Início Site Página 547

“O declínio caiu abaixo da média”: o gelo marinho da Antártica está mais forte do que nunca

Foto: Xataka

O gelo marinho da Antártida fechou 2024 com uma recuperação notável, aproximando-se dos níveis médios históricos após anos de baixas recordes. De acordo com o National Snow and Ice Data Center (NSIDC), a taxa de perda de gelo da Antártida diminuiu durante os últimos meses do ano, em contraste com o declínio acelerado observado entre 2016 e 2023.

De acordo com o relatório do NSIDC intitulado Celebrando o Ano Novo com um Clima Ártico Quente, a extensão do gelo marinho da Antártida em 31 de dezembro de 2024 atingiu 7,32 milhões de km², muito próximo da média de 1981-2010. Este número marca uma mudança em relação aos valores mínimos históricos registrados nos últimos anos, como os de 2017 e 2023.

Papel da variabilidade natural

O NSIDC observa que a perda média diária de gelo durante novembro e dezembro de 2024 foi de 140 mil km², menor do que a média histórica de 165 mil km² para esse período. Isso permitiu que o déficit de 1,6 milhão de km² acumulado no início de novembro fosse apagado.

Regionalmente, extensões de gelo acima da média foram observadas nos mares de Weddell e Amundsen ocidentais, embora em áreas como o Mar de Ross elas tenham permanecido em níveis ligeiramente abaixo. Fenômenos como a formação de uma polínia (área de água aberta cercada por gelo) no centro-norte do Mar de Weddell também chamaram a atenção dos cientistas, devido ao seu impacto na dinâmica do gelo e da atmosfera.

O relatório destaca que, embora essa recuperação ofereça alívio, ela não invalida tendências de declínio de longo prazo:

“Um mês em que a extensão se aproximou da média é muito curto para contradizer a ideia de mudança de regime”

Década marcada por baixas históricas

De acordo com o Huffpost, desde 2016 pesquisadores especulam sobre um possível “novo regime” no qual as extensões de gelo marinho da Antártida permaneceriam persistentemente baixas devido a influências oceânicas e climáticas. Este período incluiu eventos extremos, como a baixa recorde de 2017 e as extensões notavelmente baixas de 2023 e 2024.

No entanto, nem tudo foi declínio. Em 2021 e 2022, por exemplo, foram registrados episódios com extensões próximas ou até maiores que a média histórica. Isso reflete a alta variabilidade natural do gelo marinho da Antártida, que pode flutuar significativamente de ano para ano.

Foto: Xataka

Já segundo o Yahoo! News, enquanto a Antártida mostra sinais de estabilização, o Ártico continua registrando perdas alarmantes. A extensão média do gelo marinho do Ártico em dezembro de 2024 foi a mais baixa registrada desde que os dados de satélite começaram, em 11,42 milhões de km². Isso representa uma diminuição de 1,42 milhão de km² em comparação com a média de 1981-2010.

O NSIDC atribui esse recuo no Ártico a fatores como o crescimento tardio do gelo em áreas como a Baía de Hudson e a importação persistente de águas quentes do Atlântico para o norte do Mar de Barents. Em dezembro, as temperaturas do ar estavam até 8°C acima da média em algumas regiões, agravando o encolhimento do gelo.

Recuperação pode ser apenas temporária

A recente recuperação do gelo marinho na Antártida não elimina as preocupações sobre os efeitos de longo prazo das mudanças climáticas na região. Os pesquisadores observam que essa recuperação pode ser um reflexo da alta variabilidade natural nos padrões climáticos, em vez de um sinal de estabilização definitiva.

Para o El Debate, fatores como o fenômeno El Niño, que aumenta as temperaturas globais e as tendências de aquecimento dos oceanos, continuam a exercer pressão significativa sobre o equilíbrio do ecossistema polar. Apesar da trégua observada, as extensões médias do gelo antártico nos últimos anos continuam em níveis baixos.

Deve-se notar que a Antártida tem um papel importante na regulação climática global e qualquer mudança na extensão de seu gelo marinho pode ter implicações drásticas nos padrões climáticos e no nível do mar. Os cientistas alertam que o aquecimento persistente dos oceanos pode prejudicar recuperações futuras e levar a uma perda mais permanente de gelo polar.

*Com informações de Xataka

Em agenda de prestação de contas, deputado Roberto Cidade reafirma compromisso com o município de Autazes

Foto: Assessoria

Neste sábado, 12/4, o deputado estadual Roberto Cidade (UB) cumpriu agenda de prestação de contas do mandato em Autazes (distante 267 quilômetros de Manaus) e reforçou seu compromisso com o município, por meio de emendas parlamentares e de intermediação junto ao Governo do Estado para melhorias na infraestrutura urbana.

