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Vereadores debatem segurança pública e início da campanha ‘Abril Azul’ durante Grande Expediente na CMM

Campanha ‘Abril Azul’ é voltada para conscientização a respeito do Transtorno do Espectro Autista (TEA) - Fotos: Cleuton Silva e Eder França / Dicom - CMM

Em Sessão Plenária realizada nesta terça-feira (1º de abril), os vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) debateram sobre temas relevantes, incluindo segurança pública, inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e enfrentamento das mudanças climáticas.

Abrindo o Grande Expediente, o vereador Dione Carvalho (AGIR) destacou a necessidade de reforçar a segurança em Manaus, defendendo o aumento das atribuições da Guarda Municipal para combater a criminalidade e proteger a população.

“Sabemos o quanto a Guarda Municipal armada, bem preparada, treinada e com empoderamento de polícia pode somar não só com a cidade de Manaus, mas com o próprio Amazonas e as forças de segurança. A insegurança hoje está muito grande”, disse o parlamentar.

A campanha “Abril Azul”, que visa sensibilizar a população sobre o TEA e combater o preconceito, também foi tema de pronunciamentos dos vereadores Marco Castilhos (União Brasil) e Aldenor Lima (União Brasil). Castilhos ressaltou a importância de políticas públicas inclusivas.

“Este mês é um convite a sociedade para uma reflexão sobre mais inclusão, mais empatia com os autistas. É um tema de extrema importância e que precisamos avançar mais no nosso dia a dia, até porque a inclusão não é um favor, é um direito”, declarou o vereador.

O vereador Gilmar Nascimento (Avante) discursou e apresentou um balanço de sua viagem para São Paulo (SP), onde cumpriu agenda e visitou a Câmara Municipal da metrópole. O parlamentar buscou conhecer estratégias para enfrentar as mudanças climáticas e destacou a relevância de adaptar ações locais às políticas já implementadas na capital paulista.

“Foi muito importante estar lá pois consegui falar com vários vereadores e gabinetes, vendo como funciona a estrutura de São Paulo, como funciona a corregedoria. Estamos buscando o que há de melhor lá que a gente possa implementar aqui”, destacou.

Presidente da COP30 lamenta exclusão de quilombolas de carta da conferência

André Corrêa do Lago, presidente da COP30, discursa na sede da ONU em Nova York (Foto: Divulgação / COP30)

O embaixador André Corrêa do Lago lamentou a exclusão dos quilombolas do documento que reúne as propostas da presidência da COP30, conferência do clima da ONU (Organização das Nações Unidas) que será realizada em Belém em novembro.

Em entrevista ao programa Roda Viva, na TV Cultura, o presidente da COP30 admitiu que faltou a presença dos quilombolas na carta com as propostas.

“Lamento muito que tenha faltado”, disse. “Temos que conversar com eles, inclusive para assegurar que a participação deles seja reconhecida como legítima.”

“Racismo ambiental”, “invisibilidade climática” e “desrespeito pela sabedoria ancestral” foram algumas expressões usadas por organizações do movimento negro para criticar o documento.

Para a Conaq (Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas) e o Geledés – Instituto da Mulher Negra, falta representativa negra na construção da cúpula, que será realizada pela primeira vez na amazônia, reunindo representantes de mais de 190 países no Pará.

Corrêa do Lago afirmou, na entrevista nesta segunda, que a participação dos quilombolas e dos povos indígenas será a grande diferença do Brasil em relação a outros países que organizam a COP.

O presidente da conferência no Brasil disse ainda que os povos das florestas têm uma legitimidade subestimada e precisam ser mais ouvidos.

“Estão há milênios integrados na natureza e conseguem, ao mesmo tempo, ter a sua cultura, a sua tradição, a sua forma de vida, sem desequilibrar os ecossistemas”, afirmou.

Corrêa do Lago citou a questão ética levantada pela ministra Marina Silva (Meio Ambiente) na defesa do enfrentamento às mudanças climáticas.

“Hoje nós temos muito mais informações [sobre as mudanças no clima] e a sociedade tem que se movimentar de maneira muito mais rápida”, defendeu. “Há uma dimensão ética que é muito importante ser levantada e ela se integra com uma maior participação dos povos das florestas, dos quilombolas e de todos que tiveram os seus modos de vida interrompidos por um tipo de economia que não os levava em consideração.”

