Pauderney indicado para compor comissão da Câmara que analisará isenção do IRenda até R$ 5 mil

Diretor de ‘Esqueceram de Mim 2’ quer tirar participação de Trump do filme

Chris Columbus, diretor de “Esqueceram de Mim 2, considera remover a participação de Donald Trump do filme, mas tem medo de represália.
O diretor tem medo de ser deportado, caso remova Trump do filme. Ainda que tenha nascido nos Estados Unidos, sua família é da Itália. Por esse motivo, ele disse, em entrevista para o San Francisco Chronicle, que tem receio de precisar “voltar para a Itália ou algo assim”.
Columbus ainda contou que chegou a pensar, durante o processo de montagem, em cortar a participação de Trump. “Nunca pensei que isso fosse ser considerado hilário. Virou algo que eu gostaria… que não existisse”.
*Com informações de Uol
Ipaam resgata filhote de socó-boi e jiboia em bairros da zona leste de Manaus

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), por meio da Gerência de Fauna (GFAU), resgatou, na segunda-feira (14/04), outro filhote de pássaro socó-boi (Tigrisoma lineatum), na mesma residência onde o primeiro filhote foi encontrado no dia 9 de abril, na Cidade de Deus, zona leste de Manaus. No mesmo dia, uma jiboia (Boa constrictor) foi resgatada no Jorge Teixeira, também na zona leste da capital.
No primeiro caso, o resgate envolveu um segundo filhote de socó-boi, encontrado pela mesma moradora, Maria Roseane Souza, que já havia acionado a equipe do Ipaam, anteriormente, para o salvamento do primeiro filhote da espécie. A dona de casa relatou novamente a presença de um filhote no quintal de sua casa, solicitando apoio da Gerência de Fauna.
O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, destacou que o filhote foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), no Distrito Industrial 1, na zona sul de Manaus.
“O animal apresenta boas condições físicas, com plumagem mais desenvolvida, penas firmes e asas fortes. Por estar mais velho que o primeiro filhote resgatado, mostrou-se mais ativo e resistente”, afirmou Picanço.
De acordo com o biólogo da GFAU, Gilson Tavernard, essas aves vivem próximas a igarapés. “A região do resgate é próxima a um igarapé de primeira ordem, caracterizado por um curso d’água de pequeno porte. Apesar das características naturais, a área é completamente urbanizada, com casas e pontes ao redor, o que aumenta o risco de interação entre a fauna silvestre e animais domésticos”, explicou o biólogo.
Os moradores acreditam que os dois filhotes sejam irmãos e aparentemente perderam seus pais. Maria Roseane agradeceu por ter sido prontamente atendida ao pedir ajuda para o resgate do segundo socó-boi, que foi encontrado entre plantas, em situação semelhante à do primeiro, sendo acuado por um gato.
“A gente já sabia mais ou menos como cuidar, porque este foi o segundo resgatado. Foi mais fácil, mais tranquilo. Só que ele já está mais desenvolvido, mais bravo. Levei umas bicadas, mas tudo bem. O importante é que foi salvo e vai voltar para a natureza”, destacou a dona de casa.
Serpente não peçonhenta
No segundo resgate do dia, após a ocorrência envolvendo o filhote de socó-boi no bairro Cidade de Deus, a equipe da GFAU do Ipaam foi acionada para capturar uma jiboia (Boa constrictor) no Jorge Teixeira.

“Ao chegarmos ao local, percebemos que as pessoas achavam que se tratava de uma jararaca. Inclusive, os trabalhadores pararam as atividades na parte superior do imóvel, com medo da cobra. No entanto, ao avaliarmos a situação, confirmamos que se tratava, de fato, de uma jiboia. Quando realizamos o resgate, todos ficaram aliviados e as atividades puderam voltar ao normal”, disse o biólogo.
O animal foi localizado por um funcionário do depósito de uma loja de material de construção, enquanto ele buscava uma mercadoria. Ao se deparar com a serpente, que tentou avançar contra ele, o trabalhador imediatamente comunicou a equipe responsável pelo estabelecimento, que acionou o resgate.
Após o resgate bem-sucedido, a jiboia foi cuidadosamente transportada para uma área de floresta próxima. Lá, o animal foi liberado em segurança, contribuindo para a preservação da espécie e o equilíbrio do ecossistema local.
Para resgates ou denúncias relacionadas a animais silvestres, a GFAU está à disposição por meio do WhatsApp: (92) 98438-7964.
Grande Expediente na CMM aborda atuação parlamentar, combate à violência doméstica e planejamento público

