David Almeida entrega campo do Bebé revitalizado e reforça compromisso com o esporte e a população de Manaus
O prefeito de Manaus, David Almeida, entregou, nesta segunda-feira, 14/4, a revitalização completa do campo do Bebé, no bairro Alfredo Nascimento, zona Norte da capital. A obra, realizada pela Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), atende a um pedido antigo da comunidade e marca mais um compromisso da gestão municipal, que prevê a entrega de 15 campos esportivos reformados até o fim de 2025.
O novo espaço é o 7º campo entregue neste ano, refletindo a política de valorização do esporte como ferramenta de inclusão social e cidadania. A estrutura recebeu uma transformação completa: sistema de drenagem do tipo espinha de peixe, arquibancada com cobertura, gradil novo, pintura geral, calçadas acessíveis, vestiários masculino, feminino e adaptado para Pessoas com Deficiência (PcDs), além de um jardim paisagístico e playground para as crianças.
“Esse campo é mais do que uma entrega. É respeito com quem esperou por mais de 25 anos por um espaço digno. A nossa gestão é de trabalho e compromisso. Até o final do ano, vamos entregar 15 complexos esportivos reformados como este, e ao longo do mandato, serão 60”, afirmou o prefeito David Almeida durante a inauguração. O chefe do Executivo municipal também agradeceu ao ex-vereador Sassá da Construção Civil, que destinou emenda parlamentar para a obra, e aos demais vereadores presentes.
Além da revitalização do campo, o projeto contemplou a renovação completa da parte elétrica e hidráulica, novas traves, demarcação do gramado, terraplanagem e melhorias no entorno, promovendo segurança e organização urbana no bairro.
O vice-prefeito e titular da Seminf, Renato Junior, destacou que a entrega simboliza o compromisso da atual gestão com as comunidades que antes eram ignoradas. “Se fosse fácil, outros prefeitos já teriam feito. Mas o prefeito David escolheu estar de frente para o povo, entregando dignidade onde antes havia abandono. Aqui, a juventude vai praticar esporte, as igrejas vão fazer eventos e a comunidade vai ter um espaço de convivência de verdade. Isso é governo presente”, afirmou.
Já o presidente da Fundação Manaus Esporte (FME), Joel Silva, reforçou o impacto da obra para o esporte comunitário. “Estamos vivendo um novo tempo, o tempo do reconhecimento e da valorização. Há mais de 25 anos não se viam campos drenados e pavimentados com essa qualidade. A gestão do prefeito David tem feito a diferença, vestindo a camisa do povo e cuidando de cada espaço como patrimônio da comunidade”, declarou.
Homenagem
O nome do campo é uma homenagem ao morador José Filomeno, mais conhecido como Bebé, que lutou incansavelmente para ver esse espaço revitalizado. Sua dedicação e esforço em prol da comunidade foram reconhecidos, e hoje ele tem a alegria de prestigiar o resultado dessa conquista tão esperada.
“Eu sou o Bebé, sou líder e fundador do bairro Alfredo Nascimento, estou muito feliz por essa obra, é um sonho que virou realidade, quero agradecer o prefeito David Almeida e o vice Renato que me atenderam, antigamente eu fui atrás de todos os prefeitos mas só na gestão do David que fui atendido, estou muito feliz”, afirma Bebé.
A Prefeitura de Manaus segue com o cronograma de reformas e ampliações de campos e equipamentos esportivos nas diversas zonas da cidade, como parte de uma política pública que alia infraestrutura, inclusão social e ocupação positiva dos espaços urbanos.
Luiz Braga ganha mostra com imagens que jogam luz sobre a região amazônica
Nas fotografias de Luiz Braga, Belém é uma cidade de cores saturadas e paisagens fulgurantes. Dos bares erguidos com ripas de madeira às casas de janelas sempre abertas, passando pelas mãos que colhem o açaí, tudo na capital paraense reluz de um modo diferente.
É como se Braga tivesse transformado a câmera num refletor, iluminando pessoas e cenários para dissipar o obscurantismo a respeito da região amazônica. Não por acaso, cores e luzes são elementos centrais na exposição “Arquipélago Imaginário”, no Instituto Moreira Salles, em São Paulo. Com 250 obras divididas em nove núcleos expositivos, a mostra marca os 50 anos de carreira de um dos fotógrafos mais importantes do país.