*Com informações de Folha de Sâo Paulo

David Almeida garante qualidade e logística eficiente na merenda escolar

Foto: Dhyeizo Lemos / Semcom

O prefeito de Manaus, David Almeida, vistoriou, na manhã desta terça-feira, 1º/4, a subsecretaria de Infraestrutura e Logística da Secretaria Municipal de Educação (Semed), no bairro Flores, zona Centro-Sul, reforçando o compromisso da gestão municipal com a qualidade da alimentação escolar ao acompanhar de perto o processo de armazenamento, logística e distribuição da merenda.

A inspeção contou com a presença do secretário municipal de Educação, Júnior Mar, e do subsecretário de Infraestrutura e Logística, Radyr Junior.

Durante a visita, o chefe do Executivo municipal verificou a qualidade dos alimentos perecíveis e não perecíveis que compõem a merenda escolar, além de acompanhar o fluxo de distribuição dos insumos para as escolas da rede municipal.

“Estou na subsecretaria de Infraestrutura e Logística da Semed, onde nós recebemos os materiais. Hoje, estou verificando os produtos da merenda escolar, tanto os itens de estiva quanto os alimentos oriundos da agricultura familiar. Todo esse material será distribuído nos próximos dias e, até quinta-feira, o depósito estará bem esvaziado, garantindo que os alimentos cheguem às escolas municipais. Seguimos à risca as recomendações do Ministério da Educação e até ampliamos esses padrões para oferecer uma merenda de ainda mais qualidade. Aqui, temos uma diversidade de proteínas, como carne, peixe e frango, tudo para garantir que nossas crianças estejam bem alimentadas e possam ter um melhor rendimento escolar”, destacou o prefeito David Almeida.

Como uma das primeiras ações à frente da Secretaria de Educação, Júnior Mar acompanhou a vistoria ao depósito de merenda e destacou os desafios da nova função. “Enquanto subsecretário, sempre estive presente nas escolas e no abastecimento escolar, mas, como secretário, essa visão se fortalece ainda mais. Antes, observava a necessidade e apenas fazia pedidos, mas agora a realidade é outra: precisamos encontrar os caminhos para garantir o fornecimento contínuo e de qualidade. Essa é uma responsabilidade muito grande e um privilégio maior ainda, mas tenho certeza de que darei o meu melhor para que nunca falte uma boa alimentação para as nossas crianças”, afirmou o secretário Júnior Mar.

A merenda escolar da rede municipal segue rigorosos padrões nutricionais e é reabastecida semanalmente. O processo de aquisição acontece mês a mês, garantindo que os alimentos cheguem sempre frescos às escolas.

“A nossa missão é acompanhar a qualidade da distribuição e dos alimentos. A cada dia 20, enviamos os pedidos às empresas contratadas, que entregam os produtos na subsecretaria. Depois, conferimos tudo e distribuímos para as escolas. Além disso, monitoramos como os alimentos estão sendo utilizados e ouvimos as demandas das merendeiras para aprimorar continuamente a alimentação escolar”, explicou o subsecretário Radyr Júnior.

A gestão municipal também tem investido na regionalização da merenda, incorporando produtos da agricultura familiar local, como jerimum, pitaya e pimenta-de-cheiro, valorizando os produtores da região e fomentando a economia local. Além disso, a Prefeitura de Manaus complementa os recursos recebidos para merenda escolar com investimento próprio, garantindo uma alimentação de qualidade acima da média nacional.

Com esse acompanhamento contínuo, a Prefeitura de Manaus reafirma seu compromisso em oferecer uma merenda escolar nutritiva e de excelência, contribuindo diretamente para o desenvolvimento e o aprendizado das crianças da rede municipal.

Ministro francês admite ‘apressar’ acordo UE-Mercosul diante de tarifaço dos Estados Unidos

O presidente da França, Emmanuel Macron, pede ao primeiro ministro Gabriel Attal que fique no cargo, ao menos por enquanto (Foto: Benoit Tessier/ POOL / AFP)

O ministro francês das Finanças, Éric Lombard, disse que, diante da ameaça americana de tarifaços, é preciso “apressar” as discussões sobre o acordo comercial entre União Europeia e o Mercosul. Foi um raro aceno à possibilidade de mudança da atual posição francesa de oposição ao tratado.