O Grande Expediente desta terça-feira (15 de abril), na Câmara Municipal de Manaus (CMM), foi marcado por discussões relevantes sobre o Plano Plurianual (PPA) da prefeitura, o combate à violência doméstica e o balanço dos primeiros 100 dias de atuação dos parlamentares. Esta foi a 24ª Sessão Plenária da 19ª Legislatura (2025-2028).
O vereador Gilmar Nascimento (Avante), corregedor da Casa e presidente da 2ª Comissão de Constituição, Justiça e Redação, abordou sobre o balanço dos mais de 100 dias de mandato dos parlamentares. Para ele, os primeiros quatro meses demonstraram alta produtividade, especialmente no número de Projetos de Lei apresentados.
“Já criamos 407 Projetos de Lei, sendo 174 aprovados por todas as Comissões e outros 233 em tramitação com relatores. A produtividade da Câmara é excelente, assim como a qualidade dos projetos”, disse o vereador.
Violência doméstica em pauta
O vereador João Paulo Janjão (AGIR) tratou da violência doméstica, manifestando preocupação com os recentes casos de agressões contra mulheres na capital e na região metropolitana. O parlamentar sugeriu a criação de uma Frente Parlamentar de Combate à Violência contra a Mulher.
“Quero acionar a nossa Comissão, para que possamos fazer uma série de reuniões junto a Secretaria de Estado a Secretaria de Segurança do Município e contribuir com essas mulheres. A situação vai ser sempre de amparo às mulheres, mas também precisamos ir para o embate, porque eles [agressores] estão achando que vão fazer o que quer e vão sair impunes e não vai ser dessa forma”, afirmou o parlamentar.
Planejamento com participação popular
Durante seu momento de fala, o vereador Sérgio Baré (PRD) incentivou a população a acessar a plataforma digital do “PPA Participativo”, lançada nesta segunda-feira (14 de abril), que permite a qualquer cidadão colaborar com a construção do principal instrumento de planejamento da administração pública. A consulta estará aberta até o dia 27 de abril.
“É como se a população estivesse falando diretamente com o prefeito, mostrando as reais necessidades do seu bairro, o que vai direcionar as políticas públicas dos próximos quatro anos. Já contribuí como cidadão, apontando como prioridades a construção de unidades básicas de saúde e um centro de reabilitação na zona Norte. Na área da infraestrutura falei sobre o aumento do investimento em moradias para população de baixa renda”, relatou o vereador.
Reconhecimento ao protagonismo feminino na educação
Na Sessão, o vereador Marcelo Serafim (PSB) parabenizou a professora Tanara Lauschner, eleita reitora da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). O parlamentar relembrou sua trajetória ao lado de Tanara no movimento estudantil, destacando também a atuação da deputada estadual Alessandra Campelo (Podemos), atualmente em seu segundo mandato.
“Tive o prazer de militar no movimento estudantil junto com a Tanara, ao lado da deputada Alessandra Campelo. Elas de um lado, eu de outro — éramos de campos opostos dentro da Universidade — e me alegra muito ver duas mulheres brilharem tanto em nosso estado”, declarou.
Escola de Parintins recebe premiação do concurso “Soluções Sustentáveis” do TCE-AM
Os alunos da Escola Estadual Geny Bentes de Jesus, em Parintins (a 369 km de Manaus), receberam na última semana o prêmio de primeiro lugar do concurso Soluções Sustentáveis, promovido pela Escola de Contas Públicas (ECP) do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM). A premiação foi entregue pessoalmente pelo conselheiro do TCE-AM e coordenador-geral da ECP, Júlio Pinheiro.
“A satisfação foi enorme em poder ir ao interior do Estado com a equipe da Escola de Contas para entregar esse prêmio diretamente aos campeões”, afirmou o conselheiro.
Realizado com o objetivo de estimular a educação ambiental entre estudantes do ensino fundamental II, o concurso alcançou escolas de todas as calhas do Amazonas, com 97 projetos inscritos. O projeto vencedor, intitulado “Arborização e Práticas de Educação Ambiental”, foi coordenado pela professora Patrícia Rosaneide Nunes Pereira e envolveu o plantio de ipês e outras espécies nativas na área escolar. A iniciativa busca mitigar os efeitos ambientais causados pela proximidade de um aterro sanitário e, ao mesmo tempo, melhorar a qualidade do ar e a climatização natural da escola.
Segundo o diretor-geral da ECP, Alexandre Rivas, a premiação representa mais que reconhecimento. “É uma alegria ver o protagonismo dos estudantes de Parintins, que mostram que é possível encontrar soluções sustentáveis dentro da própria realidade. Iniciativas como essa têm o poder de transformar vidas em uma sociedade impactada pelas mudanças climáticas.”
A professora doutora Michelle Bissoli, da ECP e responsável pelo concurso, também destacou o impacto da iniciativa. “Foi muito emocionante entregar esse prêmio a uma escola do interior. A organização, a criatividade e o compromisso dos alunos demonstram como a proposta alcançou todo o Estado.”
Presente na cerimônia, o prefeito de Parintins, Mateus Assayag, elogiou a atuação da Corte de Contas. “O TCE, por meio da Escola de Contas, realizou um trabalho educacional exemplar na área ambiental, que foi muito bem acolhido pelo município. A vitória mostra o potencial dos nossos jovens.”
Os estudantes vencedores receberam notebooks, e a escola foi contemplada com um datashow.
Histórico do concurso
O concurso Soluções Sustentáveis é uma iniciativa da Escola de Contas Públicas do TCE-AM, em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A ação envolveu alunos da rede estadual de ensino, desafiando-os a apresentar soluções práticas relacionadas aos temas água, resíduos sólidos e mudanças climáticas. Além disso, busca preparar os estudantes para a 30ª edição da Conferência das Partes (COP), que ocorrerá em Belém em novembro.
Centro de Porto Alegre precisa de impulso após enchente, diz arquiteta de escritório premiado

