no segundo semestre de 2025.
Os consultores serão responsáveis por elaborar o parecer técnico que subsidiará a decisão final do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco. Também estarão na pauta medidas para articulação de um futuro comitê gestor e de plano de gestão dos Teatros da Amazônia, a serem implementados caso a candidatura seja aprovada.
No encontro, equipes do Iphan se reunirão com representantes do poder público e da sociedade civil envolvidos com a pauta, previamente mapeados em oficinas preparatórias realizadas nas duas cidades. Em Manaus, estarão representados o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, a Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) e o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb).
Exercício físico transforma a vida de idosos e se torna tendência nessa faixa etária, em 2025
A prática de exercícios físicos tem sido cada vez mais incorporada à rotina de pessoas da terceira idade. Segundo pesquisa do American College of Sports Medicine (ACSM), referência mundial em medicina esportiva e fitness, os programas de exercícios voltados para idosos são uma forte tendência em 2025. A grande adesão de pessoas dessa faixa etária deve-se ao fato, indica a pesquisa, de que a academia se tornou mais do que um espaço de treino. É onde fortalecem o corpo para evitar quedas e ter mais autonomia nos deslocamentos, além de melhorar a saúde física e mental.
Além de controlar a glicose com uso de medicação e alimentação balanceada, Rui percebeu outra grande mudança: a redução de quedas. “Já evitei tombos graças aos exercícios. O fortalecimento dos membros inferiores me ajuda a manter o equilíbrio”, completa.
Maria Gilda, que começou na academia em dezembro de 2023, encontrou no exercício físico a qualidade de vida que precisava e a independência que fazia falta no dia a dia. “Quando cheguei, não tinha força para nada. Só andava com o apoio dos meus filhos ou segurando no corrimão. Hoje, estou praticamente boa, tenho forças nas pernas e não dependo mais de ninguém”, relata.
A aluna reforça a importância de vencer o medo e começar: “Levantem-se da poltrona e venham para a academia. Minha vida mudou muito e minha qualidade de vida melhorou. Venham sem medo. Movimentem-se”, convida.
Para o personal trainer Gabriel Souza, que acompanha diversos idosos na Fórmula Academia, a atividade física desempenha um papel essencial na vida dessa fatia do público. “Muitos procuram a academia para ganhar resistência e autonomia no dia a dia. Com os treinos, conseguem levantar de uma cadeira sem dificuldade, subir escadas sem apoio e controlar doenças como diabetes e colesterol alto”, explica.
Além dos benefícios físicos, ele destaca os impactos na saúde mental. “O exercício melhora a autoestima, reduz sintomas de ansiedade e depressão e ainda fortalece o convívio social”, comenta o personal da Fórmula.
Segundo o profissional, todo idoso pode iniciar uma rotina de exercícios, mas é necessário acompanhamento especializado para respeitar as necessidades individuais. “Na Fórmula, o planejamento dos treinos é feito de acordo com as características físicas e biológicas de cada aluno. Avaliamos se há patologias e seguimos possíveis encaminhamentos médicos para adaptar os exercícios com segurança. “Se exercitem. A atividade física é qualidade de vida”, assegura.
‘Me recuso aceitar que findou para mim”, diz Preta Gil ao anunciar tratamento fora do Brasil
Preta Gil fez um retorno emocionante à música neste domingo (30). A artista foi convidada do Domingão com Huck e recebeu a missão de interpretar a música “Brasil”, trilha de abertura de Vale Tudo que foi imortalizada na voz de sua madrinha, Gal Costa.
“Só Deus sabe, e meus amigos íntimos, o que tem por baixo dessa roupa e por dentro dessa alma”, disse Preta, sobre o seu estado de saúde. Ela teve alta hospitalar recentemente após internação por um quadro de infecção urinária, isso em meio a um tratamento contra o câncer.
“Não tem quimioterapia, radioterapia, cirurgia mais forte do que isso: amor, respeito, carinho”, celebrou Preta, após receber o carinho do público do programa e dos amigos convidados.