Em Autazes, o parlamentar também cumpriu acompanhou uma intensa programação de entregas de equipamentos públicos ao lado do prefeito do município, Thomé Neto (PP), que completa 100 dias à frente da Prefeitura Municipal.

“Volto a Autazes para reforçar meu compromisso de trabalhar por esse município e reafirmar que eu e o prefeito Thomé Neto, juntamente com o seu vice Marcley Araújo e os vereadores do município, estamos juntos na busca pela transformação que Autazes merece. O potássio vai trazer ainda mais prosperidade para este município. E tenho certeza de que o Thomé Neto está preparado para esse novo momento. Ele esta fazendo uma nova gestão, que dialoga com o povo e que busca fazer as entregas que Autazes precisa e merece”, declarou.

Cidade se comprometeu em enviar recursos de emendas parlamentares para o município. “Recentemente, enviei emendas para atender demandas de saúde do município e também para apoiar os eventos culturais, como a Festa do Leite. Vou destinar mais recursos para a aquisição de implementos agrícolas e para a perfuração de poços artesianos, que irão levar água potável para as comunidades”, anunciou.

O parlamentar também se comprometeu em intermediar, junto ao Governo do Amazonas, o recapeamento da rodovia AM-254, conhecida como Estrada de Autazes e que interliga Autazes a Nova Olinda do Norte e a Manaus.

“Na segunda-feira mesmo irei ao governador Wilson Lima levar essa demanda, do recapeamento da AM-254, para que tenhamos uma estrada de qualidade. Irei conversar com ele para que as máquinas venham dar início aos trabalhos. Já falei a ele também sobre o interesse do prefeito Thomé em conveniar com o governo do Estado para que os serviços de recapeamento e pavimentação na cidade de Autazes sejam retomados”, falou.

100 dias de gestão

Como parte da programação comemorativa pelos primeiros 100 dias da gestão do prefeito Thomé Neto, o deputado Roberto Cidade participou da entrega de um carro, modelo pick-up, para a Guarda Municipal do Município; da inauguração do Centro Especializado em Reabilitação (CER); da inauguração do Centro Farmacêutico e Farmácia Básica e das reinaugurações do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Profª. Nely de Souza e do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).

Katy Perry viajará ao espaço em missão 100% feminina

Katy Perry viajará ao espaço em missão 100% feminina - Foto: Reprodução / Divulgação

Na próxima segunda-feira (14), a cantora Katy Perry fará história ao embarcar em uma missão espacial pioneira organizada pela Blue Origin, empresa aeroespacial do bilionário Jeff Bezos, que também é o dono da Amazon. O voo marcará a primeira vez desde 1963 que uma tripulação exclusivamente feminina viaja ao espaço.

Além de Perry, a missão NS-31 contará com outras cinco mulheres, incluindo a jornalista Lauren Sánchez, parceira de Bezos. A bordo da nave New Shepard, elas experimentarão um voo suborbital de aproximadamente 10 minutos, ultrapassando a Linha de Kármán (a 100 km de altitude), fronteira internacionalmente reconhecida como o início do espaço.

Esta será a 31ª missão da New Shepard e a 11ª com passageiros. Desde que iniciou os voos tripulados em 2021, a Blue Origin já levou 52 pessoas ao espaço, entre celebridades, turistas e cientistas. Desta vez, porém, a empresa reforça seu compromisso com a diversidade, destacando a representatividade feminina em um setor historicamente dominado por homens.

*Com informações de IG

Governo Lula prevê salário mínimo de R$ 1.627 em 2026

Foto: José Cruz / Agência Brasil

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prevê um salário mínimo de R$ 1.627 em 2026, segundo técnicos do governo ouvidos pela Folha.

O valor constará no PLDO (projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2026, a ser enviado ao Congresso Nacional na próxima terça-feira (15).

Se confirmado no futuro, representará um aumento de 7,18% em relação ao piso atual, que é de R$ 1.518.

Um dos técnicos diz, porém, que o governo já tem atualizações que indicam a possibilidade de um salário mínimo até maior, de R$ 1.630 no ano que vem. Mas os ministérios têm trabalhado com o valor menor (R$ 1.627) para fechar suas estimativas setoriais.

A projeção segue a fórmula de correção da política de valorização, que inclui reajuste pela inflação de 12 meses até novembro do ano anterior mais a variação do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes (neste caso, 2024).

No ano passado, a economia cresceu 3,4%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No entanto, o ganho real a ser incorporado será menor, de até 2,5%, graças à limitação aprovada no fim do ano passado pelo Legislativo, no âmbito do pacote de medidas de contenção de gastos do ministro Fernando Haddad (Fazenda).