“Nós reconhecemos juntos que essa dificuldade, que corre o risco de atingir o comércio internacional, deve nos conduzir a apressar as discussões em favor do [acordo com o] Mercosul”, afirmou Lombard após encontro com o ministro brasileiro da Fazenda, Fernando Haddad. O ministro das Finanças reiterou, porém, que a França mantém sua oposição ao acordo.

Segundo Lombard, “hoje as condições não estão reunidas” para a França apoiar o acordo. “Compartilhamos com o ministro Haddad o desejo de desenvolver o multilateralismo, e o projeto de acordo com o Mercosul está incluído nisso. Falamos de forma muito direta. Para concluir, falta-nos um certo número de ajustes, que dizem respeito principalmente a questões de pegada ecológica na área industrial, e também temas relativos à agricultura”, afirmou.

“Nós identificamos algumas pendências, alguns obstáculos ainda”, disse Haddad, citando novo encontro entre os dois países previsto para o mês que vem na França. “Vamos trabalhar neste mês para que essas questões sejam superadas e nós possamos ter um grande encontro.”

O acordo comercial entre União Europeia e Mercosul foi assinado pelos dois blocos em dezembro passado, em Montevidéu, no Uruguai, mas sua entrada em vigor ainda depende da aprovação de outras instâncias da União Europeia.

O governo francês declarou ser contra o acordo, devido à pressão dos agricultores locais, receosos da concorrência dos produtos do Mercosul. Em princípio, para vetar o tratado a França precisa do apoio de pelo menos outros três países da União Europeia, mas Paris dispõe de alternativas para impedir sua entrada em vigor.

Com os recentes anúncios de imposição de tarifas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o acordo UE-Mercosul ganhou outro valor —o de reação “multilateral” a uma guerra comercial. “É uma questão que chegou mais recentemente”, admitiu Lombard.

Sobre as tarifas de Trump, Haddad disse acreditar que nesta quarta (2) se conhecerão melhor as intenções americanas. “A partir de amanhã nós vamos ter um quadro mais claro do que os EUA pretendem, mas o presidente Lula já adiantou que quando a nação mais rica do mundo adota políticas protecionistas, parece não concorrer à prosperidade geral”, afirmou.

Donald Trump, durante entrevista coletiva em Nova York – Foto: Shannon Stapleton / Reuters

Haddad almoçou com empresários franceses e se disse otimista com os projetos de investimentos da França no Brasil. Foi citada, em particular, a área de inteligência artificial como uma das mais promissoras.

O ministro reiterou o que dissera na véspera: que um tarifaço americano seria “injustificável”: “Nossa conta [comercial] é deficitária com os Estados Unidos, apesar do enorme saldo comercial que o Brasil mantém com o mundo. Então, nos causaria até uma certa estranheza se o Brasil sofresse algum tipo de retaliação injustificada, uma vez que nós estamos na mesma negociação, desde sempre, com aquele país. O presidente Lula trabalhou nos últimos dois anos com o Estado americano, não fazendo distinção entre governos, e nós vamos manter essa postura de abertura nas negociações e de desejo de uma prosperidade mútua nas relações bilaterais.”

*Com informações de Folha de São Paulo

Tirullipa relembra afastamento de Tiririca e como o perdoou

Tirullipa falou sobre a briga por abandono e perdão ao pai - Foto: Reprodução / Instagram @tirullipa

Tirullipa abriu o coração ao relembrar momentos difíceis de sua relação com o pai, Tiririca. Durante participação no Brunet Cast, o humorista falou sobre o abandono na infância, a dor da rejeição e como conseguiu superar os ressentimentos.

A separação dos pais aconteceu quando ele ainda era pequeno, e a ausência do pai marcou sua criação. “A gente ficou junto até os 3 anos. Minha mãe se separou do meu pai quando eu tinha 3 anos. Quando ela se separou, eu voltei para a casa da minha avó. Cresci ouvindo falar que meu pai era um palhaço de circo. E todo circo que chegava na cidade, eu corria para ver se era o meu pai que tinha chegado”, relembrou.