A participação de Preta Gil levou às lágrimas os elencos de Vale Tudo e Mania de Você, que participaram do programa deste domingo
“Eu tenho muita gratidão de poder estar passando por tudo isso que eu estou passando, que não é fácil, mas com apoio da minha família, dos meus amigos, dos médicos, podendo me tratar com dignidade”, continuou Preta.
A cantora ainda detalhou os próximos passos de seus tratamento contra o câncer, que deve seguir com terapias alternativas disponíveis apenas fora do Brasil.
“Eu agora entro numa fase difícil, complicada, porque aqui no Brasil a gente já fez tudo o que podia. Então agora as minhas chances de cura estão fora do Brasil. É para lá que eu vou. Voltar pra cá curada, e poder voltar a fazer o que eu amo, que é vir aqui cantar, que é vir aqui ser jurada, que é poder brincar com minha neta, com os meus sobrinhos, enfim, meu filho, ver meu filho, ver esse ser incrível que ele é. Tem muita coisa pra fazer aqui nessa vida, então eu me recuso a aceitar que se findou pra mim agora. Acho que ainda tenho aí uma caminhada”, pontuou Preta.
Preta foi internada em um hospital particular de Salvador no dia 08/3, mas a informação só foi divulgada na segunda-feira (10). Segundo o boletim médico, a hospitalização ocorreu “para monitoramento e cuidados médicos” após um quadro de infecção urinária.
Na época, a cantora e empresária usou as redes sociais para tranquilizar seus seguidores: “Amores, fiquem tranquilos, estou sendo bem cuidada e, em breve, estarei em casa. Amo vocês”. Poucos dias antes da internação, a cantora conseguiu aproveitar o Carnaval da Bahia no camarote da família, o Expresso 2222. “É sempre incrível estar em Salvador com os meus amores”, declarou a cantora.
Luta contra o câncer
Em janeiro de 2023, Preta anunciou que havia sido diagnosticada com câncer no intestino, indicando que começaria o tratamento em alguns dias. Desde então, a artista já passou por duas longas cirurgias, a primeira delas sete meses após a descoberta, com duração de 14 horas, na qual retirou o tumor e também o útero.
Após quase um mês de internação, ela teve alta médica e, no fim daquele ano, anunciou, durante participação no Encontro com Patrícia Poeta, que estava curada do câncer. Porém, em agosto de 2024, Preta revelou que havia retomado o tratamento contra a doença devido a uma recidiva em dois linfonodos na pelve, ou seja, o câncer tinha voltado depois de um período de tratamento.
Submetida a uma cirurgia que demorou cerca de 21 horas, em dezembro, na qual foi retirada parte do aparelho digestivo e do sistema linfático, Preta recebeu alta somente em fevereiro, 55 dias após a internação. Na ocasião, ela falou com o Fantástico sobre a nova fase do tratamento, nos Estados Unidos.
“Em abril, parto para Nova York para fazer um tratamento com medicamentos novos, que estão em fase final de estudo”, contou a artista. “Tenho mil privilégios, sei que tenho, isso faz toda a diferença. Então, não reclamo, não tenho como reclamar: ‘Ah, mas você não sofre?’. Sofro, sofro muito”, refletiu na conversa com Maju Coutinho.
Com informações do gshow
Congresso Amazônico de Psicanálise vai debater ‘Clima, ambiente e destinos do desamparo’
O evento contará com três dias de trocas de conhecimento, conferências, mesas temáticas e emitirá certificado de participação aos participantes
O Brasil e o mundo estão vivendo momentos críticos referentes aos efeitos climáticos. E para aprofundar o debate, a Percurso Psicanálise, grupo de formação de Manaus, realizará o 3º Congresso Amazônico de Psicanálise: “Clima, ambiente e os destinos do desamparo”. O evento ocorrerá nos dias 10, 11 e 12 de abril de 2025, no Centro de Convenções do Hotel Comfort Inn de Manaus, localizado na av. Mandi, 263, Distrito Industrial.