Como o salário mínimo é baliza para uma série de despesas obrigatórias do Poder Executivo, como benefícios previdenciários e assistenciais, o governo decidiu limitar o ganho real ao mesmo ritmo de expansão do arcabouço fiscal, que fica entre 0,6% e 2,5% acima da inflação ao ano. Para o ano que vem, o percentual será definido de acordo com o aumento da arrecadação acumulado em 12 meses até junho de 2025.

Na grade de parâmetros de março, havia a previsão de que a expansão do arcabouço fosse levemente menor que os 2,5%. Por isso, a projeção de salário mínimo havia ficado em R$ 1.627.

Fernando Haddad, ministro da Fazenda – Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

O piso nacional é o valor mínimo pago em aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e BPCs (Benefícios de Prestação Continuada).

A limitação do ganho real foi adotada para tentar evitar que o crescimento acelerado desses gastos pudesse gerar pressão sobre ações discricionárias (como custeio e investimentos), colocando em risco a sustentabilidade da regra.

A previsão de salário mínimo para 2026 ainda pode mudar ao longo do ano, conforme variações na estimativa para a inflação ou no ritmo de expansão do arcabouço no ano que vem. Uma nova avaliação será encaminhada com a proposta orçamentária, em 31 de agosto.

Na versão anterior da grade de parâmetros, de novembro de 2024, o governo previa um piso de R$ 1.623 no ano que vem. Essa projeção, porém, considerava um INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de 3,40% em 2025. Agora, o governo espera uma inflação maior no ano fechado, de 4,76%.

O dado que é usado para atualizar o salário mínimo tem uma pequena diferença, por ser o acumulado até novembro, mas a mudança de patamar já era indício de uma correção maior do piso.

O PLDO também vai oficializar a meta fiscal para o ano que vem. Na quinta-feira (10), Haddad disse que não haverá mudança no objetivo já indicado no ano passado: um superávit de 0,25% do PIB para 2026.

“Não tem previsão de mudança daquilo que estava projetado na LDO do ano passado, a não ser o fato de que tem um ano a mais de projeção”, disse.

Com a margem de tolerância prevista na lei do arcabouço fiscal, o governo poderá entregar um resultado efetivo entre zero e 0,5% do PIB. A eventual repetição de um déficit, porém, significaria um descumprimento da meta.

Segundo técnicos do governo, a proposta também vai manter a trajetória indicada para os anos de 2027 e 2028, com alvos centrais em superávit de 0,5% e 1% do PIB, respectivamente.

Fachada do Banco Central do Brasil – Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Nos últimos dias, ainda estava em discussão qual seria o alvo a ser sugerido para o ano de 2029, que será adicionado às projeções. O PLDO apresenta grandes números do Orçamento esperados para os próximos quatro anos.

*Com informações de Folha de São Paulo

Crise climática afeta produção de castanha-da-amazônia

Foto: Ronaldo Rosa / Embrapa

A produção de castanha-da-amazônia — também conhecida como castanha-do-brasil ou castanha-do-pará — enfrenta uma das maiores quedas das últimas décadas na safra 2024/2025. O fenômeno está diretamente ligado aos efeitos da seca severa na região amazônica e ao aumento das temperaturas, intensificados pela atuação do El Niño. A perspectiva de recuperação para a próxima safra é considerada promissora, mas especialistas alertam: é urgente a adoção de medidas de adaptação para garantir a sustentabilidade da cadeia produtiva.

A Amazônia registrou, entre agosto de 2023 e maio de 2024, uma das secas mais intensas dos últimos 40 anos. O prolongamento do fenômeno El Niño, associado à baixa nebulosidade, alta radiação solar e queimadas recorrentes, provocou uma queda drástica na umidade do solo e impactou diretamente o ciclo reprodutivo das castanheiras.

“A floração da castanheira-da-amazônia ocorre no fim da estação seca e início da chuvosa, podendo durar até seis meses. Já a maturação dos frutos leva entre nove e treze meses. Todo esse processo é sensível às variações climáticas extremas”, explica Carolina Volkmer de Castilho, pesquisadora da Embrapa Roraima.

A situação remete à crise de 2017, quando o El Niño de 2015/2016 também comprometeu fortemente a produção. “A seca intensa reduziu a atividade de polinizadores, como as abelhas, e prejudicou a floração, resultando em forte queda na produção de castanhas”, relembra Lucieta Guerreiro Martorano, pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental (PA). Raimundo Cosme de Oliveira Junior, colega de Martorano, destaca que foi a primeira vez que se registrou uma redução generalizada da produção em toda a bacia amazônica.