Quando a água do lago Guaíba invadiu o centro de Porto Alegre em maio de 2024, a maioria dos projetos de construção e urbanismo para a região foi colocada em pausa por tempo indeterminado. Seguindo na contramão, um escritório de arquitetura manteve firme o plano de erguer um prédio de 95 metros de altura na movimentada avenida Sete de Setembro —que, durante a enchente, ficou sob quase dois metros d’água.
“Não se pode abandonar o centro de Porto Alegre. Veja tudo o que tem lá e o que ainda tem que se desenvolver. Agora é o momento de impulsionar isso”, diz a arquiteta Carolina Souza Pinto, diretora de projetos da OSPA Arquitetura & Urbanismo.
O centro histórico está parcialmente recuperado e com fachadas renovadas, mas marcas de lama ainda são visíveis quase um ano depois. Alagamentos cada vez mais frequentes em dias de chuva sobrecarregam uma rede pluvial ainda em reconstrução, acentuando os desafios urbanos deixados pela tragédia climática e pelas falhas no sistema de proteção contra cheias.
Ainda assim, Carolina parece manter o otimismo com a revitalização da região, que há décadas enfrenta desafios de segurança, transporte e moradia. “Quanto mais obras e coisas novas forem desenvolvidas lá, mais isso vai incentivar a esfera pública a enfrentar os problemas do contexto urbano. Uma coisa puxa a outra.”
Em fevereiro, o escritório foi premiado com o iF Design Award, uma das principais premiações de design do mundo, concedida pela instituição alemã iF International Forum Design, que organiza o prêmio desde 1953.
O projeto vencedor, na categoria de arquitetura residencial, é o condomínio Cap.1 Três Figueiras, localizado no bairro homônimo, rico, na capital gaúcha.
São 16 apartamentos divididos em quatro blocos, com uma unidade por andar, concebidos no conceito de casas suspensas, com estrutura em formato de escada. Cada um conta com uma piscina privativa na sacada, junto com floreiras.
As áreas comuns do condomínio, como o salão de festas, foram posicionadas na fachada térrea e contam com divisórias retráteis que abrem em direção à rua. Segundo Carolina, esses elementos aumentam a conexão do prédio com os moradores do bairro.