Nascido em Belém, ele se notabilizou por imagens que irradiam tanta luz que parecem esconder em seu interior pequenas lâmpadas de néon. Braga também é célebre por voltar as lentes para a cultura cabocla de sua terra natal, transformando situações cotidianas em matéria-prima para obras de arte.
As imagens do fotógrafo são como buracos na fechadura que convidam o público a espiar a vida íntima de seus conterrâneos. Evidência disso é a presença de portas e janelas abertas em muitas de suas fotografias, a começar pela primeira imagem da exposição. Na obra, uma jovem está do lado de fora de uma casa, olhando pela janela o que se passa dentro do imóvel.
Esse trabalho sintetiza de uma só vez a proposta estética de Braga e o objetivo da própria exposição. “Em todos os núcleos, há esse lugar da intimidade, porque o olhar dele é voltado ao micro, para o pequeno e para o detalhe”, diz Bitu Cassundé, que assina a curadoria da mostra.
Esses detalhes estão em fotografias que exibem objetos prosaicos, como ventiladores, ferros de passar roupas e vasos de flores. São utensílios que povoam a memória afetiva de Braga e aumentam a atmosfera intimista dos ambientes retratados.
A expografia também convida o público à observação. Os núcleos são separados por paredes com aberturas que lembram janelas. Desse modo, as pessoas conseguem enxergar o que se passa em diferentes espaços da mostra. “Essas fendas apontam para uma dimensão do espiar que está presente nas fotografias. É um olhar ligeiro, caloroso e afetivo.”
Nenhum elemento da expografia parece ter sido escolhido ao acaso. As paredes, por exemplo, foram pintadas com cores que Braga selecionou levando em conta a paleta cromática de suas fotografias. “Para mim, trata-se de uma ópera visual”, diz o fotógrafo.

Essa sinfonia imagética é formada por obras de tons radiantes, mas também por fotografias em preto e branco —uma produção de sua autoria que é menos conhecida. Fazem parte dessa fase imagens que evidenciam a arquitetura do Pará, com casas de palafita e edifícios neoclássicos. Vemos também o contato da população com o sagrado em obras que retratam o Círio de Nazaré, a principal celebração religiosa do estado.
“O preto e branco são o alicerce da minha fotografia, porque tudo se inicia por aí. Os sujeitos são os mesmos e a vida cotidiana é a mesma das imagens coloridas. O que muda é que tive o privilégio e a bênção de descobrir as cores e de me aprofundar nelas”, ele diz.
O marco dessa descoberta aconteceu em meados dos anos 1980, quando o fotógrafo decidiu registrar uma mulher e um menino de mãos dadas observando as ondas do mar. “Fiz a foto e levei ao estúdio. Quando terminei de revelar, vi que estava tudo errado”, conta.
O céu tinha um tom estranhamento violáceo e o chão irradiava um verde quase radioativo. Por acidente, ele concebeu uma paisagem de cores surrealistas. Seis meses depois, decidiu revisitar a própria produção e se surpreendeu quando viu a imagem de novo. “Caramba, não é que ela tinha ficado legal?”, lembra.
Braga rompeu então com a fotografia clássica para apostar na subversão cromática. A partir daí, sua carreira deu uma guinada. “Comecei muito careta, convencional e preso a dogmas. Fui amadurecendo e me desfazendo da ideia de que o foco precisa ser bonitinho e a luz deve ser corrigida.”
Em 2004, deu uma nova guinada e começou a registrar a rotina na região amazônica com uma câmera para fotografar no escuro. Mas decidiu fazer mais uma subversão. Usou a visão noturna do equipamento para tirar fotos durante o dia. O resultado é a série “Night Vision”, um dos destaques da exposição no IMS.
O truque deu às imagens uma aparência holográfica. Olhar para as fotos é como estar dentro de uma vertigem ou diante de um devaneio. Embora seja o nosso mundo, é uma paisagem de aspecto quase celestial. “Quis construir um território que tanto na mitologia indígena quanto na ocidental representa uma terra sem males”, diz. “Esse mundo tem um encanto e uma surrealidade que mostram que não é aqui. É o Éden.”