Expectativa de recuperação para 2025/2026, mas com riscos

Apesar do cenário adverso, técnicos da Embrapa apontam para uma possível superprodução na safra 2025/2026, impulsionada pelos efeitos do fenômeno La Niña e pela tendência natural das castanheiras de compensar ciclos de baixa produtividade. “No entanto, essa oscilação pode causar instabilidade nos preços e afetar o mercado”, afirma Patrícia da Costa, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente.

Em 2017, o preço da lata de castanha (20 litros) chegou a R$ 180,00. No ano seguinte, a superprodução associada à queda da demanda industrial, desencadeada pelos preços elevados, provocou um colapso: o valor da lata despencou para R$ 25,00. “Esse ‘efeito ressaca’ gera perdas severas e instabilidade para os extrativistas”, adverte Costa. Atualmente, em março de 2025, o produto voltou a ficar escasso, e a lata já atinge o valor de R$ 220,00.

Medidas de manejo e tecnologias de apoio são fundamentais

A adoção de práticas sustentáveis e o manejo adequado dos castanhais surgem como estratégias essenciais. Pesquisas da Embrapa indicam que o corte de cipós em árvores infestadas pode aumentar em até 30% a produção. “Estudos de mais de uma década comprovaram os benefícios da técnica, que também melhora a saúde fisiológica das castanheiras”, ressalta Lúcia Wadt, pesquisadora da Embrapa Rondônia.

A regeneração natural da espécie também pode ser favorecida por práticas agroextrativistas. Um exemplo é a técnica de produção de mudas em miniestufas, tema de cursos à distância promovidos pela Embrapa. Além disso, o modelo “Castanha na Roça”, desenvolvido na Resex Cajari (AP), tem mostrado sucesso ao integrar agricultura itinerante com o cultivo de castanheiras, aumentando a regeneração da espécie fora da floresta madura.

Alta temperatura e falta de chuvas prejudicaram a floração e a formação dos frutos das castanheiras – Foto: Vitor Alberto de Matos Pereira / Embrapa

Segundo Marcelino Carneiro-Guedes, da Embrapa Amapá, “a estratégia permite formar novos castanhais em áreas já antropizadas, promovendo a resiliência da cadeia produtiva frente às mudanças climáticas”.

Cuidados com a qualidade e armazenamento do produto

Com a expectativa de aumento de produção na próxima safra, a garantia de qualidade da amêndoa se torna prioridade. Um dos maiores riscos está na contaminação por aflatoxinas — toxinas produzidas por fungos em condições inadequadas de armazenamento e que podem causar câncer.

Boas práticas como secagem uniforme das amêndoas, armazenamento em locais secos e arejados, e transporte adequado são fundamentais. “Esses cuidados são essenciais para preservar a qualidade do produto, garantir segurança alimentar e agregar valor à produção extrativista”, reforça Cleisa Brasil, da Embrapa Acre.

Pesquisa genética e seguro-extrativismo ganham destaque

O Programa de Melhoramento Genético da Castanheira, da Embrapa, também está selecionando matrizes mais resistentes a variações climáticas, com maior potencial produtivo. Paralelamente, avança a discussão sobre a criação de um seguro extrativista. A proposta visa proteger financeiramente os extrativistas em anos de baixa produção, reduzindo os impactos socioeconômicos causados por eventos climáticos extremos.

Napoleão Ferreira de Oliveira, da Associação Apavio (Resex Médio Purus, AM), defende a iniciativa: “Nossa economia depende do extrativismo. Sem chuva, a produção de castanha e açaí despenca. É preciso criar mecanismos de proteção social, como um abono semelhante ao concedido a outras atividades do setor primário”.

Rede Kamukaia e o fortalecimento da cadeia produtiva

Há quase duas décadas, a Rede Kamukaia, coordenada pela Embrapa, reúne pesquisadores, ONGs e comunidades amazônicas para estudar e desenvolver tecnologias voltadas à sustentabilidade do extrativismo. Um de seus projetos mais recentes é o NewCast, lançado em 2024, com duração de três anos.

“O objetivo do NewCast é ampliar a base produtiva da castanha, melhorar sua qualidade e fortalecer as comunidades extrativistas”, afirma Patrícia da Costa, que coordena a iniciativa. O projeto conta com financiamento da Finep, órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e envolve unidades da Embrapa nos estados amazônicos e no Sudeste.