O primeiro reencontro aconteceu quando Tirullipa tinha sete anos, ao assistir a um espetáculo do circo onde Tiririca se apresentava. “Me encantei por aquele palhaço. E ali já estava na minha cabeça que eu queria ser palhaço igual a ele”, contou.

No entanto, a tentativa de se aproximar do pai foi frustrada por uma cena dolorosa. A mulher que acompanhava o artista não permitiu o contato e disse que ele “tinha apenas uma filha”. “Me colocaram para fora. Fui para casa chorando”, disse.

Apesar da rejeição inicial, Tiririca apareceu na casa da avó do humorista na madrugada seguinte. “Três horas da manhã, esse cabeludo bate na porta, me pega na rede e diz: ‘você é meu filho. Não pude dizer que era seu pai por causa da minha mulher…’. Meu pai pediu para voltar com a minha mãe, e ela não quis e mandou ele ir embora. Aí chegou a mulher dele, foi aquela confusão, briga, quebra-pau. E de lá para cá, não nos vimos mais ”, relembrou.

A reaproximação aconteceu anos depois, quando Tiririca ganhou projeção nacional com Florentina. Tirullipa começou a imitá-lo e seguiu os passos do pai na TV, mas os conflitos ainda existiam.

“Ele viajava muito, cada mês estava numa cidade diferente com o circo. Quando se separou da minha mãe, teve outra mulher, depois outra mulher, outra mulher… Somos seis filhos, e cada mãe é uma. As mães são espalhadas. Eu e meus outros irmãos nos perguntávamos o motivo desse tal abandono dele. Meu pai tinha a versão dele, minha mãe a versão dela…” , relatou.

O humorista admitiu que levou o assunto à mídia, o que deixou Tiririca magoado. “Ficamos um tempo brigados. Ele estava chateado comigo porque eu fui para a mídia falar dele, e a gente ficou arranhado. Fiquei um ano e pouco sem falar com o meu pai” , disse.

O perdão só veio após uma experiência transformadora em um retiro espiritual. “Nesse retiro eu entendi o porquê que meu pai era esse cara de tantas mulheres, com filhos com cada mulher, a distante, e entendi também como a pessoa vai dar o que ele nunca teve. O meu pai não conhece o pai dele até hoje. Minha avó sempre escondeu quem era o pai dele. O pai dele morreu e ele não conheceu. O padrasto dele batia na mãe e espancava ele… Com 15 anos, ele já sustentava a família com o circo. Quando eu comecei a ver a vida do meu pai, eu comecei a entender e ali eu perdoei de fato e disse: ‘pai, está tudo certo: como o senhor pode dar o que nunca teve’”, finalizou.

*Com informações de IG

Amazonas Food Festival chega à 4ª edição e terá show da atração nacional Digão, do Raimundos

Foto: Assessoria

Um dos principais eventos gastronômicos de Manaus, o Amazonas Food Festival chega à sua 4ª edição com a participação de nove restaurantes e opções variadas que prometem uma experiência única. Além disso, a programação terá shows de diferentes ritmos, incluindo a atração nacional Digão, da banda Raimundos, e do paraense Wanderley Andrade.

Promovido pelo Amazonas Shopping, o evento acontece em dois finais de semana. De quinta-feira (03) a domingo (06) e de 10 a 13 de abril, no edifício garagem do centro de compras. A entrada é gratuita e a programação inicia às 16h.

Segundo a gerente de Marketing do Amazonas Shopping, Ivanna Passos, o evento se consolidou no calendário da cidade como um dos principais do segmento gastronômico e é muito aguardado pelo público. “Para tornar ainda mais especial a experiência, o Amazonas Shopping está preparando uma estrutura completa para diversão de toda a família. Além das opções gastronômicas, o evento terá área de lazer kids e shows musicais de ritmos variados, do rock ao boi-bumbá”, disse. O Amazonas Food Festival conta com o patrocínio da Coca-Cola e JSK e apoio da Honda e Shizen.