Além de atribuir um caráter feérico aos trabalhos, a visão noturna o ajudou a mostrar outra perspectiva a respeito da região amazônica. “Eu rejeito aqueles estereótipos sobre a Amazônia, do Eldorado, do inferno verde e dos animais selvagens. Nunca quis isso. Fiquei muito feliz por ter conseguido apresentar uma floresta subvertida.”
Braga precisou inventar um Éden em “Night Vision” porque a realidade de Belém estava longe de ser idílica. “A cidade foi ficando áspera do ponto de vista visual e humano”, diz. Em razão do aumento da violência, as pessoas reagiam com desconfiança quando ele as fotografava. O próprio artista, aliás, já foi assaltado enquanto trabalhava. “Fotografia e medo não rimam. Jamais seria um fotógrafo de guerra.”

A arquitetura também se transformou, dando espaço a prédios altos e espelhados. “A cidade ficou com cara de nada”, diz. “As cores do meu trabalho estão na cidade ribeirinha, na cidade cabocla. As fachadas e as roupas nesses espaços falam muito mais ao meu coração do que um arranha-céu com pele de vidro.”
Braga decidiu então iniciar um projeto fotográfico na Ilha de Marajó, onde conseguiu recuperar um pouco da Belém de sua juventude. Ele diz que a incursão ao território marajoara ensinou a importância de ouvir o que a população local tem a dizer. “Riqueza para mim são as histórias. É ser recebido pela dona Maroca e ficar conversando fiado. É tomar o melhor tacacá do mundo. Isso não tem preço”, diz. “Muita gente até diz que eu não sei ganhar dinheiro. Na realidade, prefiro saber fotografar.”
*Com informações de Folha de São Paulo
Neto alerta Neymar e ironiza: ‘Vai passar vergonha no Santos’
Neymar voltou a jogar pelo Santos após mais um de mês afastado dos gramados com uma lesão na coxa. No entanto, o retorno do camisa 10 não evitou a derrota para o Fluminense no Maracanã.
Para “Craque Neto”, ex-jogador e hoje apresentador, a partida contra o Fluminense serviu como um alerta: “O Neymar tomou cartão amarelo, caiu no primeiro lance, tá carequinha… Perdeu todos os cabelos, mas tá bem, tá com dinheiro. Então, tá bem. Todo santista ama o Neymar. Não tenho dúvida disso. Mas o Neymar da primeira passagem, já não existe mais”, disse Neto no “Apito Final”.
O ex-jogador reconheceu o talento de Neymar, dizendo que o camisa 10 foi o maior nome do Santos depois de Pelé, mas afirmou que com esse elenco atual do Peixe, o jogador iria passar vergonha nesta temporada.
“Ele, depois do Pelé foi o maior jogador que o Santo teve. Mas hoje, quando analisamos ele, é sempre no “será”… E outra coisa, sabe quantos gols o Soltedo fez esse ano? Um gol. Então assim, se tivesse um elenco para o Neymar ter tranquilidade, talvez ele jogaria melhor. Mas com o que o Santos tem hoje, ele vai passar vergonha”, disse Neto.
O Santos ainda não conseguiu vencer nesse Brasileirão, somando apenas um ponto após três rodadas. Foram dois empates e uma derrota para a equipe comandada por Pedro Caixinha, que está pressionado no cargo.
*Com informações de IG
Veja como foi o voo que levou Katy Perry e outras 5 mulheres ao espaço

A missão NS-31 foi um sucesso. A Blue Origin, empresa espacial do bilionário Jeff Bezos, levou hoje uma tripulação 100% feminina, incluindo a cantora Kate Perry, para o espaço.
Decolagem ocorreu às 10h30 (horário de Brasília) de hoje e, às 10h42, a tripulação voltou à Terra em segurança. Foguete New Shepard partiu de base de lançamento no Texas com uma tripulação totalmente feminina. No voo estavam presentes:
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Cantora Katy Perry
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Jornalista Lauren Sanchez (noiva de Jeff Bezos)
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Produtora de filmes Karianne Flynn
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Apresentadora Gayle King
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Engenheira aeroespacial Aisha Bowe
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Cientista Amanda Nguyen
Quando chegaram ao espaço, a cantora Katy Perry cantou “What a wonderful world” (que mundo maravilhoso, em tradução livre), de Louis Armstrong. Ao sair da cápsula, Kate beijou o chão. Durante entrevista, a cantora disse que a experiência de ir ao espaço foi a mais importante da sua vida após ser mãe. Sobre a escolha da música, disse que não cantou um de seus sucessos, pois não era sobre ela. “É sobre a energia coletiva, sobre tornar o espaço acessível para outras mulheres”, afirmou.