Voltado a um público rico, o empreendimento fica em uma região de altitude elevada, que passou praticamente incólume ao caos que atingiu quase 157,7 mil pessoas e 39,4 mil edificações em Porto Alegre no ano passado.
Agora, o escritório volta os olhos para novos negócios em áreas mais baixas, como o edifício que, quando finalizado, terá 32 andares e será o terceiro mais alto da capital gaúcha.
O projeto residencial de apartamentos e estúdios inclui um passeio para veículos e pedestres no térreo ligando duas avenidas, além de um espaço para operações comerciais e culturais. “Isso traz uma atividade para o público dentro de uma área privada e começa pontualmente uma ativação urbana nessa área do centro”, diz Carolina.
Desde 1958, o Edifício Santa Cruz está no topo da lista de prédios mais altos, com 107 metros de altura, seguido pelo Edifício Coliseu, com 100 metros. Ambos também estão situados no centro histórico e foram atingidos pela enchente.
Eles ainda podem ser superados pelo empreendimento anunciado pela startup catarinense BeWiki, que capta recursos para construir um edifício de 117 metros na região do 4º Distrito —também na área da mancha de inundação.
Após a enchente, o grupo OSPA também assumiu um projeto na reconstrução de São Sebastião do Caí, uma das cidades gaúchas onde comunidades inteiras terão que mudar de lugar por causa do risco hidrológico.
O escritório assina o Parque das Bergamotas, um conjunto urbanístico habitacional para famílias de baixa renda com 44 casas modulares, uma escola e um posto da Brigada Militar. A obra é orçada em R$ 10 milhões e será custeada em parceria entre a prefeitura e associações comerciais da cidade.
“A gente se coloca como um ecossistema de desenvolvimento urbano”, diz o arquiteto Lucas Obino, um dos fundadores do grupo OSPA.
O escritório de arquitetura é um dos eixos de atuação do grupo, que também abriga a fintech Urbe.me, voltada a investimentos imobiliários via crowdfunding, e a plataforma Place, que desenvolve serviços de mapeamento urbano para construtoras e prefeituras. Os três negócios atuam de forma integrada com o Instituto Cidades Responsivas, núcleo de estudos e pesquisas voltado ao planejamento urbano.

Obino diz que a pandemia de Covid-19 aumentou o interesse da população em áreas verdes e espaços amplos, o que foi intensificado no Rio Grande do Sul pelas enchentes. Segundo ele, construtoras e incorporadoras já entenderam o recado.
“O movimento cultural dessa demanda está posto. Se há cinco anos tínhamos que educar a sociedade e os governos, isso hoje já foi feito”, diz Obino. “Agora é implementar e conseguir ter, pelo lado do mercado, a compreensão fina dessas demandas e, do lado do município, a articulação de políticas públicas e gestão urbana efetivas.”
*Com informações de Folha de São Paulo
Maior da América Latina, Festival Amazonas de Ópera retorna aos palcos de Manaus a partir desta terça-feira

Maior evento dessa expressão cultural na América Latina, o 26º Festival Amazonas de Ópera (FAO) acontece entre os dias 15 de abril e 18 de maio, com apresentações no Teatro Amazonas e no Centro Cultural Palácio da Justiça, oferecendo ao público superproduções com alguns dos artistas mais consagrados do cenário operístico contemporâneo.
A programação da 26ª edição reúne três óperas, três concertos e dois recitais e marca o início de um projeto de cooperação internacional que vai criar o “Corredor Criativo da Amazônia”. A iniciativa envolverá instituições culturais do Brasil, Colômbia, Portugal e a Áustria com o objetivo de promover o FAO internacionalmente, e inserir o festival e a cultura na agenda ambiental sustentável da Amazônia.
Realizado com recursos da Lei Rouanet, com patrocínio do Bradesco, e com apoio da Innova e Swarovski, o Festival Amazonas de Ópera é organizado pelo do Fundo do Festival em parceria com o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.
O secretário de Cultura e Economia Criativa, Caio André, explica que o Amazonas já está na agenda daqueles que amam a ópera e que esse gênero também está sacramentado na história do Estado.
“O festival Amazonas de Ópera é esperado ansiosamente todos os anos por aqueles que amam esse gênero, mas, sobretudo, vem conquistando mais e mais pessoas. A expectativa é sempre muito alta e eu arrisco a dizer que esse deverá ser ainda mais grandioso. O Governo do Estado sabe da importância do FAO para a agenda cultura do Amazonas e por isso faremos o melhor nesta edição”.
Os ingressos para os espetáculos do Festival Amazonas de Ópera estão à venda na bilheteria do Teatro Amazonas e no site shopingressos.com.br. A programação inclui uma versão em concerto de La Bohème (Puccini), As Bodas de Fígaro (Mozart) e apresentações como o concerto lírico Oca à la Rossini e os recitais Belcanto e Canções Brasileiras.
A abertura será nesta terça-feira (15/04), às 19h, com “La Vorágine”, uma ópera contemporânea baseada em um romance histórico colombiano, ambientado no ciclo da borracha. Os personagens saem da Colômbia com destino à capital amazonense, que vivia seu apogeu econômico devido à exploração do látex. A obra é uma coprodução Brasil–Colômbia e simboliza a entrada oficial do país vizinho no “Corredor Criativo da Amazônia”.
Composta por João Guilherme Ripper, a montagem é inédita e reúne cantores colombianos e brasileiros, além de equipes técnicas dos dois países. “Essa ópera marca o início de uma nova fase para o festival. A Colômbia, que já era parceira, agora passa a integrar o Corredor Criativo. Vamos assinar acordos com Portugal, Colômbia e Áustria, impulsionando a cultura, o turismo e a educação em Manaus e na região amazônica”, afirma a diretora-executiva do festival, Flávia Furtado.