Ivanna Passos destaca que os clientes das categorias duas e três estrelas, cadastrados no Programa de Benefícios, lançado pelo shopping em março, terão acesso a um lounge exclusivo no evento.

Participam do Amazonas Food Festival os restaurantes JSK, Arouche Hot Dog, Tacacá da Tia Socorro, Spoleto, Camarão Amazonas, Dogão Rei, O Costelão, Pipoca Americana e Kombinado. Para as crianças, a Fróes Brinquedos terá uma área com várias atrações.

Música – O Amazonas Food Festival terá shows musicais diariamente, sempre a partir das 19h. No primeiro dia, nesta quinta-feira (03), Uendel Pinheiro agita o público com o melhor do samba e pagode. A sexta-feira (04) é dia de boi-bumbá, com o grupo A Toada. Dono de hits como “Mulher de Fases”, a atração nacional Digão, da banda Raimundos, se apresenta no sábado (05). Encerrando a primeira semana do evento, no domingo (06) haverá a apresentação da banda de samba Os Bororós.

No próximo fim de semana ainda terá shows do grupo Cateto da Toada, Wanderley Andrade, Jorge Japa e Uendel Pinheiro.

Mais de 340 mil análises comprovam que água tratada em Manaus pode ser consumida em todas as atividades

Água que chega às torneiras dos manauaras atende todos os padrões estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Relatório que comprova qualidade começou a ser entregue para a população nesta semana - Foto: Assessoria

A água que chega às torneiras da população de Manaus passa por um minucioso tratamento e por análises que atestam a qualidade e a eficiência desse processo. Em 2024, foram mais de 340 mil testes realizados a partir de amostras coletadas em 686 pontos espalhados na cidade.

Diariamente, equipes da empresa percorrem uma rota por esses locais, realizando análises na água e coletando amostras que são enviadas para testes. Além de um laboratório próprio, na Ponta do Ismael, a Águas de Manaus utiliza laboratórios externos nas análises de sua água.

Os testes verificam a presença de partículas, substâncias ou microrganismos de origem animal, que podem transmitir doenças de veiculação hídrica, como diarreia, disenteria, hepatite A e leptospirose, entre outras.

Os dados sobre as análises ficam disponíveis para a população no Relatório Anual de Qualidade da Água, que será entregue junto com as próximas faturas do mês. “No ano passado, foram distribuídos mais de 270 bilhões de litros de água na cidade. Essa água passa por um tratamento que envolve a retirada de impurezas, desinfecção e correção de acidez. Com esse cuidado, o produto que chega para a população pode ser consumido com segurança”, destaca o gerente de Operações da Águas de Manaus, Lineu Machado.

Governo e bancada ruralista se unem contra Trump e aprovam PL da reciprocidade no Senado

Fachada do Congresso Nacional; em destaque, a cúpula conveza da Câmara dos Deputados - Foto: Leonardo Sá / Agência Senado

Um dia antes de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um tarifaço que pode atingir uma série de produtos brasileiros, o governo e a bancada ruralista se uniram pela aprovação, de forma unânime, do PL (projeto de lei) que impõe a reciprocidade de regras ambiental e comercial nas relações do Brasil com outros países. Foram 16 votos a favor e nenhum contra.

O PL (2088/2023), relatado pela senadora Tereza Cristina (PP-MS), foi aprovado de forma terminativa, pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado Federal. Isso significa que não há necessidade de ir ao plenário e que, agora, seguirá diretamente para a Câmara, para votação em regime de urgência. O projeto já foi aprovado pela CMA (Comissão de Meio Ambiente) do Senado. Um pedido foi enviado ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que seja apreciado já nesta quarta-feira (02).

Um segundo projeto mais amplo, que trata da “adoção de medidas de proteção aos produtores nacionais contra práticas ilegais e desleais de comércio ou barreiras arbitrárias”, foi retirado de pauta.

A reação brasileira ao movimento do presidente americano representa um momento raro em Brasília, no qual os parlamentares ruralistas, que representam a maior bancada do Congresso, se alinharam ao governo Luiz Inácio Lula da Silva para impor uma resposta à taxação generalizada promovida por Trump aos produtos brasileiros.