A viagem espacial de hoje é para fins turísticos e foi um “bate-volta” espacial. O foguete decolou, acelerando a mais de 3.000 km/h, e após 2m40s de voo, a cápsula com a tripulação desacopla do propulsor. Este, por sua vez, voltou à superfície por volta das 10h38. Enquanto isso, a cápsula chega até a linha de Kárman (que fica a 100 km de altitude acima do nível do mar).
Por cerca de 4 minutos, as tripulantes experimentam um ambiente de gravidade zero. Neste momento, a tripulação costuma retirar os cintos de segurança para poder flutuar dentro da cápsula, e observar a curvatura da Terra.
Na sequência, a cápsula começou o processo de descenso, por volta das 10h40. Ela conta com mini-foguetes que reduzem a velocidade na queda, e um paraquedas é acionado para uma volta suave, prevista para acontecer no deserto do Texas.
Este é o 12º voo com tripulantes do foguete New Shepard, da Blue Origin, e tem como destaque ter uma tripulação 100% feminina. Antes disso, em 1963, a União Soviética enviou a cosmonauta Valentina Tereshkova para uma missão de três dias na órbita da Terra.
Voos da Blue Origin já levaram famosos e até brasileiro que ganhou concurso. Em 2021, o próprio Jeff Bezos participou da missão inaugural. Foram ainda William Shatner (ator que interpretou o Capitão Kirk, na série Jornada das Estrelas) e a pioneira da aviação Wally Funk. Em junho de 2022, o brasileiro Victor Hespanha participou da missão, tornando-se o segundo brasileiro a ir ao espaço.
*Com informações de Uol
Ana Maria Braga emociona ao revelar arrependimento: ‘Não teria fumado’

Aos 76 anos recém-completados no dia 1º de abril, Ana Maria Braga mostrou que continua com energia de sobra. Agora, também nas redes sociais, a apresentadora anunciou que vai divulgar uma série de vídeos especiais extraídos de uma entrevista gravada em comemoração ao seu aniversário.
Segundo Ana, o conteúdo produzido para celebrar a data foi tão rico que ela e sua equipe decidiram transformar o material em uma pequena série para o público digital. “Vamos compartilhar mais alguns trechos da entrevista que minha equipe fez comigo, com muito carinho. Neste primeiro corte, falo sobre o único arrependimento que carrego na vida”, escreveu na legenda da primeira publicação.
No primeiro vídeo divulgado, Ana fala com sinceridade:
“Sabe uma coisa que eu acho que não teria feito? Acho que eu não teria fumado ao longo da minha vida. Teria cuidado mais de mim, do meu organismo. Porque a doença, que já passei por algumas, a gente também aprende. Mas nunca deixei de acreditar realmente que eu ia sair delas e estou aqui até hoje. Mas eu não teria fumado”, confessou.
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Ana Maria Braga rompe o silêncio sobre casamento após cerimônia discreta: ‘Sou expert’
Ana Maria Braga falou pela primeira vez nesta segunda-feira (7) sobre seu casamento com Fábio Arruda. Eles confirmaram os votos em uma cerimônia intimista na última sexta-feira (4) e, apesar de muito ter se falado sobre o assunto na mídia, a loira tocou discretamente no assunto.
Em suma, o assunto veio à tona durante o bate-papo com Alessandro Jodar sobre a rodada do Campeonato Brasileiro. Durante o Mais Você na Globo, a apresentadora indagou o colega de trabalho sobre a mudança em sua vida após se casar.
“Como vai a vida de casado?”, quis saber a veterana. “Ótima, uma delícia a vida de casado”, respondeu o jornalista. “Tá sem fome agora de manhã? Tomou café em casa?”, questionou Ana Maria Braga mais uma vez. Continue lendo aqui!
*Com informações de Terra
Ciclo de Solidariedade: servidores do TCE-AM criam rede de apoio e transformam vidas
A solidariedade entre os servidores do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) tem criado um movimento de apoio mútuo dentro da Corte de Contas, que tem transformado a maneira como os colaboradores se relacionam e se ajudam. A história de dona Joana Araújo, de 52 anos, zeladora terceirizada do TCE-AM, é um exemplo de como pequenos gestos podem gerar grandes mudanças na vida das pessoas.