Impacto na renda e risco de abandono da atividade extrativista

A crise já afeta diretamente a renda de extrativistas em regiões como o Amapá e Rondônia. Elziane Ribeiro, da Resex Cajari (AP), relata que a produção caiu drasticamente. “Um castanhal que rendia 180 barricas não chegou a 10 este ano”, lamenta. Em Rondolândia (MT), Paulo César Nunes, da Cooperativa do Povo Indígena Zoro, alerta que a quebra de safra comprometeu contratos e empregos.

Especialistas recomendam medidas de regulação e suporte ao setor, para evitar perdas financeiras no longo prazo – Foto: Felipe Sa / Embrapa

“A indústria de base comunitária precisa ser fortalecida. Sem ela, o extrativismo pode entrar em colapso”, afirma Nunes. Ítalo Tonetto, diretor da Castanhas Ouro Verde (RO), reforça a necessidade de comunicação transparente com os clientes: “Mesmo com os avisos sobre a quebra de safra, muitos não acreditaram. A próxima safra pode melhorar, mas o impacto já está dado”.

Sustentabilidade e conservação em risco

A castanha-da-amazônia é o produto florestal não-madeireiro mais importante da região em termos de geração de renda. A adoção de políticas públicas, como o seguro extrativista, é vista por especialistas como essencial para evitar a migração das comunidades para atividades que contribuem para o desmatamento.

A crise atual evidencia que investir em adaptação climática, fortalecimento comunitário e conservação ambiental é urgente para garantir o futuro da castanheira-da-amazônia — espécie-chave para a biodiversidade, a segurança alimentar e a cultura dos povos da floresta.

*Com informações de Agro em Campo

Embrapa e ICMBio lançam projeto pioneiro para rastrear atum brasileiro

Foto: Divulgação

A Embrapa e o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) firmaram um acordo inédito para implementar um sistema de rastreabilidade eletrônica do atum brasileiro, desde a captura até a exportação. O projeto, desenvolvido em parceria com a Paiche Consultoria, integra o Sistema Brasileiro de Agrorrastreabilidade (SIBRAAR). E promete revolucionar o setor pesqueiro, alinhando qualidade, sustentabilidade e acesso a mercados globais exigentes.

Tecnologia SIBRAAR: transparência desde o oceano até a mesa

O SIBRAAR, plataforma digital liderada pela Embrapa, permitirá o monitoramento em tempo real de todas as etapas da cadeia produtiva do atum – da pesca em unidades oceânicas gerenciadas pelo ICMBio, passando pelo processamento e transporte, até chegar ao consumidor final. A ferramenta garante auditoria completa, com dados sobre origem, métodos de captura e práticas ambientais, atendendo a regulamentações internacionais como o combate à pesca ilegal.

O projeto piloto abrange quatro Unidades de Conservação Federais, que representam 25% da Zona Econômica Exclusiva do Brasil. Segundo Mônica Peres, analista ambiental do ICMBio e coordenadora da iniciativa, a rastreabilidade é “um passo ousado para proteger a biodiversidade marinha. E incentivar práticas responsáveis”. Já Alexandre de Castro, pesquisador da Embrapa Clima Temperado, destaca que a iniciativa “agrega valor ao setor pesqueiro e empodera o consumidor, que terá acesso a informações cruciais sobre o produto”.

A rastreabilidade não só fortalece a segurança alimentar, mas também abre portas para mercados premium, como Europa e EUA, onde consumidores priorizam origem ética e sustentável. Cintia Miyaji, consultora da Paiche, reforça: “É uma demanda global. Compradores responsáveis exigem garantias de que o pescado não ameaça os ecossistemas marinhos”.

Impacto econômico e ambiental

Além de reduzir riscos de descumprimento de normas internacionais, o projeto promete:

  • Aumentar a competitividade do atum brasileiro no exterior;

  • Fomentar a economia azul, integrando pescadores a cadeias de valor sustentáveis;

  • Combater a pesca predatória, com dados precisos sobre capturas.

Unidades da Embrapa dedicadas ao projeto, como Agricultura Digital e Pesca e Aquicultura, já trabalham na customização do SIBRAAR para o atum – primeiro pescado marinho rastreado digitalmente no país.

A expectativa é que, após a fase piloto, o sistema seja expandido para outras espécies, consolidando o Brasil como referência em pesca sustentável. Com transparência e inovação, a iniciativa prova que proteger os oceanos e impulsionar a economia podem – e devem – caminhar juntos.

*Com informações de Agro em Campo

Polêmica: Jojo Todynho ataca SUS e governo rebate com ironia

Polêmica: Jojo Todynho ataca SUS e governo rebate com ironia - Foto: Reprodução / Instagram

A cantora e influenciadora Jojo Todynho, de 28 anos, causou revolta nas redes sociais ao criticar o Sistema Único de Saúde (SUS) em um vídeo publicado no Instagram. Nas declarações, a artista questionou a “hipocrisia de quem defende o SUS, mas não utiliza”, provocando reações de celebridades e do próprio governo.