O congresso contará com três dias de trocas de conhecimento, um minicurso, conferências, mesas temáticas e emitirá dois certificados de participação, um para o minicurso (5h complementares) e outro para o congresso (30h complementares).
“Vivemos em constante troca com o ambiente em que vivemos, não existe maneira de isolar a observação clínica sem a consideração climática. Assim, a psicanálise como formação teórico clínica é fundamental para pensar a responsabilização com a qual o clima se articula com os destinos do desamparo. Somos um grupo de formação em Psicanálise e, portanto, profundamente comprometido com a prática clínica e com aqueles que nos chegam vulneráveis para o cuidado. As consequências dos abalos sofridos pelos efeitos do clima se tornaram constantes em nossas escutas, de modo que se tornou imperativa a discussão do tema”, disse a diretora e Fundadora da Percurso Psicanálise, Andreia Batista Lima.
Programação
A programação inicia no dia 10 de abril de 2025 com o minicurso “Os Caminhos do Desamparo”, com Maria Foster. Segue com as mesas “O lugar do desamparo: do intrapsíquico ao intersubjetivo” com Maria Teresa Manfredo, Ana Regina Caminha Braga, Raquel Schneider e Socorro Pizzetti e “Impactos psíquicos x impactos ambientais: do desamparo ao desespero” com Adriana Lima, Luciana Valgas, Helton Lima e Raquel Castro. A conferência de abertura será dividida em dois momentos: o primeiro tema será “O destino do desamparo: reflexos no humano, no ambiente e no clima”, sob a responsabilidade da psicanalista e diretora da Percurso, Adriana Mendonça. No segundo momento, o tema será “Cuidados humanos e responsabilidade pelo mundo”, com Maria de Fátima. A moderadora das conferências será a diretora e fundadora da Percurso, Juliana Batista Lima.
A programação do dia 11 de abril ainda contará com as mesas “Catástrofe da natureza, catástrofe humana, implicações na subjetividade”, que terá como integrantes: Jussara Ramos, Henry Krutzen, Cynthia Pazuello e Davi González; “Princípio do prazer: da auto conservação à preservação da espécie”, com Nádia Santos, Marcia Zart, Fernanda Belo e Vanessa Menke; “Natureza humana: insustentabilidade e a banalização do mal”, com Otelo Corrêa, Clodoaldo Matias da Silva, Rodrigo Antunes e Valdeni Soares. Haverá ainda a conferência “Clima, ambiente e os destinos do desamparo”, com Paulo Roberto Ceccarelli, Cristiane Berto Felipe, como palestrantes, e Luciana Valgas como moderadora. O encerramento do segundo dia de programação do 3º Congresso Amazônico de Psicanálise será o tradicional grupo amazonense, Raízes Caboclas.
No terceiro e último dia da programação do 3º Congresso Amazônico de Psicanálise, ainda contará com as mesas “Natureza: da potencialidade criadora à potencialidade destrutiva”, com Andreia Batista Lima, Myriam Scotti, Sabrina Almeida e Iane Obando; “Quando o ambiente deixa de ser seguro?”, com Júlia Foster, Brenda Oliveira, Enio Tavares e Fabrício Paixão; “Feminino e masculino da ética do amor à ética do poder”, com Calvino Camargo, João Rana Sarquis, Maria do Socorro Lacerda e Gelziania Vital. A conferência de encerramento do Congresso terá o tema: “Transitoriedade, transicionalidade, potencial criativo: natureza da vida e a esperança” e será realizada pela diretora da Percurso, Denise Souza e pela psicanalista Luiza Moura. A moderação ficará por conta da diretora e fundadora da Percurso, Andreia Batista Lima
Como participar?