“Olha aqui, eu ganhei as coisas pra ti, olha, filha…”. Ao ver os materiais odontológicos doados para sua filha, a jovem estudante de odontologia Déborah Christine Lima dos Santos, de 22 anos, dona Joana não pôde conter a emoção. A cena aconteceu em uma videochamada, onde mãe e filha, com lágrimas nos olhos, celebraram o gesto de solidariedade. “Mentira, mãe! Obrigada, obrigada, muito obrigada…”, disse a filha, sem conseguir esconder as lágrimas.
A doação foi possível graças à ‘Caixinha de Desejos’, uma das iniciativas que surgiram no TCE-AM, que conecta os servidores a necessidades específicas de outros colaboradores. Dona Joana nunca imaginou que um gesto simples – o de participar de um bazar solidário – resultaria em uma ajuda valiosa para a filha.
“São materiais caros, e isso vai ajudar muito. Eu não teria condições de comprar tudo, então fico muito grata a todos que participaram dessa ação”, afirma dona Joana, com a voz emocionada.
“Caixinha de Desejos” e o Brechó Solidário
O que começou como um bazar gratuito, realizado pelo Departamento de Gestão de Pessoas (Degesp) para promover o desapego e a solidariedade, logo se transformou em uma ação permanente e mais abrangente. Jeane Benoliel, chefe do Degesp, conta como a ideia surgiu. “Percebemos a necessidade de criar algo mais perene, que incentivasse a solidariedade diária entre os servidores. O sucesso do bazar gratuito, com milhares de itens doados, nos mostrou que a solidariedade é um valor presente no coração de todos os nossos colaboradores”, relatou.
Com isso, o “Brechó Solidário” foi estabelecido de forma permanente, e a ‘Caixinha de Desejos’ passou a ser uma ferramenta para atender necessidades mais específicas. “Nosso objetivo é que as pessoas tragam doações continuamente, sem precisar acumular uma grande quantidade para poder entregar. Qualquer item é bem-vindo, como uma vestimenta, uma lata de leite, um quilo de arroz”, explica Jeane. E, para quem tem necessidades mais específicas, a Caixinha permite que os servidores façam pedidos diretos de itens que precisam.
Integração
Para Jeane, o sucesso da ação vai além dos números. “O que estamos vendo é um impacto direto no clima organizacional, um envolvimento genuíno entre servidores, estagiários e terceirizados, que se sentem parte de um ciclo virtuoso de solidariedade”, destaca. O envolvimento dos colaboradores – que participam tanto doando quanto recebendo – fortalece o senso de coletividade e cria um ambiente mais colaborativo e humano dentro do tribunal.
A ação solidária tem se tornado um modelo, e o Degesp já começou a receber solicitações de outros órgãos públicos interessados em adotar iniciativas semelhantes. “Estamos vendo que o TCE-AM pode servir como exemplo para outras instituições públicas. A ideia de reaproveitar itens e ajudar quem está em necessidade vai além de um gesto de bondade; é uma ação permanente de sustentabilidade e responsabilidade social”, afirma Jeane.
A conselheira-presidente do TCE-AM, Yara Amazônia Lins, também se mostrou entusiasmada com a iniciativa e sua repercussão no ambiente de trabalho. “Estamos muito felizes com a criação desse espaço de solidariedade, de iniciativa dos próprios servidores. A ideia de que todos, independentemente da função, possam participar desse movimento de apoio mútuo é algo que fortalece nossa instituição. Espero que essa cultura se espalhe e inspire outras entidades públicas”, disse.
“Acredito que, com o tempo, a ideia vai se consolidar ainda mais. Estamos criando uma rede de apoio, um ciclo virtuoso, que só tende a crescer. O Tribunal de Contas do Amazonas tem o compromisso de fomentar a solidariedade, e o exemplo do TCE-AM pode inspirar outras instituições a seguirem o mesmo caminho”, concluiu Jeane.
Recuperação de Bolsonaro ‘não vai ser rápida’, diz médico responsável por cirurgia
A recuperação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não deverá ser rápida, segundo o médico-chefe da equipe cirúrgica, Cláudio Birolini.