O projeto de lei, então relatado pelo senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), tinha como proposta original ser uma resposta à crescente imposição de barreiras ambientais unilaterais pela União Europeia, como a “lei antidesmatamento” que tem previsão de entrar em vigor a partir de 31 de dezembro deste ano.

O texto substitutivo da senadora Tereza Cristina impõe medidas de reação àquilo que é visto como práticas protecionistas disfarçadas com a bandeira da sustentabilidade, além de prever medidas para reequilibrar o jogo comercial. Embora a motivação original fosse a defesa do agro brasileiro frente às restrições ambientais da Europa, o texto atual define como alvo qualquer país ou bloco econômico que decida adotar medidas unilaterais e ações que prejudiquem a competitividade internacional de bens e produtos brasileiros, não apenas do agronegócio.

O modelo permite ao Brasil adotar contramedidas comerciais e diplomáticas proporcionais quando países ou blocos econômicos impuserem barreiras ambientais injustificadas aos produtos brasileiros. A Camex (Câmara de Comércio Exterior) passa a ter papel central na aplicação de medidas, garantindo uma abordagem mais técnica e menos suscetível a distorções políticas.

Em vez de barreiras automáticas, o novo texto prevê consultas diplomáticas coordenadas pelo Ministério das Relações Exteriores, possibilitando a resolução de conflitos de forma negociada antes da aplicação de contramedidas.

Presidente Donald Trump (Foto: Rebecca Noble / Getty Images)

O novo texto permite ao Brasil suspender concessões comerciais e de investimentos, bem como reavaliar obrigações em acordos de propriedade intelectual, garantindo mais flexibilidade na defesa dos interesses nacionais.

“Esse é um projeto de proteção aos produtos brasileiros e não de contramedidas ou contra outros países. Agora, se o Brasil tiver os seus produtos com retaliações desmedidas, hoje o governo passa a ter a possibilidade de fazer essas contramedidas na mesma base que vem de outros países ou blocos econômicos”, disse Tereza Cristina, durante a votação na CAE

Em paralelo, o substitutivo evita questionamentos na OMC (Organização Mundial do Comércio), assegurando que as medidas adotadas pelo Brasil respeitem os tratados internacionais e evitando potenciais retaliações comerciais. Como mostrou a Folha, o Brasil carece de um arcabouço legal para responder a barreiras econômicas impostas por outros países ou blocos.

“Nós temos hoje um problema com a União Europeia, com uma lei antidesmatamento que afeta diretamente os produtos brasileiros, principalmente a agropecuária brasileira. São medidas que extrapolam a razoabilidade, porque ignoram a lei do Código Florestal brasileiro. Agora, amanhã, nós devemos ter um pacotaço tarifário dos Estados Unidos, que vêm fazendo isso não só com o Brasil, mas com outros países. E aí, então, o governo brasileiro tem ferramentas para contrapor quando essas medidas forem medidas desarrazoadas contra o nosso mercado”, comentou Tereza Cristina.

Conforme informações obtidas pela Folha, o texto foi avaliado por uma equipe técnica do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), a qual concluiu que a versão atual do projeto se tornou “um instrumento mais equilibrado e estratégico para a defesa dos interesses do Brasil no comércio internacional”, com possibilidade de gerar um “impacto positivo alto”. Por isso, teve posicionamento “favorável” do governo.

Segundo o Mapa, “o novo texto garante maior previsibilidade, fortalece a posição brasileira nas negociações internacionais e evita riscos desnecessários ao setor produtivo”.

A versão final do PL também foi costurada com atuação do MRE (Ministério de Relações Exteriores) e do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio).

A necessidade de adotar medidas internas, segundo o projeto, deve-se não apenas às investidas unilaterais como as de Trump, mas à atual paralisia do sistema de comércio multilateral supervisionado pela OMC desde 1995.

A entidade tem lidado com a suspensão das atividades do órgão de apelação do seu sistema de solução de controvérsias desde o ano de 2020, o que dificulta a possibilidade de um terceiro isento apreciar disputas comerciais e determinar sanções contra eventuais transgressores das normas internacionais.