Para participar, o ingresso para estudante está no valor de R$ 265,00, no Pix e cartão de crédito em até 2x. Já para profissionais, a entrada será de R$ 325,00, no Pix e cartão de crédito em até 2x. Mais informações (92) 98285-6588 e (92) 3584-6849.
Link para inscrições: https://percursopsicanalise.co m.br/iii-congresso-amazonico- de-psicanalise
Com informações da assessoria
Medicamentos podem ficar mais caros a partir de hoje; resolução é publicada no diário oficial
Os preços dos medicamentos terão reajuste a partir desta segunda-feira (31). A mudança foi oficializada após publicação no Diário Oficial da União (DOU).
O valor, estabelecido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), funcionará como um teto de aumento para todo o setor farmacêutico.
Agora, os fornecedores de medicamentos (fabricantes, distribuidores, lojistas) podem ajustar os preços de seus medicamentos, mas para o aumento ter validade, as empresas farmacêuticas devem apresentar o Relatório de Comercialização para CMED.
Por lei, a apresentação do Relatório de Comercialização é obrigatória para todas as empresas que possuem registro de medicamentos.
O documento precisa conter os dados de faturamento e a quantidade vendida. Caso o relatório não seja enviado, esteja incompleto, inconsistente ou fora do prazo, as empresas podem ter punições.
Além disso, as empresas que possuem registro de medicamentos devem divulgar amplamente os preços de seus produtos em mídias especializadas de grande circulação.
Vale lembrar que o setor de comércio varejista deverá manter listas atualizadas dos preços dos medicamentos à disposição dos consumidores e dos órgãos de proteção e defesa do consumidor.
Pelas regras, esses preços não podem ser superiores aos valores publicados pela CMED no Portal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A divulgação do Preço Máximo ao Consumidor deve incluir os diferentes preços, que são resultados da incidência das cargas tributárias do ICMS, que variam conforme os estados de destino.
Anualmente, com base em uma série de critérios como a inflação, a CMED define níveis máximos de reajuste no valor dos remédios. Porém, o aumento não é automático e leva em conta uma série de fatores.
O fornecedor é responsável por fixar os valores de cada medicamento colocado à venda, respeitados os limites legais e as estratégias diante da concorrência.
A Anvisa afirma que o reajuste anual dos medicamentos funciona como um mecanismo de proteção aos consumidores de “aumentos abusivos”
“Ao mesmo tempo, o cálculo estabelecido na lei, busca compensar eventuais perdas do setor farmacêutico devido à inflação e aos impactos nos custos de produção, possibilitando a continuidade no fornecimento de medicamentos”, diz a agência.
Impacto pode demorar para chegar ao consumidor
O presidente executivo do Sindusfarma, Nelson Mussolini, avalia que o impacto do reajuste pode demorar a chegar ao consumidor.
Segundo ele, a competição entre farmácias e os estoques dos produtos são fatores que contribuem para que o reajuste médio esteja projetado para um patamar abaixo do teto a ser oficializado pela CMED.
“Dependendo da reposição de estoques e das estratégias comerciais dos estabelecimentos, aumentos de preço podem demorar meses ou nem acontecer”, diz Mussolini.
“É importante o consumidor pesquisar nas farmácias e drogarias as melhores ofertas dos medicamentos prescritos pelos profissionais de saúde”, acrescenta.
A Anvisa alerta que o descumprimento do teto de preços pode levar a punições. A agência recebe denúncias por meio de um formulário digital.
Indústria em alerta
O Sindusfarma, responsável por calcular a projeção do índice de reajuste da CMED, avalia que o índice poderá impactar negativamente o setor.
O presidente executivo da entidade afirma que o cenário — com previsão do menor aumento médio desde 2018 — pode levar a redução de investimentos na indústria.
“Será o menor reajuste médio dos últimos sete anos, o que pode impactar negativamente os contínuos e fundamentais investimentos da indústria farmacêutica instalada no país em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de novos produtos e na modernização e construção de novas fábricas”, diz o dirigente.
Com informações do g1