Mais de 80% dos artistas e técnicos envolvidos em todo o Festival de Ópera são de Manaus e já trabalham na montagem da estrutura dos espetáculos e dos figurinos há cerca de 15 dias. Os ensaios em conjunto de parte dos artistas que vão se apresentar também já começaram no Teatro Amazonas e no Palácio da Justiça. Outros artistas desembarcam em Manaus, nas próximas semanas, para reforçar a preparação para os outros espetáculos.
De acordo com a organização do Festival Amazonas de Ópera, cerca de 280 pessoas estão engajadas diretamente na produção do evento – entre técnicos, solistas, coro e orquestra. A direção artística é do maestro Luiz Fernando Malheiro.
A programação do Festival de Ópera também contará com iniciativas voltadas à inclusão, como o espetáculo adaptado para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), e o espetáculo OCA alla Rossini para estudantes de escolas da rede pública.
Ópera transformando a Amazônia
Criado em 1997, o Festival Amazonas de Ópera gerou importante impacto para a cultura e a economia criativa manauara. A partir do evento, os corpos artísticos do Estado começaram a ser montados e toda uma cadeia de trabalho da economia criativa foi estruturado, com destaque também para a expansão do setor hoteleiro e gastronômico no entorno do Teatro Amazonas.
Agora, o Festival inicia um novo capítulo cuja missão é destacar a colaboração do setor cultural para a preservação da Amazônia brasileira. Flávia Furtado destaca que a assinatura de convênios com grupos da Áustria, Colômbia e Portugal marca essa nova etapa, que vai beneficiar a classe artística em Manaus e Belém, além de ampliar as oportunidades de qualificação de mão de obra.
“A gente tem um fundo criado para dar suporte ao festival, cuja história de 25 anos nos habilita para o próximo passo, que é ser reconhecido como grande impulsionador de turismo, cultura e educação para a cidade de Manaus. O ‘Corredor Criativo’ vai envolver o Amazonas e o Pará, que têm os maiores festivais de ópera do país. A gente entende que precisa replicar essa experiência”, disse a diretora-executiva do Festival Amazonas de Ópera.
Segundo ela, têm gerações de amazonenses que trabalham no teatro. É um projeto amazonense, para amazonenses porque 70% dos corpos artísticos e 80% dos trabalhadores técnicos são do Amazonas. “Precisamos comunicar isso, porque o FAO é um projeto estruturante e sustentável que gera impactos para o meio ambiente e precisa ser incentivado e multiplicado”, destaca.
A proposta do “Corredor Criativo da Amazônia” será lançada na quarta-feira (16/04). Um dos objetivos é arrecadar recursos internacionais para fomentar ações estruturantes e de colaboração regional entre os membros do Corredor.
“A ideia é fazer o festival funcionar na primeira metade do ano e, no segundo semestre, o trabalho ficará centrado na formação da mão de obra local, parcerias técnicas e ações com educação para escolas e instituições públicas do Amazonas. Por isso, vamos buscar linhas de financiamento para a cultura e meio ambiente objetivando beneficiar as cidades da região amazônica”, adiantou Flávia Furtado.

Em conjunto com essa iniciativa, será lançado o Prêmio Carlos Gomes dentro do Concurso de canto de Cascais. A premiação é parte de uma estratégia de divulgação do Festival Amazonas de Ópera na comunidade europeia. Dando visibilidade não apenas ao FAO, mas ao Brasil e nossa história importante com o gênero operístico.
Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas, localizado na praça São Sebastião, Centro, ou pelo site shopingressos.com.br. A programação e bastidores do evento podem ser conferidos no perfil oficial do Festival no Instagram, pelo @festivalamazonasdeopera.
CMM aprova reajuste salarial de servidores da Prefeitura de Manaus