Plenário da Câmara dos Deputados – Foto: Divulgação / Mário Agra / Câmara dos Deputados

Na prática, a ideia é que possa haver reação equivalente quando países impuserem medidas ambientais e comerciais que interfiram na soberania brasileira, contrariem acordos comerciais ou exijam padrões ambientais mais rígidos que os brasileiros, com base no que já estabelecem o Código Florestal e o Acordo de Paris.

Na semana passada, o presidente Lula disse, durante entrevista no Japão, que tem “duas decisões a fazer” em resposta à taxação imposta pelo presidente Donald Trump. “Uma é recorrer na Organização Mundial do Comércio [OMC], e nós vamos recorrer”, disse. “E a outra é a gente sobretaxar os produtos americanos que nós importamos. É colocar em prática a lei da reciprocidade.” Justificou: “Não dá para a gente ficar quieto, achando que somente [eles] podem taxar”.

*Com informações de Folha de São Paulo

Saiba como transformar uma foto sua em uma arte inspirada nos desenhos do Studio Ghibli

Alguns memes brasileiros em versão dos Studios Ghibli - Foto: Reprodução / X / @fabriciocarraro

Após uma atualização nas funcionalidades do ChatGPT, inteligência artificial da OpenAI, em que foi possível anexar fotos às perguntas e pesquisas da plataforma, criou-se uma trend (tendência) nas redes sociais com fotos das pessoas e de alguns lugares simulando uma ilustração dos Studios Ghibli –famoso estúdio de animes japonês.

Além de fotos próprias, a criatividade brasileira fez com que memes e até fotos históricas fossem representadas com os traços asiáticos.

Se você quer participar da trend, veja abaixo como transformar sua foto em uma arte estilo anime.

Passo a passo:

  • A opção mais simples é pelo próprio ChatGPT.

  • Você deve entrar no site ou app da plataforma,

  • Fazer login

  • Anexar a foto que você deseja transformar seguida do comando:

  • “Converta essa foto mantendo os traços em uma imagem de anime que seja inspirada no estilo Studio Ghibli”.

Após alguns minutos, a arte será finalizada e você poderá baixar a imagem com os traços japoneses.

Outro método é utilizando o Capcut, famoso aplicativo de edição de vídeos.

  • Por ele, basta encontrar a aba modelos

  • Pesquisar por “Studios Ghibli”

  • Selecionar uma versão gratuíta

  • Escolher sua foto

  • Aplicar o filtro

Após alguns momentos também será possível baixar a versão animada da foto escolhida.

*Com informações de Terra

Japão prevê megaterremoto que pode matar 300 mil pessoas e causar prejuízo de R$ 10 trilhões

Japão é um dos países mais propensos a terremotos do mundo, e o governo prevê uma chance de cerca de 80% de um terremoto de magnitude 8 a 9 - Foto: Getty Images

Quase 300 mil pessoas poderiam morrer no Japão caso ocorra um megaterremoto que é aguardado há muito tempo na costa do Pacífico. Essa previsão consta em um novo relatório do governo, divulgado na segunda-feira, 31. As autoridades do país informaram ainda que o desastre traria um prejuízo de até US$ 1,81 trilhão (cerca de R$ 10, 2 trilhões).

O Japão é um dos países mais propensos a terremotos do mundo, e o governo prevê uma chance de cerca de 80% de um terremoto de magnitude 8 a 9 ao longo de uma zona de fundo marinho trêmula conhecida como Fossa de Nankai. Nos últimos 1.400 anos, megaterremotos nesta área aconteceram a cada 100 ou 200 anos. O último ocorreu em 1946.

A fossa submarina de 800 quilômetros vai de Shizuoka, ao oeste de Tóquio, até o extremo sul da ilha de Kyushu. É o lugar onde a placa tectônica oceânica do Mar das Filipinas desliza lentamente por baixo da placa continental sobre a qual o Japão se encontra, em um processo de subdução.

As placas ficam acopladas à medida que se movem e acumulam grandes quantidades de energia que são liberadas quando se soltam, o que provoca terremotos que podem ser extremamente violentos.

No pior cenário, com base em um potencial terremoto de magnitude 9 na região, o Japão provavelmente verá 1,23 milhão de pessoas afetadas ou 1% de sua população total.

*Com informações de Terra

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