Entre os que rebateram Jojo estão o ex-BBB e enfermeiro Cezar Black e a apresentadora Cariúcha, que usou as redes sociais para defender o sistema público de saúde. O Ministério da Saúde também entrou na discussão, publicando uma cartilha em seu perfil oficial desmentindo as afirmações da cantora e destacando a importância do SUS para os brasileiros.

Com um tom irônico, o órgão federal aproveitou bordões da própria Jojo e de Cariúcha para reforçar seu posicionamento. “Que mico foi esse? Surgiu na internet uma crítica todinha errada ao SUS, mas logo veio a resposta, toda natural, bonita pra caramba e corretíssima”, escreveu o Ministério.

Além de rebater a fala de que “só fala bem do SUS quem não usa”, o governo listou diversas situações em que a população utiliza o sistema, muitas vezes sem perceber. Entre os exemplos citados estão atendimentos de emergência pelo SAMU, doações de sangue e órgãos, campanhas de vacinação, fiscalização de alimentos e medicamentos pela Anvisa, e até o fornecimento de água potável.

O texto ainda destacou iniciativas do SUS reconhecidas internacionalmente, como o programa de combate ao HIV/Aids e o controle do tabagismo, além de mencionar que países como o Reino Unido estudam adotar modelos semelhantes ao da Estratégia Saúde da Família.

*Com informações de IG

Como a Terra seria afetada se um grande asteroide atingisse a Lua?

Foto: Estúdio Rebimboca / UOL

Se você já teve a oportunidade de olhar em direção à Lua cheia com um telescópio, certamente notou que o nosso satélite é crivado de crateras. Não, não é “acne espacial”, mas sim marcas de impactos de asteroides das mais diversas proporções. Mas como seria se um objeto de grandes proporções (e uma ótima mira) acabasse colidindo por lá?

Nenhuma dessas colisões, ao menos até onde sabemos, afetou a Lua de forma mais drástica. Isso porque o tamanho do satélite, diminuto em termos astronômicos, torna uma ocorrência do tipo muito rara. O que não nos impede de imaginar um pouco.

Questão de tamanho

Para que, de fato, a colisão com um asteroide pudesse causar impactos notáveis na Lua, esse corpo teria que ter em torno de 3.400 km de diâmetro. Ou seja: ter um tamanho próximo ao do satélite.

Em uma situação hipotética onde isso ocorresse, bem, as coisas ficariam complicadas. Primeiro: a Lua seria despedaçada, mesmo que a sua crosta —de 40 a 70 km de espessura— seja mais grossa do que a da Terra.

Esses pedaços, por sua vez, seriam atraídos pela gravidade da Terra e poderiam, em algum momento, cair por aqui. E, acredite: esse seria apenas o primeiro de vários problemas que nós, na Terra, enfrentaríamos.

Bagunça geral

Além de uma possível chuva de pedras de variadas proporções —algumas até com potencial para causar eventos de extinção—, a ausência da Lua trariam efeitos nada agradáveis para o nosso planeta.

Sem Lua, não temos a sua influência gravitacional sobre a Terra e, por tabela, adeus marés.

Isso teria como resultado o enfraquecimento das correntes oceânicas e depois um acúmulo maior de água na região dos polos terrestres.

Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil

Outro ponto no qual a Lua influencia o comportamento da Terra envolve o eixo de rotação do nosso planeta. A Terra rotaciona em um plano inclinado em relação ao da sua órbita ao redor do Sol (23,5 graus, para ser mais exato). E quem mantém isso funcionando é a Lua.

Em um cenário sem o satélite, essa inclinação iria variar no decorrer do tempo, deixando o clima no planeta mais instável. Em longo prazo, estima-se que a Terra deixaria de ficar inclinada, o que nos levaria a ter dias extremamente longos e variações climáticas ainda mais extremas.

Sem proteção natural

As diversas marcas de impactos na superfície da Lua são, na verdade, um registro histórico. Por não ter uma atmosfera, não há o processo de erosão promovido pelo vento como na Terra. Como resultado, todos os impactos e marcas provocadas na superfície do nosso satélite acabam sendo permanentes —a não ser, claro, que outro objeto caia no local ou, ainda, algo ou alguém mexa no local.

Essa falta de atmosfera também faz com que qualquer impacto ocorra de maneira direta, independentemente do tamanho do objeto a cair na Lua. Na Terra, por exemplo, o atrito com a atmosfera faz com que asteroides, lixo espacial e qualquer outro tipo de objeto entre em um processo de incineração —e, muitas vezes, queimem antes de chegar ao solo.