A informação foi dada em coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira, 14, após 12 horas de cirurgia.
Bolsonaro passou por uma cirurgia abdominal, que durou 12 horas no domingo, 13, no Hospital DF Star, em Brasília.
UTI
Apesar de já estar consciente e conversando, o ex-presidente segue na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Birolini esclareceu que o “quarto” onde Bolsonaro está é, na verdade, o quarto da própria unidade intensiva, onde continuará sendo monitorado 24 horas por dia. Ainda não há previsão para a saída da UTI.
O Dr. Birolini diz que não há expectativa para uma evolução rápida do quadro, e que Bolsonaro deve continuar internado por, pelo menos, duas semanas. A recuperação total só deve acontecer dentro de 2 a 3 meses.
Sem pressa
No momento, Bolsonaro está sendo alimentado exclusivamente por nutrição parenteral (pela veia), sem previsão para retornar à alimentação por via oral. A prioridade é permitir que o intestino desinflame e retome suas funções naturais. Os médicos afirmaram que não pretendem apressar a recuperação.
A realimentação só deve ocorrer quando houver sinais claros de recuperação da atividade intestinal. “Nesse momento, ele será mantido com uma nutrição parenteral, que é a nutrição na veia, sem expectativa de que ele volte a se alimentar hoje, amanhã ou depois, até o intestino retomar sua atividade fisiológica”, disse Birolini.
Bolsonaro já apresentava desconforto abdominal, e ao realizar a cirurgia, os médicos encontraram um quadro inflamatório do intestino. A cirurgia tinha como objetivo liberar aderências intestinais e reconstruir a parede abdominal, como consequência de múltiplas intervenções cirúrgicas realizadas desde a facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018.
A equipe médica reforçou que as visitas ao ex-presidente estão restritas, com foco total nos cuidados pós-operatórios. Os médicos permanecem em plantão constante, avaliando a evolução do quadro. Segundo Birolini, a intenção é garantir uma recuperação completa e estável, sem correr riscos desnecessários.
Como foi a cirurgia
Segundo os médicos Cláudio Birolini e Leandro Echenique, que acompanham a saúde de Bolsonaro desde a facada sofrida em 2018, o procedimento foi um dos mais complexos já realizados no ex-presidente. Durante a cirurgia, foram encontradas múltiplas aderências intestinais e uma parede abdominal bastante danificada — sequelas de sete intervenções anteriores.
Para acessar a cavidade abdominal, foram necessárias cerca de duas horas, seguidas de mais quatro a cinco horas para liberar cuidadosamente as aderências. A reconstrução da parede abdominal foi feita de forma milimétrica, respeitando as condições encontradas durante a operação.
Birolini explicou que o intestino estava “sofrido” e acredita que o ex-presidente já apresentava um quadro de suboclusão intestinal há meses. “A cirurgia foi feita com a intenção de ser definitiva, mas não podemos garantir que novos episódios não ocorram no futuro, já que novas aderências podem se formar”, alertou o médico.
Recuperação lenta
De acordo com Echenique, procedimentos prolongados como esse geram uma forte resposta inflamatória no organismo. Isso aumenta o risco de complicações, como infecções, alterações na pressão arterial e problemas pulmonares. A equipe está em alerta nas primeiras 48 horas, consideradas as mais críticas do pós-operatório.
Birolini acrescentou que o valor do exame PCR (marcador inflamatório) de Bolsonaro subiu de forma acelerada antes da cirurgia — passando de 6 para 150 em pouco tempo — o que foi determinante para a decisão pela intervenção. “Tomamos a decisão de operar antes que o quadro evoluísse para algo mais grave, como uma perfuração intestinal.”
Se tudo evoluir como o esperado, a recuperação total deve levar de dois a três meses. Até lá, Bolsonaro deverá evitar esforços físicos e seguir orientações rígidas quanto à alimentação e movimentação. O objetivo da equipe médica é que a cirurgia seja uma solução definitiva para cessar os desconfortos abdominais, que vinham se intensificando nos últimos meses.
“A expectativa é que ele volte a ter um padrão de vida melhor, se alimentar melhor, e a nossa expectativa é que seja sem restrições, exceto restrições agora no pós-operatório imediato, nesses próximos dois ou três meses, que precisa conter a parede abdominal”, pontuou Birolini.
*Com informações de Terra
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