Nascida de um impacto

A própria Lua nasceu de um impacto, segundo as teorias mais recentes. Isso teria ocorrido entre 50 e 100 milhões de anos após a formação dos planetas, quando a Terra era uma bola de magma —provavelmente ainda incandescente— e sofreu uma colisão com um planetoide chamado Theia.

Theia, no caso, não seria um asteroide, mas um corpo de tamanho similar ao de Marte, com cerca de metade do diâmetro da Terra e 10% da sua massa. A pancada foi tão forte que os dois corpos se fragmentaram parcialmente, dando origem à Terra como conhecemos hoje e à Lua.

*Com informações de Uol

Caprichoso e Garantido fazem a festa de boi-bumbá para o lançamento do 58º Festival de Parintins

Bumbás apresentaram ao público parintinense uma mostra do festival, que acontecerá nos dias 27, 28 e 29 de junho - Foto: Dudu Melo / Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa

Nem a chuva que caiu sobre a cidade de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus) afastou os torcedores apaixonados pelos bois-bumbás Caprichoso e Garantido no show de lançamento oficial do 58º Festival de Parintins na Ilha Tupinambarana, na noite de sexta-feira (11/04), na Arena do Bumbódromo. Ao lançar a edição deste ano, o governador Wilson Lima anunciou o cronograma para o projeto do novo Bumbódromo, palco dos bumbás de Parintins

Realizado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, o lançamento contou com a presença de itens dos bumbás, que deram um show de apresentação, uma mostra do que vai acontecer nos dias 27, 28 e 29 de junho deste ano, onde, de um lado, o Caprichoso busca o tetracampeonato e o Garantido vai em busca do seu 33º título.

O titular da secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, Caio André, destacou a representatividade cultural do povo parintinense e manauara em prol do festival, ressaltando que este ano será um grandioso festival. “O Governo do Estado não tem medido esforços para trazer não somente o ambiente necessário, mas que tenhamos o maior festival de todos os tempos, dando aos artistas as condições para que eles consigam levar para a arena toda a arte que eles constroem ano após ano”, afirmou.

Garantido

Após sorteio que definiu a ordem de apresentação no evento de lançamento do Festival de Parintins, o Garantido abriu a noite, com o pajé Adriano Paketá, o curandeiro fez um ritual, dando passagem para o apresentador Israel Paulain, que realizou a tradicional contagem para início da apresentação encarnada, agitando a galera com a toada “Garantido é pressão”.

Erick Juan teve a missão de ser o levantador de toadas da noite, garantindo a qualidade do show com as principais toadas de 2025. A porta-estandarte Jeveny Mendonça se apresentou evoluindo com a toada “Esse boi é meu”, arrancando gritos e elogios da galera, o item 19. E o amo do boi João Paulo Faria enfatizou as provocações para a torcida contrária, tudo em tom de verso e prosa.

Denildo Piçanã deu vida ao boi de pano branco com o coração na testa, enquanto aguardava a sinhazinha da fazenda Noely Reis, evoluindo com a toada tema do bumbá “Boi do Povo, Boi do Povão”.

Foi com a toada que a rainha do folclore Lívia Christina surgiu no palco de apresentação, levando à galera ao delírio. Sem a presença da cunhã-poranga Isabelle Nogueira, o Garantido levou Isabelle Alcântara para apresentar o item. Fechando a noite com ritual xamânico, Adriano Paketá fez a pajelança com a toada Xamã Bahsese.

“Eu fico muito honrado com o convite do governador para participar dessa festa aqui na minha terra, onde eu nasci. O Garantido fez sua parte e eu espero, se Deus quiser, que venha o nosso tão esperado 33º título”, declarou o amo João Paulo.

Foto: Dudu Melo / Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa

O presidente do Garantido, Fred Góes, afirmou, após a apresentação, que o torcedor vermelho e branco pode esperar o melhor em termos de arte. “Não temos nem cinco dias de galpão, mas a certeza de que nós vamos realizar um dos maiores festivais”, garantiu.

Caprichoso

O boi Caprichoso começou de forma poética, relembrando sua origem e momentos marcantes, trazendo ao palco Theo Medeiros, filho do amo do boi Caetano Medeiros, que fez a chamada para o apresentador Edmundo Oran. E ao comando do marujeiro Bacuri, da arquibancada e ao lado do boi Caprichoso, o apresentador e o levantador de toadas Patrick Araújo cantaram a toada “Pode avisar”, fazendo a galera azul e branca cantar e dançar sem parar.

Para retribuir as provocações do amo do boi vermelho e branco, o amo do boi da estrela na testa, Caetano Medeiros, versou e cutucou o boi contrário. Em seguida, a sinhazinha Valentina Cid evoluiu ao lado do Touro Negro.

Detentora do pavilhão, a porta-estandarte Marcela Marialva deu o tom na evolução, com a toada “O mais querido do povão”. A cunhã-poranga Maylin Menezes, que substituiu a cunhã oficial do Touro Negro, Marciele Albuquerque, exaltou a beleza e a força da guerreira, com a toada “Cunhã tribal”. E o pajé Erick Beltrão levou a galera ao delírio com a toada Mothokari, num verdadeiro ritual indígena.

O presidente do Caprichoso, Rossy Amoedo, destacou que o bumbá fez uma grande apresentação em reconhecimento a todo carinho recebido pela torcida. “A gente se sente muito feliz, o povo parintinense, o povo Caprichoso, fazedores de cultura, que têm um suporte incrível como esse para que a gente possa colocar a nossa arte, o trabalho e a dedicação de todos aqueles que fazem o povo Caprichoso”, elogiou.

O amo do boi azulado, Caetano Medeiros, disse estar emocionado ao dividir o palco com o filho. E afirmou que o bumbá azul e branco foi “disparadíssimo na apresentação. O Caprichoso veio para mostrar sua força e por que merece esse título de tetracampeão”, finalizou.

Número de alunos na educação especial dobra no país com a alta de diagnósticos de autismo

Foto: Divulgação

O número de alunos matriculados na educação especial mais do que dobrou no Brasil na última década. O aumento é resultado da ampliação do atendimento de crianças e adolescentes com deficiência, mas principalmente pela alta de diagnósticos de autismo.

Em dez anos, o número de alunos com transtorno do espectro autista cresceu mais de 20 vezes nas escolas do país. Os dados são do Censo Escolar 2024, apresentado nesta quarta-feira (9) pelo ministro da Educação, Camilo Santana, em Brasília.

O levantamento do Ministério da Educação mostrou que o número de alunos na educação especial passou de 930,6 mil, em 2015, para 2,07 milhões de alunos, no ano passado, sendo que 92,6% deles estudam em classes comuns. Ou seja, eles estão em escolas regulares, junto com alunos sem deficiência, e têm o direito de receber apoio e estratégias específicas para que possam aprender.

Os resultados mostram que houve avanço no atendimento de alunos com várias deficiências e transtornos, mas o maior aumento ocorreu entre os que têm diagnóstico do transtorno do espectro autista. Em 2015, eram 41.194 alunos com autismo. No ano passado, esse número chegou a 884.403 —um aumento de mais de 20 vezes.

O total de alunos com deficiência intelectual, que em 2015 era a mais representativa na educação especial, também aumentou, mas em ritmo muito menor do que o autismo. O número quase dobrou nesse período, passando de 490 mil para 889 mil. Já o número de alunos com deficiência física passou de 100 mil para 147 mil no período.

O país tinha como meta, estabelecida pela lei do PNE (Plano Nacional de Educação), universalizar até 2024 o atendimento para a população de 4 a 17 anos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na educação básica com atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino.

Apesar do aumento das matrículas no período, não há ainda mecanismos disponíveis no país para saber qual é o percentual de crianças e jovens atendidos. O Censo Demográfico, produzido pelo IBGE, incluiu na última edição perguntas que contemplam a população com transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades, mas os dados ainda não foram divulgados.

Especialistas da área apontam há anos que a escassez de dados precisos sobre a população com deficiência e transtornos dificulta a elaboração de políticas educacionais.

Os resultados do censo, no entanto, sugerem que o país segue longe de universalizar o atendimento da educação básica para essa população, já que há uma queda acentuada de matrículas conforme as etapas avançam.

A educação infantil (que atende as crianças de 0 a 5 anos) tinha 376 mil matriculados na educação especial no ano passado. Na etapa seguinte, o ensino fundamental (que vai do 1º ao 9º ano) tinha 1,2 milhão de matriculados. Já o ensino médio, apenas 262 mil.

*Com informações de Folha de São Paulo

POLÍTICA

Alessandra Campelo será pré-candidata a vice-governadora do Amazonas ao lado de...

A deputada estadual Alessandra Campelo oficializou sua filiação ao PSD e será pré-candidata a vice-governadora do Amazonas ao lado de Omar Aziz. A adesão...

ECOLÓGICAS

Águas Tradutor: nova websérie da Águas de Manaus desmistifica conceitos do...

A Águas de Manaus lança uma nova websérie para tirar as dúvidas da população sobre os serviços de saneamento básico. Comandados pelo influenciador Frota,...